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Edição n.º 1253
11/03 a 14/03/2016
 
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25/03/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 11/03: 71.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1811 nascia Urbain Le Verrier, que previu a existência de Neptuno usando apenas matemática. Os cálculos foram feitos para explicar as discrepâncias na órbita de Úrano recorrendo às leis de Kepler e Newton.

Le Verrier enviou as coordenadas do suposto planeta a Johann Gottfried Galle, pedindo que verificasse a existência de tal objeto. Galle descobriu Neptuno na mesma noite em que recebeu a carta, a apenas 1º da posição prevista. A descoberta de Neptuno é largamente considerada como uma dramática validação da mecânica celeste e um dos momentos científicos mais marcantes do século XIX. 
Em 1897, um meteoro entrava na atmosfera sobre New Martinsville (West Virgínia, EUA) tendo-se estilhaçado sobre esta cidade, com muitos danos físicos.
Observações: Logo após o anoitecer, procure a Lua Crescente baixa a oeste. Para cima e para a direita, cerca de 14º, estão as estrelas principais de Carneiro. A mais brilhante é Hamal, de segunda magnitude. Para cima e para a esquerda da Lua, mais ou menos à mesma distância, está Menkar (ou Alpha Ceti), de magnitude 2,5.

Dia 12/03: 72.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1824, nascia Gustav Kirchhoff, físico alemão que contribuíu para o conhecimento fundamental dos circuitos eléctricos, da espectroscopia e da emissão de radiação de corpo-negro por objetos aquecidos. 

Em 1881, nascia Gunnar Nordström, físico teórico finlandês, conhecido pela sua teoria da gravitação, uma competidora da relatividade geral. É por vezes designado o Einstein da Finlândia devido ao seu trabalho inovador em campos semelhantes e com métodos semelhantes aos de Einstein. 
Em 1907, nascia Ellen Dorrit Hoffleit, astrónoma americana conhecida pelo seu trabalho sobre estrelas variáveis, astronometria, espectroscopia, meteoros e pelo Catálogo de Estrelas Brilhantes, bem como tendo sido mentora de muitas jovens mulheres e gerações de astrónomos.
Em 1974, "flyby" e aterragem da soviética Mars 6. A sonda enviou dados 224 segundos durante a descida mas devido à degradação de um chip, perdeu-se a comunicação.
Observações: A estação está a mudar. Assim que as estrelas ficam visíveis, a Ursa Maior apoia-se na sua "pega" a nordeste e está à mesma altura que Cassiopeia a noroeste. Durante a primavera e verão, a Ursa Maior sobe e Cassiopeia desce da sua posição alta de outono e inverno.

Dia 13/03: 73.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1781, Úrano, o primeiro planeta a ser descoberto desde a era pré-histórica da Babilónia, é identificado por William Herschel.
Em 1855, nascia Percival Lowell, astrónomo americano que alimentou a especulação da existência de canais em Marte, construídos por marcianos.

Lowell também fundou o Observatório Lowell e formou o começo do esforço que levaria à descoberta de Plutão 14 anos após a sua morte. A escolha do nome Plutão e do seu símbolo foram em parte influenciados pelas suas iniciais PL. 
Em 1930, a descoberta de Plutão é telegrafada para o Observatório Harvard College
Em 1969, a missão Apollo 9 regressava à Terra após testar o módulo lunar. 
Em 2000, foram descobertos buracos negros solitários à deriva na Galáxia.
Em 2006, o mapa interativo Google Mars é colocado online.
Em 2012, é divulgado o primeiro mapa geológico de Io.
Observações: A Lua Crescente, a oeste-sudoeste, brilha por baixo das Plêiades e Aldebarã.

Dia 14/03: 73.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1835, nascia Giovanni Schiaparelli, astrónomo italiano que observou Marte e afirmou que via grandes sistemas de canais em Marte. Foi também o primeiro a demonstrar que as Perseídas e as Leónidas estavam associadas com os cometas, e descobriu o asteroide 69 Hesperia.
Em 1879, nascia Albert Einstein.

