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BOLETIM ASTRONÓMICO - EDIÇÃO N.º 343
22 de Agosto de 2007
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SONDAS VOYAGER CELEBRAM 30.º ANIVERSÁRIO

As veneráveis sondas Voyager da NASA celebram por esta altura três décadas de voo à medida que se deslocam para o espaço interestelar. As suas odisseias marcam um feito histórico sem precedentes na História da Humanidade. A Voyager 2 foi lançada a 20 de Agosto de 1977 e a Voyager 1 a 5 de Setembro do mesmo ano. Até este dia, continuam a enviar dados a partir de distâncias superiores a três vezes a distância entre Plutão e o Sol.


As Voyager 1 e 2 celebram o seu 30.º aniversário e estão aproximando-se do meio interestelar para lá dos confins do nosso Sistema Solar.
Crédito: NASA/JPL

(clique na imagem para ver versão maior)

"A missão Voyager é uma lenda nos anais da exploração espacial. Abriu os nossos olhos à riqueza científica do Sistema Solar exterior, e desbravou caminho à maior e mais profunda exploração do domínio do Sol alguma vez levada a cabo," disse Alan Stern, administrador associado da Direcção de Missões Científicas da NASA, em Washington. "Que ambas as sondas continuem a entregar importantes descobertas mais de 25 anos depois das suas missões principais em Júpiter e Saturno terem terminado, é um testamento aos desenhadores, construtores e operadores das Voyager."

Durante a primeira dúzia de anos de voo, as Voyager exploraram em detalhe Júpiter, Saturno, as suas luas, e conduziram as primeiras explorações de Urano e Neptuno. As Voyager enviaram imagens nunca-antes-vistas e dados científicos, fazendo descobertas fundamentais acerca dos planetas exteriores e suas luas. As sondas revelaram a atmosfera turbulenta de Júpiter, que inclui dúzias de sistemas de tempestades tipo-furacão em interacção, e vulcões em erupção na lua de Júpiter, Io. Também mostraram ondas e estruturas finas nos anéis gelados de Saturno a partir dos puxos de luas vizinhas.

Durante os últimos 18 anos, as gémeas têm estudado a heliosfera exterior do Sol e a sua fronteira com o espaço interestelar. Ambas permanecem de boa saúde e enviando dados científicos 30 anos depois de terem sido lançadas.

A Voyager 1 é actualmente o objecto mais distante feito pelo Homem, viajando a uma distância do Sol de cerca de 15,5 mil milhões de quilómetros (a esta distância, está mais distante do Sol do que qualquer outro objecto natural do Sistema Solar, incluindo Sedna [embora Sedna tenha uma órbita que o leva a 975 UA do Sol no seu afélio, está actualmente a menos de 90 UA do Sol e aproximando-se do seu periélio de 76 UA]). A Voyager 2 está a aproximadamente 12,5 mil milhões de quilómetros do Sol. Originalmente desenhadas para uma missão com a duração de quatro anos a Júpiter e Saturno, as suas viagens foram prolongadas devido aos seus feitos alcançados e a um alinhamento planetário raro, que só acontece a cada 176 anos. A missão aos dois planetas eventualmente tornou-se num "Grand Tour" a quatro planetas. Depois de completar a parte extra das suas missões, as duas sondas começaram a tarefa de explorar a heliosfera exterior.


Concepção de artista das duas sondas Voyager à medida que se aproximam do espaço interestelar.
Crédito: NASA/JPL

"A missão Voyager abriu o nosso Sistema Solar de uma maneira inatingível antes da Era Espacial," disse Edward Stone, cientista do projecto no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. "Revelou os nossos vizinhos do Sistema Solar exterior e mostrou-nos quão muito mais há a aprender e quão diversos são os corpos que partilham o Sistema Solar com o nosso planeta Terra."

Em Dezembro de 2004, a Voyager 1 começou a atravessar a fronteira final do Sistema Solar, uma grande zona que actua como uma espécie invólucro para o Sistema Solar (no diagrama acima com o nome de "heliosheath"). Esta área turbulenta, a aproximadamente 14 mil milhões de quilómetros do Sol, é onde o vento solar diminui de velocidade à medida que colide com o fino gás que preenche o espaço entre as estrelas (chamado meio interestelar). Se a Voyager 1 ainda estiver funcionando quando finalmente passar a heliopausa, os cientistas aí terão as suas primeiras medições directas das condições do meio interestelar. A Voyager 2 poderá alcançar este limite até ao final do ano, pondo ambas as Voyager na sua fase final da viagem que tem como destino o espaço interestelar.

