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Edição n.º 1445
12/01 a 15/01/2018
 
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EFEMÉRIDES

Dia 12/01: 12.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1820 é fundada a "British Royal Astronomical Society".
Em 1986, lançamento da STS-61-C, do vaivém Columbia. Foi a última missão antes do desastre do vaivém Challenger.
Em 2005 é lançada a partir de Cabo Canaveral a sonda Deep Impact.
Em 2007, o cometa C/2006 P1 (McNaught) alcança o periélio e torna-se no cometa mais brilhante dos últimos 40 anos.

Observações: Sirius, a estrela mais brilhante de Cão Maior, nasce a este-sudeste ao final do lusco-fusco. Procyon - dois punhos e meio à distância do braço esticado para a sua esquerda - precede-a. "Procyon" é Grego antigo para "antes do cão".

Dia 13/01: 13.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1610, Galileu Galilei observa pela primeira vez todos os quatro satélites de Júpiter ao mesmo tempo.

Em 1993, lançamento da missão STS-54 do vaivém espacial Endeavour, o seu terceiro voo.
Em 2000, foram descobertos buracos negros solitários à deriva na Galáxia.
Em 2003, é descoberta a anã castanha mais próxima, com uma massa entre 40-60 sóis, a menos de 12 anos-luz de distância do Sol. Faz parte do sistema Epsilon Indi. Em agosto do mesmo ano, os astrónomos descobriram que a anã castanha era afinal um binário de anãs castanhas.
Observações: Ao início do amanhecer, a Lua encontra-se para baixo e para a esquerda de Júpiter e Marte, e para cima e para a esquerda de Antares.

Dia 14/01: 14.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2005 aterrava em Titã a sonda Huygens.

É a primeira vez que uma sonda pousa em Titã. Aterrou no solo, embora pudesse também ter aterrado num oceano. Continuou a enviar dados durante 90 minutos após o pouso. Permanece a aterragem mais distante alguma vez levada a cabo por um objeto feito pelo Homem.
Observações: Úrano na sua quadratura este, pelas 20:31.
Vega ainda brilha bastante baixa a noroeste ao lusco-fusco. É por vezes chamada de "Estrela de Verão", mas há muito que passou de estação. Em breve desaparece por trás do horizonte, para regressar na próxima primavera.

Dia 15/01: 15.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, a União Soviética lançava a Soyuz 5.

Em 1976, lançamento da Helios-B para órbita solar.
Em 2005, uma intensa proeminência solar liberta raios-X por todo o Sistema Solar. No mesmo dia, a sonda SMART-1 da ESA descobre elementos como o cálcio, alumínio, sílica, ferro e outros elementos à superfície da Lua.
Observações: Antes do amanhecer, e caso já esteja acordado(a), olhe para este-sudeste e observe os planetas Júpiter e Marte, ainda bastante perto um do outro no céu.

 
CURIOSIDADES


Em 1965, no primeiro passeio espacial, o astronauta Edward White da Gemini 4 perdeu uma luva. Durante um mês, a luva ficou em órbita a uma velocidade de 28.000 km/h, tornando-se na peça de vestuário mais perigosa da Humanidade.

 
PRIMEIRAS GALÁXIAS DO UNIVERSO GIRAVAM COMO A VIA LÁCTEA
Impressão de artista da rotação de uma galáxia no Universo jovem.
Crédito: Instituto de Astronomia, Amanda Smith
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os astrónomos olharam para trás no tempo, para uma época pouco depois do Big Bang, e descobriram gás turbulento em algumas das primeiras galáxias que se formaram no Universo. Estes "recém-nascidos" - observados como eram há quase 13 mil milhões de anos - giravam como um redemoinho, de modo semelhante à nossa própria Via Láctea.

Uma equipa internacional liderada por Renske Smit do Instituto Kavli de Cosmologia da Universidade de Cambridge usou o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para abrir uma nova janela no Universo distante e identificou galáxias normais de formação estelar num estágio muito inicial da história cósmica. Os resultados foram divulgados na revista Nature e foram apresentados na 231.ª reunião da Sociedade Astronómica Americana.

A luz de objetos distantes leva tempo até alcançar a Terra, de modo que a observação de objetos a milhares de milhões de anos-luz permite-nos olhar para trás no tempo e observar diretamente a formação as galáxias mais antigas. No entanto, naquela época o Universo estava repleto de uma "neblina" obscura de hidrogénio neutro, o que torna difícil ver a formação das primeiras galáxias com telescópios óticos.

