Top thingy left
 
LUA
A Lua é o único satélite natural da Terra: chamada Luna pelos Romanos, Selena e Artémis pelos Gregos, e muitos outros nomes nas mais variadas mitologias.

A Lua, claro, é conhecida desde a pré-história. É o segundo objecto mais brilhante do céu a seguir ao Sol. Como a Lua orbita a Terra uma vez por mês, o ângulo entre a Terra, a Lua e o Sol muda; podemos ver isto como o ciclo de fases da Lua. O tempo entre Luas novas sucessivas é 29.5 dias (709 horas), um pouco diferente do período orbital da Lua (medido com as estrelas no pano de fundo), dado que a Terra percorre uma distância significativa na sua órbita à volta do Sol nesse tempo.

Devido ao seu tamanho e composição, a Lua é às vezes classificada como um "planeta" terrestre, em conjunto com Mercúrio, Vénus, Terra e Marte.

A Lua foi visitada pela primeira vez pela sonda Soviética Luna 2 em 1959. É o único corpo extraterrestre que foi visitado por humanos. A primeira aterragem foi a 20 de Julho de 1969; a última em Dezembro de 1972. A Lua é também o único corpo em que amostras do seu solo foram trazidas para a Terra. No Verão de 1994, a Lua foi extensamente mapeada pela pequena sonda Clementine e outra vez em 1999 pela Lunar Prospector. A sonda europeia SMART-1, lançada a 27 de Setembro de 2003, entrou em órbita da Lua a 15 de Novembro de 2004. Estudou o ambiente lunar e criou um mapa de raios-X da Lua. Os EUA estão determinados em fazer regressar seres humanos à Lua, como local de preparação para uma missão tripulada a Marte. A China também mostra interesse em ir à Lua, especialmente para procurar o isótopo Hélio-3. O Japão e a Índia também estão na corrida (o Japão já lançou algumas missões, Selene, e até uma base lunar está planeada; a Índia enviou em 2008 um satélite orbital não-tripulado, chamado Chandrayan).


Figura 1 - O nosso único satélite natural, a Lua é um corpo rochoso com imensas crateras e "mares", partes mais escuras e planas, compostas de basalto.
Crédito: Stefan Seip
 

Figura 2 - A missão Apollo 11 foi a primeira missão triulada a aterrar na Lua. "Um pequeno passo para o Homem, um salto de gigante para a Humanidade", foi o que o astronauta Neil Armstrong disse ao pisar pela primeira vez o solo lunar.
Crédito: Apollo 11, NASA

As forças gravitacionais entre a Terra e a Lua causam efeitos interessantes. O mais óbvio são as marés. A atracção gravitacional da Lua é mais forte no lado da Terra mais próximo da Lua e mais fraco no oposto. Dado que a Terra, e particularmente os oceanos, não são perfeitamente rijos, esticam-se ao longo da linha directa para a Lua. Da nossa perspectiva, na superfície da Terra, vemos duas pequenas protuberâncias, uma na direcção da Lua e outra na direcção oposta. O efeito é muito maior na água do que na crosta sólida, por isso as protuberâncias na água são maiores. E porque a Terra gira muito mais rapidamente que a Lua na sua órbita, estas protuberâncias movem-se pela Terra uma vez por dia dando duas marés diárias (este é um modelo extremamente simplificado; na realidade, as marés, especialmente perto da costa, são muito mais complicadas).

Mas a Terra não é completamente fluida. A rotação da Terra transporta as protuberâncias um pouco mais à frente do ponto directamente por baixo da Lua. Isto significa que a força entre a Terra e a Lua não é exactamente na mesma linha entre os seus centros, produzindo um momento de torção na Terra e uma força de aceleração na Lua. Isto causa uma transferência tipo-rede de energia rotacional da Terra para a Lua, diminuindo a rotação da Terra 1.5 milissegundos/século e aumentando a órbita da Lua para uma mais alta cerca de 3.8 centímetros por ano (o efeito oposto acontece aos satélites com órbitas invulgares tal como Phobos e Tritão).

