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MERCÚRIO VISTO PELA SONDA MESSENGER |
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A equipa científica da MESSENGER anunciou mais imagens do voo rasante do passado dia 14 de Janeiro, incluindo aquela que há muito esperávamos, a primeira a cores! Mas se esperava cores vívidas e espectaculares, lamentamos desapontar, mas essas não fazem parte da maquilhagem de Mercúrio.
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Mercúrio a cores.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington
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A imagem a cores foi criada usando três imagens separadas, obtidas pela câmara WAC (Wide Angle Camera) a bordo da sonda Messenger, usando filtros no infravermelho, vermelho longínquo, e no violeta (filtros vermelho, verde e azul para esta imagem). Os olhos da Messenger conseguem ver um espectro de cores muito maior que o do olho humano, e as cores vistas aqui na imagem são algo diferentes do que uma pessoa, se observasse o planeta, conseguiria ver.
Ao criar uma imagem a cores falsas desta maneira, é possível realçar as diferenças de cor na superfície de Mercúrio que não conseguiriam ser observadas nas imagens a preto e branco reveladas antes.
A câmara WAC tem 11 filtros de cores, em contraste com os dois filtros a cores visíveis e ao único filtro ultravioleta que estavam na câmara da Mariner 10. Ao combinar imagens tiradas com diferentes filtros no visível e no infravermelho, os dados da MESSENGER permitiram com que Mercúrio fosse observado numa grande variedade de cores a alta-resolução, não possíveis anteriormente. Esta imagem de infravermelho-visível mostra Mercúrio, 80 minutos antes da maior passagem da MESSENGER pelo planeta, a uma distância de 27.000 quilómetros.
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Olhando para o pólo sul de Mercúrio.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington
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Esta imagem do limbo no pólo sul de Mercúrio é espectacular. Mostra o terminador; a transição do lado diurno até ao lado nocturno de Mercúrio. Na região perto do terminador, o sol brilha à superfície num ângulo baixo, fazendo com que as cadeias montanhosas e as crateras desenhem grandes sombras, que realça as diferenças nas alturas das características à superfície. Esta imagem foi adquirida 98 minutos depois da maior aproximação a Mercúrio, quando a sonda se encontrava a uma distância de aproximadamente 33.000 quilómetros.
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O primeiro espectro de Mercúrio enviado pela sonda MESSENGER.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington/Laboratory for Atmospheric and Space Physics, University of Colorado
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E aqui está uma para o cientista dentro de si: os primeiros dados enviados pelo instrumento MASCS (Mercury Atmospheric and Surface Composition Spectrometer) a bordo da MESSENGER. O que a imagem à direita mostra com o gráfico é um espectro de alta-resolução da superfície do planeta no ultravioleta, visível e perto do infravermelho. A imagem à esquerda mostra uma porção do terreno estudado pelo MASCS, ao longo de mais 650 observações da superfície. A área tem cerca de 300 km de comprimento. Para aqueles não fluentes neste tipo de dados, o espectro mostra a relativa quantidade de luz solar reflectida da superfície em comprimentos de onda desde o ultravioleta até ao visível (o nosso arco-íris) e até ao infravermelho.
Aqui ficam outras imagens enviadas pela sonda MESSENGER:
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O primeiro olhar da MESSENGER para um Mercúrio desconhecido.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington
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Detalhes a alta-resolução da superfície desconhecida de Mercúrio.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington
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Novos detalhes da superífice de Mercúrio.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington
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O horizonte de Mercúrio.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington
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Novos detalhes da superífice de Mercúrio.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington
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Cratera Matisse em Mercúrio.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington
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Links:
Notícias relacionadas:
MESSENGER dança por Matisse (23/01/08, comunicado de imprensa, JHUAPL)
Mercúrio a cores! (22/01/08, comunicado de imprensa, JHUAPL)
Novas imagens vislumbram a história geológica de Mercúrio (17/01/08, comunicado de imprensa, JHUAPL)
O primeiro olhar da MESSENGER para o lado desconhecido de Mercúrio (15/01/08, comunicado de imprensa, JHUAPL)
Universe Today
Sonda MESSENGER:
NASA
JHUAPL
Wikipedia
Vídeo da aproximação da sonda MESSENGER até Mercúrio (formato Quicktime) |
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Noite de Inverno em Pic du Midi - Crédito: Alain Sallez ( picdumidi.org), David Romeuf ( Université Lyon 1)
Esta espantosa vista parece retirada de um sonho. Olhando para Sul a partir do histórico Observatório no topo da montanha Pic du Midi, em combinação com cúpulas iluminadas pela luz da Lua, um céu nocturno de Inverno e os picos dos Pirinéus franceses. As luzes da estância de ski La Mongie iluminam o céu e as montanhas na vizinhança enquanto o brilho no horizonte distante vem de áreas urbanas no Sul da França e Espanha. O céu estrelado contém estrelas das constelações de Orionte e de Gémeos, com um brilhante Marte perto do topo, e para a esquerda do centro. As três cúpulas aqui visíveis (da esquerda para a direita) contêm um telescópio de 0,6 metros reservado para astrónomos amadores, um telescópio de 1 metro que foi usado como suporte para as missões de aterragem das Apollo, e o novo observatório do Sol, o CLIMSO.
Ver imagem em alta-resolução |
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EFEMÉRIDES: |
Dia 26/01: 26.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1978 o satélite "International Ultraviolet Explorer" (IUE) é lançado para uma órbita geosíncrona.

