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Edição n.º 1482
22/05 a 24/05/2018
 
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25/05/18 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS + PALESTRA
21:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio no nosso maravilhoso terraço (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 22/05: 142.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1783, nascia William Sturgeon, físico inglês e inventor que fez os primeiros imãs e inventou o primeiro motor elétrico inglês.
Em 1890, nascia Per Collinder, astrónomo sueco, conhecido pelo seu catálogo de enxames abertos, hoje em dia chamado Catálogo de Collinder.
Em 1969, o módulo lunar da Apollo 10 passava a 8,4 milhas náuticas (15,6 km) da superfície da Lua.

Em 1995, imagens captadas pelo Telescópio Espacial Hubble durante a travessia do plano dos anéis de Saturno levam à descoberta de uma nova lua. As travessias do plano dos anéis acontecem a cada 15 anos e historicamente têm dado aos astrónomos uma oportunidade para descobrir novos satélites que normalmente são ofuscados pelo brilho do sistema de anéis do planeta. 
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 04:49.
A Lua brilha esta noite para a direita de Régulo.
Agora e durante os próximos meses, Júpiter fica mais ou menos a 2 ou 3 graus da estrela de terceira magnitude, Alpha Librae (Zubenelgenubi): uma estrela dupla binocular. Os seus dois componentes, de magnitude 2,8 e 5,1, estão separados por uns generosos 231 segundos de arco. Mesmo assim, formam um par real ligado gravitacionalmente; estão a 77 anos-luz de distância.
Brilhando a este-nordeste, após o anoitecer, está Vega, a mais brilhante e atualmente a estrela mais alta do Triângulo de Verão. Mas com o verão a um mês de distância (astronomicamente falando), a estrela final do Triângulo só nasce acima do horizonte a este por volta das 23 horas. É Altair, o canto inferior direito do Triângulo. A terceira estrela é Deneb, brilhando a uma distância menor mas para baixo e para a esquerda de Vega.

Dia 23/05: 143.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, o satélite Explorer 1 cessa transmissões.

Observações: Vega é a estrela mais brilhante a este-nordeste após o anoitecer. As outras estrelas da constelação de Lira estão, atualmente, como que suspendidas por ela (para baixo).
Mais ou menos 14º (punho e meio à distância do braço esticado) para cima e para a esquerda de Vega está Eltanin, o nariz do Dragão. Mais perto e para cima e para a esquerda de Eltanin encontram-se as três estrelas mais ténues de cabeça de Dragão, também chamada Lozenge. O nariz de Dragão aponta sempre para Vega, como que a cheirá-la.

Dia 24/05: 144.º dia do calendário gregoriano.
História: Morre em 1543 Nicolau Copérnico, famoso astrónomo, autor do livro "Das revoluções dos Mundos Celestes".

Adiou a publicação da sua teoria por uns 30 anos; a primeira obra completa foi imprimida umas poucas horas antes da sua morte. Foi colocada na sua cama, para que pudesse tê-la a seu lado. Mas nessa altura já a sua mente delirava e não pôde comentar o prefácio anónimo do livro, que dizia aos leitores que o conteúdo do livro podia não ser verdadeiro, ou até mesmo provável. Nunca se soube com certeza se autorizou aquele prefácio, ou se realmente acreditava no seu sistema.
Em 1686, nascia Daniel Gabriel Fahrenheit, físico e engenheiro alemão, famoso por inventar o termómetro de mercúrio e por desenvolver uma escala de temperatura, agora com o seu nome.
Em 1962, projeto Mercury: o astronauta americano Scott Carpenter orbita a Terra três vezes na cápsula espacial Aurora 7.
Observações: Trânsito de Io, entre as 01:49 e as 04:04.
Trânsito da sombra de Io, entre as 02:12 e as 04:24.
Eclipse de Ganimedes, entre as 19:54 e as 22:18.
Ocultação de Io, entre as 22:57 e as 01:11 (já de dia 25).
Eclipse de Io, entre as 23:19 e as 01:33 (já de dia 25).

 
CURIOSIDADES

Um dia em Vénus dura cerca de 243 dias terrestres.
 
DESCOBERTO O PRIMEIRO IMIGRANTE INTERESTELAR NO SISTEMA SOLAR

Um novo estudo descobriu o primeiro imigrante permanente conhecido no nosso Sistema Solar. O asteroide, atualmente aninhado na órbita de Júpiter, é o primeiro asteroide conhecido a ser capturado de outro sistema estelar. O trabalho foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters.

