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Edição n.º 1091
22/08 a 25/08/2014
 
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EFEMÉRIDES

Dia 22/08: 234.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1989 era descoberto o primeiro anel de Neptuno.

Observações: Altair é a estrela mais brilhante a Sudeste após o anoitecer. Para a sua esquerda, a um pouco mais de um punho à distância de um braço esticado, procure a fraca mas distinta constelação de Golfinho. Ele está a saltar para a esquerda, mesmo para baixo da Via Láctea.

Dia 23/08: 235.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962 estreia a série televisiva, "The Jetsons", uma produção da Hanna-Barbara que introduziu a uma geração um futuro com base na tecnologia. 
Em 1966, a Lunar Orbiter 1 tira a primeira fotografia da Terra a partir de órbita lunar. 
Em 1993, a sonda Galileu descobre uma lua, mais tarde chamada Dactyl, em torno de 243 Ida, a primeira lua conhecida em torno de um asteróide.

Em 2001, um fogo causa estragos na ordem dos 2,5 milhões de dólares ao Planetário Bishop em Brandenton, Flórida, EUA.
Observações: Agosto é a melhor altura do ano para observar a Via Láctea. Após o anoitecer, vai de Sagitário e Escorpião a Sul-Sudoeste, para cima e para a esquerda, passando por Águia e pelo Triângulo de Verão, alto a Sudeste e a Este, e descendo por Cassiopeia e Perseu, baixos a Norte-Nordeste.

Dia 24/08: 236.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1492 Cristovão Colombo partia pela segunda vez para o Novo  Mundo.
Em 1966, a Luna 11 era lançada de uma plataforma em órbita da Terra.

Esta missão soviética tinha como objectivo estudar a composição química e anomalias gravitacionais da Lua
Em 2006, a União Astronómica Internacional (UAI) redefine o termo "planeta", e Plutão é a partir daí considerado um planeta anão.
Observações: Um dos primeiros objectos de céu profundo de Verão que quem compra um telescópio aprende a encontrar é a Nebulosa do Anel, ou M57, devido à sua tão bem marcada posição em Lira. Mas já observou o outro objecto de Messier de Lira, o enxame globular M56?

Dia 25/08: 237.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1609, Galileu Galilei demonstra o seu primeiro telescópio aos legisladores de Veneza.
Em 1864 nascia Ole Romer, astrónomo dinamarquês que propôs a primeira determinação da velocidade da luz.
Em 1981, flyby da Voyager 2 por Saturno.
Em 1989, flyby da Voyager 2 por Neptuno
Em 2000, a revista Science anuncia descobertas a partir de dados do magnetómetro da sonda Galileu que providenciam as mais sólidas provas da existência de um oceano de água líquida salgada por baixo da superfície de uma das luas de JúpiterEuropa.

No mesmo ano, o Telescópio Espacial Hubble faz um censo de anãs castanhas galácticas. A câmara NICMOS do Hubble revela a baixa energia das anãs castanhas, estrelas que não têm massa suficiente para começar a fusão nuclear.
Em 2012, a sonda Voyager 1 torna-se no primeiro objecto feito pelo Homem a entrar no espaço interestelar.
Observações: Lua Nova, pelas 15:13.

 
CURIOSIDADES


Neptuno tem 14 luas conhecidas. Tritão é de longe a maior, correspondendo a mais de 99,5% da massa em órbita do planeta.

 
NOVO MAPA DE TRITÃO, A ESTRANHA LUA DE NEPTUNO

A sonda Voyager 2 da NASA deu-nos o primeiro olhar de perto de Neptuno e da sua lua, Tritão, no Verão de 1989. Como um filme antigo, as imagens históricas de Tritão pela Voyager foram "restauradas" e usadas para construir o melhor mapa de sempre desta lua estranha. O mapa, produzido por Paul Schenk, cientista do Instituto Lunar e Planetário em Houston, EUA, também foi usado para fazer um vídeo que recria o encontro histórico da Voyager, que ocorreu há 25 anos, no dia 25 de Agosto de 1989.

O novo mapa de Tritão tem uma resolução de 600 metros por pixel. Aumentaram o contraste mas as cores são uma boa aproximação das cores naturais de Tritão. Os "olhos" da Voyager vêm cores ligeiramente diferentes das do olho humano, e este mapa foi produzido usando imagens obtidas em filtros laranja, verde e azul.

