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Edição n.º 1404
22/08 a 24/08/2017
 
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EFEMÉRIDES

Dia 22/08: 234.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1989 era descoberto, definitivamente, o primeiro anel de Neptuno, graças à Voyager 2.

Observações: Após o lusco-fusco, agora que o mês de agosto chega ao fim, o Grande Quadrado de Pégaso sobe a este, apoiado num canto. As suas estrelas têm apenas 2.ª e 3.ª magnitudes. Para a esquerda do canto esquerdo do Quadrado está a linha principal de Andrómeda, constituída por estrelas com aproximadamente o mesmo brilho.

Dia 23/08: 235.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962 estreia a série televisiva, "The Jetsons", uma produção da Hanna-Barbara que introduziu a uma geração um futuro com base na tecnologia. 
Em 1966, a Lunar Orbiter 1 tira a primeira fotografia da Terra a partir de órbita lunar. 
Em 1993, a sonda Galileu descobre uma lua, mais tarde chamada Dactyl, em torno de 243 Ida, a primeira lua conhecida em torno de um asteroide.

Observações: Arcturo, cada vez mais baixo com o passar das semanas, brilha agora a oeste pouco depois do anoitecer. O grande padrão de "papagaio de papel" de Boieiro estende-se para cima e para a direita. Arcturo assinala o ponto mais baixo do "papagaio de papel".

Dia 24/08: 236.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1492 Cristovão Colombo partia pela segunda vez para o Novo  Mundo.
Em 1966, a Luna 11 era lançada de uma plataforma em órbita da Terra.

Esta missão soviética tinha como objetivo estudar a composição química e anomalias gravitacionais da Lua
Em 2006, a União Astronómica Internacional (UAI) redefine o termo "planeta", e Plutão é a partir daí considerado um planeta anão.
Observações: Depois de contribuir para o eclipse solar total de passada segunda-feira, a Lua brilha agora baixa a oeste após o pôr-do-Sol. A quase um punho à distância do braço esticado para a sua esquerda está Júpiter e Espiga um pouco mais baixo.

 
CURIOSIDADES


O termo "Aurora Boreal" deriva da deusa romana do amanhecer, "Aurora" e do nome grego do deus que representa o vento norte, com o nome de Boreas.

 
CIENTISTAS MELHORAM AS PREVISÕES METEOROLÓGICAS DAS ANÃS CASTANHAS
Esta impressão de artista mostra uma anã castanha com bandas de nuvens, que se pensa serem parecidas com aquelas vistas em Neptuno e nos outros planetas exteriores.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os objetos fracos a que chamamos anãs castanhas, menos massivas que o Sol mas mais massivas que Júpiter, têm ventos e nuvens poderosas - especificamente, nuvens irregulares e quentes feitas de gotículas de ferro e poeira de silicato. Os cientistas perceberam recentemente que estas nuvens gigantes podem mover-se e engrossar ou diminuir surpreendentemente depressa, em menos de um dia terrestre, mas não entendiam porquê.

Agora, investigadores têm um novo modelo para explicar como as nuvens se movem e mudam de forma nas anãs castanhas, usando informações do Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Ondas gigantes provocam movimento em grande escala de partículas nas atmosferas das anãs castanhas, alterando a espessura das nuvens de silicato, divulgam os cientistas na revista Science. O estudo também sugere que estas nuvens estão organizadas em bandas confinadas a diferentes latitudes, viajando com diferentes velocidades em bandas diferentes.

"Esta é a primeira vez que vemos bandas atmosféricas e ondas nas anãs castanhas," comenta o autor principal Daniel Apai, professor associado de astronomia e ciências planetárias na Universidade do Arizona em Tucson, EUA.

Tal como nos oceanos da Terra, tipos diferentes de ondas podem formar-se nas atmosferas planetárias. Por exemplo, na atmosfera da Terra, ondas muito longas misturam ar frio das regiões polares para latitudes médias, o que muitas vezes leva à formação ou dissipação de nuvens.

As distribuições e os movimentos das nuvens das anãs castanhas neste estudo são mais parecidos com aqueles observados em Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. Neptuno tem estruturas de nuvens que também seguem bandas, mas as suas nuvens são feitas de gelo. As observações de Neptuno pelo Kepler da NASA, operando na sua missão K2, foram importantes nesta comparação entre o planeta e as anãs castanhas.

"Os ventos atmosféricos das anãs castanhas parecem ser mais como os padrões familiares e regulares de cinturas e zonas de Júpiter do que a 'fervura' atmosférica e caótica vista no Sol e em muitas outras estrelas," comenta Mark Marley, coautor do estudo e do Centro de Investigação Ames da NASA em Silicon Valley, no estado norte-americano da Califórnia.

