OBSERVAÇÃO ASTRONÓMICA EM TAVIRA
Em março haverá um eclipse solar e nós estaremos na Ponte Romana em Tavira para o observar com toda a segurança. O eclipse solar também será observado em simultâneo em Faro, pelo Centro Ciência Viva do Algarve e em Lagos pelo Centro Ciência Viva de Lagos. A atividade é gratuita. Participe! Data: 29 de março de 2025 Hora: 10:00 - 12:00 Local: Ponte Romana em Tavira Coordenadas GPS: 37.12535, -7.646739
Esta atividade depende das condições atmosféricas Informações: 281 326 231
924 452 528 | geral@cvtavira.pt
MANHÃS ASTRONÓMICAS EM FARO
Iremos realizar uma sessão de observação do eclipse solar parcial em simultâneo com o Centro Ciência Viva de Tavira e com o Centro Ciência Viva de Lagos. A sessão é gratuita e não sujeita a marcação. Data: 29 de março de 2025 Hora: 09:30 - 11:30 Local: Jardim Manuel Bívar, junto à marina
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Informações: 289 890 920 | info@ccvalg.pt
EFEMÉRIDES
DIA 18/03: 77.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1781, Charles Messier redescobre o enxame globular M92.
Em 1965, Aleksei Leonov torna-se o primeiro homem a passear no espaço após sair durante 12 minutos no exterior da Voskhod 2.
Em 1980, um foguetão Vostok preparado para uma missão de reabastecimento explode na rampa de lançamento, no Cosmódromo de Plesetsk, matando 50 pessoas.
Em 2011, inserção orbital da sonda MESSENGER em Mercúrio. HOJE, NO COSMOS:
Esta é a altura do ano em que Orionte começa a descer a sudoeste depois do cair da noite, com a sua Cintura quase na horizontal. Mas quando é que a Cintura de Orionte aparece exatamente na horizontal? Isso depende principalmente da latitude do observador, e um pouco menos de onde está localizado a este-oeste no fuso horário.
DIA 19/03: 78.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1915, Plutão era fotografado pela primeira vez. No entanto, não foi identificado como planeta.
Em 2008, GRB 080319B, uma explosão cósmica que se torna no objeto mais distante visível [brevemente] a olho nu. HOJE, NO COSMOS:
Na divisão tradicional entre o céu de inverno e o céu de primavera está a ténue constelação de Caranguejo. Encontra-se entre Gémeos (para oeste) e Leão (para este). Caranguejo hospeda um objeto algo único: o Enxame do Presépio (M44), quase a meio. Procure-o a menos de metade da distância entre Pollux (Gémeos) e Régulo (Leão). O Presépio é ténue à vista desarmada, caso tenha pouca ou nenhuma poluição luminosa. Com binóculos é fácil de observar, mesmo sob más condições.
DIA 20/03: 79.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1916, era publicada a Teoria da Relatividade Geral na sequência das lectures apresentadas à Academia Prussiana de Ciências a 25 de novembro de 1915.
Em 1964 era criada a ESRO (European Space Research Organization) percursora da ESA (Agência Espacial Europeia).
Em 2015, um eclipse solar, o equinócio e uma super-Lua ocorrem no mesmo dia. HOJE, NO COSMOS:
A Lua nasce
depois das 00:00 na direção da cabeça de Escorpião. Antes e durante o amanhecer, o nosso satélite natural e as estrelas em seu redor dão um bonito espetáculo a sudeste e sul, como uma espécie de antevisão do Escorpião de verão.
Equinócio vernal. A primavera começa pelas 09:01.
O canto Pollux do triângulo formado por Marte, Pollux e Castor mede agora 99,3º, claramente já não é um triângulo retângulo observado a olho nu.
Webb observa mais profundamente a misteriosa Nebulosa da Chama
Esta colagem de imagens da Nebulosa da Chama mostra uma vista no infravermelho próximo obtida pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA, à esquerda, enquanto as duas inserções à direita são do Telescópio Espacial James Webb da NASA. Grande parte do gás e da poeira, escura e densa, bem como as nuvens brancas circundantes na imagem do Hubble, foram eliminados nas imagens do Webb, dando-nos uma visão de uma nuvem mais translúcida, atravessada pelos objetos produtores de infravermelho no seu interior, que são estrelas jovens e anãs castanhas. Os astrónomos usaram o Webb para fazer um censo dos objetos de menor massa dentro desta região de formação estelar.