Durante os anos de operação, enviou 104,470 imagens de alta e baixa resoluções de 9600 fontes astronómicas de todas as classes de objectos celestes na banda ultravioleta entre 1150-3350 Å. O satélite foi desligado a 30 de Setembro de 1996.
Observações: É ainda Inverno, mas a estação já está avançada - como pode ver pela ascenção da Ursa Maior. Esta está mais alta no fim da Primavera e no início do Verão, mas já se assenta na "pega da frigideira" a Nordeste entre as 20 e as 21 horas (o meio exacto do Inverno será a 4 de Fevereiro pelas 17:58).
Dia 27/01: 27.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1967, os astronautas da Apollo 1 - Virgil (Gus) Grissom, Edward H. White II e Roger B. Chaffee - morrem num incêndio na plataforma de lançamento, durante um teste da Apollo 204 (AS-204), que era para ser a primeira missão tripulada à Lua, com lançamento a 21 de Fevereiro de 1967.

Observações: Saturno nasce a horas decentes para ser observado na constelação de Leão. Esta noite pode observá-lo, pelas 22:00, já a uns 24 graus acima do horizonte.
Dia 28/01: 28.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1611, nascia Hevelius, que seria o primeiro astrónomo a observar as fases de Mercúrio.

Morreria neste mesmo dia em 1687, quando fazia 76 anos.
Em 1613, Galileu observa pela primeira vez o planeta Neptuno, confundindo-o com uma estrela 233 anos antes da sua descoberta
Em 1986, o SpaceShuttle Challenger explode 73 segundos depois de descolar. A tripulação inteira morre: Francis Scobee, Michael Smith, Judith Resnik, Ellison Onizuka, Ronald McNair, Gregory Jarvis e Sharon Christa McAuliffe.

Observações: Marte brilha bem alto por estas noites. Com uma magnitude aparente de -0,68, é visível como um brilhante ponto alaranjado perto do zénite.
Dia 29/01: 29.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1986 ocorreu o incidente Height 611 em que uma bola de fogo terá sido vista pela população inteira de uma povoação, tendo desaparecido de seguida.
Observações: M45 é o mais bonito enxame aberto do céu. Também conhecido como Plêiades, é facilmente visível a olho nu na constelação de Touro.
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CURIOSIDADES: |

Se morássemos em Neptuno, nunca tínhamos um aniversário, pois um ano é o tempo que um planeta leva para dar a volta ao Sol, e Neptuno leva 165 anos terrestres para fazer essa trajectória.
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