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Os Jogos Olímpicos de Atenas serão mais
seguros graças a tecnologia a ser desenvolvida pela Agência
Espacial Europeia.
O uso do EGNOS (European
Geostationary Navigation Overlay Service) que é o sistema de
navegação por satélite europeu permitirá já em Atenas melhorar a
navegação na cidade aumentando deste modo a segurança.

O novo Estádio Olímpico de Atenas
Crédito: ESA
O sistema EGNOS é o
percursor do sistema europeu Galileo que complementará de forma
directa o sistema norte-americano GPS e o sistema russo GLONASS.
O EGNOS utiliza apenas
três satélites o que não lhe permitindo ser autónomo (é
necessário um mínimo de quatro) permite-lhe aumentar a precisão
obtida pelo sistema GPS dado que os dados dos três satélites.
Diversas simulações testaram já o EGNOS em
diferentes ambientes característicos dos Jogos Olímpicos que
agora se aproximam. O projecto chamado INDtANT Olympic foi
lançado no âmbito do 5º Quadro Comunitário e é coordenado pela
Galileo Joint Undertaking. O projecto que envolve um consórcio de várias PMEs com
a empresa italiana Next e com a empresa grega Algosystems
é um serviço preparado para correr diversas aplicações críticas
baseadas em terminais de navegação por satélite à escala global.
O objectivo é satisfazer necessidades de segurança de eventos
como os Jogos Olímpicos na Grécia. A primeira experiência que decorre já em Atenas é a gestão de
pessoal de uma empresa de segurança. Os guardas de serviço
munidos de um receptor/transmissor (PDA-Personal Digital
Assistant) podem enviar alarmes para a central de serviço onde
podem ser tomadas decisões imediatas pois com o sinal de alarme
emitida é emitido um sinal de localização exacta do guarda em
causa.

O PDA permitirá a um guarda comunicar à central situações de
alarme e a sua localização.
Crédito: ESA
As restantes
aplicações a ser agora testadas na Grécia são as que já existem
para o GPS relativamente à navegação. De facto, espera-se que no
futuro os receptores que agora operam com o GPS passem a incluir
alternativas para navegar usando o sistema Galileo.

O Sistema EGNOS vai ter os seus primeiros
testes também no que se refere à navegação.
Crédito: ESA
Para o cidadão comum a maior importância que
terá o sistema Galileo será a de garantir que o GPS não virá a
ser pago como chegou a ser pretendido pelo Ministério da
Defesa Norte Americano.
Durante muitos anos o sistema GPS tinha uma
precisão com um erro de cerca de uma centena de metros para os
civis pois havia uma adulteração do pseudo-código emitido pelos
satélites cuja descodificação era apenas possível aos militares
norte americanos, pelo que as determinação dos civis tinham
bastantes erros. Recentemente essa codificação foi retirada o
que permitia a sua utilização sem erros pelos civis mas chegou a
ser pensado que a utilização de receptores preparados para
descodificar os sinais chegasse a ser paga. A existência do
sistema Galileo faz com que se o sistema GPS se quiser manter-se
competitivo tenha que ser gratuito.
Os receptores normais de GPS sem
interferometria tem erros até cerca de 20 metros que com a
utilização do sistema EGNOS podem ser reduzidos para um máximo
de 5 metros.
Links:
ESA:
http://www.esa.int
EGNOS:
http://www.esa.int/esaNA/GGG63950NDC_index_0.html
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