 

A natureza assimétrica da interacção gravitacional é também responsável pelo facto de a Lua girar sincronamente, isto é, está "presa" na sua fase com a sua órbita, e por isso mostra sempre o mesmo lado para a Terra. Tal como a rotação da Terra está agora a ser diminuída pela influência da Lua, também no passado distante a rotação da Lua foi diminuída pela acção da Terra, mas nesse caso o efeito foi muito mais forte. Quando a rotação da Lua ficou igual ao seu período orbital (tal que as protuberâncias sempre estavam na direcção da Terra) não existia mais um movimento de torção fora-do-centro da Lua e atingiu-se uma situação estável. A mesma coisa aconteceu com a maioria dos outros satélites do sistema solar. Eventualmente, a rotação da Terra irá diminuir até igualar o período da Lua, como é o caso de Plutão e Caronte.

De facto, a Lua parece oscilar um pouco (devido à sua órbita um pouco não-circular), por isso de vez em quando consegue-se observar uns quantos graus do lado negro, mas a sua maioria era completamente desconhecida até que a sonda soviética Luna 3 a fotografou em 1959 (nota: não existe um "lado negro" da Lua; todas as partes da Lua recebem luz do Sol durante metade do tempo (excepto nalgumas crateras profundas perto dos pólos). Alguns usos do termo "lado negro" no passado podem referir-se no sentido de "desconhecido" (como por exemplo "África negra") mas esse significado já não é válido hoje em dia.

A Lua não tem atmosfera. Mas dados recolhidos pela Clementine sugerem a existência de gelo nalgumas crateras profundas perto do pólo sul da Lua que estão sempre à sombra. Isto foi depois confirmado pela Lunar Prospector e pela Lunar Reconnaissance Orbiter. Existe aparentemente gelo também no pólo norte. O custo da exploração lunar ficou agora muito mais barato!


Figura 3 - O "lado negro" da Lua era-nos desconhecido até que foi fotografado em 1959 pela sonda soviética Luna 3.
Crédito: Apollo 16
 

Figura 4 - A estrutura da Lua.
Crédito: Enciclopédia do Espaço e do Universo, DK Multimedia.
A crosta da Lua tem 68km de espessura média e varia essencialmente entre 0 por baixo do Mar das Crises até 107km a Norte da cratera Korolev no "lado negro" lunar. Por baixo da crosta está um manto e provavelmente um pequeno núcleo (com mais ou menos 340 km de raio e 2% da massa da Lua). Ao contrário da Terra, no entanto, o interior da Lua já não está activo. Curiosamente, o centro de massa da Lua está afastado do seu centro geométrico uns 2km na direcção da Terra. A crosta é também mais fina no lado mais perto da Terra.

Existem dois tipos principais de terreno na Lua: as velhas terras-altas, largamente crateradas, e os relativamente lisos e mais jovens mares. Os mares (que constituem cerca de 16% da superfície da Lua) são grandes crateras de impacto que foram mais tarde preenchidas por lava. A maioria da superfície está coberta por regolito, uma mistura de pó fino e detritos rochosos produzidos pelos impactos de meteoros. Por alguma razão desconhecida, os mares estão concentrados no lado visível.
A maioria das crateras do lado visível têm os nomes de figuras famosas da história da Ciência tal como Tycho, Copérnico e Ptolomeu. As características geográficas no lado negro têm referências modernas, tal como Apollo, Gagarin e Korolev (com uma tendência mais russa, já que as primeiras imagens foram obtidas pela Luna 3). Em adição às características familiares no lado visível, a Lua tem também as grandes crateras Pólo Sul-Aitken no lado negro que tem 2250 km de diâmetro e 12km de profundidade, o que faz com que seja a maior bacia de impacto confirmada do Sistema Solar, e a cratera Oriental no limbo Oeste, que é um esplêndido exemplo de uma cratera com anéis múltiplos.

 
Um total de 382 kg de rochas foram trazidas para a Terra pelos programas Apollo e Luna. Estas providenciam a maioria do nosso conhecimento sobre a Lua. São particularmente valiosas, pois podem ser datadas. Até hoje, mais de 40 anos depois da última aterragem da Lua, os cientistas continuam a estudar estas amostras preciosas.

A maioria das rochas na superfície da Lua parecem ter entre 4.6 e 3 mil milhões de anos. É uma correspondência casual com as rochas terrestres, que têm apenas um pouco mais que 3 mil milhões de anos. Sendo assim a Lua providencia dados sobre a história do Sistema Solar que não estão disponíveis na Terra.

