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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1933  
  16/09 a 19/09/2022  
     
 

Apresentação às Estrelas | Os tapa-estrelas!
Data: 13 de outubro de 2022
Hora: 20:30
O tema desta sessão leva-nos a explorar asteroides sem os ver!
Vamos entender como é possível "adivinhar" a forma de um corpo longínquo e minúsculo, da mesma maneira como se "adivinhar" a órbita dele!
Adulto: 4€
Jovem: 2€
Menores de 12 anos: gratuito.
Lotação máxima de 12 pessoas.
A observação astronómica depende de condições meteorológicas favoráveis.
Inscrições obrigatórias (info@ccvalg.pt)
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
     
 
Efemérides

Dia 16/09: 259.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1996, lançamento da missão STS-79 do vaivém Atlantis.

Observações: Estas noites, Arcturo brilha a oeste. Cerca de meia-hora depois do anoitecer, o mais brilhante planeta Júpiter brilha à mesma altura a este. Consegue determinar a hora do evento?
Praticamente a nascer àquela hora, Capella a norte-noroeste. Capella e Arcturo têm ambas magnitude 0.
Mais tarde na noite, Capella e Arcturo brilham à mesma altura. Novamente, a hora depende da latitude e da longitude do observador.
Quando isso acontecer, vire-se para sul-sudeste. Aí estará a estrela de primeira magnitude Fomalhaut, mais ou menos também à mesma altura no céu - exatamente à mesma altura se se encontrar na latitude 43º N. A sul dessa latitude, Fomalhaut aparecerá mais alta do que Capella e Arcturo. Para norte dessa latitude, estará mais baixa.
Neptuno em oposição, pelas 23:00. Tem magnitude 7,8 e está situado na direção da constelação de Aquário.

Dia 17/09: 260.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1789, William Herschel descobre a Lua de Saturno, Mimas.

Em 1976, era apresentado pela NASA o primeiro Space Shuttle (ou vaivém espacial), Enterprise.
Observações: Depois das 00:00, a Lua perfaz quase uma linha com Marte e Aldebarã para a sua direita. A Lua e Marte estão separados por cerca de 4º ou 5º. Esta é ainda a maior aproximação da Lua com um planeta brilhante visível em setembro nesta parte do mundo.
Lua em Quarto Minguante, pelas 22:52.

Dia 18/09: 261.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1959, a Vanguard 3 é lançada para órbita terrestre.
Em 1977, a Voyager 1 tira a primeira fotografia da Terra e da Lua juntas. 
Em 1980, a Soyuz 38 transporta 2 cosmonautas (1 cubano) para a estação espacial Salyut 6.
Em 2013, lançamento da Cygnus Orb-D1.

Observações: As estrelas assinalam que a estação está a mudar: chegámos àquela altura do ano quando, mesmo ao cair da noite, Cassiopeia está tão alta a nordeste quanto a Ursa Maior desceu a noroeste. Cassiopeia realça o céu norte ao início da noite durante a metade fria de outono e inverno do ano. A Ursa Maior toma esse lugar de destaque para as amenas e quentes noites de primavera e verão.
Quase no meio das duas constelações está a Estrela Polar.

Dia 19/09: 262.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1988, Israel lança o seu primeiro satélite, o Ofeq 1.

Observações: Arcturo, a "Estrela da Primavera", brilha um pouco mais baixa a oeste depois do cair da noite a cada semana à medida que o verão passa a outono (o equinócio de outono é na próxima sexta-feira). O estreito padrão em forma de "papagaio-de-papel" de Boieiro estende-se 24º para cima e para a direita de Arcturo.
Estes dias finais de verão encontram sempre o "Bule de Chá" de Sagitário a mover-se para oeste (de sul) durante a noite e a inclinar-se para a direita, como se a despejar o que resta do seu chá para esta estação.

 
 
   
SNR 0519-69.0: acertando o relógio de uma explosão estelar

Embora os astrónomos tenham visto os destroços de muitas estrelas que explodiram na Via Láctea e galáxias próximas, é muitas vezes difícil de determinar a linha temporal do desaparecimento da estrela. Ao estudar os espetaculares remanescentes de uma supernova numa galáxia vizinha usando telescópios da NASA, uma equipa de astrónomos encontrou pistas suficientes para ajudar a voltar atrás no tempo.