O objeto conhecido como 'Oumuamua foi o último visitante interestelar a chegar às manchetes em 2017. No entanto, era apenas um turista passageiro, enquanto este ex-exoasteroide - a quem deram o nome cativante (514107) 2015 BZ509 - é um residente de longa duração.

Todos os planetas do nosso Sistema Solar, e a grande maioria dos outros objetos, viajam em redor do Sol na mesma direção. No entanto, 2015 BZ509 é diferente - ele move-se na direção oposta, no que é conhecido como órbita "retrógrada".

Imagens do asteroide 2015 BZ509 obtidas pelo LBTO (Large Binocular Telescope Observatory) que estabeleceu a sua natureza co-orbital retrógrada. As estrelas brilhantes e o asteroide (no círculo amarelo) aparecem escuros e o céu branco nesta imagem negativa.
Crédito: C. Veillet/LBTO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A razão pela qual este asteroide ficou a mover-se desta maneira, enquanto partilhava a órbita de Júpiter, tem sido um mistério até agora," explica o Dr. Fathi Namouni, autor principal do estudo. "Se 2015 BZ509 fosse nativo ao nosso Sistema Solar, deveria ter a mesma direção original tal como todos os outros planetas e asteroides, herdada da nuvem de gás e poeira que os formou."

No entanto, a equipa realizou simulações para traçar a localização de 2015 BZ509 até ao nascimento do nosso Sistema Solar, há 4,5 mil milhões de anos, quando a era da formação planetária terminou. Estas mostram que 2015 BZ509 sempre se moveu desta forma e por isso não poderia ter aí estado originalmente. Portanto, deve ter sido capturado de outro sistema.

"A imigração de asteroides de outros sistemas estelares ocorre porque o Sol inicialmente se formou num aglomerado estelar, onde cada estrela tinha o seu próprio sistema de planetas e asteroides," comenta a Dra. Helena Morais, que também integra a equipa.

Imagem do berçário estelar NGC 604 (NASA/HST), onde os sistemas estelares estão próximos uns dos outros e se pensa que a troca de asteroides seja possível. O asteroide (514107) 2015 BZ509 emigrou da sua estrela natal e assentou em torno do Sol num ambiente semelhante.
Crédito: NASA/Equipa de Arquivo do Hubble (AURA/STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A proximidade das estrelas, ajudada pelas forças gravitacionais dos planetas, ajuda estes sistemas a atraírem-se, a remover e a capturar asteroides uns dos outros."

A descoberta do primeiro imigrante asteroide permanente no Sistema Solar tem implicações importantes para os problemas em aberto da formação planetária, da evolução do Sistema Solar e, possivelmente, da origem da própria vida.

Entender exatamente quando e como 2015 BZ509 se estabeleceu no Sistema Solar fornece pistas sobre o berçário estelar original do Sol e sobre o potencial enriquecimento do nosso ambiente inicial com os componentes necessários para o surgimento da vida na Terra.

Links:

Notícias relacionadas:
Sociedade Real Astronómica (comunicado de imprensa)
Artigo científico (PDF)
Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters
Science
EurekAlert!
Astronomy
EarthSky
SPACE.com
Scientific American
Science alert
New Scientist
ScienceDaily
PHYSORG
National Geographic
Forbes
BBC News
CNN
Correio da Manhã
Observador
Notícias ao Minuto

2015 BZ509:
Centro de Planetas Menores da UAI
NASA/JPL
Wikipedia

'Oumuamua:
JPL/NASA
Wikipedia

 
DUAS NOVAS SONDAS SERÃO AS MAIS PRÓXIMAS DO SOL
A Solar Orbiter da ESA vai capturar as primeiras imagens das regiões polares do Sol, onde a tensão magnética se acumula e é libertada numa dança vivaça. Com lançamento previsto para 2020, o estudo do Sol pela Solar Orbiter vai lançar luz sobre a estrutura magnética e as muitas forças que moldam a atividade solar.
Crédito: sonda - ESA/ATG medialab; Sol - NASA/SDO/P. Testa (CfA)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

À medida que são desenvolvidas ferramentas cada vez mais poderosas para estudar o espaço exterior ao nosso Sistema Solar, aprendemos mais sobre o mar aparentemente infinito de estrelas distantes e os seus curiosos elencos de planetas em órbita. Mas há apenas uma estrela para onde podemos viajar diretamente e observar de perto - e é a nossa: o Sol.

