DIA 10/01: 10.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1936 nascia Robert Woodrow Wilson, astrónomo americano laureado com o prémio Nobel da Física em 1978. Juntamente com Arno Allan Penzias, descobriu em 1964 a radiação cósmica de fundo em microondas.
Em 1962, a NASA anuncia planos para construir o veículo de lançamento C-5.
Ficou mais conhecido pelo nome Saturn V, lançado em cada uma das missões Apollo.
Em 1969, lançamento da Venera 6 (USSR). Alcançou Vénus a 17 de maio de 1969. Enviou dados até 11 km da superfície, antes de ser despedaçada pela pressão do planeta. HOJE, NO COSMOS:
A Lua faz uma linha com Júpiter e Aldebarã. Quão exatamente em linha? Isso depende da hora e da localização do observador. Observe a retidão dessa linha a mudar de hora para hora. A cada 60 minutos a Lua move-se quase um diâmetro seu para este, contra o fundo estelar.
DIA 11/01: 11.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1787, William Herschel descobre Oberon e Titânia, os maiores satélites de Úrano.
Em 1996, missão STS-72 do vaivém Endeavour, no seu 10.º voo. HOJE, NO COSMOS:
A Lua, quase Cheia, forma um triângulo com Beta (Elnath) e a mais ténue Zeta Tauri, as estrelas que representam as pontas dos chifres de Touro.
DIA 12/01: 12.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1820 é fundada a "British Royal Astronomical Society".
Em 1986, lançamento da STS-61-C, do vaivém Columbia. Foi a última missão antes do desastre do vaivém Challenger.
Em 2005 é lançada a partir de Cabo Canaveral a sonda Deep Impact.
Em 2007, o cometa C/2006 P1 (McNaught) alcança o periélio e torna-se no cometa mais brilhante dos últimos 40 anos. HOJE, NO COSMOS:
Nesta altura mais fria do ano, Sirius nasce por volta do fim do lusco-fusco. A Cintura de Orionte aponta quase para o local onde nasce. Depois do nascer de Sirius, esta pisca lentamente e profundamente através das camadas espessas da atmosfera perto do horizonte, depois mais depressa mas com menos intensidade ao ganhar altitude. Os seus lampejos de cor também se moderam e misturam num esbranquiçado cintilante à medida que sobe para reluzir no ar mais fino.
DIA 13/01: 13.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1610, Galileu Galilei observa pela primeira vez todos os quatro satélites de Júpiter ao mesmo tempo.
Em 1993, lançamento da missão STS-54 do vaivém espacial Endeavour, o seu terceiro voo.
Em 2000, foram descobertos buracos negros solitários à deriva na Galáxia.
Em 2003, é descoberta a anã castanha mais próxima, com uma massa entre 40-60 sóis, a menos de 12 anos-luz de distância do Sol. Faz parte do sistema Epsilon Indi. Em agosto do mesmo ano, os astrónomos descobriram que a anã castanha era afinal um binário de anãs castanhas. HOJE, NO COSMOS:
Esta noite a Lua encontra-se para cima e para a direita do planeta Marte.
Lua Cheia, pelas 22:27.
Uma nebulosa planetária destruiu o seu sistema solar
Imagem da nebulosa planetária WeSB1.
Crédito: Klaus Bernhard
Uma equipa internacional de investigadores descobriu uma nebulosa planetária que destruiu o seu próprio sistema planetário, conservando os fragmentos restantes sob a forma de poeira em órbita da sua estrela central.
Até à data, foram descobertos mais de 5000 exoplanetas em órbita de estrelas de todos os tipos e em quase todas as fases da evolução estelar. No entanto, embora tenham sido descobertos exoplanetas em torno de anãs brancas - a fase final da evolução de estrelas de massa baixa e intermédia, como o Sol -, não foram detetados exoplanetas na fase evolutiva anterior, conhecida como a fase de nebulosa planetária.
