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Edição n.º 1219
13/11 a 16/11/2015
 
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27/11/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:00 – 22:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou telefone: 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 13/11: 317.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1833, deu-se a Grande Chuva de Meteoros das Leónidas.

Durante as quatro horas que antecederam o nascer-do-dia, os detritos do cometa Tempel-Tuttle  iluminaram o céu noturno, causando pânico a quem os observava. 
Em 1999, a falha de um quarto giroscópio deixa em maus lençóis o Telescópio Espacial Hubble até que o encontro SM3A (missão STS-103 do vaivém espacial) o repara a 20 de Dezembro de 1999.
Observações: Por volta das 21:00, o Grande Quadrado de Pégaso encontra-se nivelado muito alto para sul. O seu lado direito aponta para Fomalhaut, muito mais abaixo. O seu lado esquerdo aponta um pouco menos diretamente para Beta Ceti, mas não tão em baixo.

Dia 14/11: 318.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, lançamento da Apollo 12 às 11:22 EST do Centro Espacial Kennedy. A segunda aterragem lunar teve lugar no Oceano das Tempestades, perto do local de aterragem da Surveyor 3.
Em 1971, programa Mariner: a Mariner 9 chega a Marte, tornando-se na primeira sonda a orbitar outro planeta.  
Em 2003, os astrónomos Michael E. Brown, Chad Trujillo e David L. Rabinowitz descobrem 9033 Sedna, um objeto trans-Neptuniano.

Observações: A Lua está de volta ao céu do lusco-fusco. À medida que anoitece, consegue ver as estrelas da constelação de Sagitário para a sua esquerda? Traga binóculos!

Dia 15/11: 319.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1738, nascia William Herschel.

Foi o primeiro astrónomo a fazer observações sistemáticas do espaço para além do nosso Sistema Solar. Descobriu Urano (1781), o movimento do Sol na Via Láctea (1785), a companheira do binário de Castor (1804, e de acordo com as leis de Kepler), e a radiação infravermelha. Herschel também descobriu muitos enxames, nebulosas e galáxias enquanto observava o céu noturno e compilou catálogos cujos dados básicos são ainda hoje utilizados.
Em 1966, a Gemini 12 regressa à Terra caindo no Atlântico em segurança.
Em 1988, a União Soviética lança o seu primeiro e último vaivém espacial, o Buran.
Em 1990, o vaivém espacial Atlantis é lançado na missão STS-38.
Observações: A Lua moveu-se hoje para cima de Sagitário.

Dia 16/11: 320.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1852, o astrónomo inglês John Russell Hind descobre o asteroide 22 Kalliope.
Em 1965, lançamento da sonda soviética Venera 3, cujo objetivo era estudar a atmosfera de Vénus. As comunicações falharam mesmo antes da entrada na atmosfera. Colidiu com Vénus.
Em 1973, a NASA lança o Skylab 4 com uma tripulação de 3 astronautas, numa missão com a duração de 84 dias.

Em 1974, a nova superfície do rádio-telescópio gigante de 1000 pés em Arecibo, Porto Rico, dedica-se ao envio de uma breve mensagem na direção do enxame globular M13, a uns 25.000 anos-luz de distância. A messagem chegará a espaço vazio pois o enxame terá, entretanto, mudado de posição. 
Observações: Vénus, Marte e Júpiter continuam a dar um bom espetáculo, a este-sudeste antes do amanhecer.

 
CURIOSIDADES


V774104 é um recém-descoberto objeto trans-neptuniano, ao triplo da distância de Plutão ao Sol (~103 UA). À exceção de alguns cometas de longo período, das sondas Voyager e da Pioneer 10, pensa-se que seja o objeto, conhecido, mais longínquo do Sistema Solar. O planeta anão tem entre 500 e 1000 km de diâmetro.

 
EXOPLANETA ROCHOSO DESCOBERTO NA NOSSA VIZINHANÇA

Cientistas descobriram um novo exoplaneta que, na linguagem da saga "Guerra das Estrelas", seria o oposto do frio planeta Hoth e ainda mais inóspito que os desertos de Tatooine. Mas, em vez de residir numa galáxia muito, muito distante, este novo mundo fica, galacticamente falando, praticamente aqui ao lado.

O novo planeta, chamado GJ 1132b, é do tamanho da Terra e rochoso, orbita uma pequena estrela localizada a uns meros 39 anos-luz da Terra, tornando-o no mais próximo exoplaneta do tamanho da Terra já descoberto. Os astrofísicos publicaram estes resultados na edição de ontem da revista Nature.

Com base nas suas medições, os cientistas determinaram que o planeta é um forno com 260 graus Celsius e provavelmente tem bloqueio de marés - mantém sempre a mesma face virada para a estrela - o que significa que é permanentemente dia num lado e permanentemente noite no outro, tal como a Lua em relação à Terra.