Duas missões futuras levar-nos-ão, em breve, mais perto do Sol do que nunca, proporcionando a melhor chance, até agora, de descobrir as complexidades da atividade solar no nosso próprio Sistema Solar e de lançar luz sobre a própria natureza do espaço e das estrelas espalhadas por todo o Universo.

Juntas, a Parker Solar Probe da NASA e a Solar Orbiter da ESA podem resolver questões com décadas sobre o funcionamento interno da nossa estrela mais próxima. O seu estudo compreensivo e íntimo do Sol tem implicações importantes sobre como vivemos e exploramos: a energia do Sol alimenta a vida na Terra, mas também desencadeia eventos climáticos espaciais que podem representar um perigo para a tecnologia de que cada vez mais dependemos. Este clima espacial pode afetar as comunicações de rádio, afetar os satélites e os voos tripulados e - na pior das hipóteses - interferir com as redes elétricas. Uma melhor compreensão dos processos fundamentais que impulsionam estes eventos solares poderá melhorar as previsões de quando ocorrem e como os seus efeitos podem ser sentidos na Terra.

"O nosso objetivo é entender como o Sol funciona e como afeta o ambiente espacial até ao ponto da previsibilidade," afirma Chris St. Cyr, cientista do projeto Solar Orbiter no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. "Esta é realmente uma ciência orientada pela curiosidade."

A Parker Solar Probe deverá ser lançada ainda este verão e a Solar Orbiter em 2020. Estas missões foram desenvolvidas independentemente, mas os seus objetivos científicos coordenados não são coincidência: a Parker Solar Probe a Solar Orbiter são colegas de equipa.

Estudando a coroa solar

Ambas as missões vão observar de perto a dinâmica da atmosfera exterior do Sol, chamada coroa. Da Terra, a coroa é visível apenas durante os eclipses solares totais, quando a Lua bloqueia a luz mais intensa do Sol e revela a estrutura fantasmagórica, branca e perolada da atmosfera exterior. Mas a coroa não é assim tão delicada quanto parece durante um eclipse solar total - muito do comportamento da coroa é imprevisível e não é bem compreendido.

Os gases carregados da coroa são movidos por um conjunto de leis da física que raramente estão envolvidas nas nossas experiências normais cá na Terra. Desvendar os detalhes do que faz com que as partículas carregadas e os campos magnéticos dancem e rodopiem pode ajudar-nos a melhor compreender dois mistérios extraordinários: o que torna a coroa muito mais quente do que a superfície solar e o que impulsiona o constante fluxo de material solar, o vento solar, a velocidades tão altas.

Podemos ver essa coroa de longe, e até medir o aspeto do vento solar à medida que passa pela Terra - mas isso é como medir um rio calmo a quilómetros de distância de uma cascata e tentar compreender a fonte da corrente. Só recentemente adquirimos a tecnologia capaz de suportar o calor e a radiação perto do Sol, de modo que, pela primeira, vamos para mais perto da fonte.

"A Parker Solar Probe e a Solar Orbiter empregam diferentes tipos de tecnologia, mas - como missões - elas serão complementares," comenta Eri Christian, investigador da missão Parker Solar Probe em Goddard. "Vão tirar fotos da coroa do Sol ao mesmo tempo e vão ver algumas das mesmas estruturas - o que está a acontecer nos polos do Sol e como essas mesmas estruturas se parecem no equador."

Ilustração da nave Parker Solar Probe em aproximação ao Sol.
Crédito: Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A Parker Solar Probe atravessará um território inteiramente novo à medida que viaja para mais perto do Sol do que qualquer outra nave espacial - a cerca de 6,2 milhões de quilómetros da superfície solar. Se a Terra fosse reduzida para estar situada numa extremidade de um campo de futebol, com o Sol na outra, a missão ficaria dentro da pequena área do Sol. A detentora do recorde atual, a Helios B, uma missão solar do final da década de 1970, chegou apenas a metade do "meio-campo" solar.

A partir desse ponto de vista, as quatro "suites" de instrumentos científicos da Parker Solar Probe estão construídas para visualizar o vento solar e estudar os campos magnéticos, o plasma e as partículas energéticas - clarificando a verdadeira anatomia da atmosfera exterior do Sol. Esta informação esclarecerá o chamado problema do aquecimento coronal. Refere-se à realidade contraintuitiva de que, embora as temperaturas na coroa possam chegar aos vários milhões de graus Celsius, a superfície solar subjacente, a fotosfera, ronda os 5500º C. Para apreciar completamente a estranheza dessa diferença de temperatura, imagine afastar-se de uma lareira e começar a sentir o ar em redor ficar muito mais quente.

