O Centro Ciência Viva do Algarve irá realizar, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Tavira, uma sessão de observação da Lua na seguinte data: Data: 7 de novembro de 2025 Hora: 20:00 - 22:00 Local: Parque de Lazer das Figuras, frente ao Fórum Algarve
A sessão é gratuita e não sujeita a marcação.
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas.
Participe!
Informações: 289 890 920 | info@ccvalg.pt
OBSERVAÇÃO ASTRONÓMICA EM TAVIRA
O Centro Ciência Viva de Tavira irá realizar uma observação do Sol, em conjunto com o Centro Ciência Viva do Algarve, na seguinte data: Data: 13 de novembro de 2025 Hora: 10:00 - 12:00 Local: Ponte Romana em Tavira Coordenadas GPS: [37.12535], [-7.646739]
Atividade gratuita e não sujeita a marcação. Participe!
sta atividade depende das condições atmosféricas.
DIA 07/11: 311.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1492, o Meteorito Ensisheim, o meteorito mais antigo com uma data de impacto conhecida, atinge a Terra por volta do meio-dia, num campo de trigo nos arredores da vila de Ensisheim, Alsácia, França.
Em 1867 nascia Marie Curie, física e química polaca, naturalizada francesa, que levou a cabo estudos pioneiros sobre a radioatividade.
Foi a primeira mulher a ganhar o Prémio Nobel e a primeira pessoa a ganhá-lo duas vezes.
Em 1996 era lançada a sonda Mars Global Surveyor. HOJE, NO COSMOS:
Estamos agora naquela altura do ano em que Oríon já é visível a este-sudeste pelas 22 horas. Esta noite está para baixo e para a direita da Lua.
E hoje o nosso satélite natural brilha perto de uma linha formada por Capella
e por Betelgeuse, o ombro alaranjado do Caçador. Utilize uma fita métrica ou um fio esticado para "ligar" as duas estrelas e, ao longo da noite, observe a Lua a aproximar-se dessa linha.
Procure também Beta Tauri (Elnath) logo para a esquerda da Lua.
Cubra o brilho lunar com a ponta do seu dedo. E, tal como com a linha anterior, observe o nosso satélite natural a aproximar-se desta estrela.
DIA 08/11: 312.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1656 nascia Edmond Halley (no calendário juliano corresponde a 29 de outubro).
Halley foi um cientista inglês que usou a sua teoria das órbitas cometárias para calcular que o cometa de 1682 (Cometa Halley) era periódico e encorajou Isaac Newton a publicar a sua famosa obra de cálculo, gravidade, e das leis da gravidade. Também descobriu em 1718 que algumas das estrelas "fixas" (Sirius, Aldebarã, Betelgeuse
e Arcturo) na realidade tinham o que se chama de "movimento próprio", o que significa que não estão estacionárias ("fixas"). Pensava-se que as estrelas estavam fixas no céu desde a compilação da obra "Almagest" de Ptolomeu.
Em 1895, enquanto fazia experiências com eletricidade, Wilhelm Röntgen descobre os raios X.
Em 1984, lançamento da missão STS-51-A, do vaivém Discovery.
Em 2011, o asteroide potencialmente perigoso 2005 YU55 passa a 0,85 distâncias lunares da Terra (cerca de 324.600 km), a maior aproximação conhecida de um asteroide do seu brilho desde 2010 XC15 em 1976. HOJE, NO COSMOS:
Vénus e Espiga estão agora separados por mais de 9º (antes do nascer-do-Sol), quase um punho à distância do braço esticado. Espiga é 100 vezes mais ténue do que o planeta, mas pelo menos já está fora da "turvação do horizonte".
Desenhe uma linha de Altair, a estrela mais brilhante alta a sudoeste após o anoitecer, para a direita até chegar a Vega, igualmente alta a oeste e ainda mais brilhante. Continue essa linha na mesma direção, mas metade da distância Altair-Vega, e encontrará o losango que representa a cabeça de Dragão. A sua estrela mais brilhante é Eltanin, a ponta do nariz do Dragão, sempre apontando para Vega.
