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Edição n.º 1366
11/04 a 13/04/2017
 
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28/04/17 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 11/04: 101.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1862 nascia William Wallace Campbell, observador pioneiro dos movimentos estelares e das suas velocidades radiais. Diretor do Observatório Lick entre 1901 e 1930, também foi presidente da Universidade da Califórnia e da Academia Nacional de Ciências.
Em 1905, Albert Einstein revela a sua Teoria da Relatividade (relatividade especial). 
Em 1960, era iniciada a primeira pesquisa no rádio em busca de civilizações extraterrestres, por Frank Drake (Projecto Ozma).
Em 1970, lançamento da Apollo 13, com a intenção de ser a terceira missão a aterrar na Lua.

No entanto, a explosão de um tanque de oxigénio dois dias depois põe a missão em modo de emergência e a nave perde energia, calor e água. Circum-navega a Lua sem aterrar e os astronautas regressam em segurança à Terra.
Em 1986, a 65 milhões de quilómetros, o Cometa Halley faz a sua maior aproximação da Terra durante esta passagem, a 30.ª vez que visita a nossa vizinhança planetária.
Observações: Lua Cheia, pelas 07:08.
Nesta altura do ano, as duas "Estrelas-Cão" estão na vertical, alinhadas, ao anoitecer. Olhe para sudoeste. Sirus, de Cão Maior, está em baixo, Procyon, de Cão Menor, está para cima.

Dia 12/04: 102.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1633, começa o inquérito formal de Galileu pela Inquisição.
Em 1849, de Gasparis descobre o asteroide Hygiea.
Em 1851, nascia Edward Walter Maunder, astrónomo inglês famoso pelo seu estudo das manchas solares e do ciclo magnético solar, que levou à sua identificação do período entre 1645 e 1715 que é agora conhecido como Mínimo Maunder
Em 1961, o cosmonauta Yuri Alekseyevich Gagarin torna-se no primeiro homem no espaço. 

Orbita a Terra apenas uma vez a bordo da nave Vostok 1. O voo dura 1 hora e 48 minutos, num percurso elíptico com um apogeu de 327 km e um perigeu de 180 km.
Em 1981, começa a era do vaivém espacial. Lançamento da missão STS-1 do vaivém Columbia, adiado desde 10 de abril. O comandante John Young e o piloto Robert Crippen orbitam a Terra 37 vezes durante dois dias antes de regressarem. Os objetivos principais do voo inaugural eram testar os sistemas principais, completar uma ascensão até órbita com sucesso e regressar à Terra em segurança.
Observações: Trânsito de Io, entre as 00:47 e as 03:01.
Trânsito da sombra de Io, entre as 00:52 e as 03:06.
Logo após o anoitecer, a "foice" de Leão encontra-se a sul e na vertical. A sua estrela mais baixa, Régulo, é a estrela mais brilhante da constelação de Leão. A constelação propriamente dita está na horizontal e a "foice" forma a sua pata da frente, peito, juba e parte da sua cabeça.
Ocultação de Io, entre as 21:54 e as 00:11 (já de dia 13).
Eclipse de Io, entre as 22:02 e as 00:19 (já de dia 13).

Dia 13/04: 103.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1960, os EUA lançam o Transit 1-B, o primeiro satélite de navegação do mundo.
Em 1970, "Houston, we have a problem". Foram estas as palavras que o astronauta Jack Swigert disse ao controlo da missão em Houston depois do tanque de oxigénio n.º 2 do módulo de serviço da nave Apollo 13 ter explodido.

