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Edição n.º 1156
07/04 a 09/04/2015
 
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24/04/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 07/04: 97.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1983, durante a missão STS-6, os astronautas Story Musgrave e Don Peterson fazem primeio passeio espacial do vaivém espacial.
Em 1991, era ativado o Observatório de Raios-Gama Compton.
Em 2001, primeiro voo com êxito do Proton M.
Em 2001 era lançada a sonda Mars Odyssey. A missão orbital tem como objetivo mapear os elementos marcianos e os minerais, procurar água e analisar o ambiente da radiação. 

Alcançou a órbita do Planeta Vermelho a 24 de Outubro de 2001, mas os seus instrumentos só foram ligados a 14 de Fevereiro de 2002.
Em 2010, imagens obtidas pela sonda Cassini confirmam a existência de uma exosfera em redor da lua Dione.
Observações: Ocultação de Europa, entre as 01:26 e as 04:23.
Trânsito de Ganimedes, entre as 17:20 e as 21:06.
Após o anoitecer, a "frigideira" de Ursa Maior está alta a nordeste como que a despejar água para a Ursa Menor.
Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as 21:55 e as 01:47.

Dia 08/04: 98.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1964, lançamento da nave não-tripulada Gemini 1.

A missão terminou depois de 3 órbitas. A nave desintegra-se 3,5 dias a seguir ao lançamento. Todos os objectivos primários e secundários foram atingidos.
Em 2008, Yi So-Yeon torna-se a primeira coreana e a segunda mulher asiática a ir ao espaço.
Observações: Trânsito de Europa, entre as 20:31 e as 23:28.
Trânsito da sombra de Europa, entre as 22:50 e as 01:47 (já de dia 9).
Em Abril, Orionte encosta-se a sudoeste ao anoitecer, com as estrelas da cintura quase na horizontal (dependendo da latitude). A cintura aponta para Sirius à esquerda e, à direita, para Aldebarã, Vénus e para as Plêiades.

Dia 09/04: 99.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1959, a NASA anuncia a selecção dos primeiros sete astronautas dos Estados Unidos, a quem a comunicação social rapidamente apelida de "Mercury Seven".

Em 1994, lançamento da missão STS-59 do vaivém Endeavour.
Observações: Ocultação de Calisto, entre as 00:45 e as 05:50.
Sirius ainda brilha a sudoeste depois do anoitecer, embora não seja competição para Vénus a oeste. Sirius é a estrela mais brilhante da constelação de Cão Maior, que agora está quase na horizontal, como se estivesse dirigindo-se para oeste. A sua cabeça triangular é muito mais ténue do que o resto do corpo.

 
CURIOSIDADES


Em 1933, a estrela Arcturo abriu a Feira Mundial (Expo) de Chicago. A luz da estrela foi focada em células fotoelétricas numa série de observações astronómicas e transformada em energia elétrica. Essa energia elétrica foi transmitida para Chicago e usada para ativar o botão que ligava as luzes da feira, assinalando o início da exposição.

 
SUZAKU ESTUDA "CENA DO CRIME" DE SUPERNOVA, MOSTRA QUE ÚNICA CULPADA É UMA ANÃ BRANCA

Usando dados de arquivo do satélite de raios-X Suzaku, liderado pelo Japão, astrónomos determinaram a massa pré-explosão de uma estrela anã branca que rebentou há milhares de anos atrás. A medição sugere fortemente que a explosão envolveu apenas uma única anã branca, descartando um cenário alternativo bem estabelecido que envolve um par de anãs brancas em fusão.

"Cada vez mais evidências indicam que ambos os mecanismos produzem o que chamamos de supernovas do Tipo Ia," afirma o investigador principal Hiroya Yamaguchi, astrofísico do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano de Maryland. "Para compreender como é que estas estrelas explodem, precisamos de estudar os destroços em detalhe e com instrumentos sensíveis, como aqueles no Suzaku."

Os cientistas analisaram observações de arquivo de um remanescente de supernova chamado 3C 397, localizado a cerca de 33.000 anos-luz de distância na direção da constelação de Águia. Os astrónomos estimam que esta nuvem estelar de detritos tem vindo a expandir-se há já 1000-2000 anos, o que torna 3C 397 um remanescente de meia-idade.

