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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1945  
  28/10 a 31/10/2022  
     
 

Apresentação às Estrelas | Cometa do Ano Novo
Data: 10 de novembro de 2022
Hora: 18:30-20:30
Esta noite falaremos sobre cometas, para chamar a atenção para o "C/2022 E3 (ZTF)", que estará no céu antes do nascer-do-Sol, entre dezembro e janeiro especialmente. Após esta breve apresentação, e se a meteorologia o permitir, faremos observação noturna com telescópio.
Adulto: 4€
Jovem: 2€
Menores de 12 anos: gratuito.
A observação astronómica depende de condições meteorológicas favoráveis.
Inscrições obrigatórias (info@ccvalg.pt)
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
     
 
Efemérides

Dia 28/10: 301.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1971 a Grã-Bretanha lança o Prospero, o seu primeiro satélite. 
Em 1974, lançamento da sonda Luna 23, missão soviética de recolha de amostras lunares. Mas o dispositivo de recolha falhou e nenhumas amostras foram enviadas.
Em 2009, a NASA lança com sucesso a sua missão Ares I-X, o único lançamento do cancelado programa Constellation

Em 2014, um foguetão que transportava a missão Cygnus CRS Orb-3, de reabastecimento da ISS, explode segundos depois de descolar do Porto Espacial na Ilha Wallops, Virgínia.
Observações:Esta é a altura do ano em que a Ursa Maior situa-se na horizontal, baixa a norte-noroeste após o anoitecer. Quão baixa? Quanto mais para sul estiver o observador, mais baixa estará. Vista perto dos 40º N (Coimbra ou Figueira da Foz, por exemplo), até as suas estrelas mais baixas brilham quase a dez graus do horizonte. Mas a 26º N (já em África), toda a Ursa Maior desaparece de vista abaixo do horizonte a norte.

Dia 29/10: 302.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1991, a sonda Galileu faz a sua maior aproximação de 951 Gaspra, a primeira a visitar um asteroide.
Em 1998, o vaivém espacial Discovery partia para o espaço na missão STS-95, levando a bordo o astronauta John Glenn de 77 anos.

Glenn, que fora o primeiro norte-americano a orbitar a Terra em 1962, tornou-se deste modo, e até à quebra do seu recorde em 2021, a pessoa mais velha a alguma vez ter estado no espaço.
Observações: A Lua Crescente está de volta ao céu noturno, baixo a sudoeste. À medida que anoitece e as estrelas começam a aparecer - mas antes da Lua ficar demasiado baixa - procure o "bule de chá" de Sagitário como pano de fundo. Binóculos ajudam.
A hora muda na noite de 29 para 30. Atrase o seu relógio uma hora às 02:00 de dia 30, passando para a 01:00. Nos Açores, a alteração faz-se às 01:00, passando para as 00:00.

Dia 30/10: 303.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1981, lançamento da soviética Venera 13. A Venera 13 transmitiu fotografias e dados de Vénus até março de 1983.
Em 1985, o vaivém espacial Challenger é lançado na STS-61-A, a sua última missão bem sucedida.

Observações: Aqui chegados ao final de outubro, e Deneb ainda brilha perto do zénite ao anoitecer. E a mais brilhante Vega não está muito longe, para oeste. E a terceira estrela do Triângulo de "Verão", Altair, permanece muito alta a sudoeste. Parecem estar mais ou menos por aqui há um par de meses! Porque é que "pararam"?
O que está a ver é o resultado do nascer-do-Sol e do anoitecer chegarem cada vez mais cedo durante o outono. O que significa que se sair à rua para observar as estrelas, pouco depois do anoitecer, estará a fazê-lo cada vez mais cedo, de acordo com os ponteiros do relógio. Isto contraria a viagem para oeste das constelações. Se se habituar a fazer as suas observações astronómicas sempre à mesma hora, as constelações teriam sempre o comportamento habitual.
Claro que este "efeito do Triângulo de Verão" aplica-se a toda a esfera celeste, não apenas ao Triângulo de Verão. Claro, como sempre no que respeita à mecânica celeste, o efeito oposto faz o avanço sazonal das constelações parecer "acelerar" na primavera. Os marcos primaveris de Virgem e Corvo vão mover-se para oeste semana a semana antes que nos apercebamos, graças à escuridão que vem mais tarde. Podemos chamar a este efeito de "efeito de Corvo".

