Atividades astronómicas planeadas para o restante mês de julho:
24/07 - S. Brás de Alportel, a partir das 21:00, no Miradouro do Alto da Arroteia (atividade realizada pelo CCVAlg)
24/07 - Tavira, a partir das 22:00, junto ao Forte do Rato (atividade realizada pelo CCVTavira)
26/07 - Passeio noturno em barco solar para melhor observar estrelas; ponto de encontro, às 21:00, no cais de embarque na muralha da Villa Adentro (atividade realizada pelo CCVAlg)
Atividades astronómicas planeadas para o mês de agosto:
06/08 - Tavira, a partir das 21:30, junto ao Forte do Rato (atividade realizada pelo CCVTavira)
07/08 - Praia de Faro, a partir das 10:00, observação do Sol no Centro Náutico (atividade realizada pelo CCVAlg)
09/08 - Praia de Faro, a partir das 10:00, observação do Sol no Centro Náutico (atividade realizada pelo CCVAlg)
09/08 - Tavira, a partir das 21:30, observação da Lua, na Praça da República (atividade realizada pelo CCVTAvira)
10/08 - Praia de Faro, a partir das 13:00, observação do Sol no Centro Náutico (atividade realizada pelo CCVAlg)
12/08 - Praia de Faro, a partir das 10:00, observação do Sol no Centro Náutico (atividade realizada pelo CCVAlg)
13/08 - Albufeira, a partir das 21:00, no Miradouro que fica na descida do Pau da Bandeira em direção à praia do Inatel, junto ao acesso do Restaurante Reis dos Mares (atividade realizada pelo CCVAlg)
14/08 - Tavira, a partir das 22:00, observação da Lua, na Praça da República (atividade realizada pelo CCVTAvira)
19/08 - Ria Formosa, a partir das 20:30, frente ao Centro de Educação Ambiental de Marim, astros e sons noturnos da Ria Formosa
20/08 - Carvoeiro, a partir das 21:30, junto ao Forte de Nossa Senhora da Encarnação (atividade realizada pelo CCVAlg)
22/08 - Castelo de Paderne, a partir das 20:30 (atividade realizada pelo CCVAlg)
27/08 - Tavira, a partir das 21:30, junto ao Forte do Rato (atividade realizada pelo CCVTavira)
(todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis; consulte cada uma das atividades para obter mais informações e para fazer a sua inscrição)
Efemérides
Dia 23/07: 204.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1928, nascia Vera Rubin, astrónoma americana que fez trabalho pioneiro sobre a velocidade de rotação das galáxias. Descobriu a discrepância entre o movimento angular previsto das galáxias e o movimento observado, ao estudar as curvas de rotação de galáxias. Este fenómeno veio a ser conhecido como o problema de rotação das galáxias.
Em 1972, os Estados Unidos lançavam o satélite Landsat 1.
Em 1995, é descoberto o Cometa Hale-Bopp e torna-se visível a olho nu quase um ano depois.
Em 1999, lançamento da STS-93, do vaivém Columbia, com o Observatório de raios-X Chandra a bordo.
Em 2015, a NASA anuncia a descoberta de Kepler-452b, a primeira super-Terra na zona habitável de uma estrela parecida com o Sol. Observações: Semana a semana, a brilhante Arcturo vai perdendo alguma da sua altura a oeste após o anoitecer.
Procure Espiga para baixo e para a esquerda de Arcturo a cerca de três punhos à distância do braço esticado. Para baixo e para a direita de Arcturo, à mesma distância, está
Denébola, a ponta da cauda de Leão. Estas três estrelas formam um triângulo equilátero quase perfeito.
Dia 24/07: 205.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1969, a Apollo 11 regressava à Terra em segurança. A cápsula com os astronautas cai no Oceano Pacífico. Observações: Trânsito da sombra de Europa, entre as 04:42 e as 07:19.
Com o avanço do verão, o "Bule de Chá" de Sagitário está a sul por estas noites (para baixo e para a direita de Saturno). Está a começar a inclinar-se e a "deitar chá" para a direita. O "bule" vai inclinar-se ainda mais durante o resto do verão - ou durante o resto da noite se ficar acordado(a) até tarde.
Dia 25/07: 206.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1973 era lançada a sonda soviética Mars 5.
Em 1976, a sonda Viking 1 obtém a famosa foto da "Face de Marte".
Em 1984 a cosmonauta russa Svetlana Savitskaya torna-se a primeira mulher a caminhar no espaço ao abandonar a estação Salyut 7. Observações: Trânsito de Ganimedes, entre as 00:28 e as 03:09.
