Dia 19/11: 323.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1711, nascia Mikhail Lomonosov, cientista russo, conhecido por ser a primeira pessoa a teorizar a existência de uma atmosfera em Vénus.
Em 1881, um meteorito aterra perto da vila de Grossliebenthal, no sudoeste de Odessa, Ucrânia.
Em 1969, a Apollo 12 faz a segunda aterragem humana na Lua. Os astronautas Pete Conrad e Alan Bean pisam solo lunar no Oceano das Tempestades.
Em 1999, a China lança a missão Shenzhou 1, não tripulada, para órbita.
Torna-se assim na terceira nação da História a lançar um veículo capaz de transportar uma pessoa até ao espaço, depois da antiga União Soviética e dos Estados Unidos. Observações: Lua Cheia, pelas 10:09.
Esta noite a Lua brilha
quase exatamente a meio do caminho entre as Plêiades para cima e Aldebarã para baixo, dependendo da localização do observador. Utilizando uma régua ou um lápis em frente do céu, consegue determinar a hora precisa a que a Lua está exatamente na linha que separa os dois astros?
Dia 20/11: 324.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1889 nasce Edwin Hubble, astrónomo americano.
Foi o primeiro a identificar cefeidas em M31, provando a natureza extragaláctica das nebulosas espirais (galáxias). Apoiando-se sobre o trabalho de Carl Wirtz, e com os desvios de Slipher, Hubble estabelece a relação distância-velocidade das galáxias (Lei de Hubble) que demonstra a expansão do Universo.
Em 1984, é fundado o Instituto SETI.
Em 1998, é lançado o primeiro módulo da Estação Espacial Internacional (ISS), o Zarya. Observações: Vénus e Júpiter, os dois objetos celestes mais brilhantes depois do Sol e da Lua, brilham durante e após o anoitecer um pouco menos distantes entre si a cada semana. Vénus está baixo a sudoeste; Júpiter encontra-se alto a sul. Saturno encontra-se entre os dois astros (mas mais perto de Júpiter).
Esta "linha de três" vai encurtar durante o próximo mês.
Dia 21/11: 325.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1905, é publicado o artigo de Einstein que revela a relação entre a energia e a massa. Isto leva à fórmula da equivalência massa-energia, E=mc^2.
Em 1998, estudantes do Liceu Northfield Mount Hermon descobrem Kuiper 72. Observações: Por volta das 21 horas, o Grande Quadrado de Pégaso encontra-se nivelado, bem alto a sul. O seu lado direito (oeste) aponta bem para baixo até Fomalhaut. O seu lado este aponta menos diretamente Beta Ceti, e também um pouco menos para baixo.
Agora desça ainda mais: se tiver um horizonte desimpedido - e se não estiver muito para norte da latitude 40º - imagine um triângulo equilátero com Fomalhaut e Beta Ceti como os dois vértices de cima. Perto de onde o terceiro vértice estaria (um pouco para a direita desse ponto) está Alpha Phoenicis, ou Ankaa, na constelação de Fénix. A sua magnitude é 2,4, não muito brilhante mas o astro mais brilhante dessa área. Tem um tom amarelo-alaranjado; binóculos ajudam. Já alguma vez tinha visto a constelação da Fénix?
Dia 22/11: 326.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1973 nasce Chad Trujillo, codescobridor do planeta anão Éris. Observações: A "frigideira" da Ursa Menor desce durante esta altura do ano, para a esquerda ou para baixo da Polar. Por volta das 23 horas encontra-se mesmo por baixo da Estrela Polar.
Curiosidades
A NASA estendeu novamente a missão do Telescópio Espacial Hubble, até 30 de junho de 2026.
Objeto astronómico encontrado por amador identificado como nova galáxia anã
Astrofísicos da Universidade de Surrey e do Instituto de Astrofísica da Andaluzia identificaram uma mancha no céu descoberta por um astrónomo amador como uma nova galáxia anã pioneira chamada Peixes VII/Tri III.
No plano de fundo, M33 e a nova galáxia detetada, Peixes VII (em detalhe na inserção).
Crédito: Giuseppe Donatiello
O entusiasta Giuseppe Donatiello avistou a galáxia enquanto examinava dados publicamente disponíveis e a sua descoberta foi investigada por astrofísicos profissionais, liderados pelo Dr. David Martinez-Delgado do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, que usou imagens mais profundas obtidas pelo TNG (Telescopio Nazionale Galileo). Ao processar os dados e realizar calibração fotométrica, confirmaram que a descoberta é uma nova galáxia anã, mas precisam de mais imagens de telescópios ainda mais poderosos para confirmar a sua localização precisa e importância.