Visualização de dados - Imagem do céu noturno pelo Telescópio Hubble onde as galáxias foram encontradas e dois painéis ampliados dos dados ALMA.
Crédito: Hubble (NASA/ESA), ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), P. Oesch (Universidade de Genebra) e R. Smit (Universidade de Cambridge)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Smit e colegas usaram o ALMA para observar duas pequenas galáxias recém-nascidas, como existiam apenas 800 milhões de anos após o Big Bang. Ao analisarem a "impressão digital" espectral da radiação infravermelha distante recolhida pelo ALMA, foram capazes de estabelecer a distância às galáxias e, pela primeira vez, ver o movimento interno do gás que alimentou o seu crescimento.

"Até à construção do ALMA, nunca tínhamos conseguido ver a formação de galáxias em tão grande detalhe e nunca tínhamos sido capazes de medir o movimento do gás em galáxias tão cedo na história do Universo," afirma o coautor Stefano Carniani, do Laboratório Cavendish e do Instituto Kavli de Cosmologia, ambos de Cambridge.

Uma simulação de um disco giratório.
Crédito: R. Crain (LJMU) e J. Geach (U. Herts)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os cientistas descobriram que o gás nestas galáxias recém-nascidas rodava e girava num movimento parecido com o de um redemoinho, um movimento semelhante ao da nossa própria Galáxia e de outras galáxias mais maduras muito mais tarde na história do Universo. Apesar do seu tamanho relativamente pequeno - cerca de cinco vezes mais pequenas que a Via Láctea - estas galáxias formavam estrelas a um ritmo maior do que outras galáxias jovens, mas os investigadores ficaram surpresos ao descobrir que as galáxias não eram tão caóticas quanto o esperado.

"No início do Universo, a gravidade fez com que o gás fluísse rapidamente para as galáxias, agitando-as e formando muitas estrelas novas - as violentas explosões de supernova dessas estrelas também tornaram o gás turbulento," comenta Smit. "Nós esperávamos que as galáxias jovens fossem uma 'bagunça' dinâmica, devido aos estragos provocados pela explosão de estrelas jovens, mas estas mini-galáxias mostram a capacidade de manter a ordem e parecem bem reguladas. Apesar do seu pequeno tamanho, já estão a crescer rapidamente para se tornarem em galáxias 'adultas' como a galáxia onde vivemos.

Os dados deste projeto sobre galáxias pequenas preparam o caminho para estudos maiores de galáxias durante os primeiros milhares de milhões de anos do tempo cósmico.

Links:

Notícias relacionadas:
Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
NRAO (comunicado de imprensa)
Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)
Universidade da Califórnia em Santa Cruz (comunicado de imprensa)
Artigo científico (PDF)
Nature
PHYSORG
Seeker
Forbes

Universo:
Universo (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
OS EXOPLANETAS SÃO COMO ERVILHAS NUMA VAGEM
Kepler-11 é uma estrela parecida com o Sol com seis planetas em órbita.
Crédito: NASA/Tim Pyle
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma equipa internacional liderada pela astrofísica Lauren Weiss da Universidade de Montreal descobriu que os exoplanetas que orbitam a mesma estrela tendem a ter tamanhos semelhantes e um espaçamento orbital regular. Este padrão, revelado pelas novas observações do Observatório W. M. Keck de sistemas planetários descobertos pelo Telescópio Kepler, pode sugerir que a maioria dos sistemas planetários tem uma história de formação diferente da do Sistema Solar.

Graças, em grande parte, ao Telescópio Espacial Kepler, lançado em 2009, conhecemos agora milhares de exoplanetas. Esta grande amostra permite aos investigadores não apenas estudar sistemas individuais, mas também tirar conclusões sobre os sistemas planetários em geral. Weiss faz parte do levantamento CKS (California-Kepler Survey), que usou o Observatório W. M. Keck em Mauna Kea, Hawaii, para obter espectros de alta-resolução de 1305 estrelas que hospedam 2025 planetas de trânsito originalmente descobertos pelo Kepler. A partir destes espectros, mediram os tamanhos precisos das estrelas e dos seus planetas.