Crédito:
NASA, ESA, CSA, M. Meyer (Universidade de Michigan), A. Pagan (STScI)
A Nebulosa da Chama, localizada a cerca de 1400 anos-luz da Terra, é um "viveiro" de formação estelar com menos de 1 milhão de anos. No interior da Nebulosa da Chama existem objetos tão pequenos que os seus núcleos nunca serão capazes de fundir hidrogénio como as estrelas de pleno direito - anãs castanhas.
Com o tempo, as anãs castanhas, muitas vezes chamadas "estrelas falhadas", tornam-se muito fracas e muito mais frias do que as estrelas. Estes fatores tornam a observação das anãs castanhas com a maioria dos telescópios difícil, se não impossível, mesmo a distâncias cosmicamente pequenas do Sol. No entanto, quando são muito jovens, são ainda relativamente quentes e brilhantes e, por isso, mais fáceis de observar, apesar da poeira e do gás densos e obscurecedores que, neste caso, constituem a Nebulosa da Chama.
O Telescópio Espacial James Webb da NASA consegue penetrar nesta região densa e poeirenta e ver o ténue brilho infravermelho das jovens anãs castanhas. Uma equipa de astrónomos utilizou esta capacidade para explorar o limite inferior da massa das anãs castanhas na Nebulosa da Chama. O resultado, descobriram, foram objetos flutuantes com cerca de duas a três vezes a massa de Júpiter, embora fossem capazes de detetar objetos com uma massa tão pequena quanto 0,5 vezes a de Júpiter.
"O objetivo deste projeto era explorar o limite inferior de massa do processo de formação de estrelas e anãs castanhas. Com o Webb, conseguimos sondar os objetos mais fracos e de menor massa", disse o autor principal do estudo, Matthew De Furio, da Universidade do Texas em Austin, EUA.
Esta imagem, no infravermelho próximo, de uma secção da Nebulosa da Chama, obtida pelo Telescópio Espacial James Webb da NASA, destaca três objetos de baixa massa, vistos nas inserções à direita. Estes objetos, que são muito mais frios do que protoestrelas, requerem a sensibilidade dos instrumentos do Webb para serem detetados. Estes objectos foram estudados como parte de um esforço para explorar o limite inferior da massa das anãs castanhas na Nebulosa da Chama.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, M. Meyer (Universidade de Michigan)
Fragmentos mais pequenos
O limite inferior de massa que a equipa procurava é definido por um processo chamado fragmentação. Neste processo, as grandes nuvens moleculares, das quais nascem as estrelas e as anãs castanhas, dividem-se em unidades cada vez mais pequenas, ou fragmentos.
A fragmentação depende muito de vários fatores, sendo o equilíbrio entre a temperatura, a pressão térmica e a gravidade um dos mais importantes. Mais especificamente, à medida que os fragmentos se contraem sob a força da gravidade, os seus núcleos aquecem. Se o núcleo for suficientemente massivo, começará a fundir hidrogénio. A pressão exterior criada por essa fusão contraria a gravidade, parando o colapso e estabilizando o objeto (a partir daí conhecido como estrela). No entanto, os fragmentos cujos núcleos não são suficientemente compactos e quentes para queimar hidrogénio continuam a contrair-se enquanto irradiam o seu calor interno.
"O arrefecimento destas nuvens é importante porque, se houver energia interna suficiente, vai combater esta gravidade", afirma Michael Meyer, da Universidade de Michigan, EUA. "Se as nuvens arrefecerem eficazmente, entram em colapso e fragmentam-se".
A fragmentação pára quando um fragmento se torna suficientemente opaco para reabsorver a sua própria radiação, parando assim o arrefecimento e impedindo novos colapsos. As teorias colocavam o limite inferior destes fragmentos entre uma e dez massas de Júpiter. Este estudo reduz significativamente esse intervalo, uma vez que o censo do Webb contou fragmentos de diferentes massas dentro da nebulosa.