A sua análise identificou Peixes VII/Tri III como uma de duas coisas, qualquer uma das quais a tornaria uma importante descoberta astrofísica. Os cálculos da equipa mostram que é uma galáxia anã isolada ou um satélite da galáxia do Triângulo (M33). Se estiver isolada, pensa-se que seja a galáxia de campo mais ténue já detetada. Se for satélite de M33, pode tranquilizar os especialistas de que as suas teorias sobre como as galáxias são formadas estão corretas.
Emily Charles, estudante de doutoramento na Universidade de Surrey que trabalhou no projeto, disse:
"O conhecimento teórico sobre a formação galáctica significa que esperaríamos ver muito mais galáxias pequenas em órbita da galáxia do Triângulo, M33. No entanto, até agora só tem uma galáxia satélite conhecida. Se esta galáxia recentemente identificada pertencer a M33, pode significar que há muitas mais que não foram ainda descobertas, pois são demasiado fracas para aparecer em levantamentos anteriores do sistema. M33 atualmente desafia as suposições dos astrofísicos, mas esta nova descoberta começa a assegurar-nos que as nossas teorias estão corretas."
Para confirmar se Peixes VII/Tri III é isolada ou satélite de M33, a equipa precisa de medir com precisão a distância até à galáxia e de ver como se move em comparação com M33. Ambos os passos requerem imagens adicionais usando outros telescópios.
Noushin Karim, outro aluno de doutoramento na Universidade de Surrey que ajudou a identificar Peixes VII/Tri III, disse:
"As imagens profundas pelo Hubble vão permitir-nos chegar a estrelas mais fracas que agem como estimadoras mais robustas de distâncias, pois têm um brilho padrão. Para confirmar o movimento da nova galáxia, precisamos de imagens de um telescópio com 8m ou 10m, como o Keck ou o Gemini."
O artigo científico que explica o seu trabalho e como chegaram às suas conclusões foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Em seguida, a equipa vai solicitar acesso a outros telescópios a fim de confirmar as suas análises.
De onde vem o ouro? Novas informações sobre a síntese de elementos no Universo
Como é que os elementos químicos são produzidos no nosso Universo? De onde vêm os elementos pesados como ouro e urânio? Usando simulações de computador, uma equipa de investigação da Associação Helmholtz dos Centros de Investigação da Alemanha, em Darmstadt, juntamente com colegas da Bélgica e do Japão, mostra que a síntese de elementos pesados é típica para certos buracos negros com discos de acreção. A abundância prevista dos elementos formados fornece uma visão sobre quais os elementos pesados que precisam de ser estudados em laboratórios futuros - como o FAIR (Facility for Antiproton and Ion Research), atualmente em construção - e assim desvendar a origem dos elementos pesados. Os resultados foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
Impressão de artista de um disco de acreção quente e denso em torno de um buraco negro, que pode ser um local de produção prolífica de elementos pesados.
O material rico em neutrões é ejetado do disco, permitindo a processo de captura rápida de neutrões (processo r). A região da luz azul, em particular, ejeta velozmente matéria, com nome de "jato", e tipicamente é paralelo ao eixo de rotação do disco.
Crédito: NRAO
Todos os elementos pesados do planeta Terra foram formados sob condições extremas em ambientes astrofísicos: no interior das estrelas, em explosões estelares e durante a colisão de estrelas de neutrões. Os cientistas estão intrigados com a questão de quais destes eventos astrofísicos têm as condições apropriadas para a formação dos elementos mais pesados, como o ouro ou o urânio. A primeira espetacular observação de ondas gravitacionais e radiação eletromagnética originária de uma fusão de estrelas de neutrões, em 2017, sugeriu que muitos elementos pesados podem ser produzidos e libertados nestas colisões cósmicas. No entanto, as questões de quando e porque é que o material é ejetado, e se podem existir outros cenários em que elementos pesados são produzidos, permanecem em aberto.
Os buracos negros com discos de acreção em órbita, densos e quentes, são candidatos promissores para a produção de elementos pesados. Tal sistema é formado tanto após a fusão de duas estrelas de neutrões massivas quanto durante o chamado colapsar, o colapso e subsequente explosão de uma estrela em rotação. A composição interna de tais discos de acreção ainda não é bem compreendida, particularmente no que diz respeito às condições sob as quais se forma um excesso de neutrões. Um número elevado de neutrões é um requisito básico para a síntese de elementos pesados, pois permite o processo de captura rápida de neutrões, também denominado "processo r". Os neutrinos, quase sem massa, desempenham um papel fundamental neste processo, pois permitem a conversão entre protões e neutrões.
Recorte da simulação de um disco de acreção do estudo do Dr. Just e colegas.
