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Edição n.º 1517
21/09 a 24/09/2018
 
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28/09/18 - OBSERVAÇÃO NOTURNA + PALESTRA
21:00 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio no nosso maravilhoso terraço (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 21/09: 264.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1974, a Mariner 10 faz o seu segundo voo rasante por Mercúrio.
Em 2003 termina a missão da Galileu, quando a sonda entra na atmosfera de Júpiter e é esmagada pela pressão a baixas altitudes.

Observações: Mercúrio em conjunção superior, pelas 02:47.
Vénus brilha hoje com magnitude -4,8, o máximo que atinge durante esta aparição.
Estes dias finais de verão encontram sempre o "Bule de Chá" de Sagitário a mover-se para oeste (de sul) durante a noite e a inclinar-se para a direita, como se a despejar o que resta do seu chá para esta estação.

Dia 22/09: 265.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1959, nascia Saul Perlmutter, astrofísico americano que ganhou em 2011 o Prémio Nobel da Física (juntamente com Brian P. Schmidt e Adam Riess) por fornecer evidências da aceleração da expansão do Universo.
Em 2001, numa passagem arriscada, a sonda da NASA Deep Space 1 navega com êxito pelo Cometa Borrelly, dando aos cientistas o melhor olhar de dentro do núcleo denso e gelado de pó e gás (à data).

Em 1993, termina a missão STS-51 do vaivém espacial Discovery.
Em 2011, cientistas do CERN anunciam a sua descoberta de neutrinos quebrando a velocidade da luz (que se sabe agora ter sido um erro devido a falhas nos seus equipamentos).
Observações: Após o cair da noite, o Grande Quadrado de Pégaso apoia-se num canto a cerca de três punhos à distância do braço esticado para a esquerda ou para cima e para a esquerda da Lua. A aresta superior do Quadrado aponta mais ou menos na direção da Lua.

Dia 23/09: 266.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1791, nascia Johann Franz Encke, astrónomo alemão que trabalhou no cálculo de períodos de cometas e asteroides, mediu a distância da Terra ao Sol e fez observações do planeta Saturno.
Em 1819, nascia Hippolyte Fizeau, físico francês conhecido por medir a velocidade da luz numa experiência com o seu nome
Em 1846, Neptuno é descoberto pelo astrónomo francês Urbain Jean Joseph Le Verrier e pelo astrónomo inglês John Couch Adams; a descoberta é verificada pelo astrónomo alemão Johann Galle.
Em 1999, a NASA anunciava ter perdido o contato com a Mars Climate Orbiter.

Observações: Equinócio de setembro, pelas 02:54, quando o Sol atravessa o equador, dirigindo-se para sul para a estação. Este momento assinala o início do outono para o Hemisfério Norte. E o Sol põe-se quase exatamente a oeste.
Por coincidência, quando o verão passa a outono Deneb toma o lugar de Vega como a estrela do zénite após o anoitecer (para observadores a latitudes médias norte).

Dia 24/09: 267.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1970, a primeira sonda não-tripulada, a soviética Luna 16, regressa da Lua com mais de um quilograma de material lunar.
Em 1990, é observada a periódica Grande Mancha Branca em Saturno.
Em 2014, a sonda indiana MOM (Mars Orbiter Mission) alcança órbita marciana.

Observações: Esta é a altura do ano em que a rica zona de Cisne passa o zénite uma hora depois do anoitecer (para observadores a latitudes médias norte).
Os observadores binoculares muitas vezes exploram a rica zona da constelação de Cisne. Mas será que conhece Omicron1 Cygni? É um binário colorido na asa noroeste do Cisne. É também um desafio binocular: é na realidade um sistema triplo!

 
CURIOSIDADES

O fundador da SpaceX, Elon Musk, anunciou que o primeiro turista circumlunar, que fará a primeira viagem comercial em redor da Lua, será o bilionário japonês Yusaku Maezawa, a bordo de um foguetão BFR em 2023.
 