Dia 31/10: 304.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1992, o Vaticano (Papa João Paulo II) anuncia que a Igreja Católica errou em condenar Galileu, que afirmava que a Terra não era o centro do Universo.
Em 2000, lançamento da Soyuz TM-31, transportando a primeira tripulação residente da Estação Espacial Internacional. A ISS permanece tripulada continuamente desde aí.

Em 2014, durante um voo de testes da VSS Enterprise, um veículo espacial da Virgin Galactic fragmenta-se catastroficamente e despenha-se no Deserto do Mojave, Califórnia.
Observações: Após o cair da noite, aviste o "W" de Cassiopeia alto a nordeste. O terceiro segmento do "W", a contar de cima para baixo, aponta quase para baixo. Prolongue o tamanho desse segmento duas vezes e encontrará o Enxame Duplo de Perseu. Este par de enxames abertos é ténue a olho nu sob um céu escuro (use visão periférica) e é visível a partir de quase qualquer lado com binóculos. Através de um telescópio, são duas autênticas "cidades de estrelas".

 
 
   
Uma teia cósmica

Hoje em dia, pensa-se que todas as galáxias e enxames de galáxias sejam dominados por matéria escura - uma quantidade elusiva cuja natureza os astrónomos ainda estão a trabalhar para determinar. Abell 611, o brilhante enxame galáctico visto nesta imagem pelo Hubble, não é exceção. De facto, Abell 611 é um alvo popular para investigar a matéria escura, em parte devido aos seus numerosos exemplos de lentes gravitacionais fortes visíveis entre a intricada teia de galáxias do enxame.

 
Imagem do enxame de galáxias, Abell 611, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble.
Crédito: ESA/Hubble, NASA, P. Kelly, M. Postman, J. Richard, S. Allen
 

Em celebração do Dia das Bruxas (Halloween), o Hubble divulgou esta imagem do enxame de galáxias Abell 611, localizado a mais de 1000 megaparsecs, ou cerca de 3,26 mil milhões de anos-luz da Terra. Tal como todos os enxames de galáxias, a existência de Abell 611 representa um mistério para os astrónomos. Especificamente, não parece haver massa suficiente contida dentro da sua "teia" de galáxias constituintes, em rápida rotação, para impedir o enxame de se separar. Este é uma questão bem estabelecida na astronomia das estruturas muito massivas, como galáxias e enxames de galáxias - simplesmente não parecem ter massa combinada suficiente para permanecerem coesos. Curiosamente, este problema não surge a escalas cósmicas mais pequenas. Por exemplo, a viagem dos planetas em torno do Sol pode ser calculada com relativa facilidade usando as massas e as localizações dos planetas e do Sol. Não é necessária massa extra para explicar a integridade do Sistema Solar ou de outros sistemas. Então, porque é que esta regra intuitiva não se aplica a escalas maiores?

