A BUSCA DA VIDA EXTRATERRESTRE TOMA FORMA
Encontrar planetas gigantes do tamanho de Júpiter é uma coisa, mas o Santo Graal dos astrónomos que procuram exoplanetas é encontrar um planeta com dimensões semelhantes às da Terra a uma distância da sua estrela que permita ter esperanças de que possa albergar vida, por se encontrar na zona habitável.
E qual é a zona habitável?. É simplesmente a região na qual seja possível encopntrar água líquida na superfície de um planeta.
Foi isso que aconteceu a uma equipa europeia constituída por Stéphane Udry, Michel Mayor, Xavier Delfosse, Thierry Forveille e Xavier Bonfils. Xavier Bonfils trabalha presentemente no Observatório Astronómico de Lisboa.
A estrela anfitriã chamada Gliese 581, é uma das 100 mais próximas do Sol e está localizada apenas a 20,5 anos-luz na direcção da constelação de Balança.
Ao contrário do Sol, é uma estrela anã vermelha, que emite muito menos luz e energia. Isto coloca a região habitável mais próximo da estrela, o que implica uma órbita mais apertada que a da Terra para o planeta.

Impressão de Artista da Gliese 581.
Crédito: ESO
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O planeta foi descoberto medindo a velocidade radial da estrela (velocidade a que se aproxima ou afasta de nós) que varia devido às pequenas oscilações que são provocadas na estrela pela interacção gravitacional com o planeta que fazem oscilar a estrela em torno do centro de massa comum (também conhecido como método das oscilações ("Wobble")). Os astrónomos conseguem medir a variação da velocidade radial com uma precisão tremenda com o espectrógrafo HARPS (High Accuracy Radial Velocity for Planetary Searcher) ligado ao telescópio de 3,6 m localizado em La Silla, no Chile.

Velocidade radial de Gliese 581
Crédito: ESO
Este planeta é do tipo terrestre, ms não se parecerá muito com a "nossa casa". É 50% maior que a Terra e tem cerca de 5 vezes a massa da Terra. Completa uma órbita em torno da estrela a cada 13 dias, pois está 14 vezes mais próximo da sua estrela que a Terra está do Sol.
Infelizmente o método das velocidades radiais não nos informa se o planeta tem oxigénio ou sequer uma atmosfera. Mas missões futuras como a Darwin, poderão ajudar a procurar melhor a vida extraterrestre.
A equipa que descobriu o planeta diz que descobrir um planeta igual à Terra em torno de uma anã vermelha é agora apenas uma questão de tempo.
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ESO (fonte)
Universe Today
OAL
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