DIA 09/11: 313.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1934 nascia Carl Sagan. Carl Sagan começou a sua carreira na ciência da vida no Universo como assistente do prémio Nobel da medicina H. J. Muller nos anos 50. Conhecedor, tanto de astronomia como de biologia, as suas contribuições para o estudo da ciência planetária são a fundação da pesquisa atual. "Cosmos", a série televisiva original, ganhou vários prémios Emmy e Peabody. O livro, foi o livro científico mais vendido de sempre. O seu romance "Contacto" foi trazido para o cinema através da Warner Bros. Teve um papel fundamental nas sondas Mariner, Viking e Voyager, pelas quais recebeu a medalha de Feito Científico Excecional da NASA (duas vezes) e a medalha de Notável Seviço Público. Cofundador da Sociedade Planetária. O Dr. Sagan recebeu o prémio Pulitzer, a medalha Oersted e muitos outros prémios - incluindo dezoito graduações de colégios e Universidades americanas - pelas suas contribuições à ciência, literatura, educação e conservação do ambiente. Sagan teve o título de Professor David Duncan de Astronomia e Ciências Espaciais e foi diretor do Laboratório de Estudos Planetários na Universidade de Cornell. O prémio Masursky da Sociedade Astronómica Americana cita "as suas extraordinárias contribuições no desenvolvimento da ciência planetária". Morreu a 20 de dezembro de 1996.
Em 1967, a NASA lança a nave não-tripulada Apollo 4, no topo do primeiro foguetão Saturno V.
Em 2005, lançamento da missão europeia Venus Express. HOJE, NO COSMOS:
A Lua nasce pouco depois das 21 horas. Como sempre, a hora exata depende da localização do observador. Júpiter segue-se pouco mais de meia-hora depois, cerca de 4º para baixo do nosso satélite natural. Pollux e Castor estão para a esquerda da Lua.
De modo idêntico à observação de passado dia 7, siga a Lua ao longo da noite, que aproximar-se-á da linha curva formada por
Castor, Pollux e Júpiter.
DIA 10/11: 314.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1695, nascia John Bevis, médico e astrónomo inglês, conhecido por ter descoberto a Nebulosa do Caranguejo em 1731.
Em 1970 era lançada a sonda lunar Lunokhod 1.
Em 2008, após mais de cinco meses em Marte, a NASA declara a missão Phoenix como terminada depois da perda de comunicações com o "lander". HOJE, NO COSMOS:
Por volta das 21 horas, dependendo da posição do observador, a estrela Capella, de magnitude zero, considerada a estrela de inverno, fica exatamente à mesma altura a nordeste que Vega, a estrela de verão, a oeste-noroeste. Consegue determinar a hora precisa deste evento? Não precisa de sextante, mas este é o tipo de medição para o qual foi inventado.
A maior e mais distante erupção de um buraco negro
Esta impressão artística mostra um buraco negro supermassivo no processo de rasgar uma estrela massiva - com pelo menos 30 vezes a massa do Sol - em pedaços. Os cientistas propõem que foi isto que aconteceu em torno do buraco negro distante referido como J2245+3743, que, em 2018, aumentou dramaticamente de brilho para criar a erupção mais brilhante alguma vez registada de um buraco negro, brilhando com a luz de 10 biliões de sóis.
Crédito: Caltech/R. Hurt (IPAC)
As estrelas mais massivas do Universo estão destinadas a explodir como supernovas brilhantes antes de colapsarem em buracos negros. No entanto, uma estrela enorme parece nunca ter cumprido o seu destino; em jeito de ironia, a estrela aproximou-se demasiado de um buraco negro gigantesco, que a engoliu, desfazendo-a em pedaços.
Esta é a explicação mais provável dada pelos autores de um novo artigo científico publicado na revista Nature Astronomy que descreve a mais poderosa e mais distante erupção energética alguma vez registada por um buraco negro supermassivo. O objeto cósmico foi observado pela primeira vez em 2018 pelo ZTF (Zwicky Transient Facility), situado no Observatório Palomar, e pelo CRTS (Catalina Real-Time Transient Survey). O surto aumentou rapidamente de intensidade por um fator de 40 durante um período de meses e, no seu pico, foi 30 vezes mais luminoso do que qualquer outra erupção observada até à data. No seu ponto mais intenso, a erupção brilhou com a luz de 10 biliões de sóis.