Lua em Quarto Minguante, pelas 02:18. Nasce cedo (ou tarde, se estiver a observar desde a noite de ontem), bem para baixo de Andrómeda e Pégaso a este.
Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as 04:15 e as 07:06.
Curiosidades
O Sol queima cerca de 600 milhões de toneladas de hidrogénio por segundo.
Cassini explora formações anulares em redor dos lagos de Titã
Usando observações da sonda internacional Cassini, os cientistas exploraram os montes anulares que envolvem alguns dos corpos líquidos encontrados nos polos da maior lua de Saturno, Titã. O estudo revela mais sobre como essas características se formaram.
A missão Cassini-Huygens da NASA/ESA/ASI passou 13 anos no sistema saturniano, com a sonda Cassini transportando a Huygens da ESA, que pousou na lua gelada em 2005. Durante a visita da Cassini a Saturno e às suas luas, fez mais de 100 voos rasantes por Titã, revelando aproximadamente 650 lagos e mares nas regiões polares da lua - 300 dos quais estão pelo menos parcialmente preenchidos com uma mistura líquida de metano e etano.
A maioria dos lagos mais pequenos de Titã são caracterizados como depressões escarpadas, vazias ou cheias, com pisos relativamente planos, profundidades de até 600 metros, orlas íngremes e estreitas com cerca de 1 km de largura.
Estas imagens fornecem uma vista das características da muralha e do aro perto de um lago na lua de Saturno, Titã, obtidas pela missão internacional Cassini.
Direita - imagem RADAR da Cassini, de um dos lagos de Titã, Viedma Lacus, obtida usando o SAR do instrumento. As setas amarelas indicam porções da orla elevada perto do lago, enquanto as setas azuis indicam partes do perímetro da característica de muralha que envolve quase todo o lago.
Em cima, esquerda - uma vista ampliada do aro elevado.
Baixo, esquerda - ilustração de um lago com características de muralha e aro. As bordas envolvem encostas mais altas e estão confinadas a poucos quilómetros do lago, enquanto as muralhas cercam o lago inteiro e formam montes mais amplos, até dezenas de quilómetros.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASI; ESA/A. Solomonidou et al. (2019)
Alguns lagos, no entanto, estão cercados por "muralhas": montes em forma de anel que se estendem por dezenas de quilómetros da linha costeira de um lago. Ao contrário dos aros, estas muralhas rodeiam completamente o seu lago hospedeiro.
"A formação dos lagos de Titã, e as suas características em redor, permanece uma questão em aberto," diz Anezina Solomonidou, investigadora da ESA no Centro Europeu de Astronomia Espacial (ESAC - European Space Astronomy Centre) perto de Madrid, Espanha, autora principal de um novo estudo sobre as muralhas de Titã.
"As muralhas podem conter pistas importantes sobre como os lagos nas regiões polares de Titã se tornaram no que vemos hoje. Investigações anteriores revelaram a sua existência, mas como é que se formaram?"
Solomonidou e colaboradores combinaram, pela primeira vez, dados espectrais e de radar da Cassini para explorar cinco regiões próximas do polo norte de Titã, repletas de lagos e muralhas elevadas, e três lagos vazios de uma região próxima. Os lagos variam de 30 a 670 a quilómetros quadrados e eram inteiramente cercados por muralhas com 200 a 300 metros de altura que se estendiam até 30 km para fora dos perímetros do lago.
As observações foram recolhidas pela Cassini ao longo dos anos durante "flybys" por Titã com o VIMS (Visual and Infrared Mapping Spectrometer), que sonda a camada superior da superfície (dezenas de micrómetros), e com o instrumento RADAR, que pode penetrar ainda mais, até dezenas de centímetros, dependendo das propriedades do material da superfície. Este último foi usado tanto no seu modo de radiometria como com a sua câmara SAR (Synthetic Aperture Radar).
"Os dados espectrais mostraram que as muralhas têm uma composição diferente em relação aos seus arredores," acrescentou Solomonidou.
"Os pisos de lagos vazios que estudámos também parecem ser espectralmente semelhantes às muralhas, sugerindo que tanto as bacias vazias quanto as muralhas podem ser feitas de, ou revestidas com material semelhante, e podem, assim, ter-se formado de maneira semelhante."
Estas imagens fornecem uma vista das características da muralha e do aro perto de um lago na lua de Saturno, Titã, obtidas pela missão internacional Cassini.
