O planeta mais próximo do Sol é o tema desta semana, pois estamos na melhor altura do ano para o encontrar no céu ao pôr do sol.
Realizadas mensalmente, estas sessões tentam focar num tema de relevância à data da atividade, devido a algum acontecimento astronómico ou oportunidade de observação, ou alguma notícia recente de astronomia que motive a atividade. A observação noturna está obviamente sempre dependente do hemisfério celeste observável, bem como das condições meteorológicas ou ambientais disponíveis.
Lotação máxima de 5 pessoas Preço: 4€ Adultos / 2€ Jovens / grátis membros do AstroClube
Data: 13 de maio de 2021 Hora: 21:00 horas
INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA - seguir este link Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
Efemérides
Dia 27/04: 117.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1999, passagem do asteroide 1989 ML pela Terra (0,2520 UA).
Em 2002, última telemetria bem sucedida da Pioneer 10.
Em 2013, o satélite Fermi avistou uma erupção de alta-energia na direção da constelação de Leão, com uma energia de pelo menos 94 GeV, cerca de 35 mil milhões de vezes a energia da luz visível, cerca de 3 vezes superior ao recorde anterior. Observações: Lua Cheia, pelas 03:32.
Esta noite M35 está a um-terço de um grau para baixo e para a esquerda de Marte. A luz da Lua Cheia dificulta a observação do objeto de céu profundo.
Dia 28/04: 118.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1900, nascia Jan Oort, astrónomo holandês pioneiro no campo da radioastronomia, que quantificou as características da rotação da Via Láctea e propôs um vasto reservatório de cometas em redor do Sol que se estende até quase metade da distância às estrelas mais próximas.
A nuvem de Oort tem o seu nome.
Em 1903, M. Wolf descobre o asteroide Iolanda (509).
Em 1906, nascia Bart Bok, astrónomo americano, natural da Holanda, conhecido pelo seu trabalho na estrutura e evolução da Via Láctea e pela descoberta dos glóbulos de Bok.
Em 1913, G. Neujmin descobre o asteroide Faïna (751). J. Palisa descobre o asteroide Oskar (750).
Em 1916, M. Wolf descobre o asteroide Henrika (826).
Em 1924, J. Hartmann descobre o asteroide La Plata (1029).
Em 1928, nascia Eugene Shoemaker, geólogo americano e um dos fundadores da ciência planetária. É famoso pela sua descoberta do Cometa Shoemaker-Levy 9, juntamente com a sua esposa Carolyn Shoemaker e David Levy.
Em 1932, C. Jackson descobre o asteroide Zambesia (1242).
Em 2001, o milionário Dennis Tito torna-se no primeiro turista espacial. Observações: Agora que temos uma janela de meia-hora entre o anoitecer e o nascer da Lua (dependendo da latitude), podemos observar M35 em todo o seu esplendor, livre do luar. Está agora 1º para baixo de Marte.
Por volta da meia-noite a Lua encontra-se a sudeste. A alaranjada Antares está a 4º ou 5º para baixo.
Dia 29/04: 119.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1715, John Flamsteed observa Úrano pela sexta vez.
Em 1861, R. Luther descobre o asteroide Leto (68).
Em 1872, nascia Forest Ray Moulton, astrónomo americano que, juntamente com Thomas Chamberlin, formulou a hipótese planetesimal Chamberlin-Moulton, que dizia que os planetas coalesceram a partir de corpos mais pequenos que chamaram planetesimais. A sua hipótese necessitava da passagem de uma outra estrela para despoletar esta condensação, um conceito que já caiu em desuso. Moulton também propôs que alguns dos satélites de Júpiter eram planetesimais capturados. Esta teoria foi bem aceite pelos astrónomos, bem como o termo planetesimal.
Em 1902, M. Wolf descobre o asteroide Pittsburghia (484).
Em 1921, B. Jekhovsky descobre o asteroide Painleva (953).
Em 1930, C. Jackson descobre o asteroide Libya (1268).