Mundialmente famoso pela sua teoria da relatividade, e especificamente pela equivalência massa-energia. Recebeu em 1921 o Nobel da Física, graças à descoberta do efeito fotoeléctrico. 
Em 1995, o astronauta Norman Thagard torna-se o primeiro americano a ir para o espaço a bordo de um veículo de lançamento russo.
Observações: A Lua brilha entre Aldebarã, Touro, e Orionte.

 
CURIOSIDADES


Das sete missões atualmente ativas em Marte, a sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA envia mais dados semanais do que as outras seis juntas.

 
COSMOQUÍMICOS ENCONTRAM EVIDÊNCIAS DE ELEMENTO RARO NO INÍCIO DO SISTEMA SOLAR

Cientistas encontraram evidências num meteorito de que um elemento raro, cúrio, estava presente durante a formação do Sistema Solar. A descoberta termina um debate de 35 anos sobre a sua possível presença no início do Sistema Solar, e desempenha um papel crucial na reavaliação dos modelos de evolução estelar e de síntese de elementos nas estrelas. Os detalhes da descoberta aparecem na edição de 4 de março da revista Science Advances.

"O cúrio é um elemento elusivo. É um dos elementos mais pesados conhecidos, no entanto, não ocorre naturalmente porque todos os seus isótopos são radioativos e decaem rapidamente numa escala de tempo geológico," afirma François Tissot, autor principal do estudo e pós-doutorado do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Tissot e os coautores Nicolas Dauphas e Lawrence Grossman, da Universidade de Chicago, encontraram evidências de cúrio numa inclusão cerâmica invulgar a que chamam "Marie Curiosa", retirada de um meteorito carbonáceo. O cúrio tornou-se incorporado na inclusão quando se condensou a partir da nuvem gasosa que formou o Sol no início do Sistema Solar.

Ampliação de uma inclusão cerâmica refratária ainda embebida no meteorito (rosa). As inclusões refratárias são as rochas mais antigas conhecidas no Sistema Solar (4,5 mil milhões de anos). A análise dos rácios dos isótopos de urânio destas inclusões demonstra que um isótopo de longa vida do elemento cúrio radioativo estava presente no Sistema Solar quando esta inclusão foi formada.
Crédito: Universidade de Chicago
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Marie Curiosa e o cúrio têm o nome de Marie Curie, cujo trabalho pioneiro estabeleceu as bases da teoria da radioatividade. O cúrio só foi descoberto em 1944, por Glenn Seaborg e colaboradores na Universidade da Califórnia, Berkeley, que bombardearam átomos de plutónio com partículas alfa (átomos de hélio) para sintetizar um novo elemento muito radioativo.

Para identificar quimicamente este novo elemento, Seaborg e colaboradores estudaram a energia das partículas emitidas durante o seu decaimento no Laboratório de Metalurgia da Universidade de Chicago (que mais tarde se tornou no Laboratório Nacional Argonne). O isótopo que sintetizaram era o muito instável cúrio-242, que se decompõe numa vida média de 162 dias.

Na Terra, hoje, o cúrio só existe quando fabricado em laboratórios ou como subproduto de explosões nucleares. O cúrio pode ter estado presente no início do Sistema Solar como produto de explosões estelares massivas que tiveram lugar antes do nascimento do Sistema Solar.

"A possível presença do cúrio no início do Sistema Solar tem sido emocionante para os cosmoquímicos, porque muitas vezes eles podem usar elementos radioativos como cronómetros para datar as idades relativas dos meteoritos e planetas," afirma Dauphas, professor de Ciências Geofísicas.

