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  Astroboletim #1764  
  02/02 a 04/02/2021  
     
 
Efemérides

Dia 02/02: 33.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1964, a sonda norte-americana Ranger 6 chegava à Lua. 
Em 2004 é detetado pela primeira vez oxigénio e carbono na atmosfera de um exoplaneta, HD 209458b.
No mesmo dia, os picos de Columbia Hills em Marte recebem os nomes dos sete astronautas que morreram no desastre do Columbia (STS-107) de 1 de fevereiro de 2003.

O rover Spirit passou vários anos a explorar Columbia Hills até deixar de funcionar em 2010.
Observações: Depois do anoitecer, olhe para este, não muito alto, à procura da estrela Régulo. Estendendo-se para cima e para a esquerda, a "foice" de Leão, um ponto de interrogação ao contrário.

Dia 03/02: 34.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, a sonda soviética Luna 9, não tripulada, faz a primeira aterragem assistida com motores na Lua e, por isso, a primeira em qualquer outro corpo planetário que não a Terra.

Em 1984, lançamento da missão STS-41-B do vaivém espacial Challenger.
Em 1994, lançamento da STS-60, do vaivém Discovery, com o primeiro cosmonauta russo a bordo desta nave americana. Foi também a primeira missão do programa Shuttle-Mir
Em 1995, a astronauta Eileen Collins torna-se na primeira mulher a pilotar o vaivém espacial na missão STS-63, a partir do Centro Espacial Kennedy na Flórida, EUA.
Em 2005, o novo olho sensível do AreciboAlfalfa, começa a fazer um gigantesco levantamento do céu.
Em 2006, a equipa da Deep Impactda NASA divulga as primeiras evidências de gelo cometário
Observações: Por estas noites temos bem alto a rica área da Via Láctea nos pés da figura de Castor, um dos Gémeos. Nesta zona encontram-se duas estrelas gigantes vermelhas de terceira magnitude e o grande mas disperso enxame estelar aberto M35, de magnitude 5,5. Mas há mais: o enxame compacto NGC 2129 perto de um par de estrelas com magnitude 7 e 8; o grupo disperso Collinder 29 com um pequeno asterismo em forma de Y ao lado; e as estrelas vermelhas TV e 6 (ou V) Geminorum.

Dia 04/02: 35.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1600, Tycho Brahe e Johannes Kepler encontram-se no castelo Benátky, a nordeste de Praga.
Em 1906 nascia Clyde Tombaugh, famoso pela descoberta, em 1930, de Plutão

Também descobriu muitos asteroides.
Em 1932 era descoberto o asteroide 1239 Queteleta por Eugène Joseph Delporte.
Em 1934 era descoberto o asteroide 2824 Franke por Karl Wilhelm Reinmuth.
Em 2010, a equipa do Telescópio Espacial Hubble divulga novas imagens de Plutão e supreendem todos com alterações na superfície do planeta anão. 
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 17:37. Esta noite a Lua nasce por volta das 01:30 (já de dia 5), dependendo da localização do observador. Encontre Arcturo a cerca de três punhos à distância do braço esticado para cima e para a esquerda da Lua e Espiga a 2 [punhos] para cima e para a direita do nosso satélite natural. Antes do amanhecer de dia 5 a Lua já está alta a sul, Arcturo muito alta para cima e para a direita e Espiga para a direita do nosso satélite natural.

 
 
   
Sistema sêxtuplo, sextuplamente eclipsante, descoberto em dados do TESS com a ajuda de inteligência artificial

Uma equipa internacional de investigadores liderada por Brian P. Powell do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA e Veselin P. Kostov do Instituto SETI identificou um sistema único que consiste de seis estrelas. As três estrelas binárias formam um sistema vinculado gravitacionalmente e cada par está a produzir eclipses. O sistema estelar, conhecido como TYC 7037-89-1, foi descoberto em dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) com uma rede neuronal projetada para detetar estrelas binárias eclipsantes. Este recém-descoberto e complexo sistema estelar está na direção da constelação de Erídano, a cerca de 1900 anos-luz da Terra.