Nesta nova análise liderada por Weiss e publicada na revista The Astronomical Journal, a equipa focou-se em 909 planetas pertencentes a 355 sistemas multiplanetários. Estes planetas estão localizados principalmente entre 1000 e 4000 anos-luz de distância da Terra. Usando uma análise estatística, a equipa encontrou dois padrões surpreendentes. Descobriram que os exoplanetas tendem a ter o mesmo tamanho que os seus vizinhos. Se um planeta é pequeno, o próximo planeta em redor da mesma estrela muito provavelmente também será pequeno. Se um planeta é grande, o próximo provavelmente também o será. Descobriram também que os planetas em órbita da mesma estrela tendem a ter um espaçamento orbital regular.

"Os planetas num sistema tendem a ter o mesmo tamanho e a estar uniformemente espaçados, como ervilhas numa vagem. Esses padrões não teriam ocorrido se os tamanhos ou os espaçamentos dos planetas fossem aleatórios," explica Weiss.

Os tamanhos semelhantes e o espaçamento orbital dos planetas têm implicações para a forma como a maioria dos sistemas planetários se formam. Na teoria clássica da formação planetária, os planetas formam-se num disco protoplanetário que rodeia uma estrela recém-formada. Os planetas podem formar-se em configurações compactas com tamanhos semelhantes e um espaçamento orbital regular, de forma semelhante ao padrão recém-observado em sistemas exoplanetários. No entanto, no nosso Sistema Solar, os planetas interiores têm espaçamentos surpreendentemente grandes e tamanhos diversos. As evidências abundantes no Sistema Solar sugerem que Júpiter e Saturno perturbaram a estrutura inicial do nosso sistema, resultando nos quatro planetas terrestres amplamente espaçados que temos hoje. O facto de que os planetas na maioria dos sistemas ainda têm tamanhos parecidos e o facto de estarem regularmente espaçados sugerem que talvez tenham permanecido não perturbados desde a sua formação.

Para testar essa hipótese, Weiss está a realizar um novo estudo no Observatório Keck para procurar análogos de Júpiter em torno de sistemas multiplanetários do Kepler. Os sistemas planetários estudados por Weiss e sua equipa têm múltiplos planetas bastante perto da sua estrela. Devido à duração limitada da missão Kepler, pouco se sabe (se é que se sabe alguma coisa) sobre o tipo de planetas que orbitam a maiores distâncias orbitais. Eles esperam testar como a presença ou a ausência de planetas parecidos com Júpiter, a grandes distâncias orbitais, se relacionam com padrões nos sistemas planetários interiores.

Independentemente das suas populações exteriores, a semelhança dos planetas nas regiões internas dos sistemas extrassolares requer uma explicação. Se o fator decisivo para os tamanhos dos planetas puder ser identificado, isso poderá ajudar a determinar quais as estrelas suscetíveis de albergar planetas terrestres adequados para a vida.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Montreal (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
The Astronomical Journal
Space Daily
PHYSORG

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Observatório W. M. Keck:
Página oficial
Wikipedia

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
K2 (NASA)
Arquivo de dados do Kepler
Arquivo de dados da missão K2
Descobertas planetárias do Kepler

 
TITÃ APRESENTA CARACTERÍSTICAS TIPO-TERRA

Usando o agora completo conjunto de dados da Cassini, astrónomos de Cornell criaram um novo mapa topográfico global da lua de Saturno, Titã, que abriu novas janelas para entender os seus fluxos líquidos e os seus terrenos. Os dois artigos, publicados no dia 2 de dezembro na revista Geophysical Review Letters, descreve o mapa e as descobertas decorrentes deles.

Segundo o estudante de doutoramento Paul Corlies, o autor principal do primeiro artigo científico, a criação do mapa demorou cerca de um ano. Combina todos dados topográficos de Titã obtidos de várias fontes. Uma vez que apenas 9% de Titã foi observado em alta-resolução, com 25-30% da topografia observada em resoluções mais baixas, o resto do satélite foi mapeado usando um algoritmo de interpolação e um processo de minimização global, que reduziu erros tais como os decorrentes da posição da nave espacial.

O mapa revelou várias características novas em Titã, incluindo novas montanhas, nenhuma superior a 700 metros. O mapa também fornece uma visão dos altos e baixos da topografia de Titã, que permitiu que os cientistas confirmassem que dois locais na região equatorial de Titã são, de facto, depressões que podem ou ser mares antigos e secos ou fluxos criovulcânicos.

O mapa também revelou que Titã é um pouco mais achatado - mais oblato - do que se sabia anteriormente, o que sugere que há mais variabilidade na espessura da crosta de Titã.

