Programa em atualização
Consulte sempre a página das atividades para informações mais detalhadas como o itinerário, ponto de encontro, coordenadas GPS, duração da iniciativa, etc., e para fazer a sua inscrição caso seja obrigatória.
Todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis.
Não dispensa a consulta do FAQ no site da Ciência Viva no Verão
EFEMÉRIDES
DIA 23/08: 236.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1962 estreia a série televisiva, "The Jetsons", uma produção da Hanna-Barbara que introduziu a uma geração um futuro com base na tecnologia.
Em 1966, a Lunar Orbiter 1 tira a primeira fotografia da Terra a partir de órbita lunar.
Em 1993, a sonda Galileu descobre uma lua, mais tarde chamada Dactyl, em torno de 243 Ida, a primeira lua conhecida em torno de um asteroide.
Em 2023, a missão Chandrayaan-3 inicia a primeira alunagem na história da Índia. HOJE, NO COSMOS:
A estrela mais brilhante, alta a sudeste por estas noites sem Lua, é Altair, com a pequena e alaranjada Tarazed por cima à espessura de um dedo à distância do braço esticado.
A pouco mais de um punho à distância do braço esticado, para a esquerda de Altair, está a delicada constelação de Golfinho, saltando para a esquerda.
Por cima de Altair, menos distante, está a mais pequena e mais ténue constelação de Sagitta (Seta). Também está a apontar para a esquerda. Precisa de um céu razoavelmente escuro para a observar.
DIA 24/08: 237.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1492 Cristovão Colombo partia pela segunda vez para o Novo Mundo.
Em 1966, a Luna 11 era lançada de uma plataforma em órbita da Terra.
Esta missão soviética tinha como objetivo estudar a composição química e anomalias gravitacionais da Lua.
Em 2006, a União Astronómica Internacional (UAI)redefine o termo "planeta", e Plutão é a partir daí considerado um planeta anão.
Em 2016, Proxima Centauri b, o exoplaneta mais próximo do Sistema Solar, é descoberto pelo ESO.
Em 2017, a agência espacial de Taiwan lança com sucesso o satélite de observação Formosat-5 para o espaço. HOJE, NO COSMOS:
Agosto é das melhores alturas para se observar a Via Láctea quando a Lua não está presente no céu noturno. Depois do anoitecer, a Via Láctea vai de Sagitário a sul, sobe para a esquerda através de Águia e através do Triângulo de Verão já muito alto, descendo por Cassiopeia até Perseu baixo a norte-nordeste.
A Lua, quase em Quarto Minguante, nasce pelas 23:00. Assim que esteja razoavelmente alta, uma ou duas horas depois, procure as Plêiades cerca de um punho à distância do braço esticado para baixo e para a esquerda do nosso satélite natural.
DIA 25/08: 238.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1609, Galileu Galilei demonstra o seu primeiro telescópio aos legisladores de Veneza.
Em 1864 nascia Ole Romer, astrónomo dinamarquês que propôs a primeira determinação da velocidade da luz.
Em 1981, flyby da Voyager 2 por Saturno.
Em 1989, flyby da Voyager 2 por Neptuno.
Em 2000, a revista Science anuncia descobertas a partir de dados do magnetómetro da sonda Galileu que fornecem, à data, as mais sólidas provas da existência de um oceano de água líquida salgada por baixo da superfície de uma das luas de Júpiter, Europa.
No mesmo ano, o Telescópio Espacial Hubble faz um censo de anãs castanhas galácticas. A câmara NICMOS do Hubble revela a baixa energia das anãs castanhas, estrelas que não têm massa suficiente para começar a fusão nuclear.
Em 2003, lançamento do Telescópio Espacial Spitzer.
Em 2012, a sonda Voyager 1 torna-se no primeiro objeto feito pelo Homem a entrar no espaço interestelar. HOJE, NO COSMOS:
A Lua, praticamente em Quarto Minguante, quando nascer depois das 23:30, está a poucos graus das Plêiades.
DIA 26/08: 239.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1978, Sigmund Jähn torna-se no primeiro cosmonauta alemão, a bordo da Soyuz 31.
Em 1999 são registadas as primeiras imagens de calibração do telescópio de raios-X mais poderoso do mundo, o Observatório Chandra da NASA.
Estas incluem os espetaculares remanescentes de uma supernova, Cassiopeia A, que explodiu há 300 anos atrás, uma concha de gás quente com 10 anos-luz de diâmetro e temperaturas de 50 milhões de graus, com um ponto de luz que pode ser uma estrela de neutrões ou um buraco negro no centro de uma explosão estelar. Outra imagem que fascinou os observadores foi o grande jato energético do quasarPKS 0637-752 a 6 mil milhões de anos-luz. O Chandra continuou com as suas calibrações nas semanas seguintes.
