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  Astroboletim #1758  
  12/01 a 14/01/2021  
     
 
Efemérides

Dia 12/01: 12.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1820 é fundada a "British Royal Astronomical Society".
Em 1986, lançamento da STS-61-C, do vaivém Columbia. Foi a última missão antes do desastre do vaivém Challenger.
Em 2005 é lançada a partir de Cabo Canaveral a sonda Deep Impact.
Em 2007, o cometa C/2006 P1 (McNaught) alcança o periélio e torna-se no cometa mais brilhante dos últimos 40 anos.

Observações: Estamos na época mais fria do ano, mas a Estrela de Verão, Vega, ainda é visível no céu noturno. Procure-a a piscar perto do horizonte a noroeste durante e logo após o cair da noite. Quanto mais para norte estiver o observador, mais alta estará.

Dia 13/01: 13.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1610, Galileu Galilei observa pela primeira vez todos os quatro satélites de Júpiter ao mesmo tempo.

Em 1993, lançamento da missão STS-54 do vaivém espacial Endeavour, o seu terceiro voo.
Em 2000, foram descobertos buracos negros solitários à deriva na Galáxia.
Em 2003, é descoberta a anã castanha mais próxima, com uma massa entre 40-60 sóis, a menos de 12 anos-luz de distância do Sol. Faz parte do sistema Epsilon Indi. Em agosto do mesmo ano, os astrónomos descobriram que a anã castanha era afinal um binário de anãs castanhas.
Observações: Lua Nova, pelas 05:00.
Sirius, a estrela mais brilhante de Cão Maior, nasce a este-sudeste ao final do lusco-fusco. Procyon - dois punhos e meio à distância do braço esticado para a sua esquerda - precede-a. "Procyon" é Grego antigo para "antes do cão".

Dia 14/01: 14.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2005 aterrava em Titã a sonda Huygens.

É a primeira vez que uma sonda pousa em Titã. Aterrou no solo, embora pudesse também ter aterrado num oceano. Continuou a enviar dados durante 90 minutos após o pouso. Permanece a aterragem mais distante alguma vez levada a cabo por um objeto feito pelo Homem.
Observações: Plutão em conjunção com o Sol.
Ao lusco-fusco, tente avistar a finíssima Lua Crescente para a esquerda de Mercúrio e de Júpiter, bem baixos a oeste-sudoeste.
Para cima de Orionte brilha a alaranjada Aldebarã com o grande e solto enxame das Híades no plano de fundo. Os binóculos são instrumentos ideais para este enxame, tendo em conta o seu tamanho: as estrelas mais brilhantes (de quarta e quinta magnitudes) abrangem uma área com aproximadamente 4º de comprimento (mais acima, as Plêiades abrangem pouco mais de 1º, contando apenas as estrelas mais brilhantes).
As estrelas principais das Híades formam famosamente um "V". Está atualmente de lado. Aldebarã forma a ponta inferior do V. Com binóculos, siga o lado mais baixo do V, para a direita de Aldebarã. A primeira coisa que alcança é o asterismo da Casa: um padrão de estrelas como um desenho de criança de uma casa com telhado. A casa está atualmente na vertical e inclinada para a direita com se tivesse sido empurrada.
A Casa inclui três binários facilmente observáveis de binóculos que formam um triângulo equilátero, cada par virado para os outros. O par mais brilhante é Theta1 e Theta2 Tauri. Provavelmente até conseguirá discernir o par Theta à vista desarmada.

 
     
 
Curiosidades


As anãs castanhas são normalmente 1000 vezes mais ténues do que o Sol.

 
 
   
Listrada ou com manchas? Encontrados ventos e correntes na anã castanha mais próxima

Uma equipa de investigação liderada pela Universidade do Arizona encontrou bandas e listras na anã castanha mais próxima da Terra, sugerindo processos que agitam a atmosfera da anã castanha por dentro.