As nebulosas planetárias são conchas brilhantes de gás e poeira que se encontram à volta das anãs brancas mais jovens, formadas a partir do material perdido pela estrela central no fim da sua vida, mesmo antes de se tornar uma anã branca. A expulsão deste material interfere com quaisquer planetas que possam estar em órbita em torno da estrela, fazendo com que os mais próximos espiralem e sejam engolidos pela estrela central, enquanto os mais distantes se deslocam para órbitas ainda mais distantes, talvez até se soltem e voem para longe.
A aparente ausência de exoplanetas em torno de estrelas na fase de nebulosa planetária levanta questões importantes sobre como é possível encontrar tantos em torno de anãs brancas. Esta descoberta, publicada na revista Nature Astronomy, representa um passo importante para a compreensão da população observada de exoplanetas em torno de estrelas evoluídas.
A descoberta foi feita através do estudo de dados de 2000 estrelas centrais de nebulosas planetárias observadas pelo satélite Gaia e pelo ZTF (Zwicky Transient Facility) - um levantamento astronómico que permite obter imagens repetidas de grandes áreas do céu noturno em busca de transientes astronómicos e outras formas de variabilidade.
Astrónomo amador
Foi o astrónomo amador Klaus Bernhard, da associação alemã "Bundesdeutsche Arbeitsgemeinschaft fur Veranderliche Sterne", quem primeiro se deparou com o estranho comportamento desta nebulosa planetária. "Olhando para os dados, descobri que a estrela central de WeSb1 caiu para menos de 10% do seu brilho habitual durante algumas semanas em 2021, antes de voltar ao normal. Em anos anteriores, registaram-se episódios de escurecimento semelhantes, mas sempre com uma duração diferente e nunca tão profundos", conta Klaus Bernhard.
"O sinal revelador de um exoplaneta ou de uma estrela companheira são pequenas quedas regulares no brilho devido a eclipses, por isso foi uma verdadeira surpresa quando Klaus mostrou a estranha variabilidade desta estrela", explica David Jones, coautor do artigo científico e investigador do IAC (Instituto de Astrofísica de Canarias).
"A única explicação razoável para este comportamento é a existência de grandes nuvens de poeira em órbita à volta da estrela central, mas no interior da nebulosa", acrescenta James Munday, coautor do estudo e estudante de doutoramento na Universidade de Warwick.
Para melhor compreender as propriedades e origens desta poeira, a equipa obteve dados adicionais utilizando o NOT (Nordic Optical Telescope) no Observatório Roque de los Muchachos do IAC, no município de Garafía, em La Palma. De igual modo, procuraram dados existentes obtidos por outros estudos, como o ATLAS, uma rede de telescópios que em breve incluirá um instalado no Observatório de Teide, em Tenerife.
"Juntando tudo, começou a tornar-se mais claro o que tinha acontecido neste sistema", diz Jan Budaj, primeiro autor do estudo e investigador da Academia Eslovaca de Ciências. "A estrela central não é, de facto, uma estrela, mas sim duas. A interação entre a estrela central e a sua companheira formou a nebulosa planetária e, ao mesmo tempo, levou à destruição dos planetas do sistema, deixando os remanescentes sob a forma de grandes nuvens de poeira em órbita à volta da estrela companheira".
Sistema de alertas ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System): Página principal Wikipedia
Foram observadas estrelas individuais no "Arco do Dragão"
Abell 370, um enxame de galáxias situado a cerca de 4 mil milhões de anos-luz de distância da Terra, apresenta vários arcos de luz, incluindo o "Arco do Dragão" (em baixo à esquerda do centro). Estes arcos são causados por lentes gravitacionais: A luz de galáxias distantes, muito atrás do enorme enxame de galáxias, que vem em direção à Terra, é curvada em torno de Abell 370 pela sua enorme gravidade, resultando em imagens contorcidas.
Crédito: NASA, ESA e J. Lotz e Equipa Frontier Fields do Hubble (STScI)
Observar o Universo quando este tinha metade da sua idade atual e esperar ver estrelas individuais é considerado uma tarefa impossível em astronomia, um pouco como apontar um par de binóculos para a Lua na esperança de distinguir grãos de poeira individuais dentro das suas crateras. No entanto, graças a uma peculiaridade cósmica da natureza, uma equipa internacional de astrónomos conseguiu fazer isso mesmo.