Antes do estudo das amostras da Apollo, não havia consenso acerca da origem da Lua. Existiam três teorias principais: co-acreção, que dizia que a Lua e a Terra se tinham formado ao mesmo tempo da Nebulosa Solar; fissão que dizia que a Lua se tinha separado da Terra; e captura, que dizia que a Lua se tinha formado noutro sítio qualquer e que tinha sido capturada pela Terra. Nenhuma destas funciona lá muito bem. Mas as novas e detalhadas informações das rochas lunares inclinam o prato da balança para a teoria do impacto; que a Terra colidiu com um grande objecto (do tamanho de Marte ou até maior) e que a Lua se formou a partir do material expelido. Ainda existem detalhes para se estudar, mas a teoria de impacto é agora largamente aceite.


Figura 5 - Amostra n.º 15415 de rocha lunar trazida pela Apollo 15. É constituída por anortosito branco, que tem 4.5 mil milhões de anos - tão antiga como a Terra.
Crédito: NASA
 
A Lua não tem um campo magnético global. Mas algumas das suas rochas exibem magnetismo remanescente, o que indica que possa ter tido um campo magnético global no começo da sua história.

Sem atmosfera ou campo magnético, a superfície da Lua está exposta directamente ao vento solar. Ao longo da sua vida de 4 mil milhões de anos, muitos iões de hidrogénio do vento solar têm sido embebidos na superfície da Lua. Por isso, as amostras das rochas trazidas pelas missões Apollo têm provado ser um objecto de grande contributo para o estudo do vento solar. Este hidrogénio lunar poderá um dia ser usado como combustível para foguetões.