François Tissot segura um copo contendo uma inclusão refratária dissolvida em ácido.
Crédito: Universidade de Chicago
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O isótopo de cúrio com vida mais longa (Cm-247) decai, ao longo do tempo, para um isótopo de urânio (U-235). Portanto, um mineral ou rocha formada no início do Sistema Solar teria incorporado mais Cm-247 do que um mineral ou rocha formada mais tarde, depois de Cm-247 ter decaído. Se os cientistas analisassem estes dois minerais hipotéticos hoje, iriam descobrir que o mineral mais antigo contém mais U-235 (o produto de decaimento de Cm-247 do que o mineral mais jovem).

"A ideia é bastante simples, mas, durante quase 35 anos, os cientistas têm debatido sobre a presença de Cm-247 no início do Sistema Solar," acrescenta Tissot.

Os primeiros estudos, na década de 1980, encontraram grandes excessos de U-235 em todas as inclusões meteoríticas que analisaram, e concluíram que o cúrio era muito abundante durante a formação do Sistema Solar. Experiências mais refinadas levadas a cabo por James Chen e Gerald Wasserburg, no Instituto de Tecnologia da Califórnia, mostraram que estes resultados iniciais eram falsos, e que se o cúrio estava realmente presente no início do Sistema Solar, a sua abundância era tão baixa que os instrumentos topo-de-gama seriam incapazes de o detetar.

Os cientistas tiveram que esperar até 2010, quando foi desenvolvido um novo espectrómetro de massa de alto desempenho, para identificar, com sucesso, que os pequenos excessos de U-235 podiam ser a prova cabal para a presença de Cm-247 no início do Sistema Solar.

"Foi um passo importante, mas o problema é que esses excessos eram tão pequenos que podiam ter sido produzidos por outros processos," explica Tissot.

Os modelos preveem que o cúrio, se presente, estava em baixa abundância no início do Sistema Solar. Portanto, o excesso de U-235 produzido pelo decaimento de Cm-247 não pode ser visto em minerais ou inclusões que contêm quantidades grandes ou até quantidades médias de urânio natural. Um dos desafios foi, assim, encontrar um mineral ou uma inclusão que, provavelmente, tenha incorporado muito cúrio, mas contendo pouco urânio.

O meteorito carbonáceo Allende, salpicado com inclusões que têm uma química parecida com cerâmica (nesta imagem a cores falsas, vermelho para o cálcio, azul para o alumínio, verde para o magnésio). Quando estes elementos se formaram, as inclusões incorporaram cúrio-247 de curta duração (vida média de 15 milhões de anos), cujos traços foram detetados na pesquisa realizada na Universidade de Chicago como um excesso significativo de urânio-235, o produto do seu decaimento. O cúrio-247 vem da nucleossíntese nas estrelas que viveram e morreram antes do nascimento do Sistema Solar.
Crédito: François L. H. Tissot
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Com a ajuda de Grossman, a equipa foi capaz de identificar um tipo específico de inclusão meteorítica rica em cálcio e alumínio. Sabe-se que estas inclusões ricas em cálcio e alumínio têm uma baixa abundância de urânio e provavelmente uma alta abundância de cúrio. Uma destas inclusões - Marie Curiosa - continha uma quantidade extremamente baixa de urânio.

"É nesta mesma amostra que fomos capazes de resolver um excesso sem precedentes de U-235," afirma Tissot. "Todas as amostras naturais têm uma composição isotópica semelhante de urânio, mas o urânio na amostra Marie Curiosa tem 6% mais U-235 - um achado que só pode ser explicado pela presença de Cm-247 no início do Sistema Solar."

Graças a esta amostra, a equipa de pesquisa foi capaz de calcular a quantidade de cúrio presente no início do Sistema Solar e compará-la com outros elementos radioativos pesados, como o iodo-129 e o plutónio-244. Eles descobriram que todos estes isótopos podem ter sido produzidos em conjunto por um único processo nas estrelas.

"Isto é particularmente importante porque indica que, à medida que gerações sucessivas de estrelas morrem e expelem os elementos que produziram para a Galáxia, os elementos mais pesados são produzidos juntos, enquanto os trabalhos anteriores haviam sugerido que este não era o caso," explicou Dauphas.