O painel superior (A) mostra uma imagem RADAR da Cassini obtida usando a câmara SAR do instrumento. No segundo painel, a contar do topo (B), é apresentado um modelo de terreno digital com uma linha de contorno preta e uma escala de cores indicando a altitude no topo da imagem RADAR SAR (mostrada em tons de cinzento); lagos cheios são indicados com linhas de contorno auizs e lagos vazios com linhas amarelas. O terceiro painel da parte superior (C) mostra a emissividade medida pela Cassini, juntamente com os contornos do modelo de terreno digital e as indicações de lagos cheios e vazios.
Os lagos preenchidos no painel B contidos na estrutura sólida branca são mostrados em maior detalhe nos painéis D e E na parte inferior esquerda da imagem, onde as características de muralha são vistas a vermelho. Os lagos vazios no painel B contidos na moldura branca tracejada são vistos em maior detalhe no painel F na parte inferior direita da imagem.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASI; ESA/A. Solomonidou et al. (2019)
A emissividade das muralhas, conforme examinada pela coautora Alice Le Gall do Laboratório LATMOS da UVSQ (Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines) em Paris, França, também é semelhante à de outra característica importante e difundida já observada em Titã, que os cientistas chamam de terreno labiríntico. Uma paisagem labiríntica pontuada com diferentes canais formados por erosão fluvial ao longo do tempo, suspeita-se que este terreno é rico em compostos orgânicos, em vez de gelo e água. A semelhança observada sugere que as muralhas também podem ser ricas em material orgânico.
"As muralhas também são consistentemente completas: enquanto as orlas e outros recursos foram desgastados e quebrados ao longo do tempo, as muralhas rodeiam sempre completamente o seu lago," acrescentou Le Gall. "Isto ajuda-nos a restringir os cenários de como podem ter-se formado."
O novo estudo sugere dois possíveis mecanismos em que tais muralhas podem ser criadas: ou um processo envolvendo uma subsuperfície saturada com água subterrânea, dadas as diferenças de elevação entre o leito vazio dos lagos e os lagos cheios, ou um no qual a bacia e a crosta que circunda um lago primeiro endurece e depois desincha, levando o lago a percolar até ao subsolo e deixando uma região da bacia do lago elevada acima do terreno circundante para formar uma muralha.
A completude observada das muralhas traz uma visão adicional quando comparada com os aros mais quebrados das bacias. Se as orlas forem feitas de material mais fraco que as muralhas, então as muralhas devem ser comparativamente mais antigas para aparecerem com este aspeto. Neste cenário, formar-se-ia um lago, seguido por uma muralha e, em seguida, um aro, que é incapaz de resistir à erosão devido à sua composição mais fraca.
No entanto, se os aros e as muralhas forem feitos do mesmo material, então as muralhas podem ser comparativamente mais jovens: formar-se-ia uma bacia, com o material residual sendo puxado para as orlas e, em seguida, subsequentemente, para as muralhas maiores. Este último cenário implicaria que os lagos delimitados por muralhas estão entre os mais jovens em Titã, pois ainda não viram a sua muralha erodida ou removida.
"É difícil restringir o mecanismo exato de como essas muralhas se formam, mas com mais pesquisas vem um entendimento crescente de corpos intrigantes como Titã," acrescentou Solomonidou.
"A análise dos dados recolhidos pela Cassini sobre as luas geladas de Saturno, em particular ao combinar dados de vários instrumentos, é altamente relevante para preparar a missão JUICE que vai explorar as luas geladas de Júpiter," disse o coautor Olivier Witasse, que também é cientista do projeto JUICE da ESA.
"Mesmo que Titã seja excecional, com lagos e chuvas que não são encontrados nas luas de Júpiter, o facto de sabermos mais sobre Titã acrescenta muito à nossa compreensão coletiva das luas geladas do Sistema Solar."
As missões futuras vão investigar ainda mais o Sistema Solar exterior - a JUICE, por exemplo, será lançada em 2022 e partirá para explorar o sistema de Júpiter, enquanto a NASA planeia enviar outra missão, Dragonfly, especificamente para Titã no final da década de 2020. Com as naves de próxima geração, que vão revelar mais sobre as luas geladas em redor dos planetas gigantes do nosso Sistema Solar, os cientistas estão ansiosos por desvendar os segredos de como estes objetos fascinantes se formaram e evoluíram.
Observação de supernova, a primeira do seu tipo, usando um satélite da NASA
Impressão de artista do brilho resplandecente de uma estrela.