 
GALERIA DE FOTOS

Figura 6 - Mapa da Lua (lado visível e negro, respectivamente). Devido ao facto de ter uma rotação síncrona, apenas podemos observar um dos lados. O lado negro só pode ser visto em pequenas porções perto do limbo devido à libração. Foi graças às sondas espaciais que agora sabemos a sua aparência.
Crédito: NASA; Enciclopédia do Espaço e do Universo, DK Multimedia
Figura 7 - A Terra tem uma lua. Um símbolo para canções de amor, filmes, poemas e folclore, muitos mitos acerca da Lua datam desde a Antiguidade. De facto, o nome Monday (Segunda em Inglês) vem de "Moon-day". A Lua brilha devido à luz solar reflectida e é frequentemente o objecto mais brilhante do céu nocturno. A Lua orbita a Terra cerca de uma vez por mês (em inglês, "moon"-th) a pouco mais de 1 segundo-luz de distância. A Lua cheia na imagem do lado ocorre quando esta está quase na direcção oposta do Sol na sua órbita. O diâmetro da Lua é cerca de 1/4 do da Terra, e desde a superfície da Terra ela parece ter praticamente o mesmo tamanho angular que o Sol. Provas recentes indicam que a Lua se formou a partir um impacto colossal com a Terra há mais ou menos 4.5 mil milhões de anos, e por isso tem uma composição semelhante à Terra. Os seres humanos pisaram o solo lunar pela primeira vez em 1969.
Crédito: Observatório Lick
Figura 8 - Esta é a diferença no tamanho aparente da Lua quando se encontra no perigeu (posição mais próxima da Terra) e no apogeu (posição mais afastada da Terra). Poderá pensar-se que a diferença na distância faz diminuir ou aumentar razoavelmente o brilho da Lua, mas os cálculos mostram que é apenas um pouco mais brilhante. Estas duas imagens foram registadas pela sonda Galileu.
Crédito: Projecto Galileu, NASA
Figura 9 - Reconhece a Lua se a ver? Esta imagem «psicadélica» cheia de cores falsas faz com que a Lua quase Cheia pareça muito estranha. A imagem foi tirada em 1992 pela sonda Galileu, no caminho para Júpiter. O Mar da Tranquilidade é a área azul à direia, o Oceano das Tempestades é a grande área azul e laranja à esquerda, e as linhas brancas radiam da cratera Tycho na parte de baixo do centro. Três filtro foram usados para fazer três exposições separadas, combinando um esquema de cores exagerado para realçar as diferenças na sua composição - os tons azuis revelam áreas ricas em titânio enquanto que os laranjas e púrpuras mostram regiões pobres em titânio e ferro. Estudos posteriores foram feitos pela sonda da NASA Lunar Prospector e actualmente a sonda europeia SMART-1.
Crédito: Projecto Galileu, JPL, NASA
Figura 10 - Esta surpreendente imagem do terceiro quarto de Lua foi registada no Wisconsin, EUA, com um telescópio de 24 polegadas e uma câmara digital a 19 de Outubro de 2000. Maravilhosamente detalhada, especialmente ao longo do terminador ou a linha de sombra entre a noite lunar e o dia, este versão cortada à esquerda (clicar na imagem para ver a versão original) mostra a cratera região polar Norte e parte do largo Mare Imbrium. No canto superior esquerdo temos a grande cratera Platão (95 quilómetros), enquanto que o «corte» para a direita (perto do terminador) tem o nome de Vale Alpino (Vallis Alpes).
Crédito: Peter Armstrong
Figura 11 - A 31 de Julho de 1964, a sonda Ranger 7 colide com a Lua. Dezessete minutos antes do impacto, regista esta imagem - a primeira imagem da Lua registada por uma sonda americana. É claro que a Ranger 7 tinha mesmo o intuito de colidir, transmitindo imagens detalhadas da superfície lunar dureante os seus últimos momentos. Os objectivos do programa Ranger era de começar a mapeação em alta-resolução da superfície lunar em preparação para uma futura aterragem. A primeira imagem cobre cerca de 360 quilómetros do topo até abaixo e é centrada no Mar das Nuvens (Mare Nubium). A maior cratera no meio à direita, chama-se Alphonsus e mede 108 quilómetros de diâmetro.
Crédito: NASA
Figura 12 - A superfície da Lua está coberta de crateras, cicatrizes de impacto frequentes durante o início da história do Sistema Solar. Agora, resultados enviados pela sonda Lunar Prospector suportam a ideia de que a Lua se formou dos detritos de um gigantesco impacto de uma corpo planetário com o tamanho de Marte com a Terra há quase 4.5 mil milhões de anos. A teoria de impacto para a origem da Lua pode explicar, por exemplo, o porquê das rochas lunares trazidas pelas missões Apollo terem os mesmos rácios isotópicos que as rochas da Terra, embora a Lua seja deficiente em elementos pesados tal como o ferro. Pode também explicar uma descoberta importantíssima das experiências da sonda Lunar Prospector - que o núcleo da Lua é proporcionalmente muito pequeno. Se a Lua se formou simplesmente como um "mundo irmão", a sua origem sendo levada até à nuvem solar primordial, deveria ter o mesmo conteúdo em ferro e relativo tamanho do núcleo. Mas o material disparado da superfície da Terra por um corpo impactante explicaria a carência de ferro e outros elementos pesados que se acostaram no núcleo da Terra, mas mesmo assim mantendo rácios de isótopos químicos semelhantes. Uma fracção desta nuvem de detritos ficaria em órbita da Terra e formaria posteriormente a Lua.
Crédito: Projecto Galileu, JPL, NASA

