Ariel é o décimo segundo dos satélites conhecidos de Urano.
Descoberto por Lassell em 1851.
Ariel é um gracioso mas travesso espirito na obra de Shakespeare "A Tempestade".
O nome "Ariel" e os nomes de todos os 4 satélites de Urano conhecidos na altura foram sugeridos por John Herschel em 1852 a pedido de Lassell. Lassell tinha apoiado o esquema de nomeação para as 7 luas conhecidas de Saturno por Herschel em 1847 e tinha dado o nome do recém-descoberto oitavo satélite Hiperion de acordo com o esquema de nomeação de Herschel em 1848.
As primeiras observações detalhadas de Ariel foram feitas pela sonda Voyager 2 durante o seu voo rasante por Urano em 1986.
Ariel e Titânia são bastante parecidos, embora este último seja 35% maior. Todas as grandes luas de Urano são uma mistura de aproximadamente 40-50% de água gelada em que o resto é rocha, uma fracção um pouco maior que a das grandes luas de Saturno, como por exemplo Rea.
A superfície de Ariel é uma mistura de terrenos craterados e sistemas de vales interligados com centenas de quilómetros de comprimento e mais de 10 km de profundidade. É similar mas em muito maior tamanho a Titânia. Algumas das crateras parecem estar metade submergidas. A superfície de Ariel é relativamente jovem (embora mais antiga que outras luas como Encelado); obviamente esteve em funcionamento algum processo de trazer para a superfície algum material interior. Alguns cumes no meio dos vales são interpretados como efusões de gelo.