HUBBLE ENCONTRA CARACTERÍSTICAS NUNCA ANTES VISTAS EM REDOR DE ESTRELA DE NEUTRÕES

Uma invulgar emissão de radiação infravermelha, de uma estrela de neutrões próxima, detetada pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA, pode indicar novas características nunca antes vistas. Uma possibilidade é que existe um disco poeirento em redor da estrela de neutrões; outra, que existe um vento energético expelido do objeto que choca com gás no espaço interestelar através do qual a estrela de neutrões atravessa.

Embora as estrelas de neutrões sejam geralmente estudadas em emissões de rádio e de alta energia, como raios-X, este estudo demonstra que informações novas e interessantes sobre as estrelas de neutrões também podem ser obtidas através do seu estudo infravermelho.

A observação, por uma equipa de investigadores da Universidade Estatal da Pensilvânia, da Universidade Sabanci, Istambul, Turquia, e da Universidade do Arizona, pode ajudar os astrónomos a entender melhor a evolução das estrelas de neutrões - os remanescentes incrivelmente densos formados depois da explosão de uma estrela massiva como supernova. As estrelas de neutrões também são chamadas pulsares porque a sua rotação muito rápida (normalmente frações de segundo, neste caso 11 segundos) provoca emissão variável no tempo a partir das regiões emissores de luz.

Esta animação ilustra uma estrela de neutrões (RX J0806.4-4123) com um disco de poeira quente que produz uma assinatura infravermelha detetada pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA. O disco não foi fotografado diretamente, mas uma maneira de explicar os dados é teorizar uma estrutura de disco que pode medir 200 UA de diâmetro. O disco seria composto por material que cai na direção da estrela de neutrões criado pela explosão de supernova que também deu origem ao remanescente estelar.
Crédito: NASA, ESA e N. Tr’Ehnl (Universidade Estatal da Pensilvânia)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O artigo que descreve a investigação e as duas possíveis explicações para o achado invulgar foi publicado na edição de 17 de setembro de 2018 da revista The Astrophysical Journal.

"Esta estrela de neutrões em particular pertence a um grupo de sete pulsares de raios-X próximos - apelidados 'Os Sete Magníficos' - que são mais quentes do que deviam ser tendo em conta as suas idades e o reservatório de energia disponível fornecido pela perda de energia rotacional," comenta Bettina Posselt, professora associada de astronomia e astrofísica na Universidade Estatal da Pensilvânia, autora principal do artigo. "Nós observámos uma extensa área de emissões infravermelhas em torno desta estrela de neutrões - de nome RX J0806.4-4123 - cujo tamanho total se traduz em aproximadamente 200 unidades astronómicas (1 unidade astronómica, ou UA, corresponde à distância média Terra-Sol, aproximadamente 150 milhões de quilómetros) à distância presumida do pulsar."

Esta é a primeira estrela de neutrões em que um sinal estendido foi observado apenas no infravermelho. Os cientistas sugeriram duas possibilidades que podem explicar o sinal infravermelho prolongado visto pelo Hubble. A primeira é que existe um disco de material - possivelmente na sua maioria poeira - envolvendo o pulsar.

"Uma teoria é que poderá existir o que é conhecido como 'disco de retorno' de material que coalesceu em torno da estrela de neutrões após a supernova," explica Posselt. "Tal disco seria composto de matéria da estrela massiva progenitora. A sua interação subsequente com a estrela de neutrões poderá ter aquecido o pulsar e diminuído a sua rotação. Se confirmado como um disco de retorno de supernova, este resultado pode mudar a nossa compreensão geral da evolução das estrelas de neutrões."

A segunda possível explicação para a emissão infravermelha estendida desta estrela de neutrões é uma "nebulosa de vento pulsar".

