Programa em atualização
Consulte sempre a página das atividades para informações mais detalhadas como o itinerário, ponto de encontro, coordenadas GPS, duração da iniciativa, etc., e para fazer a sua inscrição caso seja obrigatória.
Todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis.
Não dispensa a consulta do FAQ no site da Ciência Viva no Verão
EFEMÉRIDES
DIA 01/08: 213.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1774, o elemento oxigénio é descoberto pela terceira (e última) vez.
Em 1818 nascia Maria Mitchell, a primeira mulher eleita como astrónoma pela Academia Americana de Artes e Ciências.
Ganhou notoriedade mundial pela descoberta de um cometa brilhante em 1847. HOJE, NO COSMOS:
Lua em Quarto Crescente, pelas 13:41. Mesmo assim, ao cair da noite, tente ver a muito ligeira convexidade do terminador da Lua.
A Lua, em Balança, está entre Antares, dois punhos à distância do braço esticado para a esquerda, e Espiga, dois punhos à distância do braço esticado para a direita.
DIA 02/08: 214.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1934 nascia Valery Bykovsky, cosmonauta soviético que voou em três missões espaciais: Vostok 5, Soyuz 22 e Soyuz 31.
Detém ainda o recorde de maior tempo passado no espaço, sozinho: cinco dias em órbita, a bordo da Vostok 5 em 1963.
Em 2005, "flyby" da Mercury MESSENGER pela Terra. HOJE, NO COSMOS:
Vénus e Júpiter estão a aproximar-se um do outro no céu. Atualmente com cerca de 9º de separação, já produzem uma vista espetacular. Observe a cena, a este-nordeste, antes do amanhecer se tornar demasiado brilhante!
DIA 03/08: 215.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1596 era descoberta a primeira estrela variável, Mira, por David Fabricius.
Em 2004, lançamento da missão MESSENGER a Mercúrio, que orbitou o planeta entre 2011 e 2015. HOJE, NO COSMOS:
A Lua está esta noite um pouco para baixo e para a direita de Antares, em Escorpião.
DIA 04/08: 216.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1805, nascia William Rowan Hamilton, físico, astrónomo e matemático irlandês que fez contribuições importantes para a mecânica clássica, ótica e álgebra. A sua maior contribuição é talvez a reformulação das mecânicas Newtonianas, agora chamadas mecânicas Hamiltonianas. Este trabalho foi fundamental para o estudo do eletromagnetismo e para o desenvolvimento da mecânica quântica.
Em 2007, a NASA lançava o módulo de aterragem Phoenix, cujo objetivo era procurar moléculas de água no pólo norte de Marte. HOJE, NO COSMOS:
Vire-se para sudeste depois do cair da noite. Olhe para pouco mais de metade da distância entre o horizonte e o zénite, e aí estará a estrela Altair, a mais brilhante naquela área. A um dedo à distância do braço esticado, para cima, está a sua pequena companheira Tarazed (Gamma Aquilae), duas magnitudes mais ténue e bem no plano de fundo. Tarazed é na realidade 100 vezes mais luminosa do que Altair - é uma gigante laranja - mas está a 390 anos-luz em comparação com apenas 17 anos-luz de Altair.
Para a esquerda de Altair, a um pouco mais de um punho à distância do braço esticado, está a pequena constelação de Golfinho, saltando para a esquerda no limite da Via Láctea.
Mais perto, para cima e para a esquerda de Altair, está a pequena constelação de Sagitta, ou Seta, mais fraca de se ver. A seta aponta para a esquerda. Binóculos ajudam em ambas as constelações.
Imagem impressionante do que se assume ser dois buracos negros supermassivos em fusão
Uma nova imagem da galáxia OJ 287 revela pela primeira vez a estrutura fortemente curvada e em forma de fita do jato de plasma emitido pelo seu centro.