A Cassini usou radar e câmaras infravermelhas para observar por baixo da espessa atmosfera de Titã e mapear os detalhes à superfície.
Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona/Universidade do Idaho
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"O principal ponto do trabalho foi a criação de um mapa para uso da comunidade científica," comenta Corlies; meia-hora após os dados terem sido divulgados online, começou a receber perguntas sobre como usá-los. O conjunto de dados pode ser descarregado sob a forma dos dados que foram observados, bem como esses mesmos dados mais os interpolados que não foram observados. O mapa será importante para aqueles que modelam o clima de Titã, estudando a forma e gravidade de Titã, e testando os modelos do interior, bem como para aqueles que procurem compreender formas morfológicas em Titã.

O segundo artigo científico encontrou três resultados importantes usando os dados topográficos do novo mapa. O primeiro é que os três mares de Titã compartilham uma superfície equipotencial comum, o que significa que se formam ao nível do mar, tal como os oceanos da Terra. Ou porque existe fluxo subsuperficial entre os mares ou porque os canais entre eles permitem com que passe líquido suficiente, os oceanos em Titã estão todos à mesma elevação.

"Estamos a medir a elevação de uma superfície líquida noutro corpo a 10 unidades astronómicas do Sol com uma precisão de aproximadamente 40 centímetros. Dado que temos uma precisão tão incrível, fomos capazes de ver que entre estes dois mares a elevação variou suavemente cerca de 11 metros, em relação ao centro de massa de Titã, consistente com a mudança esperada no potencial gravitacional. Estamos a medir o geoide de Titã. Esta é a forma que a superfície tomaria sob a influência, apenas, da gravidade e da rotação, que é a mesma forma que domina os oceanos da Terra," comenta o autor sénior Alex Hayes, professor assistente de astronomia.

O segundo resultado do artigo prova uma hipótese que Hayes avançou no seu primeiro artigo científico, quando ainda estava a obter a licenciatura: que os lagos de Titã comunicam uns com os outros através da subsuperfície. Hayes e a sua equipa mediram a elevação dos lagos ainda com líquido, bem como aqueles atualmente secos, e descobriram que os lagos existem a centenas de metros acima do nível do mar e que, dentro de uma bacia hidrográfica, as bases dos lagos vazios estão todas a maiores elevações do que as dos lagos com líquido na vizinhança.

Esta imagem de Titã, a maior lua de Saturno, está entre as últimas enviadas até à Terra pela Cassini antes de mergulhar na atmosfera do planeta gigante.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Nós não vemos nenhum lago vazio abaixo dos lagos com líquido locais, porque se estivessem abaixo desse nível, estariam preenchidos. Isto sugere que existe um fluxo subterrâneo e que estão a comunicar uns com os outros," comenta Hayes. "Também nos diz que existem hidrocarbonetos líquidos armazenados à subsuperfície de Titã."

O resultado final do artigo levanta um novo mistério sobre Titã. Os investigadores descobriram que a vasta maioria dos lagos do satélite de Saturno situa-se em depressões que "parecem que literalmente pegámos em formas de cortar bolachas e fizemos buracos na superfície," explica Hayes. Os lagos estão rodeados por cumes altos, em alguns casos com centenas de metros de altura.

Os lagos parecem ter sido formados da mesma maneira que os lagos do tipo karst (ou cársico), na Terra, onde o material situado por baixo dissolve-se e a superfície colapsa, formando furos no chão. Os lagos em Titã, como estes lagos terrestres, são topograficamente fechados, sem canais de entrada ou de saída. Mas os da Terra não possuem orlas elevadas e acentuadas.

A forma dos lagos indica um processo chamado retiro de escarpas uniforme, onde as bordas dos lagos expandem-se a um ritmo constante. O maior lago a sul, por exemplo, parece-se com uma série de lagos vazios mais pequenos que coalesceram ou se reuniram numa única grande característica.

"Mas se estas características crescem de dentro para fora, será que isso significa que estão sempre a destruir e a recriar as orlas e que as orlas se movem para fora também? Compreender estas coisas é, na minha opinião, o ponto-chave para compreender a evolução das bacias polares de Titã," realça Hayes.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Cornell (comunicado de imprensa)
Artigo científico 1 (Geophysical Review Letters)
Artigo científico 2 (Geophysical Review Letters)
ScienceDaily
ZME Science
spaceref
PHYSORG
National Geographic

Titã:
Solarviews
Wikipedia

Saturno:
Solarviews
Wikipedia
Luas de Saturno (Wikipedia) 
Anéis de Saturno (Wikipedia)

Cassini:
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
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