Um estudo de 3C 397, um remanescente de supernova visto aqui em raios-X pelo Observatório de raios-X Chandra (púrpura) e pelo Suzaku (azul), indica que a explosão surgiu a partir de uma única anã branca que acumulou matéria de uma companheira estelar normal. A anã branca explodiu quando atingiu cerca das 1,4 massas solares.
Crédito: NASA/Suzaku e NASA/CXC, DSS e NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A equipa fez deteções claras de elementos cruciais para a massa da anã branca usando dados do XIS (X-ray Imaging Spectrometer) do Suzaku. A observação, levada a cabo em outubro de 2010 a energias entre os 5000 e os 9000 eV (eletrões-volt), forneceu uma exposição total efetiva de 19 horas.

Os dados infravermelhos do Telescópio Espacial Spitzer da NASA forneceram mais informações sobre a quantidade de gás e poeira que o remanescente em expansão recolheu à medida que viaja pelo espaço interestelar. As observações, em abril de 2005, indicaram que 3C 397 varreu o equivalente a 18 vezes a massa da anã branca original. Como resultado, a equipa conclui que as ondas de choque aqueceram minuciosamente as zonas mais interiores do remanescente.

A maioria das estrelas de baixa e média massa, semelhantes ao Sol, terminam as suas vidas como anãs brancas. Uma anã branca típica é tão massiva quanto o nosso Sol, mas com aproximadamente o tamanho da Terra. Isto coloca as anãs brancas entre os objetos mais densos que os cientistas conhecem, superadas apenas pelas estrelas de neutrões e pelos buracos negros.

"As anãs brancas permanecem estáveis até cerca das 1,4 massas solares," afirma Carles Badenes, membro da equipa e professor assistente do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Pittsburgh, Pensilvânia, EUA. "As anãs brancas perto deste limite estão à beira de uma explosão catastrófica. Só precisam de um pouco mais de massa."

Até recentemente, os astrónomos pensavam que o modo mais provável de uma anã branca ganhar massa seria como companheira de uma estrela parecida com o Sol num sistema binário íntimo. Ao acumular matéria da companheira, a anã branca pode, ao longo de milhões de anos, ultrapassar o limite estável e explodir. É provável que a estrela companheira sobreviva ao evento, mas os astrónomos encontraram poucas evidências para tal, sugerindo a necessidade de um modelo alternativo. No cenário de fusão, a explosão é desencadeada por um par de anãs brancas com menos massa, cujas órbitas apertam ao longo do tempo até que eventualmente fundem-se e explodem.

"Nós podemos distinguir qual destes cenário é o responsável por um determinado remanescente de supernova através da contagem do níquel e do manganês na nuvem em expansão," afirma Brian Williams, astrofísico de Goddard. "A explosão de uma única anã branca perto do seu limite de massa irá produzir valores significativamente diferentes desses elementos do que uma fusão."

A equipa também mediu o ferro e o crómio, que são produzidos em todas explosões do Tipo Ia, como forma de padronizar os seus cálculos.

O estudo, publicado na edição de 12 de março da revista The Astrophysical Journal Letters, faz parte de um programa de pesquisa do Suzaku destinado a ajudar os astrónomos a compreender melhor a diversidade das supernovas do Tipo Ia, uma classe importante de explosão estelar usada para estudar o Universo distante. Este achado mostra que pelo menos algumas das supernovas do Tipo Ia devem ter companheiras estelares sobreviventes e a equipa salienta que a busca por estas estrelas deve continuar.

Lançado no dia 10 de julho de 2005, o Suzaku foi desenvolvido pelo ISAS (Japanese Institute of Space and Astronautical Science), parte da JAXA, a agência espacial japonesa, em colaboração com a NASA e outras instituições japonesas e norte-americanas.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
The Astrophysical Journal Letters
Artigo científico (arXiv.org)
Astronomy
PHYSORG
redOrbit
science 2.0
(e) Science News
AstroPT

Supernovas:
Wikipedia 
Tipo Ia (Wikipedia)

Remanescente de supernova:
NASA
Wikipedia
Núcleo de Astronomia do CCVAlg

Satélite Suzaku:
NASA
JAXA
Wikipedia

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial 
NASA
Centro Espacial Spitzer 
Wikipedia

 
ASTRÓNOMOS OBSERVAM SAGA DE FORMAÇÃO DE ESTRELAS MACIÇAS

Um par de imagens de uma estrela jovem, separadas por 18 anos, revelaram uma diferença dramática que está a fornecer aos astrónomos um olhar único e em "tempo real" sobre a forma como as estrelas maciças se desenvolvem durante os primeiros estágios de formação.

Os astrónomos usaram o VLA (Karl G. Jansky Very Large Array) do NSF (National Science Foundation) para estudar uma estrela jovem e maciça chamada W75N(B)-VLA2, a cerca de 4200 anos-luz da Terra. Compararam uma imagem obtida em 2014 com uma imagem mais antiga obtida em 1996.