"Como se verificou em muitos estudos anteriores, à medida que se avança para massas mais baixas, obtém-se mais objetos até cerca de dez vezes a massa de Júpiter. No nosso estudo com o Telescópio Espacial James Webb, que é sensível até 0,5 vezes a massa de Júpiter, estamos a encontrar cada vez menos objetos à medida que se desce abaixo de dez vezes a massa de Júpiter", explicou De Furio. "Encontramos menos objetos com a massa de cinco Júpiteres do que com a massa de dez Júpiteres e muito menos objetos com a massa de três Júpiteres do que com a massa de cinco Júpiteres. Não encontramos objetos com menos de duas ou três vezes a massa de Júpiter, e esperamos vê-los se estiverem lá, por isso estamos a colocar a hipótese de que este pode ser o limite".
Meyer acrescentou: "O Webb, pela primeira vez, foi capaz de sondar até e para além desse limite. Se esse limite é real, não deveria haver objetos com a massa de Júpiter a flutuar livremente na nossa Galáxia, a Via Láctea, a não ser que tenham sido formados como planetas e depois ejetados de um sistema planetário".
Esta animação alterna entre uma observação do Telescópio Espacial Hubble e uma observação do Telescópio Espacial James Webb da Nebulosa da Chama, uma nebulosa de formação estelar próxima com menos de 1 milhão de anos. Nesta comparação, são destacados três objetos de baixa massa. Na observação do Hubble, os objetos de baixa massa estão escondidos pela densa poeira e gás da região. No entanto, os objetos destacam-se na observação do Webb devido à sensibilidade do Webb à luz infravermelha fraca.
Crédito: NASA, ESA, CSA, Alyssa Pagan (STScI)
Nos "ombros" do legado do Hubble
As anãs castanhas, dada a dificuldade em encontrá-las, têm muita informação para fornecer, particularmente na formação estelar e na investigação planetária, visto que são semelhantes a estrelas e planetas. O Telescópio Espacial Hubble da NASA procura estas anãs castanhas há décadas.
Embora o Hubble não consiga observar as anãs castanhas na Nebulosa da Chama com uma massa tão baixa como o Webb, foi crucial na identificação de candidatos para estudo posterior. Este estudo é um exemplo de como o Webb "sobre aos ombros" do Hubble - décadas de dados sobre o Complexo da Nuvem Molecular de Orionte - e permitiu uma investigação aprofundada.
"É muito difícil fazer este trabalho, olhar para anãs castanhas até dez massas de Júpiter, a partir do solo, especialmente em regiões como esta. E os dados dos últimos 30 anos do Hubble permitiram-nos saber que esta é uma região de formação estelar muito útil. Precisávamos de ter o Webb para podermos estudar este tópico científico em particular", disse De Furio.
"É um salto quântico nas nossas capacidades em relação à compreensão do que se estava a passar com o Hubble. O Webb está realmente a abrir um reino inteiramente novo de possibilidades na compreensão destes objetos", explicou o astrónomo Massimo Robberto do STScI (Space Telescope Science Institute).
Esta equipa continua a estudar a Nebulosa da Chama, usando as ferramentas espetroscópicas do Webb para melhor caracterizar os diferentes objetos dentro do seu casulo poeirento.
"Há uma grande sobreposição entre as coisas que podem ser planetas e as coisas que são anãs castanhas de massa muito, muito baixa", afirmou Meyer. "E é esse o nosso trabalho nos próximos cinco anos: descobrir qual é qual e porquê".
Estes resultados foram aceites para publicação na revista The Astrophysical Journal Letters.
Uma super-Terra na zona habitável de uma anã vermelha próxima
Impressão de artista de GJ 3998 d, uma super-Terra na zona habitável da sua estrela.
Crédito: Gabriel Pérez Díaz (SMM, IAC)
Uma equipa internacional, liderada por um estudante do IAC (Instituto de Astrofísica de Canarias), detetou uma super-Terra a orbitar na zona habitável de GJ 3998, uma anã vermelha próxima situada a 59 anos-luz de distância. O novo planeta, chamado GJ 3998 d, é o terceiro encontrado no sistema.
