28/06/19 - Noites Astronómicas em Tavira
22:00 - No dia 28 de junho, no Forte do Rato, realiza-se mais uma sessão de Noites Astronómicas em Tavira. Nesta sessão será possível identificar algumas constelações que nos farão companhia nas noites quentes de Verão. Teremos a oportunidade de observar os planetas gigantes gasosos do nosso sistema solar, Júpiter e as suas luas galileanas assim como Saturno e os seus anéis. Esta atividade é gratuita. Local:Forte do Rato Informações e incrições: 281 326 231; 924 452 528; geral@cvtavira.pt (pré-inscrição obrigatória; a realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas e está sujeita a um número mínimo de participantes)
Efemérides
Dia 25/06: 176.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1997, a MIR colide com a nave de abastecimento Progress, o que despressuriza as cabinas e danifica os painéis solares.
No mesmo ano, a sonda Galileu passa pela lua joviana Calisto a uma distância de apenas 415 km. Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 10:46.
Esta é a altura do ano em que duas das mais brilhantes estrelas de verão, Arcturo e Vega, estão igualmente altas pouco depois do anoitecer: Arcturo a sudoeste, Vega a este. Arcturo e Vega estão a 37 e 25 anos-luz, respetivamente. Representam os dois tipos mais comuns de estrelas visíveis a olho nu: uma amarelo-alaranjada gigante K e uma estrela branca de sequência principal de classe A. São 150 e 50 vezes mais brilhantes que o Sol, respetivamente - estes factos, combinados com a sua proximidade, realça o porquê de dominarem o céu noturno.
Dia 26/06: 177.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1730 nascia Charles Messier.
Conhecido caçador de cometas francês, que catalogou mais ou menos 100 nebulosas brilhantes e enxames estelares conhecidos hoje em dia pelos seus números M, porque confundia estes objetos estacionários com possíveis novos cometas, que era na realidade o que ele andava à procura.
Em 1824 nascia Lord Kelvin, físico irlandês bastante conhecido pelo desenvolvimento das bases do zero absoluto e da unidade de medição da temperatura que tem o seu nome.
Em 1973, morrem 9 pessoas no Cosmódromo de Plesetsk devido a uma explosão de um foguetão Cosmos 3-M. Observações: A brilhante e amarelada Arcturo, de magnitude 0, brilha bem alto a sudoeste por estas noites. A forma de papagaio-de-papel de Boieiro estende-se para cima de Arcturo. O papagaio-de-papel é estreito, ligeiramente torto e mede 23º de altura: cerca de dois punhos à distância do braço esticado.
Para este (esquerda) de Boieiro está a Coroa Boreal.
Dia 27/06: 178.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1949 foi descoberto o asteroide Ícaro, com um telescópio de 48 polegadas que entrou em funcionamento nove meses antes. Descobriu-se que o asteroide tem uma órbita acentuadamente excêntrica e uma distância perial de apenas 27 milhões e 358 mil quilómetros, mais próximo do Sol que Mercúrio (daí o seu nome). Estava apenas a 6 milhões e 500 mil quilómetros da Terra na altura da sua descoberta.
Em 1982 era lançada a missão STS-4 do vaivém Columbia.
Em 1995, lançamento da STS-71, do Atlantis, a primeira missão do vaivém espacial a atracar com a MIR.
Em 2013, a NASA lança o IRIS, uma sonda para observar o Sol. Observações: Ocultação de Io, entre as 03:54 e as 06:11.
Eclipse de Io, entre as 04:19 e as 06:36.
Vega é a estrela mais brilhante bem alta a este após o anoitecer. Logo para baixo e para a esquerda está Epsilon Lyrae, de quarta magnitude, a Dupla-Dupla. Epsilon forma um canto de um triângulo mais ou menos equilátero com Vega e Zeta Lyrae. O triângulo tem menos de 2º de lado, quase a largura do polegar à distância do braço esticado. Os binóculos resolvem facilmente Epsilon. E um telescópio de 4 polegadas com 100x de ampliação deverá resolver os componentes de Epsilon em dois pares íntimos.
Zeta Lyrae é também uma estrela dupla para binóculos; bem mais difícil, mas ainda observável em qualquer telescópio.