A teoria prevalente é que o Universo contém vastas quantidades de uma substância conhecida como matéria escura. Embora o nome possa parecer sinistro, "escuro" refere-se simplesmente ao facto de que esta quantidade desconhecida não parece interagir com a luz como a outra matéria - nem emitindo nem refletindo qualquer parte do espectro eletromagnético. Esta qualidade torna a matéria escura incrivelmente difícil de caracterizar, embora várias possibilidades já tenham sido postuladas. Essencialmente, a maioria dos candidatos à matéria escura enquadram-se numa de duas categorias: algum tipo de partícula que existe em grandes quantidades por todo o Universo, mas que por alguma razão não interage com a luz como as outras partículas; ou algum tipo de objeto massivo que também existe em grande abundância por todo o Universo, mas que não é detetável com a tecnologia telescópica atual. Dois dos candidatos a matéria escura com o nome mais estranho enquadram-se na primeira e na segunda categorias, respetivamente. As WIMPs ("Weakly interacting massive particles", em português, partículas massivas de interação fraca) são partículas subatómicas hipotéticas que não interagem com os fotões - por outras palavras, não interagem com a luz. Os MACHOs ("Massive astrophysical compact halo objects", em português, objetos com halo compacto e grande massa) são um conjunto hipotético de objetos muito massivos feitos (ao contrário das WIMPs) de um tipo de matéria que já conhecemos, mas que são extremamente difíceis de observar uma vez que emitem tão pouca luz. Contudo, e apesar de um esforço tremendo, não foi encontrada nenhuma evidência conclusiva de WIMPs, ou de MACHOs, ou de qualquer outra forma de matéria escura.

Se a matéria escura permanecer teimosamente indefinível, felizmente é facilmente quantificável. De facto, os enxames galácticos como Abell 611 são laboratórios ideais para a quantificação da matéria escura, devido às abundantes evidências de lentes gravitacionais visíveis dentro do enxame. Um exemplo de lente é talvez mais claramente visível no centro da imagem, à esquerda do brilhante núcleo do enxame, onde pode ser vista uma curva de luz. Esta curva é luz de uma fonte mais distante, que foi "dobrada" e distorcida (ou que sofre o efeito de lente) pela imensa massa de Abell 611. A medida em que a luz foi "dobrada" pelo enxame pode ser usada para medir a sua verdadeira massa. Isto pode então ser comparado com uma estimativa da sua massa derivada de todos os componentes visíveis do enxame. A diferença entre a massa calculada e a massa observada é espantosa. Com efeito, os astrónomos estimam atualmente que cerca de 85% da matéria do Universo é matéria escura.

Mesmo que o mistério do que mantém a teia cósmica de galáxias dentro de Abell 611 permaneça por resolver, ainda podemos desfrutar desta imagem e da fascinante ciência - tanto bem estabelecida como teorizada - que tem lugar no seu interior.

// ESA/Hubble (comunicado de imprensa)

 


Saiba mais

Abell 611:
Simbad

Lentes gravitacionais:
Wikipedia

Matéria escura:
Wikipedia
WIMPs (Wikipedia)
MACHOs (Wikipedia)

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
Hubblesite
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

 
   
VLA descobre que os raios cósmicos impulsionam ventos galácticos

Utilizando o VLA (Karl G. Jansky Very Large Array) da NSF (National Science Foundation), os astrónomos descobriram uma nova e importante pista sobre como as galáxias põem travões aos vigorosos episódios de formação estelar. O seu novo estudo da galáxia vizinha M33 indica que os velozes raios cósmicos podem impulsionar ventos que sopram para longe o gás necessário para formar novas estrelas.

Tais ventos são responsáveis por abrandar o ritmo de formação estelar à medida que as galáxias evoluem ao longo do tempo. No entanto, as ondas de choque de explosões de supernova e de jatos energéticos alimentados por buracos negros supermassivos, provenientes de núcleos galácticos, têm sido considerados os principais impulsionadores desses ventos. Pensava-se que os raios cósmicos contribuíam pouco, particularmente em galáxias como M33 que têm regiões de prolífica formação estelar.

 
Impressão de artista dos ventos cósmicos (azul e verde) sobreposta a uma imagem, no visível, da galáxia M33 (vermelho e branco) observada com o VST (VLT Survey Telescope) no Observatório Paranal do ESO no Chile.
Crédito: Instituto para Investigação em Ciências Fundamentais - IPM & Observatório Europeu do Sul (ESO)
 

"Temos visto ventos galácticos impulsionados por raios cósmicos na nossa própria Via Láctea e na galáxia de Andrómeda, que têm taxas muito mais fracas de formação estelar, mas ainda não numa galáxia como M33", disse Fatemah Tabatabaei, do Instituto para Investigação em Ciências Fundamentais do Irão.