"GJ 3998 d é uma adição bem-vinda ao censo planetário da nossa vizinhança cósmica", afirma Atanas Stefanov, estudante de doutoramento no IAC e na ULL (Universidade de La Laguna) e principal autor do estudo, publicado na revista Astronomy & Astrophysics. "Esta super-Terra parece estar na zona habitável de uma das estrelas mais próximas do Sol. Isto dá-nos mais uma razão para continuarmos a procurar planetas habitáveis à nossa porta".
O planeta recentemente descoberto, GJ 3998 d, é uma super-Terra com uma massa 6 vezes superior à da Terra. Reside na zona habitável otimista da sua estrela e completa uma órbita a cada 41,8 dias. A esta distância, GJ 3998 d recebe apenas mais 20% de irradiação estelar do que a que a Terra recebe do Sol. GJ 3998 é significativamente mais pequena e mais fria do que o Sol, o que faz com que a zona habitável se aproxime da estrela", explica Alejandro Suárez Mascareño, investigador do IAC e coautor do estudo. "Embora seja certamente diferente da Terra, se o planeta for rochoso, pode ser capaz de albergar água líquida na sua superfície, um dos principais requisitos para a vida", comentou Jonay I. González Hernández, investigador do IAC e coautor do estudo.
Recriação do planeta GJ 3998 d e da sua órbita.
Crédito: Gabriel Pérez Díaz (SMM, IAC)
A proximidade deste sistema ao Sol faz de GJ 3998 d um candidato atrativo para a caracterização atmosférica. "Deverá ser possível verificar a presença de uma atmosfera e sondar a presença de oxigénio usando o futuro espetrógrafo ANDES do ELT (Extremely Large Telescope) do ESO. GJ 3998 d seria também um bom alvo para o futuro telescópio ELF (Exo Life Finder) de 50 metros, liderado pelo IAC, que procurará bioassinaturas em atmosferas exoplanetárias", acrescenta Rafael Rebolo, investigador do IAC e coautor do artigo científico.
A descoberta faz parte do programa HADES, um esforço internacional para explorar sistemas planetários em torno de anãs vermelhas através do TNG (Telescopio Nazionale Galileo) no Observatório Roque de los Muchachos, em La Palma.
As anãs vermelhas são estrelas mais pequenas e mais frias do que a nossa, e constituem quase três-quartos da população estelar da nossa Galáxia. As suas baixas massas e abundância tornam-nas alvos privilegiados na procura de planetas de baixa massa. GJ 3998, uma dessas anãs vermelhas, tem sido atrativa para a comunidade devido à sua proximidade (59 anos-luz) e à sua atividade estelar bastante moderada. Usando o espetrógrafo HARPS-N do TNG, a equipa conseguiu detetar pequenas oscilações no movimento da estrela, causadas pelo puxão gravitacional de planetas em órbita.
Um estudo anterior, realizado em 2016 pela mesma equipa, já tinha detetado dois planetas. A presença de um sinal adicional nos dados motivou a continuação das observações e a reanálise do conjunto de dados. Com três planetas conhecidos agora detetados no sistema, GJ 3998 destaca mais uma vez como os sistemas multiplanetários são comuns. "Os planetas, em particular os de baixa massa, raramente estão sozinhos - preferem ter companhia. Muitas vezes, quando revisitamos um sistema com novas medições e novos métodos, encontramos planetas que não tinham sido detetados antes", conclui Atanas Stefanov.
Investigadores estudam as "receitas" da formação estelar
Colagem de muitos dos jovens enxames estelares observados com o ALMA como parte do levantamento ALMAGAL.
Crédito: ESO/ALMA/ALMAGAL, C. Mininni
A observação de mais de 1000 regiões onde se formam estrelas de massa elevada permite, pela primeira vez, um estudo estatisticamente relevante dos diferentes processos de formação.