A descoberta da ocorrência natural de cúrio fecha o ciclo aberto há 70 anos atrás pela descoberta de cúrio sintético, e fornece uma nova restrição, que os modeladores podem agora incorporar nos modelos complexos da nucleossíntese estelar e da evolução química galáctica para melhor compreender como elementos como o ouro foram produzidos nas estrelas.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Chicago (comunicado de imprensa)
Artigo científico (Science Advances)
Astronomy Now
PHYSORG
redOrbit
EarthSky

Cúrio:
Wikipedia
Isótopos de cúrio (Wikipedia)

Formação e evolução do Sistema Solar:
Wikipedia

Nucleossíntese estelar:
Wikipedia

 
IMAGEM MAIS NÍTIDA DE SEMPRE DE UM DISCO POEIRENTO EM TORNO DE UMA ESTRELA VELHA
O Interferómetro do VLT (Very Large Telescope) instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, obteve a imagem mais nítida de sempre de um disco de poeira em torno de um par de estrelas a envelhecer, IRAS 08544-4431. Pela primeira vez estas estruturas podem ser comparadas aos discos que se situam em torno de estrelas jovens - e o facto é que são surpreendentemente similares. É até possível que um disco que apareça no final da vida de uma estrela possa ainda dar origem uma segunda geração de planetas.
Esta figura mostra a imagem VLTI reconstruída, com a estrela central mais brilhante removida. O plano de fundo mostra o meio que circunda esta estrela, situada na constelação da Vela.
Crédito: ESO/Digitized Sky Survey 2; Reconhecimento: Davide De Martin
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O Interferómetro do VLT (Very Large Telescope) instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, obteve a imagem mais nítida de sempre de um disco de poeira em torno de uma estrela a envelhecer. Pela primeira vez estas estruturas podem ser comparadas aos discos que se situam em torno de estrelas jovens — e o facto é que são surpreendentemente similares. É até possível que um disco que apareça no final da vida de uma estrela possa ainda dar origem uma segunda geração de planetas.

À medida que se aproximam do final das suas vidas, muitas estrelas desenvolvem discos estáveis de gás e poeira à sua volta. Este material é ejetado por ventos estelares na altura em que a estrela se encontra na fase evolutiva de gigante vermelha. Estes discos parecem-se com os que formam planetas em torno de estrelas jovens. Mas, e até agora, os astrónomos nunca tinham conseguido comparar os dois tipos de discos, ou seja, os que se formam no início e os que se formam no final do ciclo de vida das estrelas.

Embora existam muitos discos associados a estrelas jovens que estão suficientemente perto de nós para poderem ser estudados com todo o pormenor, não existem correspondentes estrelas velhas com discos suficientemente perto da Terra para que possamos obter imagens detalhadas.

Mas este facto agora mudou. Uma equipa de astrónomos liderada por Michel Hillen e Hans Van Winckel do Instituut voor Sterrenkunde de Leuven, na Bélgica, utilizou todo o poder do Interferómetro do VLT (VLTI) instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, com o instrumento PIONIER e o recentemente atualizado detetor RAPID.

O alvo da equipa foi uma estrela dupla velha, IRAS 08544-4431 (o nome do objeto indica que se trata de uma fonte de radiação infravermelha que foi detetada e catalogada pelo satélite IRAS nos anos 1980), que se situa a cerca de 4000 anos-luz de distância da Terra na constelação austral de Vela. Esta estrela dupla consiste de uma gigante vermelha, que expeliu o seu material para um disco de poeira que a rodeia, e de uma estrela menos evoluída mais normal que orbita próximo da gigante vermelha.

Jacques Kluska, um membro da equipa da Universidade Exeter, no Reino Unido, explica: "Ao combinar a radiação recolhida pelos vários telescópios do VLTI, obtivemos uma imagem com nitidez surpreendente — o equivalente ao que um telescópio com um diâmetro de 150 metros conseguiria ver. A resolução é tão elevada que, em termos de comparação, poderíamos determinar o tamanho e a forma de uma moeda de 1 euro vista a uma distância de 2000 quilómetros!"