Em 1985, lançamento da missão STS-51-B, do vaivém espacial Challenger.
Em 1998 são realizadas as primeiras cirurgias bem-sucedidas no espaço, usando como pacientes ratinhos com três semanas a bordo do vaivém espacial Columbia, na missão STS-90. Observações: Antares está para baixo e para a esquerda da Lua, a sul-sudoeste, antes do amanhecer. O que é que consegue ver da constelação de Escorpião, apesar do brilho do nosso satélite natural?
Curiosidades
Algumas curiosidades sobre o Telescópio Espacial Hubble:
Lançado no dia 24 de abril de 1990, o Hubble já fez mais de 1,5 milhões de observações de aproximadamente 48.000 objetos celestes;
Durante os seus 31 anos de vida, o telescópio realizou mais de 181.000 órbitas em torno do nosso planeta;
As observações do Hubble produziram mais de 169 terabytes de dados, disponíveis para gerações presentes e futuras de investigadores;
Os astrónomos usaram os dados do Hubble para publicar mais de 18.000 artigo científicos, mais de 900 desses publicados em 2020.
Erupção recorde de estrela próxima registada pela primeira vez em vários comprimentos de onda
Usando o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), astrónomos identificaram uma erupção da estrela vizinha mais próxima da Terra, Proxima Centauri, que é 100 vezes mais poderosa do que qualquer outra erupção semelhante vista no Sol. A erupção, que é a maior já registada da estrela, revelou o funcionamento interno de tais eventos aos astrónomos e pode ajudar a moldar a procura por vida para lá do Sistema Solar.
As erupções estelares ocorrem quando a libertação de energia magnética em manchas estelares explode num intenso surto de radiação eletromagnética que pode ser observado em todo o espectro eletromagnético, desde o rádio até aos raios-gama. Esta é a primeira vez que uma única erupção estelar, além das que ocorrem no Sol, foi observada com uma cobertura tão completa de comprimentos de onda. O estudo foi precipitado pela descoberta fortuita de uma erupção de Proxima Centauri em dados de arquivo do ALMA de 2018.
Impressão de artista da violenta erupção estelar de Proxima Centauri descoberta por cientistas em 2019 usando nove telescópios em todo o espectro eletromagnético, incluindo o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array). Estes eventos poderosos são frequentes em Proxima Centauri, impactando as estrelas do planeta quase diariamente.
Crédito: NRAO/S. Dagnello
"Nunca tínhamos visto uma anã M entrar em erupção em comprimentos de onda milimétricos antes de 2018, de modo que não se sabia se havia emissão correspondente noutros comprimentos de onda," disse Meredith MacGregor, professora assistente do CASA (Center for Astrophysics and Space Astronomy) e do Departamento de Ciências Planetárias e Astrofísicas da Universidade do Colorado, em Boulder, autora principal do estudo.
Para melhor entender as erupções em Proxima Centauri - uma estrela anã vermelha localizada a cerca de quatro anos-luz da Terra - uma equipa de astrónomos observou a estrela durante um total de 40 horas ao longo de vários meses em 2019 usando nove telescópios no solo e no espaço.
Em maio de 2019, Proxima Centauri ejetou uma violenta erupção que durou apenas sete segundos, mas gerou um surto tanto no ultravioleta como em comprimentos de onda milimétricos. A erupção foi caracterizada por um pico forte e impulsivo nunca antes visto nestes comprimentos de onda. O evento foi registado por cinco dos nove telescópios envolvidos no estudo, incluindo o Telescópio Espacial Hubble no ultravioleta e o ALMA em comprimentos de onda milimétricos.
"A estrela passou de normal para 14.000 vezes mais brilhante quando vista em comprimentos de onda ultravioleta ao longo de alguns segundos," disse MacGregor, acrescentando que um comportamento semelhante foi observado em comprimentos de onda milimétricos ao mesmo tempo pelo ALMA.