"Os sistemas múltiplos, multiplamente eclipsantes, como TYC 7037-89-1, permitem medições simultâneas e precisas dos tamanhos estelares, temperaturas e, potencialmente, as massas dos pares de estrelas que partilham uma história comum," disse Veselin Kostov, cientista do Instituto SETI. "Por sua vez, isto fornece uma melhor compreensão da formação e evolução estelar em ambientes dinamicamente ricos."

 
Este esquema mostra a configuração do sistema estelar sêxtuplo TYC 7037-89-1. O sistema quádruplo interior é composto por dois binários, A e C, que se orbitam um ao outro mais ou menos a cada 4 anos. O binário B, mais exterior, orbita o sistema quádruplo mais ou menos a cada 2000 anos. Todos os três pares são binários eclipsantes. As órbitas não estão à escala.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA e Brian Powell
 

"O sistema tem três binários (chamemo-los A, B e C) com períodos orbitais que variam entre 1 e 8 dias, e organizados de forma hierárquica," disse Saul Rappaport, do Departamento de Física do MIT (Massachusetts Institute of Technology). "O binário A orbita em torno do binário C com um período de vários anos, enquanto o binário B orbita em redor do sistema quádruplo A-C com um período de vários milhares de anos. O surpreendente é que todos os três binários têm os seus planos orbitais suficientemente bem alinhados com a nossa linha de visão para que possamos ver eclipses de todos eles. Isto, apesar das suas enormes separações entre os três binários."

A inteligência artificial e a aprendizagem de máquina continuam a demonstrar o seu potencial, gerando descobertas tentadoras a partir da vasta quantidade de dados recolhidos por missões como a do TESS e do seu antecessor, Kepler. Embora estas descobertas ainda precisem de ser confirmadas por meio de análises humanas e, às vezes, por observações de acompanhamento, a velocidade com que novas descobertas podem ser reveladas está a aumentar exponencialmente.

Embora a missão do TESS seja a de procurar exoplanetas usando o método de trânsito, a equipa aplicou este mesmo método para detetar estrelas eclipsantes. O método de trânsito é a forma mais comum de encontrar exoplanetas. Para esse fim, os cientistas medem o brilho de uma estrela ao longo do tempo. Quando um planeta passa entre a estrela e o instrumento de observação, a estrela escurece em intervalos fixos, indicando a presença de um exoplaneta. Para diferenciar o escurecimento provocado por um exoplaneta da queda de brilho provocada por uma estrela binária, os cientistas podem usar a profundidade medida do evento e o tamanho da estrela hospedeira para calcular o tamanho do objeto em trânsito. Se esse objeto for maior do que cerca de 2 raios de Júpiter, é mais provável que seja uma segunda estrela.

Já conhecíamos alguns outros sistemas de seis estrelas, notavelmente Castor na constelação de Gémeos. Mas esta é a primeira vez que cada um dos sistemas binários constituintes é um binário eclipsante. Estudos adicionais de sistemas como TYC 7037-89-1 podem fornecer pistas sobre a formação estelar. Não sabemos ainda como estes complexos sistemas estelares se formam, mas até agora o TESS e a inteligência artificial identificaram mais de 100 sistemas candidatos que, uma vez confirmados, terão mais para nos ensinar. Um potencial cenário de formação é que uma jovem estrela binária capturou uma terceira estrela, após o qual cada um dos três corpos se fragmentou em dois.

// Instituto SETI (comunicado de imprensa)
// NASA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


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TYC 7037-89-1:
Simbad
Wikipedia

Sistema estelar:
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Sistemas com altas multiplicidades (Wikipedia)

TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
NASA
NASA/Goddard
Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)
MAST (Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais)
Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)
Wikipedia

 
   
TESS descobre quatro exoplanetas em órbita de uma estrela semelhante ao Sol

Investigadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) descobriram quatro novos exoplanetas orbitando uma estrela parecida com o Sol a pouco mais de 200 anos-luz da Terra. Devido à diversidade destes planetas e ao brilho da sua estrela, este sistema pode ser um alvo ideal para caracterização atmosférica com o futuro Telescópio Espacial James Webb da NASA. Tansu Daylan, pós-doutorado no Instituto Kavli para Astrofísica e Investigação Espacial do MIT, liderou o estudo publicado na revista The Astronomical Journal no dia 25 de janeiro.