Tabatabaei e uma equipa internacional de cientistas fizeram detalhadas observações em vários comprimentos de onda de M33 com o VLA, uma galáxia espiral a quase 3 milhões de anos-luz de distância e que faz parte do Grupo Local de galáxias que inclui a Via Láctea. Também utilizaram dados de observações anteriores do VLA, do radiotelescópio de Effelsberg na Alemanha e telescópios de ondas milimétricas, telescópios óticos e infravermelhos.

Estrelas muito mais massivas do que o nosso Sol têm vidas mais curtas, acabando por explodir como supernovas. As explosivas ondas de choque podem acelerar as partículas até quase à velocidade da luz, criando raios cósmicos. Uma quantidade suficiente destes raios cósmicos pode construir uma pressão que impulsiona os ventos a afastarem o gás necessário para continuar a formar estrelas.

"As observações VLA indicaram que os raios cósmicos em M33 estão a escapar das regiões onde nascem, tornando-os capazes de conduzir ventos mais extensos", disse William Cotton, do NRAO (National Radio Astronomy Observatory.

Com base nas suas observações, os astrónomos concluíram que as numerosas explosões de supernova e remanescentes de supernova nos gigantescos complexos de prolífera formação estelar de M33 tornavam mais prováveis os ventos impulsionados pelos raios cósmicos.

"Isto significa que os raios cósmicos são provavelmente uma causa mais geral dos ventos galácticos, particularmente em tempos anteriores na história do Universo, quando a formação estelar estava a ocorrer a um ritmo muito mais elevado", disse Tabatabaei. Ela acrescentou: "Este mecanismo torna-se assim um factor mais importante na compreensão da evolução das galáxias ao longo do tempo".

Tabatabaei, Cotton e colegas divulgaram os seus achados na edição de 25 outubro da revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

// NRAO (comunicado de imprensa)
// Instituto Max Planck (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Raios cósmicos:
Wikipedia

Ventos galácticos:
Wikipedia

Supernovas:
Wikipedia 
Remanescente de supernova (Wikipedia)

Galáxia do Triângulo (M33):
SEDS
Wikipedia

VLA:
Página oficial
NRAO
Wikipedia

 
   
Anéis das árvores fornecem informações sobre devastadoras tempestades de radiação

Um estudo da Universidade de Queensland lançou nova luz sobre um tipo misterioso, imprevisível e potencialmente devastador de evento astrofísico.

Uma equipa liderada pelo Dr. Benjamin Pope da Escola de Matemática e Física da universidade australiana aplicou estatísticas de ponta a dados de árvores milenares, para saber mais sobre "tempestades" de radiação.

"Estas enormes explosões de radiação cósmica, conhecidas como Eventos Miyake, têm ocorrido aproximadamente uma vez a cada mil anos, mas o que as provoca não é claro", disse o Dr. Pope.

 
Uma composição de um anel de uma árvore e chamas - investigadores da Universidade de Queensland analisaram dados de anéis das árvores para medir eventos cósmicos históricos.
Crédito: Universidade de Queensland
 

"A teoria principal é que são enormes erupções solares. Precisamos de saber mais, porque se uma destas acontecesse hoje, destruiria tecnologia, incluindo satélites, cabos de internet, linhas elétricas de longa distância e transformadores. O efeito nas infraestruturas globais seria inimaginável".

E é aqui que entra o humilde anel das árvores.

O estudante de matemática Qingyuan Zhang, primeiro autor do artigo científico, desenvolveu um software para analisar todos os dados disponíveis sobre anéis de árvores.

"Dado que podemos contar os anéis de uma árvore para identificar a sua idade, também se pode observar eventos cósmicos históricos que remontam a milhares de anos atrás", disse Zhang.