 
Composição de SNR 0519 em raios-X, pelo Chandra, e no ótico pelo Hubble. Veja as imagens de raios-X a energias baixas (0,4-0,7 keV), médias (0,7-0,8 keV) e altas (3-6 keV); e somente a imagem ótica.
Crédito: raios-X - NASA/CXC/GSFC/B. J. Williams et al.; ótico - NASA/ESA/STScI
 

O remanescente de supernova chamado SNR 0519-69.0 (SNR 0519 para abreviar) são os escombros da explosão de uma estrela anã branca. Depois de atingir uma massa crítica, quer puxando matéria de uma estrela companheira, quer fundindo-se com outra anã branca, a estrela sofreu uma explosão termonuclear e foi destruída. Os cientistas utilizam este tipo de supernova, chamado Tipo Ia, para uma vasta gama de estudos científicos, desde estudos de explosões termonucleares até à medição de distâncias a galáxias ao longo de milhares de milhões de anos-luz.

SNR 0519 está localizada na Grande Nuvem de Magalhães, uma pequena galáxia a 160.000 anos-luz da Terra. Esta composição mostra dados de raios-X do Observatório Chandra da NASA e dados óticos do Telescópio Espacial Hubble da NASA. Os raios-X de SNR 0519 com energias baixas, médias e altas são vistos a verde, azul e roxo respetivamente, com algumas destas cores sobrepostas para parecerem brancas. Os dados óticos mostram o perímetro do remanescente em vermelho e estrelas em torno do remanescente em branco.

Os astrónomos combinaram os dados do Chandra e do Hubble com dados do aposentado telescópio espacial Spitzer da NASA para determinar há quanto tempo a estrela em SNR 0519 explodiu e para aprender mais sobre o ambiente em que a supernova ocorreu. Estes dados proporcionam aos cientistas uma oportunidade de "rebobinar" o filme da evolução estelar que tem sido reproduzido desde então e descobrir quando é que começou.

Os investigadores compararam imagens do Hubble de 2010, 2011 e 2020 para medir as velocidades do material na onda de explosão, que varia entre cerca de 6 e 9 milhões de quilómetros por hora. Se a velocidade estiver perto do limite superior dessas velocidades estimadas, os astrónomos determinaram que a luz da explosão teria chegado à Terra há cerca de 670 anos, durante a Guerra dos Cem Anos entre a Inglaterra e a França, ou no auge da dinastia Ming na China.

No entanto, é provável que o material tenha abrandado desde a explosão inicial e que a explosão tenha ocorrido mais recentemente do que há 670 anos. Os dados do Chandra e do Spitzer fornecem pistas de que este é o caso. Os astrónomos descobriram que as regiões mais brilhantes do remanescente, em raios-X, são onde o material se move mais devagar, e nenhuma emissão de raios-X está associada ao material que se move mais depressa.

Estes resultados implicam que uma parte da onda de explosão embateu no gás denso à volta do remanescente, causando a sua desaceleração à medida que viajava. Os astrónomos podem utilizar observações adicionais com o Hubble para determinar com maior precisão o momento do desaparecimento da estrela.

// Chandra/Harvard (comunicado de imprensa)
// NASA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Olhar rápido: acertando o relógio de uma explosão estelar (Observatório de raios-X Chandra via YouTube)

 


Saiba mais

Supernovas:
Wikipedia 
Tipo Ia (Wikipedia)

Grande Nuvem de Magalhães:
Wikipedia
SEDS.org

Observatório de raios-X Chandra:
NASA
Universidade de Harvard
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
Hubblesite
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

 
   
Encontrada uma nova fonte de produção de lítio no Universo

Uma equipa de investigadores do IAC (Instituto de Astrofísica das Canárias), da Universidade de Manchester e da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia detetaram uma abundância de lítio anormalmente elevada na atmosfera da estrela companheira de um pulsar binário de milissegundo. A abundância de lítio é maior em comparação com estrelas com a mesma temperatura efetiva e estrelas de alta metalicidade, pelo que o estudo fornece evidências inequívocas para a produção de lítio fresco.

O lítio é um elemento frágil e em estrelas semelhantes ao Sol é gradualmente destruído nos interiores através da queima nuclear a baixa temperatura. Contudo, a abundância de lítio em estrelas jovens de alta metalicidade (População I) é superior ao valor produzido na Nucleossíntese do Big Bang, quando determinados elementos leves, incluindo o lítio, foram formados, o que significa que existem estrelas e mecanismos que produzem e ejetam lítio para o meio interestelar.

 
Impressão de artista de um pulsar binário de milissegundo.
Crédito: Gabriel Pérez Díaz (IAC)
 

Os binários de raios-X são sistemas que emitem radiação intensa de raios-X e consistem num objeto compacto, geralmente um buraco negro ou estrelas de neutrões, e uma estrela companheira. O objeto compacto alimenta-se do material que retira da estrela companheira, um processo conhecido como acreção. As condições em torno de objetos compactos são ideais para a produção de lítio através da espalação de núcleos de carbono-azoto-oxigénio (CNO) por neutrões no fluxo de acreção interior ou na superfície da estrela companheira. Embora a abundância de lítio observada nos binários de raios-X seja relativamente elevada, não é superior ao valor Cósmico ou ao das jovens estrelas da População I.