As anãs castanhas são objetos celestes misteriosos que não são exatamente estrelas nem planetas. São aproximadamente do tamanho de Júpiter, mas normalmente dezenas de vezes mais massivas. Ainda assim, são menos massivas do que as estrelas mais pequenas, de modo que os seus núcleos não têm pressão suficiente para fundir átomos como as estrelas. Ficam quentes quando se formam e gradualmente arrefecem, têm brilho fraco e diminuem lentamente [de brilho] ao longo das suas vidas, o que as torna difíceis de encontrar. Nenhum telescópio pode ver claramente a atmosfera destes objetos.

 
Usando medições altamente precisas do brilho obtidas pelo telescópio espacial TESS da NASA, astrónomos descobriram que a atmosfera da anã castanha próxima, Luhman 16B, é dominada por ventos globais velozes parecidos com as correntes da Terra. Esta circulação global determina como as nuvens são distribuídas na atmosfera da anã castanha, dando-lhe um aspeto listrado.
Crédito: Daniel Apai
 

"Nós perguntámo-nos se as anãs castanhas se parecem com Júpiter, com as suas bandas regulares formadas por grandes jatos paralelos e longitudinais, ou se são dominadas por um padrão em constante mudança de tempestades gigantescas conhecidas como vórtices como aqueles encontrados nos polos de Júpiter," disse Daniel Apai, investigador na Universidade do Arizona, professor associado no Departamento de Astronomia, no Observatório Stewart e no Laboratório Lunar e Planetário.

Apai é o autor principal de um novo estudo publicado a semana passada na revista The Astrophysical Journal que busca responder a esta pergunta usando uma nova técnica.

Ele e a sua equipa descobriram que as anãs castanhas se parecem muito com Júpiter. Os padrões na atmosfera revelam ventos velozes que correm paralelos ao equador das anãs castanhas. Estes ventos estão a misturar as atmosferas, redistribuindo o calor que emerge do interior quente das anãs castanhas. Além disso, tal como Júpiter, os vórtices dominam as regiões polares.

Alguns modelos atmosféricos previram este padrão atmosférico, disse Apai, incluindo modelos do falecido Adam Showman, professor do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona e líder em modelos atmosféricos das anãs castanhas.

"Os padrões de vento e a circulação atmosférica em grande escala muitas vezes têm efeitos profundos nas atmosferas planetárias, desde o clima da Terra até ao aspeto de Júpiter, e agora sabemos que estes jatos atmosféricos de grande escala também moldam as atmosferas das anãs castanhas," disse Apai, cujos coautores do artigo incluem Luigi Bedin e Domenico Nardiello do Observatório Astronómico de Padua, este último que também está afiliado ao Laboratório de Astrofísica de Marselha, na França.

"Saber como os ventos sopram e redistribuem o calor numa das anãs castanhas mais bem estudadas e mais próximas ajuda-nos a entender os climas, os extremos de temperatura e a evolução das anãs castanhas em geral," disse Apai.

O grupo de Apai na Universidade do Arizona é líder mundial no mapeamento das atmosferas das anãs castanhas e planetas para lá do nosso Sistema Solar usando telescópios espaciais e um novo método.

A equipa usou o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), um telescópio espacial da NASA, para estudar as duas anãs castanhas mais próximas da Terra. A apenas 6,5 anos-luz de distância, as anãs castanhas são chamadas Luhman 16 A e B. Embora ambas tenham aproximadamente o mesmo tamanho de Júpiter, ambas são mais densas e, portanto, contêm mais massa. Luhman 16 A tem cerca de 34 vezes a massa de Júpiter, e Luhman 16 B - que foi o objeto principal do estudo de Apai - tem cerca de 28 vezes a massa de Júpiter e é cerca de 800º C mais quente.