Impressão de artista de GJ 1132b, um exoplaneta rochoso muito parecido com a Terra no que toca ao tamanho e massa, que orbita uma anã vermelha.
Crédito: Dana Berry
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Devido às suas altas temperaturas, GJ 1132b provavelmente não consegue reter água líquida à superfície, tornando-o inabitável para a vida como a conhecemos. No entanto, os cientistas dizem que é frio o suficiente para albergar uma atmosfera substancial.

O planeta também está suficientemente perto da Terra para que os cientistas possam, em breve, saber mais sobre as suas características, como por exemplo a composição da sua atmosfera e o padrão dos seus ventos - até mesmo a cor do pôr-do-Sol.

"Se nós descobrirmos que este planeta quente conseguiu agarrar a sua atmosfera durante os milhares de milhões de anos da sua existência, isso será um bom augúrio para o objetivo a longo prazo de estudar planetas mais frios que possam ter vida," afirma Zachory Berta-Thompson, pós-doutorado do Instituto Kavli do MIT (Massachusetts Institute of Technology) para Astrofísica e Pesquisa Espacial. "Finalmente temos um alvo para apontar os nossos telescópios e examinar mais profundamente o funcionamento de um exoplaneta rochoso."

Berta-Thompson e colegas descobriram o planeta usando o Observatório MEarth-Sul, uma rede de oito telescópios robóticos com 40 cm de abertura da Universidade de Harvard localizados nas montanhas do Chile. A rede estuda pequenas estrelas vizinhas, chamadas anãs M, que estão espalhadas por todo o céu noturno. Os cientistas determinaram que estes tipos de estrelas são frequentemente orbitadas por planetas, mas ainda não tinham encontrado exoplanetas do tamanho da Terra perto o suficiente para os estudar em profundidade.

Desde o início de 2014, a rede telescópica tem vindo a recolher dados quase todas as noites, obtendo medições da luz das estrelas a cada 25 minutos em busca de diminuições reveladoras no brilho que possam indicar a passagem de um planeta em frente de uma estrela.

No dia 10 de maio, um telescópio captou um leve mergulho em GJ 1132, uma estrela localizada a 12 parsecs, ou 39 anos-luz, da Terra.

"A nossa Galáxia mede cerca de 100.000 anos-luz," explica Berta-Thompson. "Portanto, é uma estrela definitivamente na nossa vizinhança solar."

O telescópio robótico começou imediatamente a observar GJ 1132 em intervalos muito mais rápidos de 45 segundos para confirmar a medição - uma quebra muito ligeira de aproximadamente 0,3% no brilho da estrela. Os investigadores mais tarde apontaram outros telescópios no Chile para a estrela e descobriram que, de facto, o brilho de GJ 1132 diminuía cerca de 0,3% a cada 1,6 dias - um sinal de que um planeta passava regularmente em frente da estrela.

A rede de telescópios MEarth-Sul, localizado em Cerro Tololo no Chile.
Crédito: Jonathan Irwin
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Nós não sabíamos o período do planeta a partir de um único evento, mas quando juntámos muitos, o sinal saltou à vista," comenta Berta-Thompson.

Com base na quantidade de luz estelar que o planeta bloqueia, e no raio da estrela, os cientistas calcularam que o planeta GJ 1132b tem cerca de 1,2 vezes o tamanho da Terra. A partir da medição da oscilação da sua estrela-mãe, estimam que a massa do planeta ronde as 1,6 massas terrestres. Dada a sua dimensão e massa, puderam determinar a sua densidade - e pensam ser rochoso, como a Terra. No entanto, é no tamanho e na composição que as parecenças com o nosso planeta terminam.

Ao calcularem o tamanho e a proximidade à estrela, o grupo determinou uma estimativa da temperatura média do planeta: uns tórridos 227º C.

"A temperatura do planeta é tão quente quanto um forno," observa Berta-Thompson. "É demasiado quente para ser habitável - não pode existir água líquida à superfície. Mas também é bastante mais frio que outros planetas rochosos que conhecemos."

Isso é bom em termos de estudo científico: a maioria dos exoplanetas rochosos descobertos até agora são essencialmente bolas de fogo com temperaturas superficiais na ordem dos milhares de graus - demasiado quentes para segurar qualquer tipo de atmosfera.

"Este planeta é frio o suficiente para que possa reter uma atmosfera," comenta Berta-Thompson. "Por isso pensamos que, no seu estado atual, este planeta ainda tem uma atmosfera substancial."

Berta-Thompson espera que os astrónomos usem o JWST (James Webb Space Telescope), o muito maior sucessor do Telescópio Espacial Hubble, com lançamento previsto para 2018, para identificar a cor e a composição química da atmosfera do planeta, bem como o padrão dos seus ventos.