Em 2003, a comissão que investigava o acidente do vaivém Columbia anuncia o seu relatório final. HOJE, NO COSMOS:
Lua em Quarto Minguante, pelas 10:26.
Aproveite a noite para observar o planeta Saturno.
Ao anoitecer, é o ponto mais brilhante baixo a este-sudeste. Com o passar das horas, vai subindo e fica em melhor posição para ser observado telescopicamente.
Nova imagem da Estrela Polar revela uma superfície manchada
Os componentes estelares da Polar, vistos pelo Hubble.
Crédito: NASA, ESA, N. Evans (Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian) e H. Bond (STScI)
Investigadores, utilizando a rede CHARA (Center for High Angular Resolution Astronomy) da Universidade do Estado da Geórgia, identificaram novos detalhes acerca do tamanho e aspeto da Estrela Polar (Polaris ou alpha Ursa Minoris). A nova investigação foi publicada na revista The Astrophysical Journal.
O polo norte da Terra aponta para uma direção no espaço marcada pela Estrela Polar. Polaris é simultaneamente um auxílio à navegação e uma estrela notável por direito próprio. É o membro mais brilhante de um sistema estelar triplo e é uma estrela variável pulsante. Polaris fica mais brilhante e mais ténue periodicamente à medida que o diâmetro da estrela cresce e diminui ao longo de um ciclo de quatro dias.
A Estrela Polar é uma variável Cefeida. Os astrónomos usam estas estrelas como "velas padrão" porque o seu verdadeiro brilho depende do seu período de pulsação: as estrelas mais brilhantes pulsam mais lentamente do que as estrelas mais fracas. O brilho de uma estrela no céu depende do seu brilho real e da sua distância. Como sabemos o verdadeiro brilho de uma Cefeida com base no seu período de pulsação, os astrónomos podem usá-las para medir as distâncias às galáxias que as hospedam e para inferir o ritmo de expansão do Universo.
Uma equipa de astrónomos liderada por Nancy Evans do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian observou Polaris utilizando o interferómetro CHARA de seis telescópios no Monte Wilson, no estado norte-americano da Califórnia. O objetivo da investigação era mapear a órbita da companheira próxima e ténue que completa uma translação em torno de Polaris a cada 30 anos.
"A pequena separação e o grande contraste de brilho entre as duas estrelas torna extremamente difícil a resolução do sistema binário durante a sua maior aproximação", disse Evans.
A rede CHARA combina a luz de seis telescópios que estão espalhados pelo topo da montanha no histórico Observatório Monte Wilson. Combinando a luz, o CHARA atuou como um telescópio de 330 metros para detetar a ténue companheira quando esta passou perto de Polaris. As observações da Estrela Polar foram registadas com a câmara MIRC-X, construída por astrónomos da Universidade de Michigan e da Universidade de Exeter, no Reino Unido. A câmara MIRC-X tem a notável capacidade de captar detalhes das superfícies estelares.
A equipa conseguiu rastrear a órbita da companheira próxima e mediu as alterações no tamanho da Cefeida à medida que esta pulsava. O movimento orbital mostrou que Polaris tem uma massa cinco vezes superior à do Sol. As imagens de Polaris mostraram que tem um diâmetro 46 vezes superior ao do Sol.
A maior surpresa foi o aspeto da Estrela Polar em imagens de grande plano. As observações do CHARA forneceram o primeiro vislumbre da superfície de uma variável Cefeida.
Imagem a cores falsas da Estrela Polar, pelo CHARA, captada em abril de 2021, que revela grandes manchas brilhantes e escuras na superfície. Polaris aparece cerca de 600.000 vezes mais pequena do que a Lua Cheia no céu.
Crédito: Universidade do Estado da Geórgia/CHARA
"As imagens do CHARA revelaram grandes manchas brilhantes e escuras na superfície de Polaris que mudaram ao longo do tempo", disse Gail Schaefer, diretor do interferómetro CHARA. A presença de manchas e a rotação da estrela podem estar ligadas a uma variação de 120 dias na velocidade medida.
"Planeamos continuar a fotografar Polaris no futuro", disse John Monnier, professor de astronomia na Universidade de Michigan. "Esperamos compreender melhor o mecanismo que gera as manchas na superfície de Polaris".
As novas observações da Estrela Polar foram feitas e registadas como parte do programa de acesso aberto do CHARA, onde astrónomos de todo o mundo podem solicitar tempo através do NOIRLab (National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory).