Crédito:
Dra. Efthalia Traianou, Universidade de Heidelberg
Há mais de 150 anos que a galáxia OJ 287 e as suas variações de brilho, a cinco mil milhões de anos-luz de distância, intrigam e fascinam os astrónomos, pois suspeitam que dois buracos negros supermassivos estejam a fundir-se no núcleo. Uma equipa internacional de investigação liderada pela Dra. Efthalia Traianou, da Universidade de Heidelberg, conseguiu recentemente captar uma imagem do centro da galáxia com um grande nível de detalhe. A imagem revolucionária, capturada com a ajuda de um radiotelescópio espacial, mostra um segmento até agora desconhecido e fortemente curvado do jato de plasma que gira para fora do centro da galáxia. A imagem fornece novas informações sobre as condições extremas que reinam em torno de buracos negros supermassivos.
O núcleo da galáxia OJ 287 pertence à classe dos blazares, que exibem alta atividade e luminosidade impressionante. As forças motoras por trás destes núcleos galácticos ativos são os buracos negros. Eles absorvem matéria dos seus arredores e podem lançá-la na forma de jatos de plasma gigantes compostos por radiação cósmica, calor, átomos pesados e campos magnéticos. "Nunca antes tínhamos observámos uma estrutura na galáxia OJ 287 com o nível de detalhe visto na nova imagem", enfatiza a Dra. Traianou, investigadora pós-doutorada do Centro Interdisciplinar de Computação Científica da Universidade de Heidelberg.
A imagem, que penetra profundamente no centro da galáxia, revela a estrutura fortemente curvada e semelhante a uma fita do jato; também aponta para novas informações sobre a composição e comportamento do jato de plasma. Algumas regiões excedem temperaturas de dez biliões Kelvin – evidência de energia e movimento extremos nas proximidades de um buraco negro. Os investigadores também observaram a formação, propagação e colisão de uma nova onda de choque ao longo do jato e atribuem-na a uma energia na gama de biliões de eletrões-volt, a partir de uma medição invulgar de raios gama realizada em 2017.
A imagem rádio foi obtida com um interferómetro de rádio terra-espaço composto por um radiotelescópio em órbita da Terra – uma antena de dez metros de diâmetro da missão RadioAstron a bordo do satélite Spektr-R – e uma rede de 27 observatórios terrestres distribuídos pela Terra. Desta forma, os investigadores conseguiram criar um telescópio espacial virtual com um diâmetro cinco vezes maior do que o diâmetro da Terra; a sua alta resolução deriva da distância entre os observatórios de rádio individuais. A imagem é baseada num método de medição que aproveita a natureza ondulatória da luz e as ondas sobrepostas associadas.
A imagem interferométrica reforça a hipótese de que, no interior da galáxia OJ 287, está localizado um sistema binário de buracos negros supermassivos. Fornece também informações importantes sobre o modo como os movimentos desses buracos negros influenciam a forma e a orientação dos jatos de plasma emitidos. "As suas propriedades especiais fazem desta galáxia uma candidata ideal para investigação futura sobre a fusão de buracos negros e das ondas gravitacionais associadas", afirma Efthalia Traianou.
Poeira cósmica abre janela de conhecimento da antiga atmosfera da Terra
Imagem, obtida através de um microscópio eletrónico, de um micrometeorito com 240 milhões de anos. As estruturas foram formadas durante a interação com a atmosfera terrestre. O oxigénio presente no micrometeorito permite tirar conclusões sobre a antiga atmosfera do nosso planeta. Escala: 10 micrómetros = 0,01 milímetros.
Crédito: Fabian Zahnow
Desde o início da história da Terra, pequenas partículas de rocha e metal oriundas do espaço têm atingido o nosso planeta. Em noites claras, podemos até ver os seus rastos a que damos o nome familiar de estrelas cadentes. Presos em camadas de rocha, estes micrometeoritos podem permanecer preservados por milhares de milhões de anos. Uma equipa de internacional investigação liderada pela Universidade de Gotinga e incluindo a Open University, a Universidade de Pisa e a Universidade de Hanôver, desenvolveu um método que lhes permite reconstruir a atmosfera do passado utilizando micrometeoritos fossilizados. Os resultados foram publicados na revista Communications Earth & Environment.