"Nós pensamos que é a primeira oportunidade que temos para apontar os nossos telescópios a um exoplaneta rochoso e ver esse tipo de detalhe, para sermos capazes de medir a cor do pôr-do-Sol, ou a velocidade dos seus ventos, e realmente aprender como é que os planetas rochosos são lá fora no Universo," comenta Berta-Thompson. "São observações interessantes a fazer."

O TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA vai estudar todo o céu em busca de exoplanetas próximos e poderá encontrar muitos mais que sirvam de bons alvos para o JWST.

"Dos milhares de milhões de sistemas estelares na Via Láctea, cerca de 500 estão mais próximos que GJ 1132," realça Berta-Thompson. "O TESS vai encontrar planetas em redor de algumas dessas estrelas e esses planetas serão comparações valiosas para compreender GJ 1132b e os planetas rochosos em geral."

Jonathan Fortney, professor de astronomia e física na Universidade da Califórnia em Santa Cruz, EUA, diz que o novo planeta é bem mais frio que outros planetas rochosos próximos descobertos até agora. Isto significa que GJ 1132b provavelmente tem uma atmosfera substancial.

"O que é, para mim, tremendamente emocionante, é que este planeta pode ser um 'primo' de Vénus e da Terra," comenta Fortney, que não esteve envolvido na investigação. "Penso que a atmosfera deste planeta, quando formos capazes de determinar a sua composição, será um ponto interessante de dados para a compreensão da diversidade de composição atmosférica de planetas do tamanho da Terra. No nosso Sistema Solar, só temos dois pontos de dados: a Terra e Vénus. Antes de percebermos a habitabilidade, precisamos de compreender a gama de atmosferas que a Natureza consegue produzir, e porquê."

Links:

Notícias relacionadas:
MIT (comunicado de imprensa)
Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica (comunicado de imprensa)
Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (comunicado de imprensa)
Artigo científico
Descoberta de GJ 1132b (NPG Press via YouTube)
Novo exoplaneta descoberto (MIT via YouTube)
Nature
Astronomy
SPACE.com
New Scientist
Popular Mechanics
Discovery News
PHYSORG
Popular Science
BBC News
TIME
Wired
The Verge
SIC Notícias
tvi24
Público
Jornal de Notícias
SOL
Observador
AstroPT

GJ 1132b:
Exoplanet.eu
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Projeto MEarth:
Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica
Wikipedia

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
Wikipedia

TESS:
NASA/Goddard
Wikipedia

 
O HALO RESPLANDECENTE DE UMA ESTRELA ZOMBIE
Esta impressão artística mostra como é que um asteroide desfeito pela forte força de gravidade de uma anã branca formou um anel de partículas de poeira e restos que orbita o núcleo estelar queimado do tamanho da Terra de SDSS J1228+1040. O gás produzido por colisões a ocorrer no interior do disco foi detetado por observações obtidas ao longo de 12 anos com o VLT, que revelam um arco fino resplandecente.
Crédito: Mark Garlick (www.markgarlick.com) e Universidade de Warwick/ESO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os restos de uma interação fatal entre uma estrela morta e um asteroide foram estudados pela primeira vez com todo o pormenor por uma equipa internacional de astrónomos que utilizou o VLT (Very Large Telescope) situado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Este estudo ajuda-nos a prever como será o futuro distante do Sistema Solar.

Uma equipa de investigadores liderada por Christopher Manser, um estudante de doutoramento da Universidade de Warwick no Reino Unido, utilizou dados do VLT e doutros observatórios para estudar os restos destruídos de um asteroide em torno de uma estrela morta — uma anã branca chamada SDSS J1228+1040.

Usando vários instrumentos, incluindo o UVES (Ultraviolet and Visual Echelle Spectrograph) e o X-shooter, ambos montados no VLT, a equipa obteve observações detalhadas da radiação emitida pela anã branca e pelo material que a rodeia durante um período de 12 anos — entre 2003 e 2015. Foram necessárias observações de longa duração para estudar o sistema sob vários aspetos.

"A imagem que criámos a partir dos dados processados mostra-nos que estes sistemas são claramente do tipo de discos e revela muitas estruturas que não poderiam ter sido detetadas com uma única observação," explica o autor principal do trabalho Christopher Manser.

A equipa utilizou uma técnica chamada tomografia Doppler — semelhante à tomografia médica que é utilizada para observar o corpo humano — a qual permitiu mapear em detalhe, e pela primeira vez, a estrutura gasosa resplandecente que resta da "refeição" da anã branca e que a orbita.

