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JOGOS OLÍMPICOS MAIS SEGUROS COM NAVEGAÇÃO POR SATÉLITE
30 de Julho de 2004
 

Os Jogos Olímpicos de Atenas serão mais seguros graças a tecnologia a ser desenvolvida pela Agência Espacial Europeia.

O uso do EGNOS (European Geostationary Navigation Overlay Service) que é o sistema de navegação por satélite europeu permitirá já em Atenas melhorar a navegação na cidade aumentando deste modo a segurança.


O novo Estádio Olímpico de Atenas.
Crédito: ESA

O sistema EGNOS é o percursor do sistema europeu Galileo que complementará de forma directa o sistema norte-americano GPS e o sistema russo GLONASS.

O EGNOS utiliza apenas três satélites o que não lhe permitindo ser autónomo (é necessário um mínimo de quatro) permite-lhe aumentar a precisão obtida pelo sistema GPS dado que os dados dos três satélites.

Diversas simulações testaram já o EGNOS em diferentes ambientes característicos dos Jogos Olímpicos que agora se aproximam. O projecto chamado INDtANT Olympic foi lançado no âmbito do 5º Quadro Comunitário e é coordenado pela Galileo Joint Undertaking.

O projecto que envolve um consórcio de várias PMEs  com a empresa italiana Next  e com a empresa grega Algosystems é um serviço preparado para correr diversas aplicações críticas baseadas em terminais de navegação por satélite à escala global. O objectivo é satisfazer necessidades de segurança de eventos como os Jogos Olímpicos na Grécia.

A primeira experiência que decorre já em Atenas é a gestão de pessoal de uma empresa de segurança. Os guardas de serviço munidos de um receptor/transmissor (PDA-Personal Digital Assistant) podem enviar alarmes para a central de serviço onde podem ser tomadas decisões imediatas pois com o sinal de alarme emitida é emitido um sinal de localização exacta do guarda em causa.


O PDA permitirá a um guarda comunicar à central situações de alarme e a sua localização.
Crédito: ESA

As restantes aplicações a ser agora testadas na Grécia são as que já existem para o GPS relativamente à navegação. De facto, espera-se que no futuro os receptores que agora operam com o GPS passem a incluir alternativas para navegar usando o sistema Galileo.


O Sistema EGNOS vai ter os seus primeiros testes também no que se refere à navegação.
Crédito: ESA

Para o cidadão comum a maior importância que terá o sistema Galileo será a de garantir que o GPS não virá a ser pago como chegou a ser pretendido pelo Ministério da  Defesa Norte Americano.

Durante muitos anos o sistema GPS tinha uma precisão com um erro de cerca de uma centena de metros para os civis pois havia uma adulteração do pseudo-código emitido pelos satélites cuja descodificação era apenas possível aos militares norte americanos, pelo que as determinação dos civis tinham bastantes erros. Recentemente essa codificação foi retirada o que permitia a sua utilização sem erros pelos civis mas chegou a ser pensado que a utilização de receptores preparados para descodificar os sinais chegasse a ser paga. A existência do sistema Galileo faz com que se o sistema GPS se quiser manter-se competitivo tenha que ser gratuito.

Os receptores normais de GPS sem interferometria tem erros até cerca de 20 metros que com a utilização do sistema EGNOS podem ser reduzidos para um máximo de 5 metros.

Links:

ESA:
http://www.esa.int

EGNOS:
http://www.esa.int/esaNA/GGG63950NDC_index_0.htm

 
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