A Solar Orbiter estará a menos de 24,1 milhões de quilómetros do Sol - mais próxima que a posição da Helios-B a metade do "meio-campo" do "campo de futebol solar" metafórico. Estará numa órbita altamente inclinada que poderá fornecer as primeiras imagens diretas dos polos do Sol - partes do Sol que ainda não compreendemos bem e que podem conter a chave para entender o que impulsiona a atividade constante e as erupções da nossa estrela.

Tanto a Parker Solar Probe como a Solar Orbiter vão estudar a influência mais difundida do Sol no Sistema Solar: o vento solar. O Sol expele constantemente um fluxo de gás magnetizado que preenche o Sistema Solar interior, chamado vento solar. Este vento solar interage com os campos magnéticos, com as atmosferas e até com as superfícies de mundos espalhados por todo o Sistema Solar. Na Terra, esta interação pode desencadear auroras e por vezes atrapalhar os sistemas de comunicação e as redes elétricas.

Os dados de missões anteriores levaram os cientistas a pensar que a coroa contribui para os processos que aceleram as partículas, impulsionando as incríveis velocidades do vento solar - que triplicam ao deixar o Sol e ao passar pela coroa. Atualmente, o vento solar percorre 148 milhões de quilómetros até atingir as sondas que o medem - tempo mais que suficiente para que esse fluxo de gases carregados se misture com outras partículas que viajam pelo espaço e perca algumas das suas características específicas. A Parker Solar Probe vai captar o vento solar assim que se forma e deixa a coroa, enviando de volta à Terra algumas das medições mais pristinas do vento solar já registadas. A perspetiva da Solar Orbiter, que dará uma boa olhadela aos polos do Sol, vai complementar o estudo do vento solar pela Parker Solar Probe, porque permite com que os cientistas observem como a estrutura e o comportamento do vento solar variam a diferentes latitudes.

A Solar Orbiter também fará uso da sua órbita única para entender melhor os campos magnéticos do Sol; algumas das atividades magnéticas mais interessantes do Sol estão concentradas nos polos. Mas como a Terra orbita num plano mais ou menos em linha com o equador solar, nós normalmente não temos uma boa visão dos polos de longe. É um pouco como tentar ver o cume do Monte Evereste a partir da base da montanha.

Essa visão dos polos também vai ajudar-nos a melhor compreender a natureza geral do campo magnético do Sol, vivaz e enorme, estendendo-se muito além da órbita de Neptuno. O campo magnético do Sol é tão abrangente em grande parte por causa do vento solar: à medida que o vento solar flui para fora, transporta com ele o campo magnético do Sol, criando uma vasta bolha a que chamamos heliosfera. Dentro da heliosfera, o vento solar determina a própria natureza das atmosferas planetárias. Os limites da heliosfera são moldados pela forma como o Sol interage com o espaço interestelar. Desde a passagem da Voyager 1 pela heliopausa em 2012 que sabemos que essas fronteiras protegem dramaticamente o Sistema Solar interno contra a radiação galáctica.

Ainda não está claro como, exatamente, o campo magnético do Sol é gerado ou estruturado nas profundezas do Sol - embora saibamos que campos magnéticos intensos em redor dos polos impulsionem a variabilidade do Sol, provocando erupções solares e ejeções de massa coronal. A Solar Orbiter vai pairar sobre a mesma região da atmosfera solar durante vários dias de cada vez enquanto os cientistas observam a tensão a acumular-se e a soltar-se em torno dos polos. Essas observações podem levar a uma melhor compreensão dos processos físicos que, em última análise, geram o campo magnético do Sol.

Juntas, a Parker Solar Probe e a Solar Orbiter aperfeiçoarão o nosso conhecimento do Sol e da heliosfera. Ao longo do caminho, é possível que estas missões apresentem ainda mais perguntas do que respostas - um problema que os cientistas aguardam ansiosamente.

"Há perguntas que nos incomodam há muito tempo," comenta Adam Szabo, cientista da missão Parker Solar Probe em Goddard. "Estamos a tentar decifrar o que acontece perto do Sol e a solução óbvia é simplesmente ir até lá. Mal podemos esperar - não apenas eu, mas toda a comunidade."

