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NASA CONVIDA PÚBLICO A AJUDAR A ESCOLHER O LOCAL DE RECOLHA DE AMOSTRAS DA OSIRIS-REX
28 de maio de 2019

 


Esta imagem mostra a superfície do asteroide Bennu numa região perto do equador. Foi obtida pela PolyCam a bordo da sonda OSIRIS-REx no dia 21 de março a uma distância de 3,5 km. O campo de visão mede 48,3 metros. Para efeitos de escala, a rocha clara no canto superior esquerdo da imagem tem 7,4 m de comprimento.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona

 

A missão OSIRIS-REx da NASA, atualmente em órbita do asteroide Bennu, precisa de mais pares de olhos para ajudar a escolher o local de recolha de amostras - e para procurar qualquer outra coisa que possa ser cientificamente interessante.

A sonda OSIRIS-REx encontra-se em Bennu desde 3 de dezembro de 2018, mapeando detalhadamente o asteroide, enquanto a equipa da missão procura um local de recolha de amostras seguro, propício à coleta de amostras e digno de estudo mais detalhado. Um dos maiores desafios deste esforço, que a equipa descobriu logo após chegar ao asteroide há cinco meses atrás, é que Bennu tem uma superfície extremamente rochosa e cada pedregulho representa um perigo para a segurança da nave. Para agilizar o processo de seleção de amostras, a equipa está a solicitar a cidadãos, cientistas voluntários, que desenvolvam um mapa de risco contando pedregulhos.

"Pela segurança da sonda, a equipa da missão precisa de um catálogo abrangente de todos os pedregulhos próximos dos potenciais locais de recolha de amostras, e convido os membros do público a ajudar a equipa da missão OSIRIS-REx a realizar esta tarefa essencial," disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx da Universidade do Arizona, em Tucson, EUA.

Para este esforço, a NASA fez parceria com o CosmoQuest, um projeto do PSI (Planetary Science Institute) que apoia iniciativas de ciência cidadã. Os voluntários realizarão as mesmas tarefas que os cientistas planetários - medindo as rochas de Benu e mapeando os seus pedregulhos e crateras - através da utilização de uma simples interface web. Também vão marcar outras características cientificamente interessantes no asteroide para futuras investigações.

O trabalho de mapeamento de rochas envolve um alto grau de precisão, mas não é difícil. A aplicação de mapeamento do CosmoQuest requer um computador, um monitor e um rato capaz de fazer marcas precisas. Para ajudar os voluntários a começar, a equipa do CosmoQuest fornece um tutorial interativo, bem como assistência adicional ao utilizador por meio de uma comunidade Discord e sessões de "livestreaming" no site Twitch.

"Estamos muito satisfeitos e empolgados por disponibilizar as imagens da OSIRIS-REx para este importante empreendimento de ciência cidadã," disse Rich Burns, gerente do projeto OSIRIS-REx no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA. "Bennu surpreendeu-nos com uma abundância de pedregulhos. Pedimos a ajuda dos cientistas cidadãos para avaliar este terreno acidentado, para que possamos manter a nossa nave em segurança durante as operações de recolha de amostras."

A recolha de amostras não é algo novo para a NASA - este ano, a agência espacial comemora o 50.º aniversário das missões Apollo à Lua, que permitiram com que os astronautas trouxessem 382 kg de amostras de rochas e solo lunar. Essas amostras ajudaram os cientistas a descobrir que a Lua tem água nas rochas e até permanentemente gelada nas crateras. Estes achados, e outros, inspiraram a agência a criar o programa Artemis para fazer regressar humanos à Lua até 2024 e a começar a preparar a exploração humana de Marte.

"A missão OSIRIS-REx vai continuar o legado da Apollo dando aos cientistas amostras preciosas de um asteroide," disse Lori Glaze, diretora da Divisão de Ciência Planetária na sede da NASA em Washington. "Estas amostras vão ajudar os cientistas a descobrir os segredos da formação planetária e as origens do nosso planeta Terra."

A campanha de mapeamento de Bennu continua até 10 de julho, quando a missão inicia o processo de seleção do local de recolha de amostras. Assim que os locais primários e secundários sejam selecionados, a nave começará um reconhecimento mais próximo para mapear os dois locais a uma resolução inferior a um centímetro. A manobra de amostragem TAG (Touch-and-Go) está programada para julho de 2020, e a sonda regressará à Terra com a sua carga em setembro de 2023.

Para juntar-se como voluntário à iniciativa de mapeamento de Bennu, visite:

http://bennu.cosmoquest.org/
 
 

 


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Esta imagem mostra a grande variedade de formas, tamanhos e composições dos pedregulhos que podem ser encontrados no asteroide Bennu. Foi obtida pela câmara PolyCam a bordo da sonda OSIRIS-REx da NASA no dia 28 de março a uma distância de 3,4 km. O campo de visão tem 49,6 metros.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona


// NASA (comunicado de imprensa)

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22/03/2019 - OSIRIS-REx revela grandes surpresas em Bennu
15/03/2019 - Bennu, o alvo da missão OSIRIS-REx, gira mais depressa ao longo do tempo
14/12/2018 - Recém-chegada OSIRIS-REx já descobriu água no asteroide Bennu
28/08/2018 - OSIRIS-REx da NASA começa campanha de observações do asteroide
27/12/2016 - OSIRIS-REx vai procurar asteroides raros
06/09/2016 - NASA prepara-se para lançar a sua primeira missão de recolha e envio de amostras de um asteroide

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