O Interferómetro do VLT (Very Large Telescope) instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, obteve a imagem mais nítida de sempre de um disco de poeira em torno de um par de estrelas a envelhecer, IRAS 08544-4431. Pela primeira vez estas estruturas podem ser comparadas aos discos que se situam em torno de estrelas jovens - e o facto é que são surpreendentemente similares. É até possível que um disco que apareça no final da vida de uma estrela possa ainda dar origem uma segunda geração de planetas.
Esta figura mostra a imagem VLTI reconstruída, com a estrela central mais brilhante removida. Vê-se igualmente o brilho mais ténue emitido pela estrela secundária, o que se revelou uma surpresa para os observadores.
Crédito: ESO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Graças à nitidez sem precedentes das imagens obtidas pelo VLTI e a uma técnica nova que consegue remover as estrelas centrais da imagem de modo a vermos o que está em seu redor, a equipa pôde obter pela primeira vez todos os blocos constituintes do sistema IRAS 08544-4431.

A estrutura mais proeminente da imagem é claramente o disco resolvido. O limite interior do disco, observado pela primeira vez nestas imagens, corresponde muito bem ao que se espera do começo de um disco de poeira: mais próximo das estrelas a poeira evapora-se devido à violenta radiação emitida por estes objetos.

"Ficámos igualmente surpreendidos ao descobrir um brilho mais ténue que virá muito provavelmente de um pequeno disco de acreção que se encontra em torno da estrela companheira. Sabíamos que esta estrela era dupla, mas não esperávamos ver a companheira de forma direta. É realmente graças ao imenso salto em desempenho fornecido pelo novo detetor PIONIER que conseguimos ver as regiões mais internas deste sistema distante," acrescenta o autor principal Michel Hillen.

A equipa descobriu que os discos em torno das estrelas velhas são na realidade muito semelhantes aos discos que formam planetas em torno de estrelas jovens. Teremos ainda que determinar se realmente se poderá formar uma segunda geração de planetas em torno destas estrelas velhas, no entanto esta possibilidade é claramente intrigante.

"As nossas observações e modelos abrem uma nova janela no estudo da física destes discos, assim como na evolução estelar de estrelas duplas. Pela primeira vez as complexas interações entre sistemas binários próximos e o seu meio envolvente poeirento podem ser resolvidas no espaço e no tempo," conclui Hans Van Winckel.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Astronomy & Astrophysics
Astronomy
SPACE.com
Astronomy Now
(e) Science News

VLT:
Página oficial
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Galáxia NGC 5866 Vista de Lado
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESAArquivo do Hubble; Processamento e direitos de autor: Hunter Wilson
 
Porque é que esta galáxia é tão fina? Muitos discos galácticos são na realidade bastante finos como este de NGC 5866, na imagem acima, mas não são vistos de lado a partir do nosso ponto de vista. Uma galáxia que está situada de lado é a nossa própria Via Láctea. Classificada como uma galáxia lenticular, NGC 5866 tem inúmeras e complexas faixas de poeira de tom escuro e avermelhado, enquanto muitas das estrelas brilhantes no disco lhe dão um subjacente tom mais azul. O disco azul de estrelas jovens pode ser visto estendendo-se além da poeira do plano galáctico extramente fino, enquanto o bojo no centro do disco parece mais laranja derivado das estrelas mais velhas e avermelhadas que provavelmente aí existem. Embora semelhante em massa com a nossa Galáxia, a luz demora cerca de 60.000 anos a atravessar NGC 5866, cerca de 30% menos do que a luz demora a atravessar a nossa Via Láctea. No geral, muitos discos galácticos são finos porque o gás que os formou colidiu com ele próprio enquanto rodava em redor do centro gravitacional. A galáxia NGC 5866 está situada a mais ou menos 50 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Dragão.
 

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