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Parker Solar Probe (NASA Goddard via YouTube)
Futuro Heliosférico: Solar Probe Plus & Solar Orbiter (NASA via YouTube)
PHYSORG
Space Daily

Sol:
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve 
Wikipedia
Ejeção de massa coronal (Wikipedia)
Tempestades solares e clima espacial - FAQ (NASA)

Vento solar:
NASA
SWPC/NOAA
Wikipedia

Parker Solar Probe:
NASA
Wikipedia

Solar Orbiter:
ESA
Wikipedia

 
NOVO CAÇADOR DE PLANETAS DA NASA PASSA PELA LUA E OBTÉM IMAGEM INICIAL DE TESTES
Esta imagem de teste, obtida por uma das quatro câmaras a bordo do TESS, captura uma área do céu do hemisfério sul ao longo do plano da nossa Galáxia. Espera-se que o TESS cubra mais de 400 vezes a área vista na imagem quando usando todas as quatro câmaras durante as operações científicas.
Crédito: NASA/MIT/TESS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O próximo caçador de planetas da NASA, o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), está um passo mais perto de procurar novos mundos depois de concluir com sucesso um "flyby" lunar no passado dia 17 de maio. A nave passou a cerca de 8000 quilómetros da Lua, o que proporcionou uma assistência gravitacional que ajudou o TESS a navegar em direção à sua órbita final.

Como parte do comissionamento das câmaras, a equipa científica captou uma exposição de dois segundos usando uma das quatro câmaras do TESS. A imagem, centrada na constelação do hemisfério sul de Centauro, revela mais de 200.000 estrelas. A orla da Nebulosa do Saco de Carvão está no canto superior direito e a brilhante estrela Beta Centauri é visível em baixo e para a esquerda. Espera-se que o TESS cubra uma área do céu superior a 400 vezes o correspondente à imagem com as quatro câmaras durante a sua busca inicial de dois anos por exoplanetas. Uma imagem de qualidade científica, também referida como imagem de "primeira luz", deverá ser divulgada em junho.

O TESS vai receber um impulso final de propulsores no dia 30 de maio para entrar na sua órbita científica em torno da Terra. Esta órbita altamente elíptica maximizará a quantidade de céu que o satélite pode visualizar, permitindo monitorizar continuamente grandes áreas do céu. Espera-se que o TESS inicie as suas operações científicas em meados de junho, depois de atingir esta órbita e de completar as calibrações das câmaras.

Lançado a partir de Cabo Canaveral, no estado norte-americano da Flórida, no dia 18 de abril, o TESS é o próximo passo na busca da NASA por planetas para lá do nosso Sistema Solar, conhecidos como exoplanetas. A missão observará quase todo o céu para monitorizar estrelas brilhantes e próximas em busca de trânsitos - quedas periódicas no brilho de uma estrela provocadas pela passagem de um planeta em frente da estrela. Espera-se que o TESS descubra milhares de exoplanetas. O Telescópio Espacial James Webb da NASA, com lançamento previsto para 2020, fornecerá importantes observações de acompanhamento de alguns dos exoplanetas mais promissores descobertos pelo TESS, permitindo que os cientistas estudem as suas atmosferas.

Links:

Cobertura da missão TESS pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
20/04/2018 - Caçador de planetas da NASA a caminho de órbita
17/04/2018 - Estamos sozinhos? O novo caçador de planetas da NASA tem como objetivo descobrir
30/03/2018 - NASA prepara o lançamento da próxima missão a procurar novos mundos

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
MIT News (comunicado de imprensa)
A Órbita Única do Novo Caçador de Planetas da NASA (NASA Goddard via YouTube)
SPACE.com
New Scientist
Earth Sky
Astronomy Now
PHYSORG
Forbes
Newsweek
UPI
engadget

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
NASA
NASA/Goddard
Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)
Wikipedia

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
Wikipedia

 
ASTRÓNOMOS DIVULGAM LEVANTAMENTO ULTRAVIOLETA MAIS COMPLETO DE GALÁXIAS PRÓXIMAS

Capitalizando a nitidez incomparável e o alcance espectral do Telescópio Espacial Hubble da NASA, uma equipa internacional de astrónomos lançou o mais abrangente levantamento ultravioleta de alta resolução de galáxias próximas com formação estelar.