Delta Lyrae, por baixo de Zeta, é um par muito mais largo e fácil. Note as suas cores (laranja-vermelho e azul).
Curiosidades
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua.
Curiosity deteta níveis anormalmente elevados de metano
Esta imagem foi obtida pela Navcam do rover Curiosity da NASA no dia 18 de junho de 2019, o seu 2440.º dia marciano, ou sol, da sua missão. Mostra parte de "Teal Ridge", que o rover tem vindo a estudar dentro de uma região chamada "unidade argilosa".
Crédito: NASA/JPL-Caltech
A semana passada, o rover Curiosity da NASA descobriu um resultado surpreendente: a maior quantidade de metano já medida durante a missão - cerca de 21 partes por cada mil milhões de unidades de volume.
A descoberta veio do espectrómetro a laser SAM (Sample Analysis at Mars) do rover. É excitante porque a vida microbiana é uma importante fonte de metano na Terra, mas o metano também pode ser criado através de interações entre rochas e água.
O Curiosity não tem instrumentos que possam dizer definitivamente qual é a fonte do metano, ou até se é proveniente de uma fonte local dentro da Cratera Gale ou de qualquer outro lugar do planeta.
"Com as nossas medições atuais, não temos como dizer se a fonte de metano é biológica ou geológica, ou mesmo antiga ou moderna," disse Paul Mahaffy, investigador principal do SALM no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland.
A equipa do Curiosity detetou metano muitas vezes ao longo da missão. Os trabalhos anteriores documentaram como os níveis de fundo do gás parecem subir e descer sazonalmente. Também notaram picos repentinos de metano, mas a equipa de cientistas sabe muito pouco sobre quanto tempo estas plumas transitórias duram ou porque são diferentes dos padrões sazonais.
A equipa do SAM organizou uma experiência diferente para este fim-de-semana que passou, a fim de recolher mais informações sobre o que poderia ser uma pluma passageira. O que quer que encontrem - mesmo que seja uma ausência de metano - vai adicionar contexto à medição recente.
Os cientistas do Curiosity precisam de tempo para analisar estas pistas e realizar muitas mais observações de metano. Também precisam de tempo para colaborar com outras equipas científicas, incluindo as da ExoMars TGO da ESA, que está em órbita científica há pouco mais um ano sem detetar qualquer metano. A combinação das observações à superfície e em órbita pode ajudar os cientistas a localizar fontes do gás no planeta e a entender quanto tempo dura na atmosfera marciana. Isso pode explicar porque razão as observações do gás metano pela TGO e pelo rover Curiosity têm sido tão diferentes.
Impressão de artista do planeta Úrano e do seu sistema de anéis escuros. Em vez de observarem a luz solar refletida dos anéis, os astrónomos observaram o "brilho" milimétrico e infravermelho naturalmente emitido pelas partículas frias dos próprios anéis.
Crédito: NRAO/AUI/NSF; S. Dagnello
Os anéis de Úrano são invisíveis para todos, menos para os maiores telescópios - só foram descobertos em 1977 - e destacam-se como surpreendentemente brilhantes em novas imagens térmicas do planeta obtidas por dois grandes telescópios no Chile.
O brilho térmico abre aos astrónomos outra janela para os anéis, que foram apenas observados porque refletem um pouco de luz no visível e no infravermelho próximo. As novas imagens obtidas pelo ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) e pelo VLT (Very Large Telescope) permitiram à equipa medir, pela primeira vez, a temperatura dos anéis: uns frios 77 Kelvin (-196,15º C), 77 graus acima do zero absoluto - a temperatura de ebulição do azoto líquido.
As observações também confirmam que o anel mais brilhante e denso de Úrano, chamado anel épsilon, difere dos outros sistemas de anéis conhecidos dentro do nosso Sistema Solar, em particular dos anéis espetacularmente bonitos de Saturno.
"Os anéis de Saturno, principalmente de gelo, são brilhantes, largos e as suas partículas têm vários tamanhos, desde tamanhos microscópicos no anel D, o mais interno, até dezenas de metros nos anéis principais," disse Imke de Pater, professora de astronomia na Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA. "A gama mais pequena está ausente dos principais anéis de Úrano; o anel mais brilhante, épsilon, é composto de rochas do tamanho de bolas de golfe e maiores."