O buraco negro no centro é rodeado por matéria em forma de toro com várias centenas de quilómetros. O eixo de rotação do disco é dado pelo eixo z, que corre em R = 0 através do buraco negro ao longo da direção vertical. As setas ilustram a distribuição de velocidade da matéria. O sombreamento da cor mostra a densidade (canto superior esquerdo), a fração de protões Ye (canto inferior esquerdo) e as escalas características de tempo da emissão de neutrinos (canto superior direito) e da absorção de neutrinos (canto inferior direito). Os valores de Ye menores que 0,5 indicam uma alta fração de neutrões disponíveis para o processo r.
Crédito: O. Just et al.
"No nosso estudo, investigámos sistematicamente pela primeira vez as taxas de conversão de neutrões e protões para um grande número de configurações de disco por meio de elaboradas simulações de computador e descobrimos que os discos são muito ricos em neutrões, desde que estejam presentes certas condições," explica o Dr. Oliver Just do grupo de Astrofísica Relativista pertencente à divisão de investigação teórica da Associação Helmholtz dos Centros de Investigação da Alemanha. "O fator decisivo é a massa total do disco. Quanto mais massivo o disco, mais frequentemente os neutrões são formados a partir de protões por meio da captura de eletrões sob emissão de neutrinos, e estão disponíveis para a síntese de elementos pesados através do processo r. No entanto, se a massa do disco for muito alta, a reação inversa desempenha um papel maior, de modo que mais neutrinos são recapturados pelos neutrões antes de saírem do disco. Estes neutrões são então convertidos de volta para protões, o que atrapalha o processo r." Como mostra o estudo, a massa ótima do disco, para a produção prolífica de elementos pesados, é de cerca de 0,01 a 0,1 massas solares. O resultado fornece fortes evidências de que as fusões de estrelas de neutrões, que produzem discos de acreção com estas massas, podem ser o ponto de origem para uma grande fração dos elementos pesados. No entanto, ainda não está claro se e com que frequência tais discos de acreção ocorrem em sistemas colapsares.
Além dos possíveis processos de ejeção de massa, o grupo de investigação liderado pelo Dr. Andreas Bauswein também está a investigar os sinais de luz produzidos pela matéria ejetada, que serão usados para inferir a massa e a composição da matéria ejetada em futuras observações da colisão de estrelas de neutrões. Um bloco de construção importante para a leitura correta destes sinais de luz é o conhecimento preciso das massas e de outras propriedades dos elementos recém-formados. "Estes dados são atualmente insuficientes. Mas com a próxima geração de aceleradores, como o FAIR, será possível medi-los com uma precisão sem precedentes. A interação bem coordenada de modelos teóricos, experiências e observações astronómicas permitirá com que nós, investigadores, nos próximos anos, testemos fusões de estrelas de neutrões como a origem dos elementos do processo r," prevê Bauswein.
Mundos "aqui ao lado": à procura de planetas habitáveis em torno de Alpha Centauri
Em colaboração com a Breakthrough Initiative, a Saber Astronautics e o JPL da NASA, o professor Peter Tuthill da Universidade de Sydney está a liderar o projeto TOLIMAN, para descobrir se as estrelas mais próximas têm planetas que podem suportar vida.
Uma missão para descobrir novos planetas potencialmente capazes de sustentar vida em torno da vizinha mais próxima da Terra, Alpha Centauri, foi anunciada na passada quarta-feira.
O projeto proposto é um telescópio que vai procurar planetas na zona habitável em torno do sistema estelar a apenas quatro anos-luz de distância, onde as temperaturas podem permitir a existência de água líquida à superfície de planetas rochosos.
Vista simulada do binário de Alpha Centauri através de uma pupila difrativa proposta para o telescópio TOLIMAN.
Crédito: Peter Tuthill
Os trabalhos começaram em abril deste ano. Cientistas da Universidade de Sydney, em parceria com a Breakthrough Initiatives na Califórnia, com a Saber Astronautics na Austrália e com o JPL da NASA, deram ao projeto o nome TOLIMAN, que é também o nome árabe da antiguidade para Alpha Centauri.
"As nossas vizinhas estelares mais próximas - os sistemas Alpha Centauri e Proxima Centauri - estão a revelar-se extraordinariamente interessantes," disse o Dr. Peter Worden, diretor executivo da Breakthrough Initiatives. "A missão TOLIMAN será um grande passo para descobrir se existem aí planetas capazes de suportar vida."
O líder do projeto, o professor Peter Tuthill do Instituto para Astronomia da Universidade de Sydney, está entusiasmado com esta nova janela para o Universo.
"Os astrónomos têm acesso a tecnologias incríveis que nos permitem encontrar milhares de planetas em órbita de outras estrelas da Galáxia," disse. "No entanto, não sabemos quase nada sobre o nosso próprio 'quintal celeste'.
"É um problema moderno; somos como habitantes urbanos com ligações sociais globais, mas não conhecemos ninguém que vive no nosso próprio quarteirão."