Os astronautas Swigert, Jim Lovell e Fred Haise movem-se então para o módulo lunar, que permaneceu sem danos. O voo continuou até e em volta da Lua e de novo até à Terra. Todo o mundo observava com atenção à medida que a equipa terrestre e a tripulação da Apollo 13 ultrapassavam todos os obstáculos para salvar os astronautas. Estes conseguiram regressar em segurança à Terra.
Em 1974, a Western Union (em cooperação com a NASA e a Hughes Aircraft) lança o primeiro satélite comercial de comunicações geosíncrono, o Westar 1.
Observações: Trânsito de Io, entre as 19:12 e as 21:28.
Trânsito da sombra de Io, entre as 19:22 e as 21:36.
Esta é a altura do ano em que, à medida que a noite cai, a "frigideira" da Ursa Menor estende-se para a direita da Estrela Polar. Bem para cima das estrelas do fim da "frigideira" de Ursa Menor, estão as estrelas do fim da "frigideira" da Ursa Maior.

 
CURIOSIDADES


Um ano galáctico ou ano cósmico é o tempo que o Sol demora a completar uma volta em torno do centro da Via Láctea, cujas estimativas rondam os 225-250 milhões de anos. Nessa perspetiva, o nosso Sol tem 20,44 anos "galácticos" e a Via Láctea nasceu há 54 anos "galácticos".

 
ALMA OBSERVA FOGO DE ARTIFÍCIO ESTELAR
As explosões estelares são normalmente associadas a supernovas, as espetaculares mortes das estrelas. No entanto, novas observações ALMA do complexo da Nebulosa de Orionte forneceram informações sobre explosões na outra ponta do ciclo de vida estelar, o nascimento das estrelas. Os astrónomos capturaram estas imagens dos restos de uma explosão que ocorreu há 500 anos, quando exploravam a matéria restante, parecida a fogo de artifício, do nascimento de um grupo de estrelas massivas, demonstrando assim que a formação estelar pode ser também um processo violento e explosivo.
A imagem de fundo inclui imagens ópticas e no infravermelho próximo obtidas pelo Telescópio Gemini South e pelo VLT do ESO. O famoso Enxame do Trapézio composto por estrelas quentes jovens aparece na parte de baixo da imagem. Os dados ALMA não cobrem toda a imagem que aqui mostramos.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), J. Bally/H. Drass et al.
(clique na imagem para ver versão maior)
 

As explosões estelares são normalmente associadas a supernovas, as espetaculares mortes das estrelas. No entanto, novas observações ALMA forneceram informações sobre explosões na outra ponta do ciclo de vida estelar, o nascimento das estrelas. Os astrónomos capturaram estas imagens quando exploravam os restos, parecidos a fogo de artifício, do nascimento de um grupo de estrelas massivas, demonstrando assim que a formação estelar pode ser também um processo violento e explosivo.

A 1350 anos-luz de distância na constelação de Orionte, situa-se uma fábrica de estrelas densa e ativa chamada Nuvem Molecular de Orionte 1 (OMC-1, sigla do inglês), que faz parte do mesmo complexo que a famosa Nebulosa de Orionte. As estrelas nascem quando nuvens de gás, com centenas de vezes a massa do Sol, colapsam sob a sua própria gravidade. Nas regiões mais densas, as protoestrelas acendem-se e começam a vaguear sem rumo. Ao longo do tempo, algumas estrelas "caem" em direção a um centro de gravidade comum, geralmente dominado por uma protoestrela particularmente grande — e se as estrelas sofrem encontros próximos antes de escapar da sua maternidade estelar, podem então ocorrer interações violentas.

As explosões estelares são normalmente associadas a supernovas, as espetaculares mortes das estrelas. No entanto, novas observações ALMA do complexo da Nebulosa de Orionte forneceram informações sobre explosões na outra ponta do ciclo de vida estelar, o nascimento das estrelas. Os astrónomos capturaram estas imagens dos restos de uma explosão que ocorreu há 500 anos, quando exploravam a matéria restante, parecida a fogo de artifício, do nascimento de um grupo de estrelas massivas, demonstrando assim que a formação estelar pode ser também um processo violento e explosivo.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), J. Bally
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Há cerca de 100.000 anos, várias protoestrelas começaram a formar-se no interior da OMC-1. A gravidade fê-las aproximarem-se umas das outras com velocidades cada vez maiores até que, há cerca de 500 anos, duas delas chocaram entre si. Os astrónomos não sabem se estas estrelas apenas se tocaram ou colidiram completamente, mas em qualquer dos casos o fenómeno deu origem a uma poderosa erupção que lançou para o espaço interestelar várias protoestrelas próximas e centenas de correntes colossais de gás e poeira, deslocando-se a velocidades de mais de 150 quilómetros por segundo. A interação cataclísmica libertou tanta energia como o nosso Sol emite durante 10 milhões de anos.