O buraco negro supermassivo por detrás do evento está em acreção (ou alimentação), a cujo tipo se dá o nome núcleo galáctico ativo (NGA). Referido como J2245+3743, estima-se que este NGA seja 500 milhões de vezes mais massivo do que o nosso Sol. Encontra-se a 10 mil milhões de anos-luz de distância, no Universo remoto. Como a luz tem uma velocidade finita e leva tempo a chegar até nós, os astrónomos observam eventos distantes como este no passado, quando o Universo era jovem.
"A energia mostra que este objeto está muito longe e é muito brilhante", diz o autor principal do estudo, Matthew Graham, professor de astronomia e investigador no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), bem como cientista e coinvestigador principal do projeto ZTF. "Este é diferente de qualquer NGA que já tenhamos visto".
Os astrónomos continuam a monitorizar a erupção do buraco negro, embora esta esteja a desaparecer com o tempo. De facto, para além de testemunharem o objeto no passado, o próprio tempo corre mais devagar no local remoto do buraco negro, em comparação com a nossa própria experiência do tempo. "Trata-se de um fenómeno chamado dilatação cosmológica do tempo, devido ao alongamento do espaço e do tempo. À medida que a luz viaja através do espaço em expansão para chegar até nós, o seu comprimento de onda estica-se, tal como o próprio tempo", explica Graham, referindo que os levantamentos de longa duração como o ZTF e o CRTS são importantes para testemunhar plenamente acontecimentos do passado porque, neste caso, "sete anos aqui são dois anos lá. Estamos a assistir à reprodução do evento a um-quarto da velocidade".
Para determinar o que poderia causar uma explosão tão dramática de luz no cosmos, os investigadores examinaram minuciosamente uma lista de possibilidades, concluindo que o culpado mais provável é um evento de perturbação de marés (com a sigla inglesa "TDE", "tidal disruption event"). Este fenómeno ocorre quando a gravidade de um buraco negro supermassivo rasga uma estrela que se aproxime demasiado, consumindo-a lentamente ao longo do tempo, à medida que espirala para o buraco negro. O facto de a erupção do buraco negro J2245+3743 ainda estar em curso indica que estamos a assistir a uma estrela que ainda não foi totalmente devorada, mas que é como "um peixe a meio caminho da garganta da baleia", diz Graham.
Se o surto for de facto um TDE, os cientistas estimam que o buraco negro supermassivo devorou uma estrela com uma massa pelo menos 30 vezes superior à do nosso Sol. O anterior detentor do recorde de maior candidato a TDE, um evento apelidado de "Scary Barbie" após a sua classificação ZTF inicial como ZTF20abrbeie, não foi tão intenso. Esse TDE, que também se pensa ter tido origem num NGA, foi 30 vezes mais fraco do que o de J2245+3743, e estima-se que a sua estrela condenada tivesse entre três e 10 massas solares.
Lanche estelar no disco de um buraco negro
A maioria dos cerca de 100 TDEs observados até à data não ocorre em torno de NGAs - estruturas massivas que consistem em buracos negros supermassivos rodeados por grandes discos de material que alimentam o buraco negro central. O NGA fervilha com a acreção, o que pode mascarar as explosões de TDEs e torná-las mais difíceis de encontrar. A recente supererupção J2245+3743, por outro lado, foi tão grande que até foi mais fácil de observar.
No entanto, ao início, J2245+3743 não parecia ser nada de especial. Em 2018, depois de o objeto ter sido avistado pela primeira vez, os investigadores utilizaram o Telescópio Hale de 200 polegadas do Observatório Palomar para obter um espetro da luz do objeto, mas este não revelou nada de invulgar. Em 2023, a equipa notou que o surto estava a decair mais lentamente do que o esperado, pelo que obtiveram outro espetro pelo Observatório W. M. Keck, no Hawaii, que indicou o brilho extremo deste NGA em particular.
"Inicialmente, era importante estabelecer que este objeto extremo era realmente tão brilhante", explica a coautora K. E. Saavik Ford, professora na BMCC (Borough of Manhattan Community College) da CUNY (City University of New York) e também do AMNH (American Museum of Natural History). Era possível, diz ela, que o objeto estivesse a emitir luz na nossa direção, em vez de brilhar em todas as direções, mas os dados da aposentada missão WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA ajudaram a excluir essa hipótese. No final, depois de terem sido excluídos outros cenários, os investigadores concluíram que J2245+3743 era, de facto, a erupção mais brilhante alguma vez registada num buraco negro.