"A comparação é notável," afirma Carlos Carrasco-Gonzalez do Centro de Radioastronomia e Astrofísica da Universidade Nacional Autónoma do México, líder da equipa de pesquisa. A imagem obtida em 1996 mostra uma região compacta de ventos quentes e ionizados ejetados pela estrela jovem. A imagem de 2014 mostra que os ventos expulsos deformaram-se num fluxo distintamente alongado.

Imagens de W75N(B)-VLA2 obtidas pelo VLA: topo, 1996; em baixo, 2014.
Crédito: Carrasco-Gonzalez, et a., NRAO/AUI/NSF
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Estamos a observar esta mudança dramática em tempo real, de modo que este objeto está fornecendo uma excelente oportunidade para assistir, ao longo dos próximos anos, aos estágios iniciais da sua formação," explica Carrasco-Gonzalez.

Os cientistas acreditam que a jovem estrela está a formar-se num ambiente denso e gasoso, e que está rodeada por um toro empoeirado e em forma de donut. A estrela tem períodos em que expele ventos ionizados e quentes durante vários anos. Ao início, o vento pode expandir-se em todas as direções e forma assim uma concha esférica em redor da estrela. Mais tarde, o vento bate no toro poeirento, diminuindo de velocidade. O vento expande-se para fora nos polos do toro, onde há menos resistência, move-se mais rapidamente e resulta numa forma alongada de escoamento.

"No espaço de apenas 18 anos, vimos exatamente o que tínhamos previsto," comenta Carrasco-Gonzalez.

Impressão de artista do desenvolvimento de W75N(B)-VLA2. À esquerda, o vento quente da estrela expande-se de forma quase esférica, observado em 1996. À direita, observado em 2014, o vento quente foi deformado pelo encontro com um toro poeirento e em forma de donut em redor da estrela e aparece agora alongado.
Crédito: Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Existem modelos teóricos desenvolvidos para explicar por que a expansão quase esférica destes fluxos são observados com estrelas jovens muito mais massivas que o Sol, quando são esperados fluxos mais estreitos e em forma de feixe com base em observações de estrelas parecidas com o Sol, menos maciças e em estágios semelhantes de desenvolvimento. Estima-se que W75N(B)-VLA2 tenha cerca de 8 vezes a massa do Sol. Os fluxos mais uniformes são vistos em estrelas jovens e maciças durante os primeiros milhares de anos das suas vidas, a fase que se pensa que W75N(B)-VLA2 está a atravessar.

"A nossa compreensão de como as estrelas jovens e maciças se desenvolvem é muito menos completa do que a nossa compreensão de como estrelas semelhantes ao Sol se desenvolvem," afirma Carrasco-Gonzalez. "A observação das mudanças vai ser bastante positiva. Esperamos aprender muito com este objeto," acrescenta.

Carrasco-Gonzalez trabalhou com uma equipa internacional de astrónomos do México, Países Baixos, Suécia, Espanha, Coreia e Japão. Os cientistas relataram a sua descoberta na revista Science.

Links:

Notícias relacionadas:
NRAO (comunicado de imprensa)
Science
SPACE.com
Astronomy
EarthSky
NewScientist
PHYSORG
BBC News
ars technica

W75N(B)-VLA2:
Wikipedia

Formação estelar:
Wikipedia

VLA:
Página oficial
Wikipedia

 
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 3293: Um Jovem e Brilhante Enxame Estelar
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESO/G. Beccari
 
Estrelas quentes e azuis brilham com bastante intensidade neste bonito e recém-formado enxame "aberto" de estrelas. O enxame aberto NGC 3293 está localizado na direção da constelação de Quilha (ou Carina), a cerca de 8000 anos-luz de distância e tem uma abundância particularmente elevada de estrelas jovens e brilhantes. O estudo de NGC 3293 indica que as estrelas azuis têm apenas mais ou menos 6 milhões de anos, enquanto as estrelas mais ténues e avermelhadas do enxame parecem ter aproximadamente 20 milhões de anos. A ser verdade, a formação estelar neste enxame aberto levou pelo menos 15 milhões de anos. No entanto, este espaço de tempo é curto quando comparado com a vida de milhares de milhões de anos das estrelas como o nosso Sol e com os mais de dez mil milhões de anos de muitas galáxias e do nosso Universo. Na imagem, NGC 3293 aparece mesmo em frente de uma densa faixa de poeira e de hidrogénio gasoso avermelhado que emana da Nebulosa Carina.
 

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