Os investigadores combinaram novas observações do Hubble com imagens arquivadas de 50 galáxias espirais e anãs com formação estelar no Universo local, fornecendo um recurso amplo e extenso para entender as complexidades da formação estelar e da evolução das galáxias. O projeto, chamado LEGUS (Legacy ExtraGalactic UV Survey), reuniu catálogos estelares para cada das galáxias LEGUS e catálogos de enxames para 30 das galáxias, bem como imagens das próprias galáxias. Os dados fornecem informações detalhadas sobre estrelas jovens e massivas e aglomerados estelares, e sobre como o seu ambiente afeta o seu desenvolvimento.

Estas seis imagens representam a variedade de regiões de formação estelar em galáxias próximas. As galáxias fazem parte do levantamento LEGUS do Telescópio Espacial Hubble, o mais compreensivo e detalhado alguma vez feito para galáxias com formação estelar no Universo próximo. As seis imagens consistem de duas anãs (UGC 340 e UGCA 281) e quatro grandes galáxias espirais (NGC 3368, NGC 3627, NGC 6744 e NGC 4258). As imagens são uma combinação de imagens visíveis e ultravioletas pelo WFC3 e ACS do Hubble.
Crédito: NASA/ESA/equipa LEGUS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Nunca houve um catálogo de estrelas e de enxames estelares que incluísse observações no ultravioleta," explicou Daniela Calzetti, líder do LEGUS e da Universidade de Massachusetts em Amherst, EUA. "A luz ultravioleta é um importante marcador das populações estelares mais jovens e quentes, que os astrónomos precisam para obter as idades das estrelas e uma história estelar completa. A sinergia dos dois catálogos combinados fornece um potencial sem precedentes para entender a formação das estrelas.

A formação estelar é ainda uma questão intrigante da astronomia. "Grande parte da luz que recebemos do Universo vem das estrelas, ainda assim não compreendemos muitos aspetos da sua formação," diz Elena Sabbi, membro da equipa LEGUS e do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland. "Isto é fundamental para a nossa existência - sabemos que a vida não estaria aqui se não tivéssemos uma estrela por perto."

A equipa de investigação selecionou cuidadosamente os alvos LEGUS entre 500 galáxias, compiladas em levantamentos terrestres, localizadas entre 11 e 58 milhões de anos-luz da Terra. Os membros da equipa escolheram as galáxias com base na sua massa, taxa de formação estelar e abundância de elementos mais pesados do que o hidrogénio e hélio. O catálogo de objetos ultravioleta recolhidos pela nave GALEX (Galaxy Evolution Explorer) da NASA também ajudou a estabelecer o caminho para o estudo do Hubble.

A equipa usou os instrumentos WFC3 (Wide Field Camera 3) e ACS (Advanced Camera for Surveys) do Hubble durante um período de um ano para capturar imagens visíveis e ultravioletas das galáxias e das suas estrelas e enxames mais jovens e massivos. Os cientistas também adicionaram imagens óticas de arquivo para fornecer uma imagem completa.

Os catálogos de enxames estelares contêm cerca de 8000 jovens aglomerados cujas idades variam entre 1 milhão e 500 milhões de anos. Estes agrupamentos estelares são 10 vezes mais massivos do que os maiores enxames vistos na nossa Via Láctea.

Os catálogos estelares compreendem cerca de 49 milhões de estrelas com pelo menos cinco vezes a massa do nosso Sol. As estrelas nas imagens visíveis têm entre 1 milhão e vários milhares de milhões de anos; as estrelas mais jovens, aquelas entre 1 milhão e 100 milhões de anos, brilham fortemente no ultravioleta.

Os investigadores explicaram que os dados do Hubble proporcionam todas as informações para analisar estas galáxias. "Também estamos a fornecer modelos de computador para ajudar os astrónomos a interpretar os dados nos catálogos estelares e de enxames," realça Sabbi. "Os cientistas, por exemplo, podem investigar como a formação estelar ocorreu numa galáxia específica ou num conjunto de galáxias. Podem então correlacionar as propriedades das galáxias com a sua formação estelar. E depois derivar a história da formação estelar das galáxias. As imagens ultravioleta também podem ajudar os astrónomos a identificar as estrelas progenitoras de supernovas encontradas nos dados."

Uma das principais questões que o levantamento pode ajudar os astrónomos a responder é a ligação entre a formação das estrelas e as grandes estruturas, como os braços espirais, que constituem uma galáxia.

