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BOLETIM ASTRONÓMICO - EDIÇÃO N.º 449
De 13/09 a 16/09/2008
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  PHOENIX OBSERVA OS SEUS PRIMEIROS DIABOS MARCIANOS
   


A Phoenix capturou este diabo marciano em acção a Oeste da sua posição em quatro imagens com 50 segundos de intervalo no Sol 104, ou 104.º dia marciano da missão, a 9 de Setembro de 2008.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona/Universidade A&M do Texas
(clique na imagem para ver versão maior)

Pelo menos seis diabos marcianos foram capturados em imagens da Phoenix - os primeiros observados pela sonda. Os vórtices espirais de poeira, que parecem não ser um perigo para a sonda, podem ter sido desencadeados por uma diferença crescente entre as temperaturas diurnas e nocturnas.

Estes rodopiantes diabos marcianos com quase um quilómetro de altura já tinham sido avistados no local de aterragem da Phoenix por sondas em órbita antes de aí ter aterrado no final de Maio.

Mas não se sabia certeza quão comuns eram estes diabos marcianos. Na Segunda-feira passada, o instrumento SSI (Surface Stereo Imager) da Phoenix registou pelo menos seis diabos marcianos. São mais pequenos que os vistos de órbita, variando em diâmetro entre 2 e 5 metros.

"Será muito interessante seguir estes redemoinhos ao longo dos próximos dias e das próximas semanas para ver se existem muitos diabos marcianos ou se este foi um evento isolado," diz Mark Lemmon da Universidade A&M do Texas em College Station, EUA.

Os diabos marcianos são criados quando vórtices de ar - postos em movimento quando o ar mais quente sobe a partir da superfície num dia até aí calmo - levantam poeira do chão. A poeira alcança estas grandes alturas devido à relativamente baixa gravidade do Planeta Vermelho.


A Phoenix capturou este diabo marciano a Oeste-Sudoeste às 11:16, hora marciana local, no Sol 104, ou 104.º dia marciano da missão, 9 de Setembro de 2008. O poste vertical à esquerda da imagem é o mastro da estação meteorológica da Phoenix. Estima-se que o diabo marciano visível no horizonte para a direita do mastro esteja a 600, 700 metros da sonda e tenha entre 4 e 5 metros em diâmetro.
NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona/Universidade A&M do Texas
(clique na imagem para ver versão maior)

No mesmo dia em que os diabos marcianos foram observados, o medidor de pressão da Phoenix registou a sua queda mais acentuada.

"Ao longo da missão, temos detectados estruturas de vórtices que baixam a pressão durante 20 a 30 segundos durante o meio do dia," disse Peter Taylor da Universidade de Toronto no Canadá. "Nas últimas semanas, temos visto um aumento de intensidade, e agora estes vórtices parecem ser fortes o suficiente para levantar poeira."

A mudança pode ser devida a uma maior variação entre as temperaturas diurnas e nocturnas. É Verão na região polar de Marte (o local da Phoenix), mas o Outono aproxima-se e começará em Dezembro.

As temperaturas máximas diurnas têm rondado os -30º C, mas os mínimos nocturnos têm diminuido ligeiramente, aproximando-se dos -90º C.

Os vórtices não são fortes o suficiente para serem um perigo para qualquer sonda. "Com a fina atmosfera de Marte, os ventos que podemos sentir dos diabos marcianos estão bem dentro dos limites do veículo," diz Ed Sedivy, gestor do programa Phoenix no LMSS (Lockheed Martin Space Systems", que construiu a sonda.

De facto, os diabos marcianos têm ajudado a limpar a poeira que se acumula nos rovers Spirit e Opportunity, permitindo que mais luz alcance os painéis solares.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)
SPACE.com
New Scientist
PHYSORG.com
Universe Today
MSNBC
Mars Today

Phoenix:
Página oficial
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
  ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS
       
  Foto  
M33: Galáxia do Triângulo - Crédito: Paul Mortfield, Stefano Cancelli
A pequena constelação do Triângulo contém esta espantosa galáxia espiral, M33. Entre os seus nomes populares destacam-se Galáxia do Catavento e Galáxia do Triângulo. M33 mede mais de 50.000 anos-luz em diâmetro, e é a terceira maior galáxia do Grupo Local, a seguir à Galáxia de Andrómeda (M31) e à nossa Via Láctea. A cerca de 3 milhões de anos-luz da nossa Galáxia, pensa-se que a própria M33 seja uma galáxia-satélite da Galáxia de Andrómeda e quaisquer astrónomos que se encontrassem nestas duas galáxias muito provavelmente teriam vistas espectaculares dos sistemas estelares espirais um do outro. No que diz respeito à vista a partir do planeta Terra, esta imagem detalhada mostra os enxames azuis e as regiões de formação estelar cor-de-rosa de M33, que traçam os mais ou menos entrelaçados braços espirais da galáxia. De facto, a cavernosa NGC 604 é a região de formação estelar mais brilhante, vista aqui na posição da 1 hora a partir do centro da galáxia. Tal como M31, a bem-medida população de estrelas variáveis de M33 tem ajudado a fazer deste nosso vizinho galáctico uma espécie de "régua cósmica" para estabelecer a escala de distâncias do Universo.
Ver imagem em alta-resolução
 
 
 
 
 
EFEMÉRIDES:

Dia 13/09: 257.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Urano em oposição, pelas 02:55.

Dia 14/09: 258.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1915 nasce John Dobson. Fundador do "Sidewalk Astronomers".

Ensinou muitos a construir telescópios modestos e a usá-los: "Temos a responsabilidade de mostrar aos outros como é o nosso Universo a partir de um telescópio -- e explicar o que estão a ver."
Observações: Com o Verão perto do fim (a 22 de Setembro este ano), o Triângulo de Verão está só agora a alcançar o seu ponto mais alto após o anoitecer. À medida que as estrelas começam a surgir, procure a brilhante Vega quase no zénite. Para Este de Vega, dois a três diâmetros de um punho à distância do braço esticado, procure Deneb. Um pouco mais para baixo de Vega, para Sudeste, brilha Altair, marcada pela sua pequena companheira Tarazed (Gamma Aquilae), a uma distância do diâmetro de um dedo por cima da mesma.

Dia 15/09: 259.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Lua Cheia, pelas 10:14.

Dia 16/09: 260.º dia do calendário gregoriano.
Observações: A Lua Cheia não é quando a maioria dos observadores apontam os seus telescópios para lá. Mas já alguma vez observou com cuidado os ténues tons cinza - e até cores ligeiras - nos lisos mares da Lua? Agora é uma boa altura para os observar!

 
 
CURIOSIDADES:

Última contagem de planetas extrasolares conhecidos: 309.
 
 
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