Cada sonda transporta cinco instrumentos científicos em perfeito funcionamento que estudam o vento solar, as partículas energéticas, os campo magnéticos e ondas de rádio à medida que viajam por esta região inexplorada do espaço profundo. As sondas estão demasiado longe do Sol para usar energia solar. Consomem menos de 300 watts, a quantidade de energia necessária para iluminar uma brilhante lâmpada. Os seus geradores termoelétricos de radioisótopos de alta longevidade providenciam a energia. Espera-se que tenham energia para continuar a operar até 2020, quando a energia eléctrica disponível deixar de ser a suficiente para operar os instrumentos científicos. Nesta altura, o envio de dados científicos e as operações das sondas cessarão.

"A operação continuada destas sondas e o fluxo de dados enviado aos cientistas é um testamento à competência técnica e dedicação da pequena equipa de operações," disse Ed Massey, gestor do projecto Voyager no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia. Massey lidera uma equipa de quase uma dúzia de pessoas nas operações diárias das sondas Voyager.

As Voyagers transmitem para casa via Rede de Espaço Profundo da NASA, um sistema de antenas espalhadas por todo o mundo. As sondas estão tão distantes que os comandos enviados da Terra, viajando à velocidade da luz, demoram 14 horas (ida apenas) para alcançar a Voyager 1 e 12 horas para alcançar a Voyager 2 (como base de comparação, a Lua está a cerca de 1.3 segundos-luz da Terra, o Sol a cerca de 8.3 minutos-luz, e Plutão a 5.5 horas-luz). Cada das Voyager percorre cerca de um milhão e seiscentos mil quilómetros por dia.

Cada transporta um disco de cobre revestido a ouro (e a respectiva agulha), uma autêntica cápsula do tempo, com saudações em 55 línguas (Português incluído), 115 imagens (entre elas encontra-se uma imagem de pescadores portugueses) e 35 sons naturais da Terra (vento, pássaros, água...). Foram também incluídos excertos de música étnica, obras de Bach, Beethoven e Mozart, e "Johny B. Goode" de Chuck Berry. Os conteúdos deste disco foram seleccionados por um comité liderado por Carl Sagan. O próprio disse, acerca dos discos dourados: "As sondas serão encontradas e o disco será ouvido apenas por civilizações com capacidade de viajar entre as estrelas. Mas o lançamento desta 'garrafa' ao 'oceano' cósmico diz algo muito esperançoso sobre a vida neste planeta."


O disco dourado das Voyager.
Crédito: NASA/JPL


A capa do disco dourado das Voyager.
Crédito: NASA/JPL

Os discos também contêm direcções em como encontrar a Terra, caso qualquer das duas seja recuperada por alguém ou algo, quer seja vida extraterrestre os humanos do futuro. As Voyager demorarão cerca de 40.000 anos a alcançar a estrela mais próxima. "Próxima", no sentido que estarão a cerca de 1.7 anos-luz da estrela mais próxima, respectivamente.

Especulativamente, se outros seres (humanos ou não) não forem ao encontro das sondas propositadamente, demorará pelo menos 40,000 anos até que os discos dourados sejam novamente encontrados. Dado que as sondas são extremamente pequenas quando comparadas com a vastidão do espaço interestelar, é extremamente improvável que alguma vez sejam interceptadas. Se forem de facto descobertas por uma raça alienígena, será num futuro bem distante, e por isso estes discos dourados são melhor descritos como uma cápsula do tempo ou testemunho simbólico, ao invés de uma séria tentativa de comunicar com extraterrestres.


Explicação do diagrama da capa do disco dourado das Voyager.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior)

A sonda Voyager 1 não viaja na direcção de nenhuma estrela em particular, mas daqui a 40,000 anos passará a 1.7 anos-luz da estrela anã vermelha AC+79 3888, localizada na constelação da Girafa. O mesmo acontecerá com a Voyager 2: encontrar-se-á à mesma distância anteriormente mencionada e no mesmo espaço de tempo, da estrela (também anã vermelha) Ross 248, na constelação de Andrómeda.

A mais recente missão de exploração de um planeta exterior é a New Horizons, que já está bem para lá de Júpiter e a dirigir-se para um encontro histórico com o sistema Plutoniano em Julho de 2015.

 
 

DESCOBERTA A ESTRELA DE NEUTRÕES MAIS PRÓXIMA

Astrónomos canadianos e americanos localizaram o que se pensa ser a estrela de neutrões mais próxima alguma vez observada. O objecto exótico, com a alcunha de Calvera, o vilão no filme "Os Sete Magníficos", está localizado na constelação da Ursa Menor, algures entre 250 e 1000 anos-luz de distância. É membro de um grupo raro de estrelas de neutrões isoladas - não têm companheiros binários - e pode ser apenas a ponta do iceberg (a ser confirmado, é apenas a oitava "estrela de neutrões isolada" conhecida, sendo as outras sete estrelas conhecidas como, claro está, "Os Sete Magníficos").