Esta é uma ilustração de uma nebulosa de vento pulsar produzida pela interação entre as partículas de fluxo externo da estrela de neutrões e o material gasoso no meio interestelar pelo qual o astro atravessa. Esta nebulosa de vento pulsar, vista somente no infravermelho, é invulgar porque implica uma energia relativamente baixa das partículas aceleradas pelo intenso campo magnético do pulsar. Este modelo teorizado explicaria a invulgar assinatura infravermelha da estrela de neutrões, detetada pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA.
Crédito: NASA, ESA e N. Tr’Ehnl (Universidade Estatal da Pensilvânia)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Uma nebulosa de vento pulsar exigiria que a estrela de neutrões exibisse um vento pulsar," realça Posselt. "Um vento pulsar pode ser produzido quando as partículas são aceleradas no campo elétrico produzido pela rápida rotação de uma estrela de neutrões com um forte campo magnético. À medida que a estrela de neutrões viaja pelo meio interestelar a velocidades maiores que a do som, forma-se um choque onde o meio interestelar e o vento pulsar interagem. As partículas chocadas emitiriam radiação de sincrotrão, provocando o sinal infravermelho estendido que vemos. Normalmente, as nebulosas de vento pulsar são observadas em raios-X e uma nebulosa de vento pulsar, somente infravermelha, seria muito invulgar e emocionante."

Com o Telescópio Espacial James Webb da NASA, os astrónomos poderão explorar ainda mais esse espaço recém-aberto de descoberta no infravermelho, a fim de melhor compreender a evolução das estrelas de neutrões.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universidade Estatal da Pensilvânia (comunicado de imprensa)
Artigo científico (PDF)
Artigo científico (The Astrophysical Journal)
EurekAlert!
EarthSky
spaceref
ScienceDaily
PHYSORG
Gizmodo
Newsweek
METRO

Estrelas de neutrões:
Wikipedia
Universidade de Maryland

Nebulosa de vento pulsar:
Wikipedia
Catálogo de PWNs

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

 
EXPLORANDO NOVOS MUNDOS: ENCONTRADO O PLANETA VULCAN DE "STAR TREK"

Entre os muitos encantos da série televisiva "Star Trek" está o seu rico universo de personagens e planetas. Agora, o Levantamento Planetário Dharma, num novo estudo liderado pelo astrónomo Jian Ge (Universidade da Flórida), mostrou que a ficção científica pode ser um pouco menos ficção e um pouco mais realidade; o projeto Dharma descobriu o que poderá ser o famoso planeta Vulcan da saga televisiva e cinematográfica.

"O novo planeta é uma 'super-Terra' em órbita da estrela HD 26965, que fica a apenas 16 anos-luz da Terra, tornando-o na super-Terra mais próxima em órbita de outra estrela semelhante ao Sol," comenta Ge. "O planeta tem aproximadamente o dobro do tamanho da Terra e orbita a sua estrela a cada 42 dias, dentro da zona habitável." A descoberta foi feita utilizando o Telescópio DEFT (Dharma Endowment Foundation Telescope), um telescópio de 50 polegadas localizado no topo do Mt. Lemmon, no sul do estado norte-americano do Arizona. O planeta é a primeira "super-Terra" detetada pelo Levantamento Dharma.

Impressão de artista que mostra uma super-Terra em órbita de HD 26965, o lar do oficial Spock da franquia "Star Trek".
Crédito: Universidade da Flórida
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A alaranjada HD 26965 é apenas ligeiramente mais fria e ligeiramente menos massiva que o nosso Sol, tem aproximadamente a mesma idade e tem um ciclo magnético de 10,1 anos quase idêntico ao ciclo de manchas solares de 11,6 anos do Sol," explica Matthew Muterspaugh, da equipa científica e da Universidade Estatal do Tennessee, que ajudou à comissão do espectrógrafo Dharma no telescópio espectroscópico automático de 2 metros da instituição de ensino. "Portanto," acrescenta, "HD 26965 pode ser uma estrela hospedeira ideal para uma civilização avançada."