Quando micrometeoritos metálicos oriundos do espaço entram na atmosfera terrestre, derretem. Além disso, o ferro e o níquel oxidam em contacto com o oxigénio do ar. Estes processos criam estruturas esféricas microscópicas. Estas consistem em minerais de óxido cujo oxigénio provém da atmosfera. Inúmeros micrometeoritos caem para a Terra todos os anos, onde ficam depositados. Oferecem um grande potencial para tirar conclusões sobre o passado, uma vez que os seus restos fossilizados fornecem um "arquivo químico" preservado da atmosfera da época em que cá chegaram.
Secção transversal de um micrometeorito encontrado na Antártida. Os vários minerais de óxido de ferro em tons de cinza foram formados pela oxidação na atmosfera terrestre. Escala: 10 micrómetros = 0,01 milímetros.
Crédito: Fabian Zahnow
O método recém-desenvolvido permitiu aos investigadores do Centro de Geociências da Universidade de Gotinga e da Universidade de Hanôver determinar pela primeira vez, com alta precisão, a composição de isótopos de oxigénio e ferro em minúsculos micrometeoritos fósseis de diferentes períodos geológicos. As proporções dos diferentes isótopos fornecem informações sobre a composição isotópica da atmosfera primitiva. Além disso, os dados também permitem tirar conclusões sobre as concentrações de CO2 naquela época e sobre a formação de matéria orgânica em todo o mundo, principalmente devido à fotossíntese das plantas.
O estudo mostra que estas pequenas esferas são uma adição promissora aos métodos habituais utilizados na investigação geológica climática para reconstruir as concentrações de CO2 no passado. "As nossas análises mostram que os micrometeoritos intactos podem preservar vestígios fiáveis de isótopos ao longo de milhões de anos, apesar do seu tamanho microscópico", explica o autor principal, Dr. Fabian Zahnow, antigo investigador doutorado na Universidade de Gotinga, agora na Universidade de Bochum. Ao mesmo tempo, ficou claro que os processos geoquímicos no solo e nas rochas alteram os micrometeoritos depois de terem aterrado na Terra, o que significa que é essencial uma investigação geoquímica cuidadosa.
Investigação internacional lança luz sobre os "planetas de lava"
Ilustração da estrutura interna de um planeta de lava num estado frio, mostrando um oceano de magma no lado diurno coberto por uma atmosfera mineral. As setas indicam a direção do transporte de calor no interior do planeta e a radiação térmica emitida pelo seu lado noturno.
Crédito: Romain Jean-Jaques
Um novo estudo publicado na revista Nature Astronomy introduz uma estrutura teórica simples para descrever a evolução do sistema acoplado interior-atmosfera de exoplanetas rochosos quentes conhecidos como "planetas de lava".
"Os planetas de lava estão em configurações orbitais tão extremas que o nosso conhecimento sobre planetas rochosos no Sistema Solar não se aplica diretamente, deixando os cientistas incertos sobre o que esperar ao observar planetas de lava", diz o primeiro autor Charles-Édouard Boukaré, professor assistente no Departamento de Física e Astronomia da Faculdade de Ciências da Universidade York, no Canadá.
"As nossas simulações propõem um quadro conceptual para interpretar a sua evolução e fornecem cenários para investigar a sua dinâmica interna e as alterações químicas ao longo do tempo. Estes processos, embora ampliados nos planetas de lava, são fundamentalmente os mesmos que moldam os planetas rochosos do nosso próprio Sistema Solar".