Em comparação, os anéis de Júpiter contêm principalmente partículas de tamanho micrométrico (um micrómetro é um milésimo de milímetro). Os anéis de Neptuno são na sua maioria poeira e até mesmo Úrano tem camadas largas de poeira entre os anéis estreitos principais.
"Nós já sabemos que o anel épsilon é um pouco estranho, porque não vemos o material mais pequeno," disse o estudante Edward Molter. "Algo tem vindo a varrer os objetos mais pequenos ou a juntá-los todos. Simplesmente não sabemos. Este é um passo para entender a sua composição e se todos os anéis vieram do mesmo material de origem ou se cada um tem uma origem diferente."
Composição da atmosfera e dos anéis de Úrano no rádio, obtida pelo ALMA em dezembro de 2017. A imagem mostra, pela primeira vez, a emissão térmica, ou calor, dos anéis de Úrano, permitindo com que os cientistas determinassem a sua temperatura: 77 K (-196,15º C). As bandas escuras na atmosfera de Úrano, nestes comprimentos de onda, mostram a presença de moléculas que absorvem ondas de rádio, em particular o gás sulfato de hidrogénio (H2S), e as regiões brilhantes como na mancha polar norte contêm muito poucas quantidades destas moléculas.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO); Edward M. Molter e Imke de Pater
Os anéis podem ser antigos asteroides capturados pela gravidade do planeta, remanescentes de luas que colidiram umas com as outras e se fragmentaram, restos de luas dilaceradas quando passaram demasiado perto de Úrano, ou detritos remanescentes do tempo de formação há 4,5 mil milhões de anos.
Os novos dados foram publicados a semana passada na revista The Astronomical Journal. De Pater e Molter lideraram as observações do ALMA, enquanto Michael Roman e Leight Fletcher da Universidade de Leicester, Reino Unido, lideraram as observações do VLT.
"Os anéis de Úrano são composicionalmente diferentes do anel principal de Saturno, no sentido que no visível e no infravermelho, o albedo é muito mais baixo: são realmente escuros, como carvão," explicou Molter. "São também extremamente estreitos em comparação com os anéis de Saturno. O mais largo, o anel épsilon, varia de 20 a 100 quilómetros de largura, enquanto os de Saturno têm centenas ou dezenas de milhares de quilómetros de largura."
A ausência de partículas de poeira de tamanho microscópico, nos anéis principais de Úrano, foi observada pela primeira vez quando a Voyager 2 passou pelo planeta em 1986 e os fotografou. No entanto, a sonda foi incapaz de medir a temperatura dos anéis.
Até à data, os astrónomos contaram um total de 13 anéis ao redor do planeta, com algumas faixas de poeira entre os anéis. Os anéis diferem de outras maneiras dos de Saturno.
"É interessante que possamos fazer isto com os instrumentos que temos," realçou Molter. "Estava apenas a tentar observar o planeta o melhor que conseguia e vi os anéis. Foi fantástico."
Ambas as observações do VLT e do ALMA foram projetadas para explorar a estrutura de temperatura da atmosfera de Úrano, com o VLT a sondar comprimentos de onda mais curtos do que o ALMA.
"Ficámos surpresos ao ver os anéis saltarem claramente à vista quando reduzimos os dados pela primeira vez," salientou Fletcher.
Isto representa uma oportunidade excitante para o Telescópio Espacial James Webb, que será capaz de fornecer restrições espectroscópicas bastante melhores dos anéis de Úrano ao longo da próxima década.
Telescópio Webb vai estudar Saturno e a sua lua Titã
Se perguntar a um estranho na rua qual o seu planeta favorito, provavelmente a resposta será Saturno. Os impressionantes anéis de Saturno são uma vista memorável em qualquer telescópio amador. Mas ainda há muito a aprender sobre Saturno, especialmente sobre o clima e a química do planeta, bem como sobre a origem do seu opulento sistema de anéis. Após o seu lançamento em 2021, o Telescópio Espacial James Webb da NASA observará Saturno, os seus anéis e a sua família de luas como parte de um abrangente programa do Sistema Solar.
Esta imagem mostra uma gigante tempestade saturniana observada em comprimentos de onda do infravermelho médio pelo VLT (Very Large Telescope) do ESO em 2011. Os gases quentes que alimentam a tempestade fazem-na brilhar em comparação com o resto do planeta.
