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Edição n.º 1070
10/06 a 12/06/2014
 
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21/06/14 - SOLSTÍCIO DE VERÃO
13:00 – 14:00 - No Solstício de Verão, vamos recriar a medição do tamanho da Terra de uma forma semelhante àquela usada por Eratóstenes em 240 a.C. Juntamente faremos observações do disco solar com telescópio. Uma experiência e um pouco de matemática, para comemorar a chegada do Verão!

Público: Público em geral, local: CCVAlg
(dependente de meteorologia favorável)

28/06/14 - DESCOBRINDO O SOL
15:00 – 16:00 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
A actividade consiste na observação do Sol em segurança, e tem por objectivo dar algumas características da nossa estrela, podendo incluir outras actividades relacionadas com o Sol e o aproveitamento da energia solar.

 
EFEMÉRIDES

Dia 10/06: 161.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2003 era lançado o rover Spirit, começando a missão Mars Exploration Rover da NASA. Em Marte, operou durante largos anos, até que deixou de contactar com a Terra em Março de 2010.

Observações: A Lua, quase Cheia, está por baixo e para a esquerda de Saturno ao caír da noite. Ainda mais para baixo e também para a esquerda, está Antares e as outras estrelas da cabeça de Escorpião.

Dia 11/06: 162.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1723 nascia Johann Georg Palitzsch, astrónomo alemão que observaria em 1758 o regresso do cometa Halley, tal como previsto por Edmond Halley em 1705.

Em 2004, a sonda Cassini-Huygens faz a sua maior aproximação a Febe.
Observações: Hoje é a vez de Antares brilhar perto da Lua. Com o avançar da noite, situa-se mesmo para baixo do nosso satélite natural.

Dia 12/06: 163.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1967 era lançada a Venera 4 que seria a primeira sonda a enviar dados da atmosfera de outro planeta (Vénus) para a Terra. 

Em 2004, um meteorito condrito de 1,3 kg atinge uma casa em Ellserslie, Nova Zelândia, provocando grandes danos mas nenhuns ferimentos.
Observações: Poucas horas antes da sua fase de Cheia, a Lua brilha nas fracas pernas da constelação de Ofíuco. Procure Antares para a sua direita.

 
CURIOSIDADES


Plutão e Caronte são por vezes descritos como um sistema binário porque o centro de massa das suas órbitas não está situado dentro de qualquer um dos corpos. A União Astronómica Internacional ainda não formalizou uma definição para planetas anões binários, e Caronte é oficialmente classificado como lua de Plutão.

 
PLUTÃO E CARONTE PODEM PARTILHAR ATMOSFERA

Aconchega-te, Plutão. O planeta anão, frio e distante, pode partilhar uma fina manta atmosférica com a sua maior lua.

As simulações mostram que a atmosfera de azoto (ou nitrogénio) de Plutão pode fluir sobre a sua lua, Caronte. Se isto for confirmado, Plutão e Caronte serão o primeiro exemplo conhecido de um planeta e lua que partilham uma atmosfera.

Caronte tem quase metade do tamanho de Plutão e orbita muito mais próximo do planeta anão do que a nossa Lua orbita a Terra. Estudos feitos na década de 1980 sugeriram que os dois corpos podiam ser capazes de trocar gases, mas essa investigação assumiu que a atmosfera de Plutão era composta principalmente por metano, e que o gás escapava a velocidades relativamente altas.

Impressão de artista da superfície de Plutão, com uma neblina atmosférica, e Caronte e o Sol no céu.
Crédito: ESO/L. Calçada
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Usando telescópios terrestres, os astrónomos estudaram mais detalhadamente a luz reflectida por Plutão à procura de pistas da composição do planeta. A atmosfera de Plutão consiste principalmente de azoto, um gás mais pesado que o metano, e esta taxa de escape é mais baixa. "As pessoas pensavam que mesmo que Caronte ganhasse uma atmosfera graças a este processo, era demasiado fina para ser detectada," afirma Robert Johnson da Universidade da Virgínia em Charlottesville, EUA.

Agora, Johnson e a sua equipa actualizaram os modelos da atmosfera superior de Plutão, tendo em conta o modo como as moléculas de azoto movem-se e colidem umas com as outras. As suas simulações mostram que a atmosfera do planeta anão pode ser mais quente do que se pensa, e assim poderá ser até três vezes mais espessa do que se previa anteriormente.

Isto significa que pode estender-se longe o suficiente no espaço para algum deste gás ser puxado pela gravidade de Caronte, dando-lhe uma cobertura ténue. A sonda New Horizons da NASA tem passagem prevista para o sistema plutoniano em Julho de 2015. Segundo Alan Stern, o líder da missão no Instituto de Pesquisa do Sudoeste, em Boulder, no estado americano do Colorado, ela transporta instrumentos que podem detectar qualquer atmosfera presente em torno de Caronte e determinar a sua composição.

O conhecimento das identidades e concentrações dos gases em torno de Caronte será essencial para a determinar se a atmosfera da lua é "emprestada" por Plutão ou criada por outros meios. Também é possível que gás do interior de Caronte esteja a escapar através de geysers ou aberturas para criar uma atmosfera fina. E o estudo mais recente de Stern sugere que impactos de cometas na superfície da lua podem libertar nuvens de gás e criar uma atmosfera transitória.

Mas caso Plutão e Caronte realmente partilhem uma atmosfera, o sistema pode fornecer um exemplo real de transferência gasosa entre dois corpos, ajudando a refinar modelos do fenómeno em outras partes da Galáxia.

"Pensa-se que seja muito comum na astronomia, como no caso de estrelas binárias ou exoplanetas localizados muito perto das suas estrelas," afirma Johnson. "Os cálculos e modelos de computador são uma coisa. Mas temos uma sonda que vai passar por lá e testar directamente as nossas simulações, o que é muito emocionante."

Links:

Notícias relacionadas:
Artigo científico (requer subscrição)
Artigo científico - 2 (requer subscrição)
NewScientist
Discovery News

Sistema de Plutão:
Plutão (Wikipedia)
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hidra (Wikipedia)
Cérbero (Wikipedia)
Estige (Wikipedia)

New Horizons:
Página oficial
Wikipedia

 
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  Cientistas confirmam teoria de impacto gigante que resultou na formação da Lua (via Georg-August-Universität Göttingen)
Os astrónomos conseguiram resolver uma diferença isotópica entre a Terra e a Lua. A ligeira variação nos isótopos de oxigénio confirma a hipótese de impacto gigante, que formou a Lua a partir dos detritos de um proto-planeta há 4,5 mil milhões de anos. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - M16 e a Nebulosa da Águia
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Adam BlockMt. Lemmon SkyCenterUniv. Arizona
 
M16 é um enxame estelar com aproximadamente 2 milhões de anos, rodeado por nuvens natais de poeira e gás brilhante, também conhecidas como a Nebulosa da Águia. Esta linda e incrivelmente detalhada imagem da região inclui esculturas cósmicas tornadas famosas graças a ampliações obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. Descritas como trombas de elefantes ou Pilares da Criação, estas colunas densas e poeirentas perto do centro medem vários anos-luz mas estão a contrair gravitacionalmente para formar estrelas. A radiação energética das estrelas do enxame corrói o material perto das pontas, eventualmente expondo novas estrelas embebidas. Surgindo da esquerda da imagem está outra coluna de formação estelar conhecida como a Fada da Nebulosa da Águia. M16 e a Nebulosa da Águia estão a cerca de 7000 anos-luz de distância, alvos fáceis para binóculos ou telescópios pequenos numa área do céu rica em nebulosas, na direcção da constelação de Serpente.
 

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