Mundos exóticos podem revelar processos que impulsionam a evolução planetária
Os planetas de lava são mundos com tamanhos que variam entre o da Terra e o de uma super-Terra, orbitando extremamente perto das suas estrelas hospedeiras e completando uma órbita em menos de um dia terrestre. Muito semelhantes à Lua da Terra, espera-se que sofram acoplamento de maré, mostrando sempre a mesma face à sua estrela. As suas superfícies diurnas atingem temperaturas tão extremas que as rochas silicatadas são derretidas — e até vaporizadas —, criando condições diferentes de tudo o que existe no nosso Sistema Solar. Estes mundos exóticos, facilmente observáveis devido ao seu período orbital ultracurto, fornecem informações únicas sobre os processos fundamentais que moldam a evolução planetária.
Investigando os interiores planetários através das propriedades da atmosfera e da superfície
O estudo combina conhecimentos em mecânica dos fluidos geofísicos, atmosferas exoplanetárias e mineralogia para explorar como as composições dos planetas de lava evoluem através de um processo semelhante à destilação. Quando as rochas derretem ou vaporizam, elementos como magnésio, ferro, silício, oxigénio, sódio e potássio distribuem-se de forma diferente entre as fases vapor, líquida e sólida. A configuração orbital única dos planetas de lava mantém os equilíbrios vapor-líquido e sólido-líquido ao longo de milhares de milhões de anos, impulsionando a evolução química a longo prazo.
Usando simulações numéricas sem precedentes, a equipa prevê dois estados evolutivos extremos:
Interior totalmente derretido (provavelmente planetas jovens): a atmosfera reflete a composição planetária geral, e o transporte de calor dentro do interior derretido mantém a superfície do lado noturno quente e dinâmica;
Interior predominantemente sólido (provavelmente planetas mais antigos): apenas permanece um oceano de lava raso no lado diurno, e a atmosfera fica empobrecida em elementos como sódio, potássio e ferro.
Testando hipóteses com o Telescópio Espacial James Webb
Boukaré explica que esta investigação sobre exoplanetas de lava começou como um esforço altamente exploratório, com poucas expetativas iniciais. Baseia-se numa nova abordagem de modelação que ele desenvolveu para estudar planetas rochosos derretidos, em colaboração com colegas do IPGP (Institut de physique du globe de Paris), Universidade de Paris, publicada na revista Nature no início deste ano.
O que começou como um estudo exploratório abriu uma nova e promissora linha de investigação. As previsões descritas neste trabalho ajudaram a garantir 100 horas de tempo de observação no Telescópio Espacial James Webb (JWST) - o observatório infravermelho mais avançado já construído, com um espelho segmentado de 6,5 metros e instrumentos ultrassensíveis capazes de sondar as galáxias mais antigas e as atmosferas de exoplanetas distantes com uma precisão sem precedentes. Estas próximas observações do JWST, lideradas pela coautora Lisa Dang, da Universidade de Waterloo, irão testar diretamente o quadro teórico proposto neste estudo.
"Esperamos realmente poder observar e distinguir planetas de lava antigos de planetas de lava jovens. Se conseguirmos fazer isso, será um passo importante para ir além da tradicional visão instantânea dos exoplanetas", afirma Boukaré.
Foram utilizadas cerca de 1300 imagens da câmara de grande angular da sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) para compor esta vista espetacular de um rosto familiar: o lado visível da Lua. Mas porque é que existe só um lado visível da Lua? A Lua gira em torno do seu eixo e orbita a Terra à mesma velocidade, aproximadamente uma vez a cada 28 dias. Presa por marés nesta configuração, a rotação síncrona mantém sempre um lado, o lado visível, voltado para a Terra. Como resultado, e apresentados com detalhes notáveis no mosaico em resolução total, os lisos e escuros mares lunares (na verdade, bacias de impacto inundadas por lava) e as acidentadas terras altas são bem conhecidas dos observadores do céu na Terra. Para encontrar o seu mar ou grande cratera favorita, basta seguir esta hiperligação. As imagens da LRO usadas para construir o mosaico foram obtidas durante um período de duas semanas em dezembro de 2010.
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