Figura 13 - Esta imagem, tirada pela tripulação da Apollo 17 em órbita da Lua em 1972, mostra a desértica superfície lunar à volta da cratera Copérnico. Este tipo de imagens sem vida são já comuns há dezenas de anos. No entanto, em Agosto de 1835 o jornal New York Sun é o primeiro a publicar uma série de histórias sensacionalistas acerca da vida na Lua - aparentemente para aumentar a sua venda. Estas descrições da vida lunar fizeram com que muitas pessoas acreditassem de facto que havia lá vida e tornou-se num dos maiores embustes da História. Supostamente baseadas em observações telescópicas, as histórias falavam de episódios surpreendentes de uma Lua com oceanos e praias, borbulhando de vida animal e vegetal e culminando nas observações de criaturas humanóides peludas e com asas, assemelhando-se com morcegos! Em pouco menos de um mês o truque tinha sido revelado, mas o jornal continuou a registar vendas acentuadas.
Crédito: Apollo 17, NASA
Figura 14 - Esta imagem da cratera Copérnico for adquirida pela sonda Lunar Orbiter 5. Tem 93 quilómetros de largura e está localizada nas planícies do Mare Imbrium. Mostra o chão da cratera, os montes no centro e os limites.
Crédito: USGS/NASA
Figura 15 - O contraste produzido pelas sombras realçam todo o brilho dos picos centrais e as paredes na forma de terraços da Cratera Pitágoras, de 120 quilómetros de largura, neste mosaico de imagens da sonda SMART-1 da ESA (Agência Espacial Europeia). Característica das grandes e complexas crateras de impacto na Lua, a elevação central foi produzida por uma reacção da crosta lunar repentinamente derretida durante o evento de impacto violento. Impelida por um eficiente motor de iões, a inovadora sonda SMART-1 entrou na órbita lunar em Novembro de 2004, depois de uma longa viagem de 13 meses a partir do planeta Terra.
Crédito: ESA / Space-X, Equipa AMIE
Figura 16 - Este panorama da superfície lunar foi construído a partir de imagens enviadas pela sonda americana Surveyor 6. Esta não foi a primeira a aterrar com sucesso na Lua... mas foi a primeira a aterrar e consequentemente a levantar voo novamente! Depois de tocar o solo a Novembro de 1967, os controladores da NASA deram comandos para saltar. Ligando brevemente o seu motor, eleva-se quatro metros acima da superfície e move-se cerca de 2.5 metros da sua posição inicial antes de aterrar novamente. O salto com êxito da Surveyor 6 marcou o fim da série principal do programa Surveyor - determinar se o terreno lunar era seguro para as aterragens Apollo.
Crédito: Projecto Surveyor, NASA
Figura 17 - Os seres humanos já estiveram na Lua. Na imagem está a segunda pessoa a pisar o solo lunar: Edwin "Buzz" Aldrin. Durante a missão Apollo 11, Neil Armstrong (a primeira pesso a pisar a Lua) e Buzz Aldrin anterrarm na Lua enquanto Michael Collins circulava no módulo de comando em órbita. A equipa de aterragem ergueu uma placa na superfície que diz: "Here Men from the planet Earth first set foot upon the moon July 1969 A.D. We came in peace for all mankind." As missões Apollo demonstraram que é possível aterrar astronautas na Lua e trazê-los sãos e salvos de volta à Terra.
Crédito: Neil Armstrong, Apollo 11, KSC, NASA
Figura 18 - Os astrounautas da missão Apollo 15 James Irwin e David Scott trabalharam no veículo lunar antes de resolverem ir dar uma volta. As explorações levadas a cabo durante as missões Apollo descobriram muito sobre a nossa Lua, incluíndo que é constituído de rochas muito antigas, que a sua composição é semelhante à da Terra, que a Lua passou por um derretimento muito quente no seu passado distante, que a Lua sofreu muitos impactos, de resto como é possível notar pelas suas inúmeras crateras, e que a superfície da Lua é coberta por uma camada de fragmentos de rocha e pó.
Crédito: David Scott, Apollo 15, NASA
Figura 19 - Há mais de 30 anos que o Homem não vai à Lua. Esta imagem foi tirada durante a última missão tripulada, Apollo 17, uma das seis que fez aterrar seres humanos na Lua e regressar com segurança. O cientista-astronauta Harrison Schmidt foi fotografado ao lado de um grande pedregulho. A Apollo 17 explorou o terreno escuro do local de aterragem Taurus-Littrow, detonou explosivos para testar a geologia interna da Lua, e regressou com a maior quantidade de rochas lunares de todas as missões.
Crédito: E. Cernan, Apollo 17, NASA
Figura 20 - Como é que este solo laranja apareceu na Lua? O mistério começou quando o astronauta Harrison Schmidt da Apollo 17 notou uma mancha colorida perto do local de aterragem em 1972. Schmidt e o seu colega Eugene Cernan recolheram uma amostra deste solo para análise na Terra. Na imagem está a amostra ampliada, O solo laranja contém partículas com menos de 0.1 milímetros de tamanho, umas das partículas mais pequenas até agora encontradas na Lua. Os geólogos lunares pensam que este solo foi criado durante uma antiga fonte vulcânica. Detalhadas análises químicas e de datação indicam que durante uma erupção vulcânica há 3.64 mil milhões de anos, pequenas partículas de rocha derretida arrefeceram rapidamente nestes grãos coloridos quase esféricos. A origem de alguns destes materiais incomuns, no entanto, permanece ainda desconhecida.
Crédito: Apollo 17, NASA
Figura 21 - As várias etapas de um eclipse lunar total. A lua aparece em tons alaranjados devido à refracção da luz solar na atmosfera da Terra na direcção da Lua.
Crédito: Sébastien Gauthier
Figura 22 - SMART-1 (Small Missions for Advanced Research in Technology) é um satélite lunar com uma nova geração de motor (iões). O seu objectivo principal foi testar o seu motor movido a energia solar. O segundo objectivo foi estudar a Lua, mapeando-a em raios-X e infravermelho, tirando imagens a vários ângulos para que a superfície possa ser mapeada em 3D, determinar a sua composição química e pesquisar água gelada no pólo Sul, em certas área que nunca vêm a luz do Sol.
Crédito: ESA
 
