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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 681
De 14/09 a 16/09/2010
 
 
 

Dia 14/09: 257.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1915 nasce John Dobson. Fundador do "Sidewalk Astronomers".

Ensinou muitos a construir telescópios modestos e a usá-los: "Temos a responsabilidade de mostrar aos outros como é o nosso Universo a partir de um telescópio -- e explicar o que estão a ver."
Em 1959, a sonda soviética Luna 2 colide com a Lua, tornando-se no primeiro objecto feito pelo Homem a lá chegar.
Observações: Ao anoitecer, a brilhante Vega brilha um pouco para Oeste do zénite. Arcturo, igualmente brilhante, brilha moderadamente baixa a Oeste. A um terço do caminho entre Vega e Arcturo, está Hércules. A dois-terços, o ainda mais ténue semi-círculo da Coroa Boreal.

Dia 15/09: 258.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968, lançamento da soviética Zond 5, tornando-se a primeira sonda a dar uma volta à Lua e a re-entrar na atmosfera da Terra.

Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 06:50.

Dia 16/09: 259.º dia do calendário gregoriano.
Observações: A Lua brilha por cima da pega do Bule de Chá de Sagitário.

 
 
 
Devido à gravidade, a Terra nunca poderá ter uma montanha com mais de 10 km de altitude. Caso não existisse uma gravidade tão forte, os Himalaias já há muito tempo teriam passado esta altura.
 
 
 
  ASTRÓNOMOS DESCOBREM 14 NOVOS OBJECTOS TRANS-NEPTUNIANOS ESCONDIDOS EM DADOS DO HUBBLE  
 

Para lá da órbita de Neptuno residem inúmeras rochas geladas conhecidas como objectos trans-Neptunianos. Um dos maiores, Plutão, está classificado como um planeta anão. A região também fornece cometas como o conhecido Cometa Halley. A maioria destes objectos trans-Neptunianos são pequenos e recebem pouca luz solar, o que os torna ténues e difíceis de avistar.

Agora, astrónomos usando técnicas para seleccionar dados de arquivo do telescópio Hubble da NASA acrescentaram 14 novos objectos trans-Neptunianos ao catálogo. O seu método promete descobrir centenas mais.

"Os objectos trans-Neptunianos são muito interessantes porque são os blocos de construção deixados para trás da formação do Sistema Solar," explicou Cesar Fuentes, da Universidade do Norte do Arizona, EUA e autor principal de um artigo aceite para publicação na revista Astrophysical Journal.

À medida que os objectos trans-Neptunianos lentamente orbitam o Sol, movem-se contra o pano de fundo estelar, aparecendo como rastos de luz em fotografias de longo tempo de exposição. A equipa desenvolveu um software para analisar centenas de imagens do Hubble em busca de tais rastos. Após alguns candidatos promissores terem sido sinalizados, as imagens foram visualmente examinadas para confirmar ou refutar cada descoberta.

Impressão de artista de um objecto trans-Neptuniano.
Crédito: NASA, ESA e G. Bacon (STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A maioria dos objectos trans-Neptunianos está situada perto da eclíptica -- uma linha no céu que marca o plano do Sistema Solar (pois o Sistema Solar formou-se a partir de um disco de material). Por isso, a equipa pesquisou até 5º da eclíptica para aumentar as suas hipóteses de sucesso.

Descobriram 14 objectos, incluíndo um binário (dois objectos que se orbitam um ao outro como um sistema Plutão-Caronte em miniatura). Todos são muito ténues, a maioria com magnitudes 25-27 (acima de 100 milhões de vezes mais ténues que os objectos visíveis a olho nu).

Ao medir o seu movimento pelo céu, os astrónomos calcularam uma órbita e distância para cada objecto. Ao combinar a distância e o brilho (e um albedo assumido para a reflectividade), estimaram então o tamanho. Os recém-descobertos objectos trans-Neptunianos variam entre os 40 e os 100 km de comprimento.

Ao contrário dos planetas, que tendem a ter órbitas muito achatadas (conhecidas como baixa-inclinação), alguns objectos trans-Neptunianos têm órbitas significativamente inclinadas em relação à eclíptica. A equipa examinou a distribuição dos objectos trans-Neptunianos com baixa-inclinação contra os com alta-inclinação para saber mais como a população evoluíu ao longo dos últimos 4,5 mil milhões de anos.

Geralmente, os objectos trans-Neptunianos mais pequenos são restos aniquilados de objectos maiores. Ao longo dos milhares de milhões de anos, estes objectos colidem uns com os outros, desfazendo-se. A equipa descobriu que a distribuição de objectos trans-Neptunianos de baixa-inclinação versus alta-inclinação é relativamente a mesma à medida que os objectos se tornam mais ténues e pequenos. Por isso, ambas as populações (baixa e alta inclinações) têm histórias similares de colisões.

Este estudo inicial examinou apenas um-terço de um ângulo quadrado do céu, o que significa que há muito mais para pesquisar. Centenas de objectos trans-Neptunianos podem esconder-se nos dados de arquivo do Hubble a latitudes elípticas maiores. Fuentes e seus colegas pretendem continuar com a sua pesquisa.

"Conseguimos provar a nossa capacidade para detectar e caracterizar os objectos trans-Neptunianos mesmo até com dados planeados para propósitos diferentes," afirma Fuentes.

Links:

Notícias relacionadas:
Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
SPACE.com
PHYSORG.com
MSNBC

Objectos trans-Neptunianos:
Wikipedia
Lista de objectos trans-Neptunianos (CfA)

Telescópio Espacial Hubble: 
Hubble, NASA 
ESA
STScI
Wikipedia

 
     
 
 
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  Luz Zodiacal Na Namíbia - Crédito: Rudi Dobesberger (Sternfreunde Steyr)  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Um invulgar triângulo de luz é visível, por esta altura do ano mesmo antes do amanhecer, no hemisfério Norte. Já considerado como um nascer-do-Sol falso, este triângulo de luz é na realidade a luz zodiacal, luz reflectida por partículas interplanetárias. O brilhante triângulo é claramente visível à direita da imagem, obtida pouco tempo depois do pôr-do-Sol na Namíbia (hemisfério Sul) em Junho de 2009. A banda central da nossa Via Láctea à esquerda parece-se com a banda zodiacal à direita, mas depois curva pelo céu. As pequenas e ténues manchas dentro do arco são as galáxias Grande e Pequena Nuvens de Magalhães. A poeira zodiacal orbita o Sol predominantemente no mesmo plano que os planetas: a eclíptica. A luz zodiacal é tão brilhante no norte nesta altura do ano porque a banda de poeira está orientada quase na vertical ao nascer-do-Sol, e o espesso ar perto do horizonte não bloqueia a brilhante poeira reflectiva. A luz zodiacal é também brilhante para os habitantes do hemisfério Norte em Março e Abril mesmo depois do pôr-do-Sol. No hemisfério Sul, a luz zodiacal é mais notável após o pôr-do-Sol no fim do Verão e antes do nascer-do-Sol no final da Primavera.

 


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