No projeto ALMAGAL, uma equipa internacional de investigação vai analisar observações de mais de mil "fábricas estelares" para compreender melhor a origem e a formação de novas estrelas. A maioria dos estudos anteriores centrou-se na formação de estrelas específicas em determinadas regiões. Os dados do projeto ALMAGAL permitem aos investigadores analisar toda a diversidade de processos subjacentes à formação estelar. As estrelas são grandes bolas de plasma - reatores nucleares estelares que iluminam o Universo. Formam-se em enormes nuvens de gás e poeira, que colapsam e se dividem em fragmentos mais pequenos. A compreensão total deste processo é ainda difícil. O novo estudo geral, que analisa dados de mais de 1000 "berçários estelares", contribuirá para resolver esta questão.
As nuvens de gás e poeira a partir das quais nascem novas estrelas funcionam como fábricas industriais. São utilizados blocos de construção simples destas nuvens - como o hidrogénio, o hélio e pequenas quantidades de elementos mais pesados - para produzir formações mais complexas, como as estrelas e os seus precursores. No entanto, a forma como cada "fábrica" funciona e os resultados podem ser muito diferentes. Cada região de formação estelar pode trabalhar a velocidades diferentes e com estruturas muito diferentes. Os seus "produtos" - as estrelas - têm massas, temperaturas e composições diferentes. Estas flutuações inspiraram os astrónomos a tentar descobrir o que acontece exatamente no interior das fábricas e a explicar as diferenças.
Para compreender os processos complicados e regionalmente diferentes envolvidos na formação estelar, a equipa do ALMAGAL registou e analisou dados do maior número possível de fábricas estelares. Pretendem investigar os mecanismos subjacentes a todos os tipos de fábricas de estrelas para descobrir "receitas" gerais para a formação estelar. Será que é possível generalizar os resultados do estudo? A análise incluiu observações detalhadas de cerca de 1000 regiões de formação estelar, três a quatro vezes mais do que todos os estudos anteriores combinados.
"Agora que os resultados das primeiras análises estão disponíveis, podemos pela primeira vez realizar estudos estatisticamente relevantes para compreender as diferentes maneiras de formação estelar e como o seu ambiente afeta este processo", disse o professor Dr. Peter Schilke do Instituto de Astrofísica da Universidade de Colónia. "O ALMAGAL fornece uma enorme quantidade de dados que nos permite olhar para um grande número de protoestrelas em pormenor. Isto marca o início de uma nova era de astrofísica de precisão através da análise das suas impressões digitais moleculares", explicou a Dra. Beth Jones da mesma instituição, que é responsável pela análise das temperaturas.
O ALMAGAL utiliza dados do observatório internacional ALMA (Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array). O ALMA está localizado a uma altitude de 5000 metros no Cerro Chajnantor, no deserto chileno de Atacama. Não observa a luz visível, mas examina os comprimentos de onda milimétricos e submilimétricos que são invisíveis ao olho humano. Isto torna o ALMA ideal para observar objetos cósmicos frios, como a poeira e o gás das fábricas de estrelas, que só brilham nestes comprimentos de onda longos. Como o ALMA também combina a luz de diferentes antenas que podem estar separadas por quilómetros, pode detetar detalhes muito finos. O ALMA é operado por um consórcio de institutos internacionais da Europa (representado pelo ESO), América do Norte (EUA, Canadá) e Ásia Oriental (Japão, Taiwan, Coreia do Sul).
Álbum de fotografias As Protoestrelas no Interior de Lynd 483
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI
Duas protoestrelas estão escondidas num único pixel, perto do centro de uma impressionante nebulosa em forma de ampulheta, nesta imagem no infravermelho próximo obtida pelo Telescópio Espacial James Webb. O sistema estelar em formação ativa encontra-se numa nuvem molecular poeirenta catalogada como Lynds 483, a cerca de 650 anos-luz de distância, na direção da constelação de Serpente. Responsáveis pelos impressionantes fluxos bipolares, as protoestrelas em colapso têm estado a lançar jatos energéticos de material colimado ao longo de dezenas de milhares de anos. A imagem de alta resolução do Webb mostra a violência da formação estelar em pormenores dramáticos, à medida que as frentes de choque se expandem e colidem com material mais lento e mais denso. O grande plano da região de formação estelar estende-se por menos de 1/2 ano-luz dentro da nebulosa escura Lynds 483.
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