Equiparamos as anãs castanhas a estrelas falhadas porque são demasiado pequenas para fundir elementos químicos nos seus núcleos. Também podemos pensar nelas como "superplanetas" porque são mais massivas que Júpiter, mas têm aproximadamente o mesmo diâmetro. Tal como os planetas gigantes e gasosos, as anãs castanhas são constituídas principalmente por hidrogénio e hélio, mas encontram-se muitas vezes separadas de qualquer sistema planetário. Num estudo de 2014 usando o Spitzer, os cientistas descobriram que as anãs castanhas normalmente têm tempestades atmosféricas.

Devido à sua semelhança com exoplanetas gigantes, as anãs castanhas são janelas para os sistemas planetários além do nosso. É mais fácil estudar anãs castanhas do que planetas porque muitas vezes não possuem uma brilhante estrela hospedeira que as obscurece.

"É provável que as estruturas em banda e as grandes ondas atmosféricas que encontrámos nas anãs castanhas também sejam comuns nos exoplanetas gigantes," comenta Apai.

Usando o Spitzer, os cientistas monitorizaram mudanças de brilho em seis anãs castanhas durante mais de um ano, observando cada uma a completar 32 rotações. À medida que uma anã castanha gira, as suas nuvens movem-se para dentro e para fora do hemisfério observado telescopicamente, provocando mudanças no brilho da anã castanha. Os cientistas então analisaram estas variações de brilho a fim de explorar como as nuvens de silicato estão distribuídas nas anãs castanhas.

Os investigadores esperavam que estas anãs castanhas tivessem tempestades elípticas parecidas com a Grande Mancha Vermelha de Júpiter, provocadas por zonas de alta pressão. A Grande Mancha Vermelha existe em Júpiter há centenas de anos e muda muito devagar: estas "manchas" não podiam explicar as rápidas mudanças de brilho que os cientistas viram ao observar estas anãs castanhas. Os níveis de brilho das anãs castanhas variaram acentuadamente apenas ao longo de um dia terrestre.

Para perceber os altos e baixos do brilho, os cientistas tiveram que repensar os seus pressupostos sobre o que acontecia nas atmosferas das anãs castanhas. O melhor modelo para explicar as variações envolve ondas grandes, propagando-se pela atmosfera com períodos diferentes. Essas ondas fariam com que as estruturas das nuvens girassem com diferentes velocidades em bandas diferentes.

Theodora Karalidi, investigadora da Universidade do Arizona, usou um supercomputador e um novo algoritmo para produzir mapas de como as nuvens viajam nessas anãs castanhas.

"Quando os picos das duas ondas não estão em sintonia, ao longo do dia existem dois picos de brilho máximo," afirma Karalidi. "Quando as ondas estão em sincronia, obtemos um pico grande, tornando a anã castanha duas vezes mais brilhante do que com uma única onda."

Os resultados explicam o comportamento intrigante e as mudanças de brilho que os investigadores viram anteriormente. O próximo passo é tentar entender melhor o que faz com que as ondas comandem o comportamento das nuvens.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)
Science
Astronomy
SPACE.com
COSMOS
PHYSORG
Gizmodo

Anãs castanhas:
Wikipedia
NASA
Andy Lloyd's Dark Star Theory

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial 
NASA
Centro Espacial Spitzer 
Wikipedia

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
K2 (NASA
Arquivo de dados do Kepler
Descobertas planetárias do Kepler
Wikipedia

 
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  Astrofísico prevê que duas anãs brancas se vão fundir numa única estrela exótica (via Universidade do Oklahoma)
Um cientista descobriu um sistema composto por duas anãs brancas com períodos orbitais de 40 e 46 minutos. As anãs brancas são os remanescentes de estrelas parecidas com o Sol, muitas das quais podem ser encontradas aos pares. No entanto, só se conhecem um punhado de anãs brancas binárias com períodos orbitais de menos de uma hora. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Estrelas, Gás e Poeira Combatem na Nebulosa Carina
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Crédito: Bastien Foucher
 
O caos reina na Nebulosa Carina, onde as estrelas massivas se formam e morrem. Impressionante e detalhada, esta ampliação de uma parte da famosa nebulosa é uma combinação de luz emitida pelo hidrogénio (em vermelho) e pelo oxigénio (em azul). Os nós dramáticos de poeira escura e as características complexas reveladas são esculpidas pelos ventos e radiação das massivas e energéticas estrelas de Carina. Uma característica icónica da Nebulosa Carina é a faixa de poeira em forma de V que ocorre na metade superior da imagem. A Nebulosa Carina abrange cerca de 200 anos-luz, fica a mais ou menos 7500 anos-luz de distância e é visível com binóculos na direção da constelação de Carina (Quilha). Daqui a mil milhões de anos, após a poeira assentar - ou é destruída e o gás se dissipa - ou se condensar gravitacionalmente, apenas as estrelas permanecerão - mas nem as mais brilhantes.
 

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