Este gráfico é um tipo invulgar de imagem que mostra as velocidades do gás no disco que orbita a anã branca SDSS J1228+1040. Foi mapeado a partir de observações do VLT durante um período de 12 anos, através de um método chamado tomografia Doppler. Os círculos a tracejado correspondem a material em órbitas circulares a duas distâncias diferentes da estrela. O gráfico parece "virado ao contrário" porque a matéria desloca-se mais rapidamente em órbitas mais interiores.
Crédito: Universidade de Warwick/C. Manser/ESO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Enquanto as estrelas grandes — mais massivas do que dez vezes a massa do Sol — sofrem no final das suas vidas um clímax espetacularmente violento sob a forma de explosão de supernova, as estrelas mais pequenas não têm um fim tão dramático. Quando as estrelas como o Sol chegam ao final das suas vidas, consomem todo o seu combustível, expandem-se nas chamadas gigantes vermelhas e mais tarde expelem as suas camadas exteriores para o espaço. Os seus núcleos quentes e muito densos — uma anã branca — é tudo o que resta do objeto.

Mas poderão os planetas, asteroides e outros corpos do sistema sobreviver a tal provação? O que restará? As novas observações ajudam a responder a estas questões.

É raro as anãs brancas terem em órbita discos de material gasoso — apenas foram encontradas até à data sete nestas condições. A equipa concluiu que um asteroide se aproximou perigosamente da estrela morta, tendo ficado desfeito pelas enormes forças de maré a que foi sujeito, formando por isso o disco de matéria que vemos agora.

O disco que orbita a estrela formou-se de maneira semelhante aos fotogénicos anéis que vemos em torno de planetas próximo de nós, como Saturno. No entanto, apesar de J1228+1040 ter um diâmetro sete vezes menor que o de Saturno, tem uma massa 2500 vezes superior. A equipa descobriu que a distância entre a anã branca e o seu disco é também muito diferente — Saturno e os seus anéis caberiam confortavelmente no espaço entre eles.

Impressão artística do disco de restos em torno da anã branca SDSS J1228+1040 (à esquerda) na mesma escala que Saturno e os seus anéis (à direita). Embora a anã branca tenha um diâmetro cerca de sete vezes menor que Saturno, a sua massa é 2500 vezes maior.
Crédito: Mark Garlick (www.markgarlick.com) e Universidade de Warwick/ESO/NASA/Cassini
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O novo estudo a longo termo efetuado com o VLT permitiu à equipa observar a precessão do disco sob a influência do forte campo gravitacional da anã branca. A equipa descobriu ainda que o disco está ligeiramente torto e não se tornou ainda circular.

"Quando descobrimos este disco de restos em órbita da anã branca em 2006, não podíamos imaginar os detalhes extraordinários que vemos agora nesta imagem, criada a partir de 12 anos de dados — valeu definitivamente a pena esperar," acrescentou Boris Gänsicke, coautor do estudo.

Restos como J1228+1040 dão-nos pistas importantes para compreender o meio que se forma quando as estrelas chegam ao fim das suas vidas. Este facto ajuda os astrónomos a perceber melhor os processos que ocorrem em sistemas exoplanetários e até a prever o destino do Sistema Solar quando o Sol chegar ao fim dos seus dias daqui a cerca de sete mil milhões de anos.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Universidade de Warwick (comunicado de imprensa)
Artigo científico
SPACE.com
AstronomyNow
(e) Science News
PHYSORG
gizmag

Anãs brancas:
Wikipedia
NASA

VLT:
Página oficial
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - AE Aurigae e a Nebulosa da Estrela Flamejante
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Jesús Vargas (Sky-Astrophotography) e Maritxu Poyal (Maritxu)
 
O que se passa com a estrela AE Aurigae? AE Aurigae tem a alcunha de Estrela Flamejante e a região em redor, a nebulosa IC 405, é também chamada Nebulosa da Estrela Flamejante. A região parece ter a cor do fogo, mas não há fogo. O fogo é normalmente definido como a aquisição rápida de oxigénio, acontece só quando existe oxigénio suficiente e não é importante nestes ambientes altamente energéticos e com baixo conteúdo de oxigénio como as estrelas. O material que se parece com fumo é na sua maioria hidrogénio interestelar, mas contém filamentos escuros parecidos com fumo, grãos de poeira ricos em carbono. A estrela brilhante AE Aurigae, visível para a direita perto do centro da nebulosa, é tão quente que é azul, emitindo luz tão energética que expele eletrões do gás circundante. Quando um protão recaptura um eletrão, é emitida luz, como vista na nebulosa de emissão circundante. Capturada na imagem acima, a Nebulosa da Estrela Flamejante está situada a cerca de 1500 anos-luz de distância, estende-se por mais ou menos 5 anos-luz e é visível através de um pequeno telescópio na direção da constelação de Cocheiro.
 

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