Com um estudo mais aprofundado, diz Daylan, esta estrela brilhante e os seus muitos planetas podem ser essenciais para a compreensão de como os planetas tomam forma e evoluem. "Quando se trata de caracterizar atmosferas planetárias em torno de estrelas semelhantes ao Sol, este é provavelmente um dos melhores alvos que alguma vez vamos obter," diz acerca dos resultados que apresentou no início do mês passado aquando da 237.ª reunião da Sociedade Astronómica Americana.

 
Impressão de artista dos cinco planetas em órbita de TOI-1233, quatro dos quais foram descobertos usando o TESS (Transiting Exoplanet Satellite Survey), uma missão da NASA liderada pelo MIT.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
 

Método de trânsito

Daylan e colegas detetaram estes planetas com o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), uma missão da NASA liderada pelo MIT. Para identificar exoplanetas com o TESS, os investigadores procuram mudanças na quantidade de luz que vem de uma estrela. Uma pequena queda na luz estelar pode significar que um planeta passou à sua frente, bloqueando parte da sua luz que alcança a Terra. Ao medir estes trânsitos, os cientistas podem fazer aproximações do tamanho de um planeta, de quanto tempo leva para orbitar a sua estrela e se tem outros vizinhos planetários. Em combinação com outros métodos de observação, como a medição dos efeitos gravitacionais de um planeta sob a sua estrela hospedeira, os investigadores podem determinar se um planeta é rochoso ou gasoso, quente ou frio, e até se tem uma atmosfera espessa ou fina.

Se a luz de uma estrela distante passa através da atmosfera de um exoplaneta no seu caminho para a Terra, certos comprimentos de onda serão absorvidos pelos gases daquela atmosfera. Quando a luz chega à Terra, os comprimentos de onda da luz correspondentes a gases específicos - como água, dióxido de carbono ou metano - estarão em falta, informando os cientistas sobre a composição da atmosfera. Isto pode fornecer aos astrónomos informações vitais sobre o meio ambiente, sobre a evolução e habitabilidade de um planeta. Embora o TESS não consiga caracterizar atmosferas, o telescópio é a chave para identificar quais os exoplanetas que devem ter prioridade para estudo atmosférico por outros telescópios de alta resolução, como o Telescópio Espacial Hubble e o Telescópio Espacial James Webb, com lançamento previsto para o outono de 2021.

Usando dados do TESS bem como de telescópios terrestres, Daylan determinou que esta estrela hospeda um grande planeta rochoso interno, ou super-Terra, e três planetas gasosos exteriores um pouco mais pequenos que Neptuno, conhecidos como Sub-Neptunos. Em comparação com o nosso próprio Sistema Solar, estes planetas vivem muito perto do seu sol; as suas órbitas variam de pouco menos de 4 dias a 19 dias. Isto torna-os extremamente quentes, com temperaturas de superfície que variam de 370º C a 815º C.

Embora isto signifique que é improvável que os planetas hospedem vida, dá aos astrónomos muitos mais dados para trabalhar; uma órbita curta permite trânsitos mais frequentes e, portanto, mais oportunidades para examinar a luz que passa pela sua atmosfera. No entanto, também podem existir planetas ainda não descobertos mais adiante neste sistema talvez até mesmo na zona habitável da estrela. Recentemente, outra equipa de investigação usou o CHEOPS (CHaracterising Exoplanet Satellite) para confirmar um quinto planeta, que leva 29 dias a completar uma órbita.