Lítio num pulsar binário de milissegundo

Agora, uma equipa liderada por investigadores do IAC encontrou uma surpreendente superabundância de lítio num pulsar binário de milissegundo, um tipo de sistema binário constituído por uma estrela companheira de baixa massa e uma estrela de neutrões ou pulsar com um período de rotação de alguns milissegundos.

Usando arquivos de espectroscopia de alta resolução obtidos com o VLT (Very Large Telescope) do ESO em Paranal (Chile) e o WHT (William Herschel Telescope) no Observatório Roque de los Muchachos em La Palma (Espanha), os investigadores realizaram uma análise da abundância química no pulsar binário de milissegundo PSR J1023+0038.

Neste sistema, a equipa encontrou uma estrela companheira rica em metais com abundâncias de elementos químicos muito diferentes das abundâncias elementares observadas em estrelas companheiras em binários de raios-X e em estrelas na vizinhança solar. "De facto, detetámos surpreendentemente uma quantidade de lítio superior à observada em estrelas com a mesma temperatura efetiva, estrelas da População I e binários de raios-X," explica Tariq Shahbaz, investigador do IAC e primeiro autor do estudo.

De acordo com o estudo, a emissão pulsada de raios-gama que ocorre na maioria dos pulsares binários de milissegundo envolve uma produção copiosa de partículas, algumas das quais acabam como parte do vento magnetizado que emerge do pulsar a alta velocidade. "O impacto dos raios-gama e do fluxo de partículas relativísticas com a atmosfera da estrela companheira fragmenta os núcleos de carbono, azoto e oxigénio presentes e gera novo lítio, o que leva a uma maior abundância deste elemento químico", diz Jonay González Hernández, investigador do IAC e coautor do estudo.

"A espalação através de raios-gama ou protões pode levar a um enriquecimento substancial de lítio na atmosfera da estrela secundária, pelo que os pulsares binários de milissegundo podem fornecer locais para a produção de lítio fresco", comenta Daniel Mata Sánchez, investigador do IAC e coautor do estudo.

// IAC (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Pulsares:
Wikipedia
Pulsares de milissegundo (Wikipedia)
Catálogo ATNF de Pulsares

PSR J1023+0038:
ESA
Simbad

Lítio:
Wikipedia

Estrelas de População I:
Wikipedia

Nucleossíntese do Big Bang:
Wikipedia

VLT:
ESO
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

WHT (William Herschel Telescope):
Página principal
Wikipedia

 
   
É um planeta: novas evidências de um planeta bebé em formação

Os astrónomos concordam que os planetas nascem em discos protoplanetários - anéis de poeira e gás que rodeiam estrelas jovens e recém-nascidas. Embora centenas destes discos tenham sido vistos em todo o Universo, as observações do nascimento e observação planetária real têm-se revelado difíceis dentro destes ambientes.

Agora, astrónomos do Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian desenvolveram uma nova forma de detetar estes esquivos planetas recém-nascidos - e com ela, evidências conclusivas de um pequeno Neptuno ou um planeta parecido com Saturno à espreita num disco. Os resultados foram descritos na revista The Astrophysical Journal Letters.

 
Ilustração de um pequeno planeta semelhante a Saturno descoberto no sistema LkCa 15. O planeta reside dentro de anéis densos de poeira e gás que rodeiam uma estrela amarela brilhante. O material acumula-se num "tufo" e num arco, cada um a cerca de 60 graus de distância do planeta. Nota: esta ilustração não está à escala.
Crédito: M.Weiss/Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian
 

"A deteção direta de planetas jovens é muito desafiante e até agora só foi bem-sucedida num ou dois casos", diz Feng Long, colega pós-doutorada no Centro para Astrofísica, que liderou o estudo. "Os planetas são sempre demasiado ténues de ver porque estão embebidos em camadas espessas de gás e poeira".

Os cientistas devem antes procurar pistas para inferir que um planeta se está a desenvolver sob a poeira.

"Nos últimos anos, vimos muitas estruturas em discos que pensamos ser causadas pela presença de um planeta, mas que também podem ser causadas por outra coisa", diz Long. "Precisamos de novas técnicas para ver e suportar que um planeta está lá".

Para o seu estudo, Long decidiu reexaminar um disco protoplanetário conhecido como LkCa 15. Localizado a 518 anos-luz de distância, o disco situa-se na direção da constelação de Touro. Os cientistas relataram anteriormente evidências de formação planetária no disco, utilizando observações com o Observatório ALMA.