Utilizando o Telescópio Espacial James Webb, o investigador de pós-doutoramento Fengwu Sun do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian e a sua equipa observaram uma galáxia a cerca de 6,5 mil milhões de anos-luz da Terra. Nesta galáxia distante, a equipa identificou 44 estrelas individuais, tornadas visíveis graças a um efeito conhecido como lente gravitacional e ao elevado poder de recolha de luz do Webb.
Publicada na revista Nature Astronomy, a descoberta assinala este recorde - o maior número de estrelas individuais detetadas no Universo distante. Também proporciona uma forma de investigar um dos maiores mistérios do Universo - a matéria escura.
"Esta descoberta inovadora demonstra, pela primeira vez, que é possível estudar um grande número de estrelas individuais numa galáxia distante", afirmou Sun, coautor do estudo. "Ao passo que estudos anteriores com o Telescópio Espacial Hubble encontraram cerca de sete estrelas, agora temos a capacidade de resolver estrelas que anteriormente estavam para lá do nosso alcance. É importante notar que a observação de mais estrelas individuais também nos ajudará a compreender melhor a matéria escura no plano de observação destas galáxias e estrelas, o que não podíamos fazer apenas com o punhado de estrelas individuais observadas anteriormente".
Sun encontrou este tesouro de estrelas enquanto inspecionava as imagens do JWST de uma galáxia conhecida como Arco do Dragão, localizada ao longo da linha de visão da Terra por trás de um enorme enxame de galáxias chamado Abell 370. Devido ao seu efeito de lente gravitacional, Abell 370 estica a espiral característica do Arco do Dragão numa forma alongada - como uma sala de espelhos de proporções cósmicas.
A equipa de investigação analisou cuidadosamente as cores de cada uma das estrelas no interior do Arco do Dragão e descobriu que muitas são supergigantes vermelhas, semelhantes a Betelgeuse na constelação de Orionte, que se encontra na fase final da sua vida. Isto contrasta com descobertas anteriores, que identificaram predominantemente "supergigantes" azuis semelhantes a Rigel e Deneb, que estão entre as estrelas mais brilhantes do céu noturno. De acordo com os investigadores, esta diferença de tipos estelares também realça o poder único das observações do JWST em comprimentos de onda infravermelhos que podem revelar estrelas a temperaturas mais baixas.
"Quando descobrimos estas estrelas individuais, estávamos na realidade à procura de uma galáxia de fundo que é ampliada pelas galáxias deste enxame massivo", disse Sun. "Mas quando processámos os dados, percebemos que havia o que pareciam ser muitos pontos de estrelas individuais. Foi uma descoberta excitante porque foi a primeira vez que conseguimos ver tantas estrelas individuais tão longe".
O halo massivo, mas invisível, de matéria escura de um enxame de galáxias funciona como uma "macrolente", enquanto as estrelas solitárias e não ligadas que vagueiam pelo enxame funcionam como "microlentes" adicionais, multiplicando o fator de ampliação.
Crédito: Yoshinobu Fudamoto
Sun, em particular, está entusiasmado com a próxima oportunidade de estudar estas supergigantes vermelhas. "Sabemos mais sobre as supergigantes vermelhas na nossa vizinhança galáctica local porque estão mais perto e podemos obter melhores imagens e espetros, e por vezes até resolver as estrelas. Podemos usar o conhecimento que adquirimos com o estudo das supergigantes vermelhas no Universo local para interpretar o que lhes acontece a seguir numa época tão precoce da formação galáctica em estudos futuros".
A maioria das galáxias, incluindo a Via Láctea, contém dezenas de milhares de milhões de estrelas. Nas galáxias próximas, como a galáxia de Andrómeda, os astrónomos podem observar as estrelas uma a uma. No entanto, em galáxias a milhares de milhões de anos-luz de distância, as estrelas aparecem misturadas, uma vez que a sua luz tem de viajar milhares de milhões de anos-luz antes de chegar até nós, o que representa um desafio de longa data para os cientistas que estudam a formação e a evolução das galáxias.