Crédito: Pixabay
Quando o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA foi lançado para o espaço em abril de 2018, o seu objetivo era específico: procurar novos planetas no Universo.
Mas numa investigação publicada recentemente, uma equipa de astrónomos da Universidade Estatal do Ohio mostrou que o levantamento, apelidado TESS, também pode ser usado para monitorizar um tipo específico de supernova, dando aos cientistas mais pistas sobre o que faz com que as anãs brancas expludam - e sobre os elementos que essas explosões deixam para trás.
"Nós sabemos há anos que estas estrelas explodem, mas temos ideias terríveis do porquê," disse Patrick Vallely, autor principal do estudo e estudante de astronomia da mesma universidade. "A coisa mais importante aqui é que somos capazes de mostrar que esta supernova não é consistente com uma anã branca que retira massa diretamente de uma companheira estelar - o tipo de ideia padrão que levou as pessoas a tentar encontrar assinaturas de hidrogénio em primeiro lugar. Isto porque a curva de luz do TESS não mostra nenhuma evidência de uma companheira, e tendo em conta que as assinaturas do hidrogénio nos espectros SALT não evoluem como os outros elementos, podemos descartar o modelo padrão."
A sua pesquisa, publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, representa as primeiras descobertas publicadas sobre uma supernova observada com o TESS e acrescenta novas informações às teorias de longa data sobre os elementos deixados para trás depois que uma estrela anã branca explode como supernova.
Esses elementos há muito que incomodam os astrónomos.
Os astrónomos pensam que uma anã branca explode num tipo específico de supernova, Tipo Ia, depois de recolher massa de uma estrela companheira próxima e crescer demasiado para permanecer estável. Mas se isso for verdade, então os astrónomos teorizaram que a explosão deixaria para trás traços de hidrogénio, um bloco de construção crucial das estrelas e do Universo inteiro (as anãs brancas, pela sua natureza, já queimaram todo o seu hidrogénio e, portanto, não seriam uma fonte de hidrogénio numa supernova).
Mas até esta observação de uma supernova com o TESS, os astrónomos nunca tinham visto estes traços de hidrogénio no rescaldo da explosão: esta supernova é a primeira do seu tipo em que os astrónomos mediram o hidrogénio. Aquele hidrogénio, relatado pela primeira vez por uma equipa dos Observatórios do Instituto Carnegie para Ciência, poderá mudar a natureza do que os astrónomos sabem sobre as supernovas das anãs brancas.
"A coisa mais interessante sobre esta supernova em particular é o hidrogénio que vimos nos seus espectros (os elementos que a explosão deixa para trás)," disse Vallely. "Há anos que procuramos hidrogénio e hélio nos espectros deste tipo de supernova - esses elementos ajudam-nos a compreender o que provocou a supernova."
O hidrogénio poderia significar que a anã branca consumiu uma estrela próxima. Nesse cenário, a segunda estrela seria uma estrela normal no meio da sua vida útil - não uma segunda anã branca. Mas quando os astrónomos mediram a curva de luz desta supernova, a curva indicava que a segunda estrela era, de facto, uma segunda anã branca. Então, de onde veio o hidrogénio?
O professor de astronomia Kris Stanek - conselheiro de Vallely e coautor do artigo, disse que é possível que o hidrogénio tenha vindo de uma estrela companheira - uma estrela normal - mas ele acha que é mais provável que o hidrogénio tenha vindo de uma terceira estrela que estava perto da explosão da anã branca e que foi consumida na supernova por acaso.
"Seria de pensar que, dado que vemos este hidrogénio, isso significa que a anã branca consumiu uma segunda estrela e explodiu, mas, com base na curva de luz que vimos desta supernova, isso pode não ser verdade," disse Stanek.
"Com base na curva de luz, o evento mais provável, pensamos, é que o hidrogénio pode estar a vir de uma terceira estrela no sistema," acrescentou Stanek. "Portanto, o cenário predominante, pelo menos aqui na Universidade, é que o modo de fabricar uma supernova do Tipo Ia é ter duas estrelas anãs brancas em interação - até mesmo colidindo. Mas também ter uma terceira estrela que fornece o hidrogénio."
A equipa de investigação, Vallely, Stanek e uma equipa de astrónomos de todo o mundo, combinou dados do TESS com dados do ASAS-SN (All-Sky Automated Survey for Supernovae). O ASAS-SN é liderado pela mesma instituição de ensino e é composto por pequenos telescópios espalhados pelo planeta que vigiam o céu em busca de supernovas em galáxias distantes.