DADOS OBSERVACIONAIS
 
Distância média da Terra
 
384.4x103 km
 
 
Brilho visual
 
-12.74m (Lua Cheia)
 
CARACTERÍSTICAS ORBITAIS
 
Semi-eixo maior
 
384,400 km
0.0026 UA
 
 
Circunferência orbital
 
2,413,402 km
(0.016 UA)
 
 
Excentricidade
 
0.0549
 
 
Perigeu
 
362,570 km
0.0024 UA
 
 
Apogeu
 
405,410 km
0.0027 UA
 
 
Período orbital
 
27.321582 dias
(27d 7h 43.1min)
 
 
Período sinódico
 
29.530589 dias
(29d 12h 44.0 min 2.9 s)
 
 
Velocidade orbital média
 
1.022 km/s
 
 
Velocidade orbital máxima
 
1.082 km/s
 
 
Velocidade orbital mínima
 
0.968 km/s
 
 
Inclinação orbital
 
varia entre 28.60º e 18.30º
(5.145396º em relação à eclíptica)
 
 
Longitude do nodo ascendente
 
125.08º
 
 
Argumento do periélio
 
318.15º
 
 
É um satélite da
 
Terra
 
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
 
Diâmetro equatorial
 
3,476.2 km
(0.273 Terras)
 
  Diâmetro polar  
3,472.0 km
(0.273 Terras)
 
  Achatamento dos pólos  
0.0012
 
 
Área da superfície
 
3.793x107 km2
(0.074 Terras)
 
 
Volume
 
2.1958x1010 km3
(0.020 Terras)
 
 
Massa
 
7.347673x1022 kg
(0.0123 Terras)
 
 
Densidade Média
 
3.3464 g/cm3
 
 
Gravidade equatorial à superfície
 
1.622 m/s2
(0.1654 g)
 
 
Velocidade de escape
 
2.38 km/s
 
 
Período de rotação
 
27.321582 dias
(síncrono)
 
 
Velocidade de rotação
 
16.655 km/h
(no equador)
 
 
Inclinação do eixo
 
varia entre 3.60º e 6.69º
(1.5424º em relação à eclíptica)
 
 
Ascensão recta do Pólo Norte
 
266.8577º
(17h 47min 26s)
 
 
Declinação
 
65.6411º
 
 
Albedo
 
0.136
 
  Temperatura à superfície  
miníma: 40 K
média: 250 K
máxima: 396 K
 
COMPOSIÇÃO DA CROSTA
 
Oxigénio
 
43%
 
 
Silício
 
21%
 
 
Alumínio
 
10%
 
  Cálcio  
9%
 
  Ferro  
9%
 
  Magnésio  
5%
 
  Titânio  
2%
 
  Níquel  
0.6%
 
  Sódio  
0.3%
 
  Crómio  
0.2%
 
  Potássio  
0.1%
 
  Manganésio  
0.1%
 
  Enxofre  
0.1%
 
  Fósforo  
500 ppm
 
  Carbono  
100 ppm
 
  Nitrogénio  
100 ppm
 
  Hidrogénio  
50 ppm
 
  Hélio  
20 ppm
 
CARACTERÍSTICAS ATMOSFÉRICAS
 
Pressão atmosférica
 
3x10-13 kPa
 
 
Hélio
 
25%
 
 
Néon
 
25%
 
  Hidrogénio  
23%
 
 
Árgon
 
20%
 
  Metano
Amoníaco
Dióxido de carbono
 
Traços
 

DATAS IMPORTANTES
 
1610
  O astrónomo italiano Galileu Galilei faz as primeiras observações telescópicas da Lua.  
 
1959-60
  As sondas soviéticas Luna 1-3 são as primeiras a passar, colidir e fotografar o lado negro da Lua.  
 