"Para nós, as galáxias que estão muito distantes parecem normalmente uma mancha difusa e desfocada", disse o autor principal do estudo, Yoshinobu Fudamoto, professor assistente na Universidade de Chiba, no Japão. "Mas, na verdade, essas manchas são constituídas por muitas, muitas estrelas individuais. Só que não conseguimos resolvê-las com os nossos telescópios".
Os recentes avanços na astronomia abriram novas possibilidades, tirando partido das lentes gravitacionais - um efeito de ampliação natural causado pelos fortes campos gravitacionais de objetos massivos. Tal como previsto por Albert Einstein, as lentes gravitacionais podem ampliar a luz de estrelas distantes por um fator de centenas ou mesmo milhares de vezes, tornando-as detetáveis com instrumentos sensíveis como o JWST.
"Estas descobertas têm sido tipicamente limitadas a apenas uma ou duas estrelas por galáxia", disse Fudamoto. "Para estudar as populações estelares de uma forma estatisticamente significativa, precisamos de muitas mais observações de estrelas individuais".
Espera-se que as futuras observações do Telescópio James Webb captem mais estrelas ampliadas na galáxia do Arco do Dragão. Estes esforços poderão levar a estudos pormenorizados de centenas de estrelas em galáxias distantes. Para além disso, as observações de estrelas individuais poderão fornecer informações sobre a estrutura das lentes gravitacionais e até lançar luz sobre a natureza elusiva da matéria escura.
Recém-descoberto mecanismo de "beijo e captura" explica a formação de Plutão e da sua maior lua
Composição de imagens a cores, melhoradas, de Plutão (em baixo, à direita) e Caronte (em cima, à esquerda), obtida pela nave espacial New Horizons da NASA quando passou pelo sistema de Plutão no dia 14 de julho de 2015.
Crédito:
NASA/JHUAPL/SwRI
Há milhares de milhões de anos, nos confins gelados do nosso Sistema Solar, dois mundos gelados colidiram. Em vez de se destruírem mutuamente numa catástrofe cósmica, giraram juntos como um boneco de neve celestial, separando-se finalmente, mas permanecendo para sempre ligados em órbita. Foi assim que Plutão e a sua maior lua, Caronte, tiveram origem, de acordo com um novo estudo da Universidade do Arizona que desafia décadas de pressupostos científicos.
Um estudo liderado por Adeene Denton, bolseira de pós-doutoramento da NASA que realizou a investigação no Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona, EUA, revelou este inesperado mecanismo de "beijo e captura", que pode ajudar os cientistas a compreender melhor como os corpos planetários se formam e evoluem. Ao considerarem algo que os cientistas planetários tinham ignorado durante décadas - a força estrutural dos mundos frios e gelados - os investigadores descobriram um tipo inteiramente novo de colisão cósmica.
Os resultados foram publicados na revista Nature Geoscience.
Durante décadas, os cientistas teorizaram que a lua invulgarmente grande de Plutão, Caronte, foi formada através de um processo semelhante ao da Lua da Terra - uma colisão massiva seguida do alongamento e deformação de corpos semelhantes a fluidos, disse Denton. Este modelo funcionou bem para o sistema Terra-Lua, onde o calor intenso e as grandes massas envolvidas significavam que os corpos em colisão se comportavam mais como fluidos. No entanto, quando aplicado ao sistema Plutão-Caronte, mais pequeno e mais frio, esta abordagem ignorou um fator crucial: a integridade estrutural da rocha e do gelo.
"Plutão e Caronte são diferentes - são mais pequenos, mais frios e feitos principalmente de rocha e gelo. Quando tivemos em conta a força real destes materiais, descobrimos algo completamente inesperado", disse Denton.
Usando simulações avançadas de impacto no "cluster" de computação de alto desempenho da Universidade do Arizona, a equipa de investigação descobriu que, em vez de se esticarem como pasta de modelar durante a colisão, Plutão e o proto-Caronte ficaram temporariamente colados, girando como um único objeto em forma de boneco de neve antes de se separarem no sistema binário que observamos hoje. Um sistema binário ocorre quando dois corpos celestes orbitam em torno de um centro de massa comum, tal como dois patinadores artísticos que giram de mãos dadas.