"Quando a radiação atinge a atmosfera, produz carbono-14 radioativo, que filtra através do ar, oceanos, planetas e animais, e produz um registo anual de radiação em anéis de árvores. Nós modelámos o ciclo global do carbono para reconstruir o processo ao longo de um período de 10.000 anos, para obter uma visão da escala e da natureza dos Eventos Miyake".

A teoria comum até agora tem sido que os Eventos Miyake são erupções solares gigantescas. "Mas os nossos resultados desafiam isto", explicou Zhang. "Mostrámos que não estão relacionados com a atividade das manchas solares, e alguns na realidade duram um ou dois anos".

"Em vez de uma única erupção ou surto instantâneo, o que podemos estar a ver é uma espécie de 'tempestade' ou explosão astrofísica".

O Dr. Pope disse que o facto de os cientistas não saberem exatamente o que são os Eventos Miyake, ou como prever a sua ocorrência, é muito preocupante.

"Com base nos dados disponíveis, existe aproximadamente uma hipótese de 1% de ver outro dentro da próxima década. Mas não sabemos como prevê-los ou que danos podem provocar. As probabilidades são bastante alarmantes e lançam as bases para mais investigação."

O estudo foi publicado na revista Proceedings of the Royal Society A. O estudo também foi concluído com a colaboração dos estudantes de matemática e física Utkarsh Sharma and Jordan Dennis.

// Universidade de Queensland (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Proceedings of the Royal Society A)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Notícias relacionadas:
science alert
PHYSORG
ZME science
Forbes
ABC News Australia (via dailymotion)

Eventos Miyake:
Wikipedia
Evento de partículas solares (Wikipedia)
Clima espacial (Wikipedia)

Dendroconologia:
Wikipedia

 
   
Também em destaque
  Webb fornece detalhes nunca antes vistos do Universo (via Blog da NASA)
O Telescópio Espacial James Webb da NASA foi especialmente concebido para detetar a fraca luz infravermelha de galáxias muito distantes e dar aos astrónomos um vislumbre do Universo primitivo. A natureza das galáxias durante este período inicial do nosso Universo não é bem conhecida nem compreendida. Mas com a ajuda de lentes gravitacionais por um enxame de galáxias em primeiro plano, ténues galáxias de fundo podem ser ampliadas e também aparecer várias vezes em diferentes partes da imagem. Ler fonte
     
  A NASA está a tentar cair em Marte (via JPL/NASA)
Como um pára-choques dos carros, o "lander" experimental SHIELD foi concebido para absorver um impacto duro. A NASA aterrou com sucesso em Marte nove vezes, contando com pára-quedas de ponta, airbags gigantes e jetpacks para colocar naves espaciais em segurança na superfície. Agora, os engenheiros estão a testar se a forma mais fácil de chegar à superfície marciana é simplesmente cair e despenhar. Ler fonte
 
   
Álbum de fotografias - Campo Largo da Nebulosa do Casulo
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Andy Ermolli
 
Quando é que uma nebulosa se parece com um cometa? Neste apinhado campo estelar, cobrindo mais de dois graus na direção da constelação de Cisne, o olho é atraído para a Nebulosa do Casulo. Uma compacta região de formação estelar, o Casulo cósmico pontua uma nebulosa brilhante de emissão e de reflexão à esquerda, com um longo rasto de nuvens de poeira interestelar à direita, fazendo todo o complexo parecer um pouco como um cometa. Catalogada como IC 5146, a brilhante cabeça central da nebulosa estende-se por cerca de 10 anos-luz, enquanto a cauda escura e poeirenta estende-se por quase 100 anos-luz. Ambas estão localizadas a cerca de 2500 anos-luz de distância. A estrela brilhante perto do centro brilhante da nebulosa, provavelmente com apenas algumas centenas de milhares de anos, fornece energia ao brilho nebular à medida que ajuda a limpar uma cavidade na poeira e gás da nuvem de formação estelar. Os longos filamentos poeirentos da cauda, embora escuros nesta imagem no visível, escondem eles próprios estrelas no processo de formação, estrelas que podem ser vistas em comprimentos de onda infravermelhos.
 
   
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