"O telescópio espacial TESS, embora construído para caçar exoplanetas, também forneceu este conjunto de dados incrivelmente rico e excitante sobre a anã castanha mais próxima," explicou Apai. "Com algoritmos avançados desenvolvidos por membros da nossa equipa, fomos capazes de obter medições muito precisas das mudanças de brilho conforme as duas anãs castanhas giravam. As anãs castanhas ficam mais brilhantes quando as regiões atmosféricas mais brilhantes giram para o nosso ponto de vista e mais escuras quando giram para fora de vista."

Dado que o telescópio espacial fornece medições extremamente precisas e não é interrompido pela luz do dia, a equipa recolheu mais rotações do que nunca, fornecendo a visão mais detalhada da circulação atmosférica de uma anã castanha.

"Nenhum telescópio é grande o suficiente para fornecer imagens detalhadas de planetas ou de anãs castanhas," disse Apai. "Mas, medindo como o brilho destes objetos giratórios muda com o tempo, é possível criar mapas grosseiros das suas atmosferas - uma técnica que, no futuro, também poderá ser usada para mapear planetas semelhantes à Terra noutros sistemas planetários que de outro modo seriam difíceis de observar."

Os resultados dos investigadores mostram que há muita semelhança entre a circulação atmosférica dos planetas do Sistema Solar e as anãs castanhas. Como resultado, as anãs castanhas podem servir como análogos mais massivos de planetas gigantes existentes para lá do nosso Sistema Solar em estudos futuros.

"O nosso estudo fornece um modelo, para estudos futuros de objetos semelhantes, sobre como explorar - e até mapear - as atmosferas das anãs castanhas e exoplanetas gigantes sem a necessidade de telescópios suficientemente poderosos para os resolver visualmente," disse Apai.

A equipa de Apai espera explorar ainda mais as nuvens, sistemas de tempestade e zonas de circulação presentes nas anãs castanhas e exoplanetas para aprofundar a nossa compreensão das atmosferas para lá do Sistema Solar.

// Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal)
// Caçando tempestades nas anãs castanhas com TESS da NASA (Observatório Steward via YouTube)

 


Saiba mais

CCVAlg - Astronomia:
05/06/2020 - Cientistas cidadãos avistam a mais próxima anã castanha jovem e com disco
08/05/2020 - Astrónomos encontram bandas de nuvens, parecidas às de Júpiter, na anã castanha mais próxima
31/01/2014 - Primeiro mapa meteorológico de uma anã castanha

Sistema Luhman 16:
Wikipedia
Solstation.com

Anãs castanhas:
Wikipedia
NASA
Andy Lloyd's Dark Star Theory

TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
NASA
NASA/Goddard
Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)
MAST (Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais)
Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)
Wikipedia

 
   
J1818.0-1607: Chandra estuda magnetar extraordinário

Em 2020, os astrónomos acrescentaram um novo membro a uma família exclusiva de objetos exóticos com a descoberta de um magnetar. Novas observações do Observatório de raios-X Chandra da NASA ajudam a apoiar a ideia de que é também um pulsar, o que significa que emite pulsos regulares de luz.

Os magnetares são um tipo de estrela de neutrões, um objeto incrivelmente denso composto principalmente de neutrões compactados, que se forma a partir do colapso do núcleo de uma estrela massiva durante uma supernova.

 
Ampliação de J1818.0-1607.
Crédito: raios-X - NASA/CXC/Univ. da Virgínia Ocidental/H. Blumer; infravermelho (Spitzer e Wise) - NASA/JPL-CalTech/Spitzer
 

O que diferencia os magnetares de outras estrelas de neutrões é que também têm os campos magnéticos mais poderosos conhecidos do Universo. Para fins de contexto, a força do campo magnético do nosso planeta tem um valor de aproximadamente 1 G (gauss), enquanto um imã num frigorífico mede cerca de 100 G. Os magnetares, por outro lado, têm campos magnéticos de cerca de mil biliões G. Se um magnetar estivesse localizado a um-sexto do caminho até à Lua (cerca de 64.000 quilómetros), apagaria os dados de todos os cartões de crédito na Terra.