"Se convertermos o nosso Sol inteiro em energia, usando a famosa fórmula de Albert Einstein E=mc^2, é essa a quantidade de energia que tem saído deste surto desde que o começámos a observar", diz Ford.
Uma vez estabelecido o brilho sem precedentes do evento, a equipa analisou o que o poderia ter causado. "As supernovas não são suficientemente brilhantes para explicar isto", diz Ford, referindo-se a uma possibilidade. Ao invés, a explicação preferida da equipa é um buraco negro supermassivo que rasga lentamente uma estrela enorme até à morte.
"Estrelas tão massivas são raras", diz Ford, "mas pensamos que as estrelas dentro do disco de um NGA podem crescer ainda mais. A matéria do disco é despejada sobre as estrelas, fazendo-as crescer em massa".
Encontrar "refeições" de buracos negros com proporções tão grandes indica que é provável que outros eventos como este estejam a ocorrer no cosmos. Os investigadores esperam poder explorar mais dados do ZTF para encontrar outros e o Observatório Vera C. Rubin pode também encontrar TDEs invulgarmente grandes.
"Nunca teríamos encontrado este evento raro se não fosse o ZTF", diz Graham. "Há sete anos que observamos o céu com o ZTF e, por isso, quando vemos uma erupção ou uma mudança, podemos ver o que fez no passado e como vai evoluir".
Estrelas envelhecidas podem estar a destruir os seus planetas mais próximos
Esta impressão artística mostra uma estrela moribunda semelhante ao Sol a engolir um exoplaneta. Uma nova investigação publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society sugere que as estrelas envelhecidas podem estar a destruir os planetas gigantes que orbitam mais perto delas.
Crédito: Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA/M. Garlick/M. Zamani
De acordo com um novo estudo realizado por astrónomos da UCL (University College London) e da Universidade de Warwick, as estrelas velhas parecem estar a destruir os planetas gigantes que orbitam mais perto delas.
Quando uma estrela como o Sol fica sem hidrogénio, arrefece e expande-se até se tornar uma gigante vermelha. No caso do Sol, isto acontecerá dentro de cerca de cinco mil milhões de anos e os cientistas pensam que esta expansão causará a destruição de Mercúrio, de Vénus e talvez da Terra, mas faltam evidências de como ou se isto acontecerá definitivamente.
Num novo estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, os investigadores analisaram cerca de meio milhão de estrelas que tinham acabado de entrar nesta fase "pós-sequência principal" das suas vidas.
A equipa identificou 130 planetas e candidatos a planeta (ou seja, que ainda precisam de ser confirmados), incluindo 33 que eram previamente desconhecidos, a orbitar em torno destas estrelas.
Descobriram que esses planetas eram menos prováveis de ocorrer em torno de estrelas que se tinham expandido e arrefecido o suficiente para serem classificadas como gigantes vermelhas (ou seja, que estavam mais avançadas na sua evolução pós-sequência principal), o que sugere que muitos desses planetas podem já ter sido destruídos.
O Dr. Edward Bryant, autor principal e bolseiro da Universidade de Warwick, que realizou a maior parte deste trabalho enquanto esteve no MSSL (Mullard Space Science Laboratory) da UCL, afirmou: "Esta é uma forte evidência de que, à medida que as estrelas evoluem para lá da sua sequência principal, podem rapidamente fazer com que os planetas entrem em espiral e sejam destruídos. Isto tem sido objeto de debate e de teoria há já algum tempo, mas agora podemos ver o seu impacto direto e medi-lo ao nível de uma grande população de estrelas.
"Já esperávamos ver este efeito, mas mesmo assim ficámos surpreendidos com a eficácia com que estas estrelas parecem engolir os seus planetas próximos.
"Pensamos que a destruição ocorre devido ao 'jogo da corda' gravitacional entre o planeta e a estrela, a chamada força de maré. À medida que a estrela evolui e se expande, esta interação torna-se mais forte. Tal como a Lua puxa os oceanos da Terra para criar marés, o planeta puxa a estrela. Estas interações abrandam o planeta e fazem com que a sua órbita diminua, fazendo-o espiralar para o interior até se fragmentar ou cair na estrela".