Mosaico do hemisfério Valles Marineris de Marte projetado de modo semelhante à que se veria a partir de uma nave espacial.
Crédito:
NASA/JPL-Caltech
Os investigadores identificaram os locais específicos de onde a maioria dos cerca de 200 meteoritos marcianos provém. Os meteoritos foram rastreados a cinco crateras de impacto em duas regiões vulcânicas do Planeta Vermelho, chamadas Tharsis e Elysium. O seu estudo foi publicado recentemente na revista Science Advances.
Os meteoritos marcianos chegam à Terra quando algo atinge a superfície de Marte com força suficiente para que o material seja "projetado da superfície e acelerado suficientemente depressa para escapar à gravidade de Marte", diz Chris Herd, curador da Coleção de Meteoritos da Universidade de Alberta e professor na sua Faculdade de Ciências. Este material ejetado é lançado para o espaço, acaba por entrar numa órbita à volta do Sol e parte eventualmente cai no nosso planeta sob a forma de meteoritos. A colisão deixa uma cratera de impacto na superfície de Marte. Isto aconteceu 10 vezes na história recente de Marte.
"Pensamos ter encontrado as crateras de origem de metade dos 10 grupos de meteoritos marcianos", diz Herd.
Segundo o autor principal do estudo, a compreensão melhorada dos cientistas acerca da física de exatamente como as rochas são ejetadas de Marte foi fundamental para esta descoberta. As descobertas deste estudo são um passo para desvendar os mistérios de Marte, uma vez que as tentativas anteriores para determinar as fontes exatas dos meteoritos marcianos tiveram um sucesso limitado. "Agora, podemos agrupar estes meteoritos pela sua história comum e pela sua localização na superfície antes de chegarem à Terra", diz Herd.
Mais conhecimento sobre como e onde em Marte estes meteoritos tiveram origem dá-nos uma visão adicional sobre as amostras que já temos na Terra. A capacidade de contextualizar e posicionar estas amostras dentro da geologia marciana pela primeira vez "permitirá a recalibração da cronologia de Marte, com implicações para o tempo, duração e natureza de uma vasta gama de grandes eventos ao longo da história marciana".
"Um dos maiores avanços aqui é ser capaz de modelar o processo de ejeção e, a partir desse processo, ser capaz de determinar o tamanho da cratera ou a gama de tamanhos de crateras que, em última análise, poderiam ter ejetado esse grupo particular de meteoritos, ou mesmo um meteorito em particular", diz Herd. "Chamo a isso o elo perdido - ser capaz de dizer, por exemplo, que as condições em que este meteorito foi ejetado foram satisfeitas por um evento de impacto que produziu crateras entre 10 e 30 quilómetros de diâmetro."
Representação artística da física envolvida na 'entrega' de um meteorito marciano à Terra.
Crédito: Maria Dirks/Universidade de Alberta
O conhecimento sobre a origem dos meteoritos, combinado com os avanços da tecnologia, como a deteção remota, dá aos investigadores uma estrutura sobre a qual se podem basear. Herd diz que também podemos restringir os potenciais locais em Marte que são a origem de meteoritos que ainda temos de investigar. Para isso, precisamos de certos pormenores sobre quando e como um meteorito foi lançado de Marte e que idade tinha quando cristalizou na superfície do planeta, explica Herd.
"Permite-nos dizer que, de todas estas crateras potenciais, podemos reduzi-las a 15, e depois, das 15, podemos reduzi-las ainda mais com base em características específicas dos meteoritos."
"Talvez possamos até reconstruir a estratigrafia vulcânica, a posição de todas estas rochas, antes de terem sido expulsas da superfície”. A estratigrafia é o registo geológico de um planeta, composto por camadas de rochas sedimentares ou, como neste caso, vulcânicas. É análoga a um livro, onde as camadas de rocha são páginas, e a partir delas os cientistas podem procurar pistas sobre ambientes passados no planeta.
"Quando refletimos nisto, é realmente espantoso", diz Herd. "É o passo mais próximo que podemos ter sem ir a Marte e apanhar uma rocha".
Quanto à forma de confirmar que uma determinada amostra de meteorito encontrada na Terra é de facto de Marte, Herd explica que, na década de 1980, os cientistas descobriram que "há uma assinatura, uma impressão digital da atmosfera marciana, que está presa dentro destas rochas". Essa impressão digital inclui uma combinação específica de gases aprisionados na rocha que correspondem aos gases da atmosfera de Marte medidos pelos 'landers' Viking na década de 1970.