Daylan diz que a estrela-mãe dos planetas, TOI-1233, fornecerá ampla luz para estudos futuros. A estrela é semelhante em tamanho e temperatura com o nosso próprio Sol, mas por estar relativamente perto da Terra, parece muito brilhante em comparação com outras estrelas. Do nosso ponto de vista, é a estrela semelhante ao Sol mais brilhante conhecida e uma das estrelas mais brilhantes a abrigar pelo menos quatro planetas em trânsito. Isto é útil porque uma estrela mais brilhante fornece aos astrónomos mais luz para trabalhar no que toca à caracterização dos seus planetas.

Estrelas com muitos exoplanetas são particularmente interessantes para os astrónomos, porque abrem novos caminhos para o estudo dos sistemas solares. "Com sistemas multiplanetários, como que ganhamos a lotaria," diz Daylan. "Os planetas têm origem a partir do mesmo disco de material em torno da mesma estrela, mas acabam por ser planetas diferentes com atmosferas diferentes e climas diferentes devido às suas órbitas diferentes. Assim sendo, gostaríamos de entender os processos fundamentais de formação e evolução planetária usando este sistema, que atua como uma experiência controlada."

// MIT (comunicado de imprensa)
// NASA (comunicado de imprensa)
// Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian (comunicado de imprensa)
// Universidade de Harvard (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astronomical Journal)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Artigo científico #2 (Astronomy & Astrophysics)
// Artigo científico #2 (arXiv.org)

 


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TOI-1233 (HD 108236):
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HD108236 b (NASA)
HD108236 b (Exoplanet.eu)
HD108236 c (NASA)
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HD108236 d (Exoplanet.eu)
HD108236 e (Exoplanet.eu)
HD108236 f (NASA)
HD108236 f (Exoplanet.eu)
Open Exoplanet Catalogue

Exoplanetas:
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Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
NASA
NASA/Goddard
Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)
MAST (Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais)
Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

Cheops:
ESA
ESA - 2

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
STScI (website para o público)
ESA
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Astrónomos estimam que o maior mar de Titã tem 300 metros de profundidade

Bem abaixo do véu atmosférico gasoso da maior lua de Saturno, Titã, está Kraken Mare, um mar de metano líquido. Astrónomos de Cornell estimaram que o mar tem pelo menos 300 metros de profundidade perto do seu centro - espaço suficiente para um potencial submarino robótico explorar.

Depois de examinar os dados de um dos voos finais da missão Cassini por Titã, os investigadores publicaram os seus achados num artigo da edição de 4 de dezembro de 2020 da revista Journal of Geophysical Research.

"A profundidade e a composição de cada um dos mares de Titã já foram medidas, exceto as do maior mar de Titã, Kraken Mare - que não só tem um grande nome, como também contém cerca de 80% do líquido à superfície da lua," disse o autor principal Valeiro Poggiali, investigador associado do CCAPS (Cornell Center for Astrophysics and Planetary Science).

 
Impressão de artista de Kraken Mare, o maior mar de metano líquido da lua de Saturno, Titã.
Crédito: NASA/Centro de Pesquisa John Glenn
 

A cerca de 1,6 mil milhões de quilómetros da Terra, a frígida lua Titã está envolta numa névoa dourada de azoto gasoso. Mas, espiando por entre as nuvens, a paisagem lunar tem uma aparência semelhante à da Terra, com rios, lagos e mares de metano líquido.

De facto, os dados desta descoberta foram recolhidos pelo "flyby" T104 da Cassini por Titã no dia 21 de agosto de 2014. O radar da espaçonave analisou Ligeia Mare - um mar mais pequeno na região polar norte da lua - à procura do misterioso desaparecimento e reaparecimento da "Ilha Mágica", uma descoberta anterior de Cornell.

Enquanto a Cassini viajava a 21.000 km/h quase a 1000 acima da superfície de Titã, a sonda usava o seu altímetro de radar para medir a profundidade do líquido em Kraken Mare e em Moray Sinus, um estuário localizado na extremidade norte do mar. Os cientistas de Cornell, juntamente com engenheiros do JPL da NASA, descobriram como discernir a batimetria (profundidade) do lago e do mar observando as diferenças de tempo de retorno do radar na superfície do líquido e no fundo do mar, bem como a composição do mar, reconhecendo a quantidade de energia de radar absorvida durante o trânsito pelo líquido.