No dia 12 de março de 2020, os astrónomos detetaram um novo magnetar com o Telescópio Neil Gehrels Swift da NASA. Este é apenas o 31.º magnetar conhecido, entre cerca de 3000 estrelas de neutrões já catalogadas.

Após observações de acompanhamento, os investigadores determinaram que este objeto, denominado J1818.0-1607, era especial por outros motivos. Em primeiro lugar, pode ser o magnetar mais jovem conhecido, com uma idade estimada em cerca de 500 anos. Isto baseia-se no ritmo a que a rotação diminui e na suposição de que nasceu a girar muito mais depressa. Em segundo lugar, também gira a uma velocidade muito mais elevada do que qualquer outro magnetar descoberto anteriormente, completando uma rotação a cada 1,4 segundos.

As observações de J1818.0-1607 pelo Chandra obtidas menos de um mês após a descoberta com o Swift deram aos astrónomos a primeira visão de alta resolução deste objeto em raios-X. Os dados do Chandra revelaram uma fonte pontual onde o magnetar estava localizado, que é cercada por emissão difusa de raios-X, provavelmente provocada por raios-X refletidos na poeira localizada na sua vizinhança (parte desta emissão difusa de raios-X também pode ser de ventos que sopram da estrela de neutrões).

Harsha Blumer da Universidade da Virgínia Ocidental e Samar Safi-Harb da Universidade de Manitoba no Canadá publicaram recentemente os resultados das observações de J1818.0-1607 com o Chandra na revista científica The Astrophysical Journal Letters.

 
Imagem de campo largo com o magnetar J1818.0-1607 no centro (objeto roxo para onde a seta aponta).
Crédito: raios-X - NASA/CXC/Univ. da Virgínia Ocidental/H. Blumer; infravermelho (Spitzer e Wise) - NASA/JPL-CalTech/Spitzer
 

A imagem composta contém um amplo campo de visão no infravermelho de duas missões da NASA, o Telescópio Espacial Spitzer e o WISE (Wide-Field Infrared Survey Explorer), obtido antes da descoberta do magnetar. Os raios-X do Chandra mostram o magnetar a roxo. O magnetar está localizado perto do plano da Via Láctea a uma distância de aproximadamente 21.000 anos-luz da Terra.

Outros astrónomos também observaram J1818.0-1607 com radiotelescópios, como o VLA (Karl Jansky Very Large Array) da NSF, e determinaram que emite ondas de rádio. Isto implica que também tem propriedades semelhantes às de um típico "pulsar movido a rotação", um tipo de estrela de neutrões que emite feixes de radiação que são detetados como pulsos repetidos de emissão à medida que gira e desacelera. Apenas cinco magnetares, incluindo este, foram registados a agir também como pulsares, constituindo menos de 0,2% da população conhecida de estrelas de neutrões.

As observações do Chandra também podem fornecer suporte a esta ideia geral. Safi-Harb e Blumer estudaram a eficácia a que J1818.0-1607 converte energia, a partir do seu ritmo decrescente de rotação, em raios-X. Eles concluíram que esta eficiência é mais baixa do que a encontrada normalmente para magnetares, e provavelmente dentro da gama encontrada para outros pulsares movidos a rotação.

Seria expectável que a explosão que produziu um magnetar desta idade tivesse deixado para trás um campo de destroços detetável. Para pesquisar este remanescente de supernova, Safi-Harb e Blumer analisaram os raios-X do Chandra, os dados infravermelhos do Spitzer e os dados de rádio do VLA. Com base nos dados do Spitzer e do VLA, encontraram possíveis evidências de um remanescente, mas a uma distância relativamente grande do magnetar. A fim de cobrir essa distância, o magnetar precisaria de ter viajado a velocidades muito superiores às das estrelas de neutrões mais rápidas conhecidas, mesmo supondo que seja muito mais antigo do que o esperado, o que permitiria mais tempo de viagem.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Chandra/Harvard (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