A sonda Voyager 2 passou por Tritão, uma lua de Neptuno, no Verão de 1989.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Instituto Lunar e Planetário
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Em 1989, a maior parte do hemisfério norte estava na escuridão e por isso não foi visto pela Voyager. Devido à velocidade da visita da sonda e da lenta rotação de Tritão, apenas um hemisfério foi visto claramente a curtas distâncias. O resto da superfície ou estava na escuridão ou foi visto de modo desfocado.

A produção do novo mapa de Tritão foi inspirado em antecipação do encontro da sonda New Horizons da NASA com Plutão, daqui a pouco menos de um ano. Entre as melhorias do mapa estão actualizações da precisão de características locais, o melhoramento da definição de detalhes à superfície ao remover alguns dos efeitos de esbatimento da câmara, e melhor processamento de cores.

Embora Tritão seja uma lua de um planeta e Plutão seja um planeta anão, Tritão serve como uma espécie de previsão para o encontro com Plutão. Embora ambos os corpos tenham origem no Sistema Solar exterior, Tritão foi capturado por Neptuno e passou por uma fase térmica radicalmente diferente da de Plutão. O aquecimento de marés provavelmente derreteu o interior de Tritão, produzindo os vulcões, fracturas e outras características geológicas que a Voyager viu na sua superfície gelada.

É improvável que Plutão seja uma cópia de Tritão, mas algumas das mesmas características podem estar presentes. Tritão é ligeiramente maior que Plutão, tem uma densidade interna e composição muito semelhantes, e tem os mesmos elementos voláteis a baixa temperatura na sua superfície gelada. A composição da superfície de ambos os corpos inclui monóxido de carbono, dióxido de carbono, metano e gelos de azoto.

A Voyager também descobriu plumas atmosféricas em Tritão, o que a torna num dos corpos activos conhecidos do Sistema Solar exterior, juntamente com as luas Io, de Júpiter, e Encelado em Saturno. Os cientistas vão observar Plutão no ano que vem para ver se se junta a esta lista. Vão também comparar o contraste de Plutão com Tritão, e como as suas histórias diferentes moldaram as superfícies que vemos.

Embora seja uma rápida passagem rasante, o encontro da New Horizons com Plutão, previsto para o dia 14 de Julho de 2015, não será uma repetição do "flyby" da Voyager mas mais uma espécie de sequela e "reboot", com uma nave espacial nova e tecnologicamente mais avançada e, ainda mais importante, um novo elenco de personagens. Essas personagens são Plutão e a sua família de cinco luas conhecidas, todas as quais serão observadas de perto pela primeira vez no próximo Verão.

Tritão pode não ser uma pré-visualização perfeita do que está por vir, mas serve como uma prequela para o "blockbuster" cósmico esperado por parte da New Horizons, quando chegar a Plutão no próximo ano.

Em mais um marco histórico para a missão Voyager, o dia 25 de Agosto também assinala o segundo aniversário da entrada da Voyager 1 no espaço interestelar.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Vídeo do "flyby" ( YouTube)
SPACE.com

Tritão:
Wikipedia
Solar Views

Neptuno:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Solar Views

Sonda Voyager 2:
Página oficial (NASA)
Heavens Above
Voyager 2 (Wikipedia)

Sonda Voyager 1:
Página oficial (NASA)
Heavens Above
Voyager 1 (Wikipedia)

Sistema de Plutão:
Plutão (Wikipedia)
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hidra (Wikipedia)
Cérbero (Wikipedia)
Estige (Wikipedia)

New Horizons:
Página oficial
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Terrenos Contrastantes no Cometa Churyumov-Gerasimenko
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESA / Rosetta / MPS para Equipa OSIRISMPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA
 
Onde deve o Philae pousar? À medida que a sonda Rosetta da ESA orbita o cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko, uma decisão tem que ser eventualmente feita no que respeita ao local de aterragem do seu pequeno "lander" mecânico. A Rosetta alcançou o cometa há umas semanas atrás, e está a enviar imagens detalhadas do seu núcleo invulgar, a partir das quais um local de pouso suave será seleccionado. Na imagem acima, perto do topo, a cabeça do núcleo cometário mostra ranhuras acidentadas, enquanto na parte inferior, o astro mostra uma manta de retalhos de áreas, por vezes separadas por colinas irregulares. Algumas destas áreas, tanto na cabeça como no corpo, parecem ter campos de terreno relativamente suave. No entanto, na área de ligação chamada pescoço, no centro da imagem, encontra-se uma área relativamente grande de terreno liso e de cor clara, pontuada ocasionalmente por grandes pedregulhos. A Rosetta está programada para libertar o Philae na direcção do núcleo do cometa com o tamanho de uma montanha em Novembro.
 

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