Esta fraqueza no nosso conhecimento local tem consequências importantes, salientou.
"Conhecer os nossos vizinhos planetários é extremamente importante," disse o professor Tuthill. "Estes planetas vizinhos são aqueles onde temos as melhores perspetivas de encontrar e analisar atmosferas, química superficial e possivelmente até mesmo as impressões digitais de uma biosfera - os sinais tentadores de vida."
A nossa vizinha mais imediata, Alpha Centauri, é uma estrela tripla com duas estrelas muito parecidas com o nosso Sol. Uma ou ambas podem hospedar planetas temperados, enquanto a terceira estrela - a anã vermelha Proxima Centauri, já se pensa albergar um planeta na zona habitável, descoberto em 2016.
O projeto recebeu apoio das Breakthrough Initiatives, um conjunto de programas científicos e tecnológicos direcionados para a busca por vida extraterrestre. Foram fundados pelo investidor em ciência e tecnologia e filantropo Yuri Milner.
Pete Klupar, engenheiro-chefe da Breakthrough Watch, disse: "Estes planetas próximos são onde a humanidade dará os seus primeiros passos no espaço interestelar usando sondas robóticas futurísticas de alta velocidade.
"Se considerarmos as dúzias de estrelas mais próximas, esperamos um punhado de planetas rochosos como a Terra orbitando à distância ideal para a existência de água líquida à superfície."
A australiana Saber Astronautics, que também opera nos EUA, vai fornecer suporte às operações de voo espacial da missão, incluindo comunicações e comandos via satélite, gestão de tráfego espacial e uma variedade de outros serviços de voo para download de dados do satélite.
"A Saber é uma parte crítica da missão," disse o professor Tuthill.
Design proposto do telescópio TOLIMAN.
Crédito: Breakthrough Initiatives
Medição de precisão
O Dr. Eduardo Bendek, membro da equipa e do JPL da NASA, disse: "Mesmo para as estrelas mais próximas e brilhantes do céu noturno, encontrar planetas é um grande desafio tecnológico.
"A nossa missão TOLIMAN lançará um telescópio espacial customizado que fará medições extremamente precisas da posição da estrela no céu. Se houver um planeta em órbita, este puxará a estrela, revelando uma pequena, mas mensurável, oscilação."
A maioria dos milhares de planetas conhecidos para lá do Sistema Solar, chamados exoplanetas, foram descobertos usando telescópios espaciais como as missões Kepler e TESS da NASA. A descoberta de exoplanetas "perto de casa" exigirá instrumentos mais afinados, e é aí que entra a missão TOLIMAN.
Klupar explica: "O sinal que procuramos requer um salto real na medição de precisão."
O professor Tuthill comenta: "Ninguém está a subestimar o desafio, mas o nosso design inovador incorpora novos truques. O nosso plano é uma missão ágil e de baixo custo que forneça resultados daqui a alguns anos."
TOLIMAN significa "Telescope for Orbit Locus Interferometric Monitoring of our Astronomical Neighbourhood", indicando a nova abordagem para exploração e descoberta de exoplanetas próximos.
Central para a missão é a implantação de um novo tipo de telescópio que usa uma lente de pupila difrativa. Este espelho espalha a luz das estrelas próximas num padrão complexo semelhante a uma flor que, paradoxalmente, torna mais fácil detetar perturbações nos movimentos estelares que são os sinais reveladores de planetas em órbita.
Porque é que a galáxia no plano da frente não cria um efeito de lente gravitacional na galáxia de fundo? Cria, mas dado que ambas as galáxias estão tão próximas, o deslocamento angular é muito menor do que os tamanhos angulares das próprias galáxias. A imagem de NGC 3314 em destaque, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, mostra duas grandes galáxias espirais que estão alinhadas por coincidência. A espiral de primeiro plano, NGC 3314a, aparece quase de frente com a sua forma de "catavento" definida por enxames estelares jovens e brilhantes. Porém, contra o brilho da galáxia de fundo NGC 3314b, correntes rodopiantes de poeira interestelar escura também podem ser vistas traçando a estrutura da espiral mais próxima. Ambas as galáxias estão situadas na orla do Enxame Galáctico de Hidra, a cerca de 200 milhões de anos-luz de distância. As distorções de lente gravitacional são muito mais fáceis de ver quando a galáxia que atua como lente é mais pequena e está mais distante. Aí, a galáxia de fundo pode até ser distorcida num anel em torno da mais próxima. "Flashes" velozes de lentes gravitacionais, devido a estrela na galáxia da frente, que ampliam momentaneamente a luz das estrelas da galáxia de fundo, podem um dia ser visíveis em futuras campanhas de observação com telescópios de alta resolução.
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