1964
  Dados da sonda Ranger 7 indicam que a superfície lunar é favorável a uma aterragem pilotada.  
 
1966
  A Luna 9 faz a primeira aterragem na Lua.  
 
1966-67
  As sondas Lunar Orbiter mapeiam fotograficamente a Lua.  
 
1968
  Apollo 8, o primeiro voo pilotado à Lua, orbita 10 vezes antes de regressar à Terra.  
 
1969
  A Apollo 11 torna-se na primeira missão em que se seres humanso viajam até à Lua, trazendo com eles rochas e amostras de solo.  
 
1970
  A Luna 16 é a primeira de três missões soviéticas a usar um "rover" robótico para enviar amostras da Lua.  
 
1972
 
A Apollo 17 é a última das 6 Apollo a fazer aterrar astronautas e a enviar amostras da Lua.
 
 
1994
 
A sonda Clementine conduz mapeamentos multiespectrais e mede altitudes na Lua.
 
 
1998
 
A sonda Lunar Prospector faz um mapa geoquímico da Lua e descobre gelo em ambos os pólos.
 
 
2004-06
 
A sonda europeia SMART-1 estuda a Lua, mapeando a superfície em busca de água gelada.
 
 
2007-09
 
A sonda japonexa Kaguya estuda a Lua e obtém imagens HD e outros dados geofísicos.
 
 
2007-09
 
A sonda japonexa Kaguya estuda a Lua e obtém imagens HD e outros dados geofísicos.
 
 
2009
 
As sonda americanas Lunar Reconaissance Orbiter e L-CROSS estudam a Lua.
 
 
2012
 
As sondas gémeas GRAIL começam a orbitar a Lua.
 

LINKS
 

Mais informações (em inglês)
Wikipedia
Solar Views
Galeria de fotos - NSSDC
Lua - guia do professor
Rochas lunares e regolito
Comparação entre a Lua e Io - Solar Views
Porque é que a Lua parece maior no horizonte - Bad Astronomy
Explicação mais detalhada das marés - Bad Astronomy
A relação entre a hora civil e a Lua
Orientação da Terra
Informação histórica sobre a observação da Lua
Meteoritos lunares
Explicação das fases da Lua
Gelo na Lua - NSSDC
Tabela de nomenclatura lunar - USGS
Fenómenos lunares
Lua inconstante, por John Walker
Lua inconstante, por Kevin Clarke
Informações da Lua para o astrónomo amador
Nomes das Luas Cheias
Ilusão no tamanho da Lua - IBM
"O Triplo Triunfo da Lua", por Isaac Asimov
A face da Lua

A teoria de impacto e formação lunar
A origem da Lua
Origem da Terra e da Lua - PSR Discoveries
Big Bang, Lua Nova
Ligação entre a órbita da Lua e sua formação por impacto

Ficção
A Lua na ficção científica - grande bibliografia
"Da Terra À Lua", por Júlio Verne
Lendas chinesas da Lua

Exploração lunar
Explorando a Lua - LPI
Informações e imagens do programa Apollo
Missões Apollo - LPI
Descobertas científicas durante o programa Apollo
Sonda Clementine - DSPSE
Lunar Prospector
SMART-1
Projecto Artémis
Sim, fomos de facto à Lua! Quebrando a teoria da conspiração

Vídeos sobre a Lua
Rotação da Lua (841 KB)
Topografia da Lua (851 KB)
As fases da Lua (739 KB)
Encontro da sonda Galileu com a Lua (1 MB)
Imagens da Clementine do local de aterragem da Apollo 16 (207 KB)
Astronautas na superfície da Lua (115 KB)
Biblioteca de vídeo do programa Apollo

 
 
Última actualização: 2013-01-21
 
Top Thingy Right