Crédito: L. Fletcher (Universidade de Leicester) e ESO
Este estudo será levado a cabo através de um programa de Observações de Tempo Garantido liderado por Heidi Hammel, astrónoma planetária e vice-presidente executiva da AURA (Association of Universities for Research in Astronomy) em Washington, D.C., EUA. Hammel foi, em 2002, selecionada pela NASA como cientista interdisciplinar do Webb.
"O objetivo deste programa é demonstrar as capacidades do Webb para observações do Sistema Solar, incluindo observações de objetos brilhantes, o rastreamento de objetos em movimento e a localização de alvos fracos ao lado de objetos brilhantes," explicou Hammel. "Os dados serão disponibilizados para a comunidade do Sistema Solar o mais rápido possível para mostrar que o Webb pode fazer o que prometemos."
O Webb vai prosseguir onde a sonda Cassini da NASA parou. A Cassini orbitou Saturno durante 13 anos, de 2004 até a missão terminar em 2017, quando mergulhou na atmosfera de Saturno. Desde então, programas como o OPAL (Outer Planet Atmospheres Legacy) do Telescópio Espacial Hubble e medições no solo têm sido a única maneira de monitorizar Saturno.
Saturno também tem auroras como a Terra. Aqui, observações ultravioletas de uma aurora, pelo Hubble, estão sobrepostas numa imagem ótica do planeta.
Crédito: NASA, ESA, J. Clarke (Universidade de Boston) e Z. Levay (STScI)
As estações de Saturno
Saturno está inclinado no seu eixo, tal como a Terra e, como resultado, também tem estações à medida que orbita o Sol. No entanto, como o ano de Saturno equivale a 30 anos terrestres, cada estação dura cerca de sete anos e meio. A Cassini chegou durante o verão no hemisfério sul (inverno no hemisfério norte). Mas agora é verão no hemisfério norte. Os astrónomos estão ansiosos por procurar mudanças sazonais na atmosfera de Saturno.
"Estas observações vão dar-nos um ensaio completo do sistema de Saturno para ver o que mudou, para ver como as estações evoluíram desde os últimos vislumbres da Cassini e para aproveitar capacidades do Webb que a Cassini nunca teve," disse Leigh Fletcher, da Universidade de Leicester, Inglaterra, investigador principal do programa.
No final de 2010, uma tempestade monstruosa irrompeu no hemisfério norte de Saturno. Começou como uma mancha pequena, mas cresceu rapidamente, até que no final de janeiro de 2011 cercava o planeta. Os astrónomos ficaram surpresos porque tais tempestades normalmente só se formam depois do solstício de verão, que ocorreu em 2017. Eles vão observar mais tempestades à medida que o hemisfério norte de Saturno passa de verão para outono ao longo da missão do Webb.
As tempestades não são os únicos fenómenos atmosféricos que Saturno e a Terra partilham. Saturno também tem auroras. Estas auroras desencadeiam mudanças químicas na atmosfera de Saturno, quebrando algumas moléculas e permitindo a formação de algumas novas. O Webb vai procurar assinaturas desta química invulgar em comprimentos de onda infravermelhos, particularmente na região polar norte.
Camadas nubladas de hidrocarbonetos rodeiam a lua de Saturno, Titã. À sua superfície, rios de metano correm para lagos.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute
Titã, a maior lua de Saturno
A maior lua de Saturno, Titã, também cairá sob o olhar poderoso do Webb. Titã não tem igual porque é a única lua do nosso Sistema Solar com uma atmosfera substancial. Na verdade, é maior que o planeta Mercúrio. A pressão atmosférica em Titã é cerca de 50% maior que a da Terra. Tal como na Terra, essa atmosfera é principalmente azoto, mas Titã também possui hidrocarbonetos vaporosos como o metano. Titã é também muito mais fria que a Terra, com uma temperatura de superfície que ronda os -180º C.
No interior da atmosfera de Titã, as reações químicas estão constantemente a produzir a sua composição. As moléculas são quebradas nos seus constituintes como carbono, hidrogénio, oxigénio e azoto. Esses átomos formam novas moléculas, que se infiltram no ar e se acomodam em qualquer polo onde seja inverno.