Agora uma equipa de astrónomos liderada por John Bally (Universidade do Colorado, EUA) utilizou o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para observar o coração desta nuvem. A equipa descobriu um resto do nascimento explosivo deste nodo de estrelas massivas que parece uma versão cósmica de fogo de artifício, com enormes correntes de matéria a deslocarem-se em todas as direções.

As explosões estelares são normalmente associadas a supernovas, as espectaculares mortes das estrelas. No entanto, novas observações ALMA do complexo da Nebulosa de Orionte forneceram informações sobre explosões na outra ponta do ciclo de vida estelar, o nascimento das estrelas. Os astrónomos capturaram estas imagens dos restos de uma explosão que ocorreu há 500 anos, quando exploravam a matéria restante, parecida a fogo de artifício, do nascimento de um grupo de estrelas massivas, demonstrando assim que a formação estelar pode ser também um processo violento e explosivo.
A imagem de fundo foi obtida no infravermelho pela câmara HAWK-I montada no VLT do ESO. Os dados ALMA cobrem apenas a região delimitada pela caixa.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), J. Bally/H. Drass et al.
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Pensa-se que tais explosões são relativamente curtas e que os restos observados pelo ALMA não duram mais que alguns séculos. No entanto, embora breves, tais explosões de protoestrelas podem ser relativamente comuns. Ao destruírem a sua nuvem progenitora, estes eventos poderão ajudar a regular a taxa de formação estelar nestas nuvens moleculares gigantes.

Indícios da natureza explosiva dos restos de OMC-1 foram inicialmente observados em 2009 pelo Submillimeter Array no Hawaii. Bally e a sua equipa observaram igualmente este objeto no infravermelho próximo com o Telescópio Gemini South no Chile, revelando uma estrutura notável de correntes de matéria, com dimensões de quase um ano-luz de ponta a ponta.

As novas imagens ALMA mostram a natureza explosiva a alta resolução, revelando detalhes importantes sobre a distribuição e os movimentos de alta velocidade do gás de monóxido de carbono (CO) situado no interior das correntes de material. Este facto ajudará os astrónomos a compreender melhor a força por detrás da explosão e o impacto que tais eventos podem ter na formação estelar na Galáxia.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
SPACE.com
EarthSky
ScienceDaily
BBC News
Gizmodo

Nuvem Molecular de Orionte:
Wikipedia

Formação estelar:
Wikipedia

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
DESCOBERTO POSSÍVEL GÉMEO DE VÉNUS EM REDOR DE ESTRELA ANÃ

Usando o Telescópio Espacial Kepler da NASA, os astrónomos descobriram um planeta a 219 anos-luz de distância que parece ser um parente próximo de Vénus. Este mundo recém-descoberto é apenas ligeiramente maior do que a Terra e orbita uma estrela de temperatura baixa chamada Kepler-1649 com um-quinto do diâmetro do nosso Sol.

Impressão de artista de um análogo de Vénus em torno de uma anã M.
Crédito: Danielle Futselaar
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O planeta abraça firmemente a sua estrela-mãe, completando uma órbita a cada 9 dias. Esta órbita íntima faz com que o fluxo de luz estelar que alcança o planeta seja 2,3 vezes maior do que o fluxo solar na Terra. Em comparação, o fluxo solar de Vénus é 1,9 vezes do que o valor terrestre.