Com este quadro em posição, é provável que haja mais descobertas a fazer, uma vez que existem várias crateras, no âmbito do estudo, das quais não foram identificados meteoritos marcianos conhecidos. Embora possa ser porque não ejetaram qualquer material para o espaço, Herd diz que há também uma possibilidade real de que os meteoritos desses eventos de ejeção específicos ainda não tenham chegado à Terra, ou ainda não tenham sido encontrados.
"A ideia de pegar num grupo de meteoritos que foram todos lançados ao mesmo tempo e depois fazer estudos específicos sobre eles para determinar onde estavam antes de serem ejetados - para mim, esse é o mais excitante próximo passo", diz Herd. "Isto vai mudar fundamentalmente a forma como estudamos os meteoritos de Marte".
Os planetas de magma fundido que contêm água - como o exoplaneta GJ 1214 b, semelhante à Terra, nesta ilustração - apenas albergam uma pequena fração dessa água à superfície. A maior parte está armazenada nas profundezas dos seus interiores.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt
Sabe-se que a Terra tem um núcleo de ferro rodeado por um manto de silicatos e água (oceanos) à sua superfície. Até hoje, a ciência tem utilizado este simples modelo planetário para investigar exoplanetas - planetas que orbitam outra estrela para lá do nosso Sistema Solar. "Só nos últimos anos é que começámos a perceber que os planetas são mais complexos do que pensávamos", diz Caroline Dorn, professora de Exoplanetas na ETH Zurique.
A maior parte dos exoplanetas conhecidos atualmente estão localizados perto da sua estrela. Isto significa que incluem principalmente mundos quentes com oceanos de magma fundido que ainda não arrefeceram para formar um manto sólido de silicatos como a Terra. A água dissolve-se muito bem nestes oceanos de magma - ao contrário, por exemplo, do dióxido de carbono, que rapidamente se liberta e sobe para a atmosfera.
O núcleo de ferro está localizado sob o manto fundido de silicatos. Então, como é que a água é distribuída entre os silicatos e o ferro? Foi precisamente isso que Dorn investigou em colaboração com Haiyang Luo e Jie Deng da Universidade de Princeton, com a ajuda de cálculos baseados nas leis fundamentais da física. Os investigadores apresentaram os seus resultados na revista Nature Astronomy.
"Sopa" de magma com água e ferro
Para explicar os resultados, Dorn tem de entrar em pormenores: "O núcleo de ferro leva tempo a desenvolver-se. Uma grande parte do ferro está inicialmente contida na sopa de magma quente sob a forma de gotículas". A água sequestrada nesta sopa combina-se com estas gotículas de ferro e afunda-se com elas no núcleo. "As gotículas de ferro comportam-se como um elevador que é transportado para baixo pela água", explica Dorn.
Até à data, este comportamento só era conhecido para pressões moderadas, como as que se verificam na Terra. Não se sabia o que acontecia no caso de planetas maiores com condições interiores de maior pressão. "Este é um dos principais resultados do nosso estudo", diz Dorn. "Quanto maior for o planeta e quanto maior for a sua massa, mais a água tende a ir com as gotículas de ferro e a integrar-se no núcleo. Em determinadas circunstâncias, o ferro pode absorver até 70 vezes mais água do que os silicatos. No entanto, devido à enorme pressão no núcleo, a água já não assume a forma de moléculas de H2O, mas está presente no hidrogénio e no oxigénio.
Também existem grandes quantidades de água no interior da Terra
Este estudo foi desencadeado por investigações sobre o conteúdo de água da Terra, que produziram um resultado surpreendente há quatro anos: os oceanos à superfície da Terra contêm apenas uma pequena fração da água total do nosso planeta. O conteúdo de mais de 80 vezes o dos oceanos da Terra pode estar escondido no seu interior. Este facto é demonstrado por simulações que calculam o comportamento da água em condições do tipo das que vigoravam quando a Terra era jovem. As experiências e as medições sismológicas são, por conseguinte, compatíveis.
As novas descobertas sobre a distribuição da água nos planetas têm consequências dramáticas para a interpretação dos dados das observações astronómicas. Com os seus telescópios no espaço e na Terra, os astrónomos podem, em determinadas condições, medir a massa e o tamanho de um exoplaneta. Com base nestes cálculos, elaboram diagramas de massa e raio que permitem tirar conclusões sobre a composição do planeta. Se, ao fazê-lo - como tem sido o caso até agora - a solubilidade e a distribuição da água forem ignoradas, o volume de água pode ser dramaticamente subestimado até dez vezes. "Os planetas são muito mais abundantes em água do que se supunha anteriormente", diz Dorn.