"Quando olhamos para uma galáxia espiral, geralmente não vemos apenas uma distribuição aleatória de estrelas," comenta Calzetti. "É uma estrutura muito organizada, seja ela braços espirais ou anéis, e isso é particularmente verdade para as populações estelares mais jovens. Por outro lado, existem várias teorias concorrentes para ligar as estrelas individuais em aglomerados estelares individuais a essas estruturas ordenadas.

"Ao observarmos as galáxias em grande detalhe - os enxames estelares - enquanto também mostramos a ligação com as estruturas maiores, estamos a tentar identificar os parâmetros físicos subjacentes à ordenação das populações estelares dentro das galáxias. A obtenção desta ligação final entre o gás e a formação estelar é a chave para compreender a evolução das galáxias."

Linda Smith, membro da equipa, da ESA e do STScI, acrescenta: "Estamos a estudar os efeitos do ambiente, particularmente com enxames estelares, e como a sua sobrevivência está ligada ao ambiente em seu redor."

O levantamento LEGUS vai também ajudar os astrónomos a interpretar as visões das galáxias no Universo distante, onde o brilho ultravioleta das estrelas jovens é esticado para comprimentos de onda infravermelhos devido à expansão do espaço. "Os dados nos catálogos de estrelas e de enxames destas galáxias próximas ajudarão a abrir caminho para o que vamos ver com o próximo observatório infravermelho da NASA, o Telescópio Espacial James Webb, desenvolvido em parceria com a ESA e com a CSA (Canadian Space Agency)," salienta Sabbi.

As observações do Webb serão complementares às do LEGUS. O observatório espacial penetrará em casulos estelares empoeirados para revelar o brilho infravermelho de estrelas infantis, que não podem ser vistas no visível e no ultravioleta. "O Webb será capaz de ver como a formação estelar se propaga ao longo de uma galáxia," continua Sabbi. "Se temos informações sobre as propriedades do gás, podemos ligar os pontos e ver onde, quando e como a formação estelar acontece."

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
ESA (comunicado de imprensa)
Hubblesite
Astronomy Now
ZME science
PHYSORG
Newsweek
Gizmodo

LEGUS:
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Imagens de galáxias do LEGUS (ESA)

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
Wikipedia

GALEX:
Página principal
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Astrónomos descobrem vasta nuvem de hidrogénio em M51 (via Case Western Reserve University)
Os astrónomos já observam cuidadosamente M51, a Galáxia do Redemoinho, desde o século XIX, a sua estrutura espiral informando os primeiros debates sobre a natureza das galáxias e do cosmos. Mas ninguém tinha até agora visto o que astrónomos observaram pela primeira vez com um telescópio com 75 anos agora atualizado. Ler fonte
     
  Segredos ocultos de uma região de formação estelar massiva (via ESA)
Os berçários estelares são locais nebulosos e poeirentos que brilham intensamente no infravermelho. O complexo de formação de estrelas G305 não é exceção. Este apresenta um número de nuvens de gás brilhantes e intrincadas, aquecidas por estrelas jovens no meio delas. Nesta espetacular imagem do observatório espacial Herschel da ESA, estes pontos quentes de formação estelar destacam-se num tom azul, que contrasta com o vermelho-acastanhado das regiões mais frias. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - No Coração da Nebulosa da Tarântula
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESANASAHubbleESO; Processamento: Danny LaCrue
 
No coração da monstruosa Nebulosa da Tarântula situam-se grandes bolhas de gás energético, filamentos longos de poeira escura e estrelas invulgarmente massivas. No centro deste coração, está um nó de estrelas tão denso que se pensava antes ser apenas uma estrela. Este enxame estelar, catalogado como R136 ou NGC 2070, é visível mesmo por cima do centro da imagem e é o lar de um grande número de estrelas jovens e quentes. A luz energética destas estrelas ioniza continuamente o gás da nebulosa, enquanto o vento de partículas energéticas sopra bolhas e define filamentos complexos. A representação colorida desta grande nebulosa na Grande Nuvem de Magalhães, uma síntese digital de imagens do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e do NTT (New Technology Telescope) do ESO, mostra imensos detalhes do seu centro tumultuoso. A Nebulosa da Tarântula, também conhecida como nebulosa 30 Dourado, é uma das maiores regiões de formação estelar conhecidas e tem sido palco de episódios invulgarmente poderosos de formação estelar a cada poucos milhões de anos.
 

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