O coautor Dr. Vincent Van Eylen, do MSSL da UCL, afirmou: "Dentro de alguns milhares de milhões de anos, o nosso Sol aumentará de tamanho e tornar-se-á uma gigante vermelha. Quando isso acontecer, será que os planetas do Sistema Solar sobreviverão? Estamos a descobrir que, em alguns casos, os planetas não sobrevivem.
"A Terra está certamente mais segura do que os planetas gigantes do nosso estudo, que estão muito mais próximos da sua estrela. Mas nós só analisámos a parte inicial da fase pós-sequência principal, os primeiros um ou dois milhões de anos - as estrelas têm muito mais evolução pela frente.
"Ao contrário dos planetas gigantes desaparecidos no nosso estudo, a própria Terra pode sobreviver à fase de gigante vermelha do Sol. Mas a vida na Terra provavelmente não sobreviveria".
Para o seu estudo, os investigadores utilizaram dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA. Utilizaram um algoritmo informático para procurar as repetidas quedas de brilho que indicam que um planeta em órbita está a passar em frente da estrela, concentrando-se em planetas gigantes com períodos orbitais curtos (isto é, que não demoraram mais de 12 dias a orbitar a sua estrela).
A equipa começou com mais de 15.000 sinais possíveis e aplicou testes rigorosos para excluir sinais falsos, acabando por reduzir este número para 130 planetas e candidatos a planeta. Destes, 48 já eram conhecidos, 49 já tinham sido identificados como candidatos a planeta (ainda precisam de ser confirmados) e 33 eram novos candidatos detetados pela primeira vez.
A equipa descobriu que quanto mais avançada era a evolução de uma estrela, menor era a probabilidade de albergar um planeta gigante próximo. A taxa global de ocorrência de tais planetas foi medida em apenas 0,28%, com as estrelas mais jovens de pós-sequência principal a apresentarem uma taxa mais elevada (0,35%), semelhante à das estrelas da sequência principal, e as estrelas mais evoluídas, que arrefeceram e incharam o suficiente para serem classificadas como gigantes vermelhas, a descerem para 0,11% (para esta análise, os investigadores excluíram os 12 planetas mais pequenos dos 130 identificados).
A partir dos dados do TESS, os investigadores podem estimar o tamanho (raio) destes possíveis planetas. Para os confirmar como planetas e não como candidatos a planetas, os astrónomos têm de excluir a possibilidade de estes corpos serem estrelas de baixa massa ou anãs castanhas ("estrelas falhadas" cuja pressão no núcleo não é suficientemente elevada para iniciar a fusão nuclear), calculando a sua massa.
Isto pode ser feito medindo com precisão os movimentos das suas estrelas hospedeiras e inferindo a força gravitacional dos planetas (e, portanto, a sua massa) a partir de oscilações nestes movimentos.
O Dr. Bryant acrescentou: "Quando tivermos as massas destes planetas, isso ajudar-nos-á a compreender exatamente o que faz com que estes planetas entrem em espiral e sejam destruídos".
Embora este estudo tenha concluído que a taxa de ocorrência de planetas gigantes diminui com a idade da estrela, há muito a aprender com o pequeno número de planetas que ainda se encontram em órbita próxima de uma estrela gigante vermelha. No entanto, são necessários mais dados para perceber porque é que alguns, mas não todos os planetas, são vítimas do envelhecimento das estrelas.
Lançamento dos satélites gémeos da missão ESCAPADE da NASA (via Universidade da Califórnia em Berkeley)
A primeira missão de dois satélites a outro planeta, a ESCAPADE (Escape and Plasma Acceleration and Dynamics Explorers) da NASA, tem lançamento previsto para domingo, 9 de novembro, a partir de Cabo Canaveral, Flórida, EUA. As duas naves idênticas são geridas e operadas pela Universidade da Califórnia em Berkeley, e voarão em formação para mapear os campos magnéticos, a atmosfera superior e a ionosfera de Marte em 3D, proporcionando a primeira visão estéreo do ambiente único do espaço próximo do Planeta Vermelho.
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Álbum de fotografias Um Ecipse Lunar com Dupla Hélice
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Chunlin Liu
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