Long debruçou-se sobre novos dados ALMA de alta resolução de LkCa 15, obtidos principalmente em 2019, e descobriu duas fracas características que não tinham sido detetadas anteriormente.

A cerca de 42 unidades astronómicas da estrela - ou 42 vezes a distância da Terra ao Sol - Long descobriu um anel empoeirado com dois aglomerados brilhantes e separados de material em órbita. O material tomou a forma de um pequeno "tufo" e de um arco maior, e estavam separados por 120 graus.

Long examinou o cenário com modelos de computador para descobrir o que estava a provocar a acumulação de material e aprendeu que o seu tamanho e localização correspondiam ao modelo para a presença de um planeta.

"Este arco e 'tufo' estão separados por cerca de 120 graus", diz ela. "Esse grau de separação não acontece por acaso - é importante matematicamente".

Long aponta para locais no espaço conhecidos como pontos de Lagrange, onde dois corpos em movimento - como uma estrela e um planeta em órbita - produzem regiões de maior atração à sua volta, onde a matéria pode acumular-se.

"Estamos a ver que este material não está apenas a flutuar livremente, é estável e tem uma preferência onde quer estar localizado com base na física e nos objetos envolvidos", explica Long.

Neste caso, o arco e o "tufo" de material que Long detetou estão localizados nos pontos L4 e L5 de Lagrange. Escondido a 60 graus entre eles está um pequeno planeta que provoca a acumulação de poeira nos pontos L4 e L5.

Os resultados mostram que o planeta tem aproximadamente o tamanho de Neptuno ou Saturno, e cerca de um a três milhões de anos (relativamente jovem quando se trata de planetas).

A imagem direta do pequeno planeta recém-nascido pode não ser possível devido a restrições tecnológicas, mas Long pensa que mais observações ALMA de LkCa 15 possam fornecer evidências adicionais que apoiam a sua descoberta planetária.

Ela também espera que a sua nova abordagem para a deteção de planetas - com material preferencialmente acumulado nos pontos de Lagrange - seja utilizada no futuro por astrónomos.

"Espero que este método possa ser amplamente adotado no futuro", diz ela. "A única advertência é que isto requer dados muito profundos, uma vez que o sinal é fraco".

Este estudo envolveu observações ALMA de alta resolução obtidos com os recetores de Banda 6 (1,3 mm) e Banda 7 (0,88 mm).

// Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

LkCa 15:
Wikipedia
Simbad
LkCa 15 b (NASA)
LkCa 15 b (Exoplanet.eu)
LkCa 15 b (Wikipedia)

Discos protoplanetários:
Wikipedia

Pontos de Lagrange:
Wikipedia
L4 e L5 (Wikipedia)

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
NASA
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

 
   
Também em destaque
  Procurando, nos céus, os blocos de construção da vida no Universo (via Horizon: The EU Research & Innovation Magazine)
Chegou o momento do Telescópio Espacial James Webb levar a astronomia exoplanetária ao limite do que é atualmente possível. Os investigadores europeus têm vindo a fazer um grande trabalho de preparação para este momento. Desde o seu lançamento a bordo de um foguetão Ariane 5 a partir da Guiana Francesa a 25 de dezembro de 2021 e após 30 anos de desenvolvimento e construção, o Telescópio Espacial James Webb é, para os astrónomos, aquele presente de Natal que continua a dar frutos. Ler fonte
     
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Álbum de fotografias - Ondas da Grande Nebulosa Lacerta
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Jarmo Ruuth, Telescope Live; texto: Ata Sarajedini (FAU, podcast Astronomy Minute)
 
É uma das maiores nebulosas do céu - porque não é mais conhecida? Com mais ou menos o mesmo tamanho angular que a Galáxia de Andrómeda, a Grande Nebulosa Lacerta pode ser encontrada na direção da constelação de Lagarto (Lacerta é a palavra lagarto em latim). A nebulosa de emissão é difícil de ver com binóculos porque é muito ténue, mas também geralmente difícil de ver com um telescópio porque é tão grande em ângulo - abrangendo cerca de três graus. A profundidade, largura, ondas e beleza da nebulosa - catalogada como Sharpless 126 (Sh2-126) - pode ser melhor vista e apreciada com uma exposição de longa duração. A imagem em destaque é uma dessas exposições combinadas - neste caso 10 horas em cinco cores diferentes e ao longo de seis noites durante estes últimos meses de junho e julho no Observatório Astronómico IC na Espanha. O gás hidrogénio da Grande Nebulosa Lacerta brilha a vermelho porque é excitado pela luz da estrela brilhante 10 Lacertae, uma das estrelas azuis brilhantes logo acima do centro da nebulosa vermelha. As estrelas e nebulosa encontram-se a cerca de 1200 anos-luz de distância.
 
   
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