Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 1127
26/12 a 29/12/2014
 
Siga-nos:      
 

30/01/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 26/12: 360.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1973, a Soyuz 13 voltava à Terra.
Em 1974 era lançada a Salyut 4.

Observações: Ocultação de Io, entre as 00:39 e as 03:03.
Trânsito da sombra de Europa, entre as 19:59 e as 22:59.
Esta é a altura do ano em que a constelação de Orionte brilha a Este-Sudeste à hora de jantar. As três estrelas da Cintura de Orionte estão quase na vertical. Apontam para Aldebarã (cima), e ainda mais alto, para as Plêiades. Na direcção oposta (baixo), apontam para o local onde Sirius nasce.
Trânsito de Io, entre as 21:54 e as 00:16 (já de dia 27).
Trânsito de Europa, entre as 21:41 e as 00:51 (já de dia 27).

Dia 27/12: 361.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1571, nascia Johannes Kepler, astrónomo e matemático alemão. Foi uma figura-chave na revolução científica do século XVII, conhecido principalmente pelas suas leis do movimento planetário

Em 1968, a Apollo 8 aterra no Oceano Pacífico, terminando a primeira missão tripulada à Lua.
Em 2004, radiação de uma explosão no magnetar SGR 1806-20 alcança a Terra. É o evento extrasolar mais brilhante alguma vez observado.
Observações: A Lua está quase em Quarto Crescente esta noite. Olhe um pouco para cima e para a sua direita em busca do Grande Quadrado de Pégaso, novamente "apoiado" sobre um canto.

Dia 28/12: 362.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1612, Galileu Galilei torna-se no primeiro astrónomo a observar o planeta Neptuno, embora o catalogue erradamente como uma estrela fixa.
Em 1798, nascia Thomas Henderson, astrónomo escocês, conhecido por ter sido o primeiro a medir a distância até Alpha Centauro.
Em 1895, Wilhem Röntgen publica um artigo no qual descreve a sua descoberta de um novo tipo de radiação, que mais tarde se veio a chamar raios-X.
Em 1882, nascia Arthur Eddington, astrofísico que confirmaria a previsão de Einstein de encurvamento do espaço-tempo no célebre eclipse de 1919 observado na ilha de Príncipe (território português nessa época).

Foi quem desenvolveu o modelo da pulsação das cefeidas e trabalhou a par de Einstein na tentativa de unificação das forças fundamentais.
Em 1973, o cometa Kohoutek atingia o periélio. 
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 18:31.
Está frio, mas isso não é razão para ignorar o céu de Inverno. Aproveite a noite para observar a nebulosa mais famosa do Hemisfério Norte, a Nebulosa de Orionte (M42). Se se encontrar num local com pouca poluição luminosa, até a consegue observar à vista desarmada.

Dia 29/12: 363.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Eclipse de Calisto, entre as 22:42 e as 03:52 (já de dia 30).

 
CURIOSIDADES


Os raios-X oriundos do espaço são praticamente todos bloqueados pela atmosfera da Terra. Por isso, o único modo de estudar o Universo nestes comprimentos de onda é através de telescópios espaciais.

 
A NOVA VIZINHA DA VIA LÁCTEA

A Via Láctea, a galáxia onde vivemos, faz parte de um enxame de mais de 50 galáxias chamado "Grupo Local", uma colecção que inclui a famosa Galáxia de Andrómeda e muitos outros objectos bem mais pequenos. Agora, uma equipa russo-americana encontrou uma galáxia anã, pequena e isolada, a quase 7 milhões de anos-luz de distância. Os seus resultados aparecem na "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society".

A equipa, liderada pelo professor Igor Karachentsev do Observatório Astrofísico Espacial em Karachai-Cherkessia, Rússia, encontrou a galáxia nova, chamada KKs 3, graças ao instrumento ACS (Advanced Camera for Surveys) do Telescópio Espacial Hubble. KKs 3 está localizada no céu do Hemisfério Sul, na direcção da constelação de Hydrus (ou Hidra Macho) e as suas estrelas totalizam apenas uma décima de milésima da massa da Via Láctea.