A descoberta fornecerá mais informações sobre a natureza de exoplanetas em redor de anãs M, de longe o tipo mais comum de estrelas no Universo. Enquanto essas estrelas são mais vermelhas e mais ténues do que o Sol, as recentes descobertas exoplanetárias revelaram casos em que mundos tipo-Terra orbitam anãs M em órbitas que os colocam na zona habitável da estrela. Mas esses mundos podem, inevitavelmente, não ser semelhantes à Terra, que tem um clima salubre. Podem ser análogos a Vénus, com atmosferas espessas e temperaturas escaldantes.

Segundo a cientista Isabel Angelo, do Instituto SETI, o estudo de planetas parecidos com Kepler-1649b, análogo de Vénus, é "cada vez mais importante para entender os limites das zonas habitáveis das anãs M.

"Existem vários fatores, como a variabilidade estelar e os efeitos de maré, que tornam esses planetas diferentes de planetas do tamanho da Terra em redor de estrelas parecidas com o Sol."

Diz-se que Vénus é um planeta irmão da Terra, mas, em muitos aspetos, não é um irmão próximo. Apesar de ter o mesmo tamanho que a Terra, e de estar apenas 40% mais próximo do Sol, a sua atmosfera e temperatura são extremamente diferentes.

Elisa Quintana, do Instituto SETI e do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, membro da equipa que descobriu Kepler-1649b, realça que "muitas pessoas estão focadas na descoberta de outras Terras. Mas os análogos de Vénus são igualmente importantes.

"Uma vez que estão prestes a sair novos telescópios, que nos permitirão estudar atmosferas, o foco tanto em análogos da Terra como em análogos de vénus poderá ajudar-nos a decifrar porque é que, no nosso Sistema Solar, um permite com que a vida se desenvolva e o outro não, apesar de terem massas parecidas, densidades comparáveis, etc."

Links:

Notícias relacionadas:
Instituto SETI (comunicado de imprensa)
The Astronomical Journal
Universe Today
PHYSORG

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
K2 (NASA
Arquivo de dados do Kepler
Descobertas planetárias do Kepler
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  MAVEN da NASA revela que Marte tem metais na sua atmosfera (via NASA)
De acordo com novos resultados da sonda MAVEN da NASA, Marte tem átomos (iões) de metal eletricamente carregados bem alto na sua atmosfera. Os iões metálicos podem revelar atividade anteriormente invisível na misteriosa e eletricamente carregada atmosfera superior (ionosfera) da Marte. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Gás de Enxame Galáctico Cria Buraco na Radiação Cósmica de Fundo em Micro-Ondas
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), Kitayama et al., Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA 
 
Porque é que este enxame galáctico perfuraria um buraco na radiação cósmica de fundo em micro-ondas? Em primeiro lugar, esta famosa radiação foi criada pelo arrefecimento do gás no início do Universo e viaja através da maioria do gás e poeira. Está em toda a parte. Grandes enxames de galáxias têm gravidade suficiente para conter gases muito quentes - quentes o suficiente para espalhar os fotões de micro-ondas em radiação mais energética, criando um buraco nos mapas da radiação cósmica de fundo. Este efeito Sunyaev–Zel'dovich (SZ) é usado há décadas para revelar novas informações sobre o gás quente nos enxames e até para ajudar a descobrir enxames galácticos de forma simples e uniforme. Esta imagem é a mais detalhada, já obtida, do efeito SZ, usando agora o ALMA para medir a radiação cósmica de fundo em micro-ondas e o Telescópio Espacial Hubble para medir as galáxias no gigantesco enxame RX J1347.5-1145. A luz azul, falsa, ilustra a radiação cósmica de fundo em micro-ondas, enquanto quase todos os objetos amarelados são galáxias. A forma do buraco SZ indica não só que o gás quente está presente neste enxame de galáxias, mas que também está distribuído de uma forma surpreendentemente desigual.
 

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