Ora parece que Moray Sinus tem cerca de 85 metros de profundidade, mais raso do que as profundidades do centro de Kraken Mare, que era demasiado profundo para o radar medir. Surpreendentemente, a composição do líquido, principalmente uma mistura de etano e metano, era dominada pelo metano e semelhante à composição do vizinho Ligeia Mare, o segundo maior mar de Titã.

Cientistas anteriores especularam que Kraken pode ser mais rico em etano, tanto por causa do seu tamanho quanto por causa da sua extensão para as latitudes mais baixas da lua. A observação de que a composição do líquido não é muito diferente da dos outros mares do norte é uma descoberta importante que ajudará na avaliação de modelos do sistema hidrológico de Titã, semelhante ao da Terra.

Além de profundo, Kraken Mare é também imenso - quase do tamanho de todos os cinco Grandes Lagos da América do Norte juntos.

Titã representa um ambiente modelo de uma possível atmosfera da Terra primitiva, disse Poggiali.

"Neste contexto," disse, "é importante entender a profundidade e a composição de Kraken Mare e Moray Sinus porque permite uma avaliação mais precisa da hidrologia do metano de Titã. Ainda assim, temos que resolver muitos mistérios."

Um desses puzzles é a origem do metano líquido. A luz solar que Titã recebe - cerca de 100 vezes menos intensa do que na Terra - converte constantemente o metano da atmosfera em etano; em períodos de aproximadamente 10 milhões de anos, este processo esgotaria completamente o "stock" da superfície de Titã, salientou Poggiali.

No futuro distante, um submarino - provavelmente sem motor mecânico - visitará e navegará por Kraken Mare.

"Graças às nossas medições," disse, "os cientistas podem agora inferir a densidade do líquido com maior precisão e, consequentemente, calibrar com mais eficácia o sonar a bordo do submarino e compreender os fluxos direcionais do mar."

// Universidade de Cornell (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Journal of Geophysical Research)

 


Saiba mais

CCVAlg - Astronomia:
24/06/2014 - Misteriosa "ilha mágica" aparece em lua de Saturno

Titã:
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Lagos de Titã (Wikipedia)
Kraken Mare (Wikipedia)
Ligeia Mare (Wikipedia)

Saturno:
Solarviews
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Cassini:
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  Espessa litosfera lança dúvidas sobre as placas tectónicas no passado geologicamente recente de Vénus (via Universidade Brown)
A determinado ponto, entre 300 milhões e mil milhões de anos, um grande objeto cósmico colidiu com o planeta Vénus, deixando uma cratera com mais de 270 quilómetros de diâmetro. Uma equipa de investigadores da Universidade Brown usou essa antiga cicatriz de impacto para explorar a possibilidade de que Vénus já teve placas tectónicas semelhantes às da Terra. Ler fonte
 
   
Álbum de fotografias - NGC 1316 Central: Depois da Colisão Galáctica
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESAHubble; Processamento e Direitos de Autor: Daniel Nobre
 
Como é que esta galáxia de aspeto estranho se formou? Os astrónomos viram detetives quando tentam descobrir a causa das confusões invulgares de estrelas, gás e poeira como NGC 1316. Uma inspeção indica que NGC 1316 é uma enorme galáxia elíptica que de alguma forma inclui faixas de poeira escura geralmente encontradas numa galáxia espiral. No entanto, imagens nítidas obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble mostram detalhes que ajudam a reconstruir a história deste emaranhado gigantesco. Imagens profundas e amplas mostram enormes conchas colisionais, enquanto imagens centrais profundas revelam menos enxames globulares na direção do interior de NGC 1316. Estes efeitos são esperados em galáxias que sofreram colisões ou se fundiram com outras galáxias nos últimos milhares de milhões de anos. Os nós escuros e as correntes de poeira, proeminentes na imagem em destaque, indicam que uma ou mais das galáxias devoradas eram galáxias espirais. NGC 1316 estende-se por cerca de 50.000 anos-luz e fica a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação da Fornalha.
 
   
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