"Os fãs da franquia 'Star Trek' podem conhecer a estrela HD 26965 pelo seu nome alternativo, 40 Eridani A," comenta Gregory Henry, também da Universidade Estatal do Tennessee, que recolheu as medições precisas de brilho estelar no observatório automatizado da sua Universidade, necessárias para confirmar a presença do planeta. "Vulcan estava ligado a 40 Eridani A nas publicações 'Star Trek 2' por James Blish (Bantam, 1968) e nos 'Mapas de Star Trek' por Jeff Maynard (Bantam, 1980)," explica Henry. Numa carta publicada na revista Sky & Telescope em julho de 1991, Gene Roddenberry, o criador de "Star Trek", juntamente com Sallie Baliunas, Robert Donahue e George Nassiopoulos do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica confirmaram a identificação de 40 Eridani A como a estrela hospedeira de Vulcan. O sistema estelar de 40 Eridani é composto por três estrelas. Vulcan orbita a estrela primária, e as duas estrelas companheiras "têm bastante brilho no céu de Vulcan," escreviam na sua carta de 1991.

"Vulcan é o lar do Oficial de Ciências Spock, na série original," afirma Henry. "Spock serviu a bordo da nave Enterprise, cuja missão era procurar novos mundos estranhos, uma missão partilhada pelo Levantamento Planetário Dharma."

"Esta estrela pode ser vista a olho nu, ao contrário das estrelas-mãe da maioria dos planetas conhecidos até à data. Agora, qualquer pessoa pode observar 40 Eridani numa noite limpa e ter orgulho em realçar o planeta de Spock," comenta Bo Ma, pós-doutorado da Universidade da Flórida e autor principal do artigo científico publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

"Esta descoberta demonstra que telescópios totalmente dedicados a realizar observações de alta cadência e de velocidade radial de alta precisão continuarão, no futuro próximo, a desempenhar um papel fundamental na descoberta de mais super-Terras e até mesmo planetas semelhantes à Terra nas zonas habitáveis em redor de estrelas próximas," conclui Ge.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade da Flórida (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
Science
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Smithsonian
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Popular Mechanics
Newsweek
Forbes

Eridani 40:
Wikipedia
Open Exoplanet Catalogue

Telescópio DEFT:
Universidade da Flórida
Levantamento Planetário Dharma (Universidade da Flórida)

Star Trek:
Página oficial
Wikipedia

Spock (Wikipedia)
Vulcan (Wikipedia)

 
NUVENS DE MAGALHÃES PODEM TER SIDO UM TRIO
A Grande Nuvem de Magalhães, fotografada através de uma pequena lente com uma câmara DSLR modificada para realçar as nuvens moleculares.
Crédito: Andrew Lockwood
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os astrónomos pensam que duas das galáxias mais próximas da Via Láctea - a Grande e a Pequena Nuvens de Magalhães - podem ter tido uma terceira companheira.

Uma investigação publicada esta semana descreve como uma outra galáxia "luminosa" foi provavelmente engolida pela Grande Nuvem de Magalhães há 3-5 mil milhões de anos.

O estudante de mestrado do ICRAR (International Centre for Radio Astronomy Research), Austrália, Benjamin Armstrong, autor principal do estudo, disse que a maioria das estrelas na Grande Nuvem de Magalhães gira no sentido dos ponteiros do relógio em torno do centro da galáxia. Mas, excecionalmente, algumas estrelas orbitam no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.

"Pensou-se, durante algum tempo, que estas estrelas podiam ter vindo da sua galáxia companheira, a Pequena Nuvem de Magalhães," comenta Armstrong. "A nossa ideia era que essas estrelas podiam ter vindo de uma fusão com outra galáxia no passado."

Armstrong, da Universidade da Austrália Ocidental, usou modelos de computador para simular fusões de galáxias.