"A atmosfera de Titã é como um grande laboratório de química," disse Conor Nixon, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, investigador principal do programa. Nixon e colegas vão usar os instrumentos NIRSpec (Near-Infrared Spectrograph) e MIRI (Mid Infrared Imager) do Webb para estudar estas moléculas em muito mais detalhe do que os instrumentos da Cassini permitiam.
Titã é também o único objeto do nosso Sistema Solar, além da Terra, com mares e lagos líquidos à sua superfície. Enquanto a Terra tem um ciclo de água no qual a água evapora, cai como chuva e flui pelos rios até ao oceano, Titã tem um ciclo similar com o metano. Em Titã, a chuva de metano escava leitos de rios através de água gelada como rocha antes de correr para os mares. A Cassini e a sua pequena sonda Huygens, da ESA, que aterrou em Titã em 2004, fizeram descobertas notáveis sobre esta lua saturniana. O Webb vai estudar os ciclos climáticos sazonais de Titã para compará-los com os modelos dos astrónomos.
"Titã tem nuvens e clima que podemos ver mudando em tempo real. A sua química é muito diferente da da Terra, mas ainda é química orgânica baseado no carbono," disse Stefanie Milam de Goddard, coinvestigadora do programa.
As luas Io e Europa, de Júpiter, e Encélado e Titã, de Saturno, mostram atividade geológica notável para o seu tamanho pequeno, como características que vão desde vulcões a plumas de água a possíveis oceanos subsuperficiais.
Crédito: J. Olmsted (STScI)
O tempo de vida da missão do Webb, após o lançamento, foi projetado para ser pelo menos de cinco anos e meio, mas poderá durar dez ou mais. Como resultado, pode observar o verão no hemisfério norte passando pelo equinócio de outono e para a primavera a sul. Quase que "completaria o círculo" começado quando a Cassini chegou a Saturno durante o verão no hemisfério sul.
"Nós genuinamente teremos coberto todo um ano de Saturno. Seria uma experiência bastante reveladora," disse Fletcher.
O Telescópio Espacial James Webb será o principal observatório científico espacial quando for lançado em 2021. Vai resolver mistérios do nosso Sistema Solar, olhar para mundos distantes ao redor de outras estrelas e investigar as misteriosas estruturas e origens do nosso Universo e o nosso lugar nele. O Webb é um projeto internacional liderado pela NASA e pelos seus parceiros, a ESA e a Agência Espacial Canadiana.
Abundância de gases no oceano de Encélado é um potencial combustível - se existir aí vida para os consumir (via Universidade de Washington)
O oceano subsuperficial da lua de Saturno, Encélado, tem provavelmente concentrações mais altas do que se conhecia de dióxido de carbono e hidrogénio e um nível de pH mais parecido com o da Terra, possivelmente fornecendo condições favoráveis para a vida. A presença de concentrações tão altas pode fornecer combustível - uma espécie de "almoço grátis" químico - para micróbios. Ou pode simplesmente significar que não existe aí vida para os "comer". Ler fonte
Álbum de fotografias - Panorama da Nebulosa Carina pelo Hubble
Como é que as estrelas violentas afetam os seus arredores? Para ajudar a descobrir, os astrónomos criaram um panorama com 48 imagens de alta resolução e cores controladas do centro da Nebulosa Carina, uma das maiores regiões de formação estelar do céu noturno. A imagem em destaque, obtida em 2007, foi à data a imagem mais detalhada da Nebulosa Carina alguma vez capturada. Catalogada como NGC 3372, a Nebulosa Carina é o lar de correntes de gás quente, regiões de gás frio, nós de glóbulos escuros e pilares de matéria interestelar poeirenta e densa. A Nebulosa do Buraco da Fechadura, visível à esquerda do centro, abriga várias das estrelas mais massivas conhecidas. Estas grandes e violentas estrelas provavelmente formaram-se em glóbulos escuros e remodelaram constantemente a nebulosa com a sua luz energética, libertando ventos estelares e, finalmente, terminando as suas vidas em explosões de supernova. Visível a olho nu, o todo da Nebulosa Carina abrange mais de 450 anos-luz e está a cerca de 8500 anos-luz de distância na direção da constelação de Quilha.
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231 | Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt
Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.
Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.