Compreendendo a história da evolução
A distribuição da água também é importante se quisermos compreender como é que os planetas se formam e se desenvolvem. A água que se afundou no núcleo permanece lá presa para sempre. No entanto, a água dissolvida no oceano de magma do manto pode desgaseificar-se e subir à superfície durante o arrefecimento do manto. "Por isso, se encontrarmos água na atmosfera de um planeta, é provável que haja muito mais no seu interior", explica Dorn.
É isto que o Telescópio Espacial James Webb, que há dois anos envia dados do espaço para a Terra, está a tentar descobrir. É capaz de localizar moléculas na atmosfera dos exoplanetas. "Só a composição da atmosfera superior dos exoplanetas pode ser medida diretamente", explica a cientista. "O nosso grupo pretende fazer a ligação entre a atmosfera e as profundezas interiores dos corpos celestes".
Os novos dados do exoplaneta TOI-270 d são particularmente interessantes. "Foram recolhidas evidências da existência real de tais interações entre o oceano de magma no seu interior e a atmosfera", diz Dorn, que esteve envolvida na publicação correspondente sobre TOI-270 d. A sua lista de objetos interessantes que deseja examinar mais de perto inclui também o planeta K2-18 b, que chegou às manchetes devido à probabilidade de nele existir vida.
Será que os mundos aquáticos, afinal, sustentam vida?
A água é uma das condições prévias para o desenvolvimento da vida. Há muito que se especula sobre a potencial habitabilidade de super-Terras com água em abundância - ou seja, planetas com uma massa várias vezes superior à da Terra e com uma superfície coberta por um oceano profundo e global. Anteriormente, os cálculos sugeriram que demasiada água poderia ser hostil à vida. O argumento era que, nesses mundos aquáticos, uma camada de gelo exótico de alta pressão impediria a troca de substâncias vitais na interface entre o oceano e o manto do planeta.
O novo estudo chega agora a uma conclusão diferente: planetas com camadas profundas de água são provavelmente uma ocorrência rara, uma vez que a maior parte da água nas super-Terras não se encontra à superfície, como se supunha até agora, mas está presa no núcleo. Isto leva os cientistas a assumir que mesmo os planetas com um teor de água relativamente elevado podem ter o potencial de desenvolver condições de habitabilidade semelhantes às da Terra. Como concluem Dorn e os seus colegas, o seu estudo lança assim uma nova luz sobre a potencial existência de mundos com água em abundância que podem suportar vida.
Cientistas descobrem uma antiga dupla estelar dos confins da Via Láctea (via Universidade de Hertfordshire)
Um par invulgar de estrelas com 10 mil milhões de anos, formado quando a Via Láctea era jovem, está a visitar desde os confins da Galáxia,. A equipa internacional estava a examinar estrelas próximas da Terra quando descobriu o sistema estelar binário - duas estrelas que estão ligadas gravitacionalmente. Para sua surpresa, descobriram que o par tinha viajado do halo da Via Láctea para a nossa vizinhança estelar local. Ler fonte
Novos dados sobre a radiação permitem missões à lua de Júpiter, Europa (via Universidade Técnica da Dinamarca)
Os cientistas da missão Juno da NASA utilizaram imagens de câmaras estelares para mapear a radiação altamente energética na lua de Júpiter, Europa, e descobriram uma radiação surpreendentemente baixa no lado que está virado para a direção contrária ao movimento da lua. Ler fonte
Álbum de fotografias Mapa de Raios Gama, e de Todo o Céu, de 12 Anos do Fermi
Esqueça a visão de raios X - imagine o que poderia ver com a visão de raios gama! O mapa de todo o céu aqui apresentado mostra o aspeto do Universo para o Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi da NASA. O Fermi vê luz com energias cerca de mil milhões de vezes superiores às que o olho humano consegue ver, e o mapa combina 12 anos de observações do Fermi. As cores representam o brilho das fontes de raios gama, com as fontes mais brilhantes a aparecerem com cores mais claras. A faixa proeminente no meio é o plano central da nossa Galáxia, a Via Láctea. A maioria dos pontos vermelhos e amarelos espalhados por cima e por baixo do plano da Via Láctea são galáxias muito distantes, enquanto a maioria dos que se encontram dentro do plano são pulsares próximos. O fundo azul que preenche a imagem é o brilho difuso dos raios gama de fontes distantes que são demasiado fracas para serem detetadas individualmente. Algumas fontes de raios gama permanecem não identificadas e são tópicos de investigação - atualmente ninguém sabe o que são.
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
Telemóvel: 962 422 093
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231
Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt
Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.
Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.