KKs 3 é uma galáxia "anã esferoidal" ou dSph, sem características como os braços espirais da nossa Galáxia. Estes sistemas também têm uma ausência de matérias-primas (gás e poeira) necessárias para a formação de novas gerações de estrelas, deixando para trás relíquias mais velhas e fracas. Em quase todos os casos, esta matéria-prima parece ter sido retirada por galáxias maiores e próximas como Andrómeda, por isso a maioria dos objectos dSph encontram-se perto de companheiras muito maiores.

Uma imagem negativa de KKs 3, obtida pelo instrumento ACS do Hubble. O núcleo da galáxia é a mancha escura escura da direita, no topo central da imagem. As suas estrelas estão espalhadas por uma grande secção em seu redor (a mancha da esquerda é um enxame globular mais próximo, não associado com a Via Láctea, mas com KKs 3).
Crédito: D. Makarov
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Objectos desta classe, mas isolados, podem ter-se formado de uma maneira diferente. Uma possibilidade é que tiveram um surto inicial de formação estelar, que esgotou os recursos disponíveis de gás. Os astrónomos estão particularmente interessados em encontrar objectos dSph para compreender a formação galáctica no Universo em geral e até o Hubble tem dificuldade em ver estes objectos para lá do Grupo Local. A ausência de nuvens de hidrogénio gasoso nas nebulosas também as torna difíceis de descobrir em pesquisas, por isso os cientistas tentam descobrir galáxias deste género escolhendo e observando estrelas individuais.

Por essa razão, apenas se encontrou uma outra galáxia anã esferoidal isolada no Grupo Local, KKR25, uma descoberta feita pelo mesmo grupo em 1999.

O membro da equipa, prof. Dimitry Makarov, do mesmo observatório russo, comentou: "Encontrar objectos como KKs 3 requer muito trabalho meticuloso, até mesmo com observatórios como o Telescópio Espacial Hubble. Mas com persistência, estamos lentamente a construir um mapa da nossa vizinhança local, que acaba por ser menos vazia do que pensávamos. Pode ser que exista por aí um grande número de galáxias anãs esferoidais, algo que teria consequências profundas para as nossas ideias sobre a evolução do cosmos."

A equipa vai continuar a procurar mais galáxias dSph, uma tarefa que tornar-se-á um pouco mais fácil nos próximos anos, assim que instrumentos como o Telescópio Espacial James Webb e o E-ELT (European Extremely Large Telescope) entrem em funcionamento.

Links:

Notícias relacionadas:
Royal Astronomical Society (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Monthly Notices Letters of the Royal Astronomical Society
Universe Today
PHYSORG
Astronomy Now
redOrbit
science 2.0
Discovery News
EarthSky
Nature World News
UPI

KKs 3:
SIMBAD
NED
Wikipedia

Galáxias anãs esferoidais (dSph):
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
Wikipedia

E-ELT (European Extremely Large Telescope):
ESO
ESO - 2
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Os Penhascos do Cometa Churyumov-Gerasimenko
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESAsonda Rosetta, NAVCAM; Processamento adicional:  Stuart Atkinson
 
Estas falésias altas estão à superfície de um cometa. Foram descobertas no núcleo escuro do Cometa Churyumov-Gerasimenko (CG) pela Rosetta, uma sonda robótica lançada pela ESA que começou a orbitar o cometa no início de Agosto. Estes penhascos ásperos, na imagem acima, foram fotografados pela Rosetta há cerca de duas semanas atrás. Apesar de terem cerca de um quilómetro de altura, se um humano saltasse daí, provavelmente conseguiria sobreviver à queda devido à baixa gravidade na superfície. No sopé das falésias encontra-se um terreno relativamente suave pontilhado com pedras com até 20 metros de comprimento. Os dados da Rosetta indicam que o gelo no cometa CG tem uma proporção de deutério significativamente diferente - e provavelmente uma origem diferente - da água nos oceanos da Terra. A sonda Rosetta está programada para continuar a acompanhar o cometa à medida que este faz a sua maior aproximação ao Sol em Agosto de 2015.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2014 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.