"No passado, não sabíamos que estrelas podiam libertar erupções na faixa milimétrica, de modo que esta é a primeira vez que procuramos por erupções nesta gama de comprimentos de onda," disse MacGregor, acrescentando que as novas observações podem ajudar os investigadores a reunir mais informações sobre como as estrelas produzem erupções, que podem ter um impacto na vida próxima.
Impressão de artista de uma violenta erupção na nossa estrela vizinha, Proxima Centauri. A erupção é a mais poderosa já registada da estrela, e está a dar aos cientistas novas informações sobre a procura de vida em planetas situados em sistemas de anãs M, muitos dos quais têm estrelas invulgarmente vivazes.
Crédito: NRAO/S. Dagnello
As erupções poderosas do nosso Sol são invulgares, ocorrendo apenas algumas vezes num ciclo solar. De acordo com MacGregor, este não é o caso em Proxima Centauri. "Os planetas de Proxima Centauri estão a ser atingidos por algo deste género não apenas uma vez por século, mas pelo menos uma vez por dia, senão várias vezes por dia," realça MacGregor.
A estrela é proeminente em discussões sobre a perspetiva de vida em torno de estrelas anãs vermelhas devido à sua proximidade com a Terra e por ser hospedeira de Proxima Centauri b, um planeta que reside na zona habitável da estrela.
"Se houvesse vida no planeta mais próximo de Proxima Centauri, teria que ser muito diferente de qualquer forma de vida na Terra," salientou MacGregor. "Um ser humano neste planeta passaria por mais bocados."
As observações futuras vão concentrar-se em desvendar os muitos segredos por trás das explosões de Proxima Centauri na esperança de descobrir os mecanismos internos que provocam estas poderosas explosões.
"Queremos ver que surpresas esta estrela nos reserva a fim de nos ajudar e compreender a física das erupções estelares," disse MacGregor.
Hubble celebra 31 anos com estrela gigante à beira da destruição
Em celebração ao 31.º aniversário do lançamento do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, os astrónomos apontaram o observatório para uma das estrelas mais brilhantes já vistas na nossa Galáxia a fim de capturar a sua beleza.
A estrela gigante apresentada nesta última imagem de aniversário do Telescópio Espacial Hubble está a travar um jogo da corda entre a gravidade e a radiação para evitar a autodestruição. A estrela, de nome AG Carinae, é cercada por uma camada em expansão de gás e poeira - uma nebulosa - que é moldada pelos poderosos ventos da estrela. A nebulosa tem cerca de cinco anos-luz de diâmetro, pouco mais do que a distância até à estrela Alpha Centauri.
Em celebração ao 31.º aniversário do lançamento do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, os astrónomos apontaram o famoso observatório para uma das estrelas mais "célebres" já vistas na nossa Galáxia, rodeada por um halo brilhante de gás e poeira.
Crédito: NASA, ESA, STScI
A enorme estrutura foi criada a partir de uma ou mais erupções gigantes há vários milhares de anos. As camadas externas da estrela foram lançadas para o espaço, o material expelido totalizando cerca de 10 vezes a massa do nosso Sol. Estes surtos são típicos na vida de uma classe estelar rara chamada LBV (Luminous Blue Variable, em português Variável Azul Luminosa), uma breve e instável fase na curta vida de uma estrela ultrabrilhante e glamorosa que vive rápido e morre jovem. Estas estrelas estão entre as mais massivas e brilhantes conhecidas. Vivem apenas alguns milhões de anos, em comparação com a vida de aproximadamente 10 mil milhões de anos do nosso próprio Sol. AG Carinae tem alguns milhões de anos e reside a 20.000 anos-luz de distância. A vida útil esperada da estrela é entre 5 e 6 milhões de anos.
As LBVs têm dupla personalidade. Parecem passar anos numa espécie de leve repouso e depois irrompem em surtos petulantes, durante os quais a sua luminosidade aumenta - às vezes várias ordens de magnitude. Estas gigantes são estrelas extremas, muito diferentes de estrelas normais como o nosso Sol. Na verdade, estima-se que AG Carinae tenha até 70 vezes mais massa do que o nosso Sol e que tenha um brilho equivalente a 1 milhão de sóis.