Vista oblíqua da proposta de "beijo e captura" de Caronte por Plutão, vista horas após a colisão, na altura da separação.
Crédito:
Robert Melikyan e Adeene Denton
"A maior parte dos cenários de colisão planetária são classificados como 'toca e foge' ou 'raspa e funde'". O que descobrimos é algo completamente diferente - um cenário de 'beijo e captura' em que os corpos colidem, ficam juntos por pouco tempo e depois separam-se, mantendo-se gravitacionalmente ligados", disse Denton.
"O mais interessante deste estudo é que os parâmetros do modelo que funcionam para capturar Caronte acabam por colocá-lo na órbita correta. Conseguimos duas coisas certas pelo 'preço' de uma", disse o autor sénior do estudo, Erik Asphaug, professor do Laboratório Lunar e Planetário.
O estudo também sugere que tanto Plutão como Caronte permaneceram praticamente intactos durante a colisão, com grande parte da sua composição original preservada. Isto desafia os modelos anteriores que sugeriam uma extensa deformação e mistura durante o impacto, disse Denton. Adicionalmente, o processo de colisão, incluindo a fricção das marés à medida que os corpos se separavam, depositou um calor interno considerável em ambos os corpos, o que pode fornecer um mecanismo para Plutão desenvolver um oceano subsuperficial sem necessitar de formação no Sistema Solar mais radioativo dos primórdios - uma restrição temporal que tem incomodado os cientistas planetários.
A equipa de investigação já está a planear estudos de seguimento para explorar várias áreas chave. A equipa quer investigar como as forças de maré influenciaram a evolução inicial de Plutão e Caronte quando estavam muito mais próximos, analisar como este cenário de formação se alinha com as características geológicas atuais de Plutão, e examinar se processos semelhantes podem explicar a formação de outros sistemas binários.
"Estamos particularmente interessados em compreender como esta configuração inicial afeta a evolução geológica de Plutão", disse Denton. "O calor do impacto e as forças de maré subsequentes podem ter desempenhado um papel crucial na formação das características que vemos atualmente na superfície de Plutão".
Campos magnéticos helicoidais: um mecanismo universal para a colimação dos jatos (via NRAO)
Novas observações do VLA (Karl G. Jansky Very Large Array) do NRAO (National Radio Astronomy Observatory) da NSF (National Science Foundation) fornecem evidências convincentes que apoiam um mecanismo universal para a colimação de jatos astrofísicos, independentemente da sua origem. Um novo estudo, publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, revela a presença de um campo magnético helicoidal no interior do jato protoestelar HH 80-81, uma descoberta que espelha estruturas semelhantes observadas em jctos que emanam de buracos negros supermassivos. Ler fonte
Álbum de fotografias Remanescentes de supernovas, uma grande e uma pequena
O que é que acontece quando uma estrela explode? Enormes bolas de fogo, gás quente, são disparadas em todas as direções. Quando este gás choca com o meio interestelar existente, aquece-o de tal forma que fica incandescente. Na imagem em destaque, tirada no ObservatórioOukaïmeden, em Marrocos, são visíveis dois remanescentes de supernova diferentes. A nebulosa azul com aspeto de bola de futebol, no canto superior esquerdo, é SNR G179.0+02.6, que parece ser a mais pequena. Esta supernova, a cerca de 11.000 anos-luz de distância, foi detonada há cerca de 50.000 anos. Embora composta principalmente por hidrogénio gasoso, a luz azul é emitida por uma pequena quantidade de oxigénio. O remanescente de supernova aparentemente maior, que domina o canto inferior direito da imagem, é a Nebulosa do Esparguete, catalogada como Simeis 147 e sh2-240. Esta supernova, a apenas cerca de 3000 anos-luz de distância, explodiu há cerca de 40.000 anos. Comparativamente, apesar de parecerem de tamanhos diferentes, ambos os remanescentes de supernova não só têm aproximadamente a mesma idade, como também têm aproximadamente o mesmo tamanho.
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