O meteoro que embateu no solo produzindo a Cratera do Meteorito do Arizona embateu no planeta a uma velocidade muito mais baixa que a que se tinha inicialmente pensado, mas ainda assim 10 vezes mais rápido que uma bala de carabina.

A Cratera do Meteorito no Arizona.
Crédito: Peter L. Kresan
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As novas análises, anunciadas ontem, revelam que houve muito menos rocha derretida na cratera que o que foi inicialmente pensado. Este mistério foi um quebra-cabeças durante anos.
O grande buraco no solo - cerca de 200 m de profundidade e 1250m de diâmetro, foi produzido há cerca de 50,000 anos por um asteróide com cerca de 40 m de diâmetro.
Os cálculos anteriores estimavam que o embate se dera a uma velocidade de 15 km/s e estavam baseados nas velocidades a que se vêem os grandes meteoros atingir a Terra actualmente. No entanto, um embate a essa velocidade teria que ter produzido mais rocha fundida.

Lado Leste da Cratera do Meteorito no Arizona.
Crédito: David A. Kring, Lunar e Planetary Laboratory
O novo modelo computacional que foi apresentado na revista Nature de 10 de Março, mostra que o objecto teria travado bastante durante o seu trajecto pela atmosfera, tendo parte sido desfeita formando uma nuvem de fragmentos de ferro com a forma de uma panqueca antes do impacto da meteorito com o solo.
Do objecto inicial de 300,000 toneladas apenas cerca de metade terá chegado ao solo e atingido o planeta a cerca de 12 km/s, de acordo com o referido por Jay Melosh, o investigador principal da Universidade do Arizona.
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http://uanews.org/cgi-bin/WebObjects/UANews.woa/4/wa/SRStoryDetails?ArticleID=10766
http://www.eurekalert.org/pub_releases/2005-03/uoa-ssm030705.php
http://www.physorg.com/news3321.html
http://www.space.com/scienceastronomy/050309_meteor_crater.html
Resumo da Nature (com acesso para assinantes):
http://www.nature.com/cgi-taf/DynaPage.taf?file=/nature/journal/v434/n7030/abs/434157a_fs.html |