As grandes explosões, como a que produziu a nebulosa apresentada na imagem, ocorrem algumas vezes durante a vida de uma LBV. Uma estrela LBV apenas lança material quando está em perigo de autodestruição. Por causa das suas formas massivas e temperaturas superquentes, as estrelas variáveis azuis luminosas como AG Carinae estão numa batalha constante para manter a estabilidade. É uma contenda entre a pressão da radiação de dentro da estrela que empurra para fora e a gravidade que pressiona para dentro. Esta competição de braço de ferro resulta na expansão e contração da estrela. A pressão externa ocasionalmente vence a batalha, e a estrela expande-se a um tamanho tão grande que "sopra" as suas camadas exteriores, como um vulcão em erupção. Mas este surto só acontece quando a estrela está prestes a desintegrar-se. Depois da estrela ejetar o material, contrai ao seu tamanho normal (grande), assenta e torna-se estável novamente.
As estrelas LBV são raras: conhecem-se menos de 50 entre o nosso Grupo Local de galáxias vizinhas. Estas estrelas passam dezenas de milhares de anos nesta fase, um piscar de olhos no tempo cósmico. Espera-se que algumas terminem as suas vidas em titânicas explosões de supernova, que enriquecem o Universo com os elementos mais pesados para lá do ferro.
Tal como muitas outras LBVs, AG Carinae permanece instável. Já passou por várias erupções mais pequenas que não foram tão poderosas quanto aquela que criou a presente nebulosa. Embora AG Carinae esteja agora semiquiescente, a sua radiação escaldante e o seu poderoso vento estelar (fluxo de partículas carregadas) têm moldado a nebulosa antiga, esculpindo estruturas intricadas enquanto o gás em fuga colide com a nebulosa externa mais lenta. O vento está a viajar a até 1 milhão de quilómetros por hora, cerca de 10 vezes mais depressa do que a nebulosa em expansão. Com o tempo, o vento quente alcança o material expelido mais frio, penetra-o e empurra-o para longe da estrela. Este efeito "limpa-neves" limpou uma cavidade em torno da estrela.
O material avermelhado é o gás hidrogénio misturado com o gás azoto. O material vermelho difuso no canto superior esquerdo aponta onde o vento quebrou uma região ténue de material e o varreu para o espaço. As características mais proeminentes, destacadas a azul, são estruturas filamentares em forma de girinos e bolhas assimétricas. Estas estruturas são aglomerados de poeira iluminados pela luz da estrela. As características em forma de girino, mais proeminentes à esquerda e na parte inferior, são aglomerados mais densos de poeira que foram esculpidos pelo vento estelar. A visão nítida do Hubble revela estas estruturas de aparência delicada em grande detalhe.
A imagem foi obtida no visível e no ultravioleta. O Hubble é ideal para observações no ultravioleta porque esta gama de comprimentos de onda só pode ser vista do espaço.
Porque é que esta formiga não é uma grande esfera? A nebulosa planetária Mz3 está sendo atirada fora por uma estrela parecida com o nosso Sol que é, com certeza, redonda. Então porque é que o gás expelido cria uma nebulosa com a forma de formiga e não distintamente redonda? As pistas incluem a alta velocidade do gás expelido, cerca de 1000 km/s, o comprimento da estrutura, aproximadamente um ano-luz, e o magnetismo da estrela visível acima no centro da nebulosa. Uma possível resposta é que Mz3 esconde uma segunda estrela, mais ténue, que orbita muito perto da estrela mais brilhante. Uma outra hipótese afirma que a própria rotação e o campo magnético da estrela central estão a canalizar o gás. Uma vez que a estrela central parece ser muito parecida com o nosso Sol, os astrónomos esperam que a melhor compreensão da história desta gigante formiga espacial possa fornecer mais informações sobre o futuro provável do nosso Sol e da Terra.
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231 | Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt
Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.
Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.