O TESS, em comparação, foi construído para procurar planetas próximos na nossa Galáxia - e para fornecer dados muito mais depressa do que os telescópios espaciais anteriores. Isso significa que a equipa da Universidade do Ohio foi capaz de usar os dados do TESS para ver o que estava a acontecer em torno da supernova nos primeiros momentos depois de ter explodido - uma oportunidade sem precedentes.
A equipa combinou dados do TESS e do ASAS-SN com dados do SALT (South African Large Telescope) para avaliar os elementos deixados no rescaldo da explosão de supernova. Eles encontraram tanto hidrogénio quanto hélio, dois indicadores que a estrela que explodiu consumiu, de alguma forma, uma estrela companheira próxima.
"O que é realmente interessante sobre estes resultados é que, quando combinamos os dados, podemos aprender coisas novas," disse Stanek. "E esta supernova é o primeiro caso interessante desta sinergia."
A supernova que esta equipa observou foi do Tipo Ia, um tipo de supernova que pode ocorrer quando duas estrelas se orbitam uma à outra - o que os astrónomos chamam de sistema binário. Nalguns casos de uma supernova do Tipo Ia, uma dessas estrelas é uma anã branca.
Uma anã branca queimou todo o seu combustível nuclear, deixando para trás apenas um núcleo muito quente (a temperatura de uma anã branca excede 100.000 K). A menos que a estrela cresça roubando energia e matéria de uma estrela próxima, a anã branca passa os próximos mil milhões de anos a arrefecer antes de se transformar num pedaço de carbono negro.
Ma se a anã branca e outra estrela estiverem num sistema binário, a anã branca lentamente recebe massa da outra estrela até que, eventualmente, a anã branca explode como supernova.
As supernovas do Tipo Ia são importantes para a ciência espacial - ajudam os astrónomos a medir distâncias no espaço e ajudam a calcular a rapidez com que o Universo está a expandir-se (uma descoberta tão importante que ganhou o Prémio Nobel da Física em 2011).
"Este é o tipo mais famoso de supernova - levou à descoberta da energia escura na década de 1990," disse Vallely. "São responsáveis pela existência de tantos elementos no Universo. Mas nós não entendemos muito bem a física por trás delas. E é por isso que gosto tanto da combinação do TESS com o ASAS-SN; podemos construir estes dados e usá-los para descobrir um pouco mais sobre estas supernovas."
Os cientistas, em geral, concordam que a estrela companheira leva à supernova de uma anã branca, mas o mecanismo dessa explosão, e a composição da estrela companheira, são pouco conhecidos.
Esta descoberta, disse Stanek, fornece algumas evidências de que a estrela companheira neste tipo de supernova é provavelmente outra anã branca.
"Estamos a ver algo novo nestes dados, e isso ajuda à nossa compreensão do fenómeno das supernovas do Tipo Ia," acrescentou. "E podemos explicar isto em termos dos cenários que já temos - precisamos apenas que a terceira estrela, neste caso, seja a fonte do hidrogénio."
O "rock and roll" dos sismos marcianos (via ETH Zurique)
Cinquenta anos após os astronautas da Apollo 11 terem colocado o primeiro sismómetro na superfície da Lua, a experiência sísmica do InSight transmite dados que dão aos investigadores a oportunidade de comparar os sismos marcianos com os sismos lunares e terrestres. Ler fonte
Álbum de fotografias - HDR: A Sombra Circular da Terra na Lua
O que é que pode criar uma sombra circular tão grande na Lua? A Terra. A Lua da semana passada esteve tão Cheia que caiu quase exatamente em linha com o Sol e a Terra. Quando isso acontece, a Terra lança a sua sombra na Lua. A circularidade da sombra da Terra na Lua foi comentada por Aristóteles e, assim sendo, é notada pelo menos desde o século IV a.C. O que há de novo é a capacidade da humanidade em gravar essa sombra com um alcance tão dinâmico (HDR). A composição HDR em destaque do eclipse lunar parcial da semana passada combina 15 imagens e inclui uma exposição tão curta quanto 1/440 de segundo - para não expor demais a parte mais brilhante - e uma exposição que durou cinco segundos - para realçar a parte mais escura. Esta parte mais escura - no interior da umbra da Terra - não está completamente escura porque alguma luz é refratada através da atmosfera da Terrapara a Lua. O próximo eclipse lunar totalterá lugar em maio de 2021 (não visível de Portugal).
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