CCVAlg - Astronomia:
19/06/2020 - XMM-Newton espia pulsar bebé mais jovem alguma vez descoberto

Magnetar:
Wikipedia
AstronomyOnline.org

Estrelas de neutrões:
Wikipedia
Universidade de Maryland

Pulsares:
Wikipedia
Catálogo ATNF de Pulsares

Observatório de raios-X Chandra:
NASA
Universidade de Harvard
Wikipedia

Telescópio Swift:
NASA
Wikipedia

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial 
NASA
Centro Espacial Spitzer 
Wikipedia

WISE:
Wikipedia
NEOWISE (NASA)
U. Berkeley

VLA:
Página oficial
NRAO
Wikipedia

 
   
Investigadores obtêm o modelo mais completo de uma supernova do Tipo Ia

As supernovas do Tipo Ia, como indicadores de distância cosmológica, levaram à descoberta da expansão acelerada do Universo. No entanto, a natureza das suas progenitoras e dos mecanismos de explosão permanecem mistérios não resolvidos.

Uma equipa internacional liderada pelo Dr. Lingzhi Wang do CAS-SACA (Chinese Academy of Sciences South America Center for Astronomy)/CCJCA (China-Chile Joint Center for Astronomy) investigou uma supernova próxima do Tipo Ia, SN 2017cbv, e obteve o modelo mais completo da curva de luz e do espectro de uma única supernova.

 
Impressão de artista de uma supernova.
Crédito: Pixabay
 

O seu estudo foi publicado dia 18 de novembro na revista The Astrophysical Journal.

"O conjunto de dados é único. É uma das supernovas com a cobertura temporal mais completa das bandas no visível e no infravermelho próximo, o que torna o alvo um padrão ideal para investigações comparativas desta classe de objetos," disse o Dr. Lingzhi Wang.

O professor Nicholas B. Suntzeff, coautor do estudo e pioneiro no campo da investigação de supernovas, comentou: "Estas curvas de luz deste estudo serão mostradas continuamente em palestras por todo o mundo, como o melhor exemplo do comportamento fotométrico das supernovas do Tipo Ia."

"As estimativas confiáveis da extinção e do 'avermelhamento' provocados pela poeira nas galáxias hospedeiras das supernovas do Tipo Ia é a questão mais importante na aplicação cosmológica das supernovas do Tipo Ia, que lançou as bases para estudos da energia escura do Universo," disse o professor Lifan Wang, coautor deste estudo.

"Com este conjunto exclusivo de dados, somos capazes de definir restrições na massa do níquel sintetizado durante a explosão, de construir o modelo da explosão que melhor se ajusta aos dados, bem como de derivar um limite superior de 0,1 massas solares para a massa do hidrogénio," disse o Dr. Lingzhi Wang.

// Academia Chinesa de Ciências (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Supernovas:
Wikipedia 
Tipo Ia (Wikipedia)

 
   
Álbum de fotografias - Enxame Estelar R136
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESA, & F. Paresce (INAF-IASF), R. O'Connell (U. Virginia) et al.
 
No centro de uma região de formação estelar próxima encontra-se um enorme enxame contendo algumas das maiores, mais quentes e mais massivas estrelas conhecidas. Estas estrelas, conhecidas coletivamente como o enxame R136, parte da Nebulosa da Tarântula, foram capturadas no visível na imagem em destaque pelo Telescópio Espacial Hubble em 2009. Nuvens de gás e poeira na Nebulosa da Tarântula foram esculpidas em formas alongadas por ventos poderosos e por radiação ultravioleta destas estrelas quentes do enxame. A Nebulosa da Tarântula está situada dentro de uma galáxia vizinha conhecida como Grande Nuvem de Magalhães, a apenas 170.000 anos-luz de distância.
 
   
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