As estrelas de neutrões são restos de supernovas demasiado pequenas para formarem buracos negros. Ao invés, o gás e poeira restante condensa-se num corpo brilhante e incrivelmente denso com apenas uns quilómetros de diâmetro - uma colher de chá do seu material, por exemplo, pesaria milhões de toneladas.

Os astrónomos estudaram um gigantesco catálogo de 18.000 fontes raios-X capturadas pelo satélie germano-americano ROSAT, que esteve operacional entre 1990 e 1999. Compararam estas fontes raios-X com objectos visíveis nos comprimentos de onda, tal como no infravermelho, luz visível, e ondas de rádio. Um objecto, 1RXS J141256.0+792204, sobressaíu entre todos, sendo o único visível apenas em raios-X.


Ilustração de artista de uma "estrela de neutrões isolada" -- uma estrela de neutrões que não tem associada um resto de supernova, companheira binária, ou pulsos de rádio.
Crédito: Casey Reed/Penn State University
(clique na imagem para ver versão maior)

Depois observaram o objecto com o satélite Swift da NASA, estudando-o com mais detalhe. O Swift foi capaz de descobrir a fonte, e confirmou que estava libertando tanta energia em raios-X hoje como quando foi capturado pelo ROSAT. Seguidamente, utilizaram um dos mais poderosos telescópios na Terra, o Telescópio Gemini North, de 8.1 metros, no Hawaii, e não conseguiram detectar um único objecto no visível, até às magnitudes mais ténues. Estava apenas emitindo raios-X.

De acordo com os cientistas, não existem teorias alternativas largamente aceites para objectos como Calvera, que são extremamente brilhantes em raios-X, mas ténues na luz visível. Ou é um exemplo invulgar de uma estrela de neutrões, ou poderá ser um novo tipo de objectos. Outro mistério: está bem acima do plano da Via Láctea. Deverá ter-se formado no plano, mas depois migrado até à sua posição actual.

Com a descoberta de Caldera, os astrónomos pensam que possam existir muitos objectos como este. É próximo o suficiente para os astrónomos serem capazes de o observar detalhadamente com muitos instrumentos. Deverá proporcionar resultados interessantes nos anos vindouros.

Um estudo da recém-descoberta estrela de neutrões será detalhado numa futura edição da revista Astrophysical Journal.

Links:

Notícias relacionadas:
Comunicado de imprensa (Eberly College Of Science)
SPACE.com
The Register
Sky & Telescope
MSNBC
BBC News
Space Daily
PhysOrg

Estrelas de neutrões:
Wikipedia
Universidade de Maryland

 
 

SERÁ QUE A VIDA COMEÇOU NOS COMETAS?

Se comprar o Euromilhões esta semana, quais são as hipóteses de ganhar o primeiro prémio e ser depois atingido por um relâmpago enquanto abre o champanhe? Extremamente pequenas, mas mesmo assim muito maiores que a probabilidade da vida ter nascido no nosso planeta, de acordo com um fervoroso proponente da noção que a vida veio do espaço.

Chandra Wickramasinghe, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, há muito que argumenta a favor da panspermia cometária, a ideia que os cometas são infectados com formas de vida primitiva e que foram estes que trouxeram a vida à jovem Terra. Isso explicaria o porquê da vida ter despertado tão depressa depois da formação do nosso planeta há cerca de 4,5 mil milhões de anos.

Wickramasinghe diz que o caso foi reforçado pela sonda Deep Impact da NASA, que fez colidir com o Cometa Tempel 1 um projéctil em Julho de 2005. Os cientistas registaram a observação de partículas de argila ou barro, sendo libertadas do interior.


Imagem do Cometa Tempel 1 tirada 67 segundos de ter obliterado a sonda Impactor da Deep Impact. A imagem revela características topográficas e possivelmente crateras impacto há muito tempo formadas.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD
(clique na imagem para ver versão maior)

Porque a argila precisa de água líquida para se formar, Wickramasinghe diz que isso sugere que os cometas tiveram outrora interiores líquidos e quentes, devido a um aquecimento por isótopos radioactivos. A argila é também um catalisador favorito na conversão de moléculas orgânicas simples em biopolímeros complexos na Terra primitiva.

Agora, Wickramasinghe e seus colegas argumentam que o enorme volume de húmidos ambientes argilosos nos cometas torna-os num local bem mais favorável para a origem da vida do que o nosso planeta.