"O que descobrimos é que neste tipo de evento de fusão, podemos obter uma contra-rotação bastante forte depois da ocorrência de uma fusão," salienta. "Isto é consistente com o que vemos quando observamos as galáxias."

A Grande e a Pequena Nuvens de Magalhães.
Crédito: Andrew Lockwood
(clique na imagem para ver versão maior)

 

As Nuvens de Magalhães podem ser observadas no céu noturno a olho nu e são conhecidas há milhares de anos pelas culturas antigas. A Grande Nuvem de Magalhães é relativamente pequena, a 160.000 anos-luz de distância, enquanto a Pequena Nuvem de Magalhães fica a aproximadamente 200.000 anos-luz.

Armstrong disse que a descoberta poderá ajudar a explicar um problema que tem intrigado os astrónomos durante anos - o porquê de as estrelas na Grande Nuvem de Magalhães serem geralmente ou muito antigas ou muito jovens.

"Nas galáxias, existem estes grandes objetos chamados enxames globulares," explica. "Os enxames estelares contêm muitas, muitas, muitas estrelas que são todas de idades bastante semelhantes e formadas em ambientes idênticos. Na Via Láctea, os enxames globulares são todos muito antigos."

"Mas na Grande Nuvem de Magalhães, temos enxames muito antigos e muito jovens - e nada intermédio." Armstrong realça que este problema é conhecido como "diferença de idades".

"Dado que na Grande Nuvem de Magalhães podemos constatar novamente formação estelar, tal poderá ser indicativo de uma fusão galáctica," explica.

Uma imagem de luminosidade invertida das Nuvens de Magalhães, uma exposição de duas horas usando uma DSLR com seguimento do céu e uma lente de 50mm, que mostra conchas de marés em torno da Grande Nuvem de Magalhães, uma ponte de estrelas que liga as duas galáxias e cirros galácticos no plano da frente.
Crédito: Andrew Lockwood
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Armstrong disse que o achado também pode ajudar a explicar porque é que a Grande Nuvem de Magalhães parece ter um disco espesso. "O nosso trabalho é ainda muito preliminar, mas sugere que este tipo de processo pode ter sido, no passado, responsável pelo disco mais espesso."

A investigação debruça-se sobre perguntas pertinentes que os astrónomos podem começar a examinar. "Trata-se criar uma nova ideia, uma nova maneira de encarar um problema antigo," comentou.

O estudo foi divulgado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Links:

Notícias relacionadas:
ICRAR (comunicado de imprensa)
Artigo científico (PDF)
Artigo científico (Monthly NOtices of the Royal Astronomical Society)
Astronomy Now
ScienceDaily
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PHYSORG

Nuvens de Magalhães:
Pequena Nuvem de Magalhães (Wikipedia)
Grande Nuvem de Magalhães (Wikipedia)

ICRAR:
Página principal

 
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Estrelas e Poeira na Coroa Austral
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Josep Drudis
 
Nuvens de poeira cósmica e estrelas jovens e energéticas habitam esta paisagem telescópica, a menos de 500 anos-luz de distância na direção do limite norte da constelação de Coroa Austral. As nuvens de poeira bloqueiam efetivamente a luz de estrelas mais distante de fundo na Via Láctea. Mas o impressionante complexo de nebulosas de reflexão catalogadas como NGC 6726, 6727 e IC 4812 produzem uma cor azul característica das estrelas jovens e quentes da região, refletida pela poeira cósmica. A poeira também obscurece as estrelas ainda no processo de formação. Na parte superior direita, a nebulosa amarelada mais pequena, NGC 6729, inclina-se em redor da jovem estrela variável R Coronae Australis. Perto dela, arcos e loops brilhantes que colidiram com fluxos externos de estrelas recém-nascidas são identificados como objetos Herbig-Haro. No céu, este campo de visão abrange cerca de 1 grau. Este valor corresponde a quase 9 anos-luz à distância estimada da região de formação estelar próxima.
 

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