A equipa estima que o volume deste tipo de ambientes na Terra primitiva seria aproximadamente de 10,000 quilómetros cúbicos. Um único cometa com 20 km poderia oferecer cerca de um décimo desse volume, mas quando incluímos todos os cometas no Sistema Solar exterior, só apenas o argumento do volume torna os cometas 10^12 vezes mais provável que a Terra para o aparecimento de vida, dizem.

E mais: na Terra, as zonas com água à superfície tenderiam a evaporar-se e apenas durariam cerca de 1000 anos, dizem. "Mas num cometa, as partículas de argila e água líquida estão misturadas com os blocos de construção da vida durante um ou dois milhões de anos," diz Wickramasinghe. Esse tempo extra torna os cometas 10^15 vezes mais favoráveis que a Terra para a origem da vida, afirma.

Finalmente, diz que existem provavelmente mil milhões de berçários cometários como o do Sistema Solar na Via Láctea, tornando os cometas 10^24 vezes mais prováveis que a Terra para ter despoletado a vida na nossa Galáxia.

No entanto, o relatório não impressiona Michael Mumma, especialista em cometas no Centro Aerospacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA.

Os números não descrevem realmente a possibilidade da vida da Terra ter começado num cometa porque não têm em consideração o volume de cometas ricos em argila que atingiram na realidade a Terra. "A maioria dos cometas galácticos nunca se aproximarão da Terra," disse Mumma.

Para além do mais, ele diz que a existência de argilas em cometas é algo controversa porque não existe argila nas amostras do Cometa Wild 2 que a sonda Stardust da NASA enviou para a Terra em Janeiro de 2006. Mais ninguém, sem contar com os que acreditam na panspermia, argumentou que o calor radiogénico fez com que os interiores cometários permanecessem líquidos durante o primeiro milhão de anos da sua história.

Links:

Notícias relacionadas:
Comunicado de imprensa (Universidade de Cardiff)
Universe Today
Science Daily
Astrobiology Magazine
ic Wales
FOX News

Cometas:
Wikipedia
Cometa Tempel 1 (Wikipedia)
Cometa Wild 2 (Wikipedia)
Cometography.com

Panspermia:
Wikipedia
Antepassados Cósmicos, por Brig Klyce

 
  ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS
       
  Foto  
Uma cúpula vermelha por baixo da Ursa Maior - Crédito: M. Colleen Gino
Porque é que a cúpula de um observatório astronómico aparece aqui com um vermelho translucente? Enquanto um dos telescópios do Observatório Etscorn esperava para inspeccionar pequenas porções do céu nocturno, observadores brincalhões decidiram fazer esta imagem invulgar. Foram necessários alguns truques para criar esta aparentemente impossível imagem, que inclui a abertura da cúpula, a utilização de uma luz vermelha para iluminar a parte de dentro, a rotação da cúpula, e o uso de uma longa exposição. A abertura na cúpula permitiu à câmara fotografar incrementalmente a parte de dentro do observatório, incluindo o telescópio. Uma quebra fortuita nas nuvens permitiu às estrelas do asterismo da Ursa Maior brilharem.
Ver imagem em alta-resolução
 
 
 
Até 15 de Setembro, todos os dias excepto às segundas-feiras, na açoteia do Centro Ciência Viva do Algarve.
Observações dependentes das condições atmosféricas.
 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 22/08: 234º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1989 era descoberto o primeiro anel de Neptuno.
Observações: A Lua Crescente brilha para a esquerda de Júpiter e Antares.

Dia 23/08: 235º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962 estreia a série televisiva, "The Jetsons", uma produção da Hanna-Barbara que introduziu a uma geração um futuro com base na tecnologia.
Em 2001, um fogo causa estragos na ordem dos 2.5 milhões de dólares ao Planetário Bishop em Brandenton, Flórida, EUA.
Observações: Esta noite, a Lua encontra-se no bule de chá de Sagitário.

Dia 24/08: 236º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1492 Cristovão Colombo partia pela segunda vez para o Novo  Mundo.
Em 1852 era apresentado ao mundo o primeiro dirigível.
Em 1966, a Luna 11 era lançada de uma plataforma em órbita da Terra. Esta missão soviética tinha como objectivo estudar a composição química e anomalias gravitacionais da Lua.
Observações: Venha observar connosco à açoteia do Centro Ciência Viva do Algarve.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
Se o Sol fosse do tamanho do ponto na letra "i", a estrela mais próxima estaria a cerca de 16 km de distância.
 
 
  PERGUNTE AO ASTRÓNOMO:  
 
Tem alguma dúvida sobre Astronomia no geral que gostaria de ver esclarecida? Pergunte-nos! Tentaremos responder à sua questão da melhor maneira possível.
 
 
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