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Dia 27/02: 58.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1897, nascia Bernard Lyot, inventor do coronógrafo.

Observações: O brilhante Vénus e a fina Lua formam um esplêndido "casal" no céu a Oeste ao lusco-fusco. É uma boa oportunidade fotográfica! Em várias mitologias ambos são símbolos de fertilidade e de crescimento, por isso pode associar este par como um bom presságio da chegada da Primavera no mês de Março. Mesmo ao pôr-do-Sol, ainda com razoável claridade, a Lua providencia uma boa ajuda para avistar Vénus. Estão a apenas 4º ao fim da tarde.
Urano atinge hoje o seu afélio, o ponto da sua órbita, de 84 anos,
mais afastado do Sol. Durante o resto da sua vida, Urano aparecerá um "niquinho" mais brilhante a cada ano.
Dia 28/02: 59.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2007, a sonda New Horizons, com destino plutão, passa por Júpiter.

Observações: Agora a Lua cada vez mais Crescente situa-se para cima de Vénus ao lusco-fusco, deixando-o para trás à medida que o nosso satélite natural se move ao longo da sua órbita mensal em torno da Terra.
Antes do amanhecer de Sábado e Domingo, Mercúrio
encontra-se a 2º do ténue Marte, bem baixos a Este-Sudeste.
Dia 01/03: 60.º dia do calendário gregoriano.
História: m 1927, nascimento de George Abell, que catalogou 2712 enxames galácticos e determinou os números relativos de galáxias com vários brilhos intrínsecos. Morreu em 1983.
Em 1967, a sonda soviética Venera 3 torna-se na primeira a impactar noutro planeta, nomeadamente Vénus, mas a sonda falha mesmo antes de chegar ao planeta e não envia nenhuns dados.
Em 1980, a sonda Voyager 1 confirma a existência de Jano, uma lua de Saturno.
Em 1982, a soviética Venera 13 envia as primeiras fotografias a cores de Vénus (a Venera 14 seguiu-a 4 dias depois).

Foi lançada a 30 de Outubro de 1981 e a Venera 14 a 4 de Novembro de 1981.
Em 2002, lançamento da missão STS-109, com objectivo de manutenção do Telescópio Espacial Hubble.
Observações: Aproveite a noite para tentar observar com binóculos o Cometa Lulin. |
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O primeiro homem no espaço foi o cosmonauta Yuri Gagarin, a 12 de Abril de 1961, 25 dias antes do americano Alan Shepard. |
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AIA 2009 - 100 HORAS DE ASTRONOMIA |
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As 100 Horas de Astronomia são um projecto global do Ano Internacional da Astronomia 2009. Consiste numa vasta selecção de actividades de divulgação, que incluem observações, palestras, transmissões em directo de observatórios e centros de investigação e muito mais. Para tal contamos com a colaboração de Investigadores, astrónomos amadores, professores, profissionais de planetários e de outros centros de ciência por todo o mundo.
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Poster da iniciativa global "100 Horas de Astronomia".
Crédito: James White/signalnoite.com/IAU/AIA2009
(clique na imagem para ver versão maior) |
Ininterruptamente durante 100 horas, entre 2 e 5 de Abril, alguém, algures no planeta estará a observar através de um telescópio, numa palestra sobre um tema de astronomia, a ver uma sessão de planetário, ou na Internet a ver como trabalham os investigadores. Será a maior celebração da Astronomia de todos os tempos.
Um dos grandes objectivos das 100 Horas de Astronomia é por o máximo de pessoas possível a observar o céu através de um telescópio, à semelhança do que Galileu Galilei fez há 400 anos atrás.
Este evento irá ocorrer entre 2 e 5 de Abril de 2009, durante a fase de quarto crescente (uma boa fase para observação lunar) e numa altura que Saturno estará também visível durante grande parte da noite. Haverá também uma componente de observação solar.
De entre as actividades das 100 horas, destacam-se as seguintes:
- 3 de Abril - Webcast 24 horas a partir de Centros de Ciência. Participam neste webcast observatórios/organizações como ALMA (APEX), Arecibo, Calar Alto, Gemini (Norte e Sul), INTEGRAL, ING, Spitzer, Subaru, VLA, VLT, XMM-Newton, entre muitos outros (para já, são 48).
- 4 de Abril - Astrofesta Global de 24 horas.
- 5 de Abril - Sun-day/Dia do Sol. À semelhança da "Alvorada do AIA2009", este será o dia por excelência dedicado à nossa estrela, o Sol.
Links:
100 Horas de Astronomia:
Página Oficial (portuguesa)
Registe um evento
Página global
Ano Internacional da Astronomia:
Página portuguesa
Página internacional
Teaser (YouTube)
Outras versões do Teaser |
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MIGRAÇÃO PLANETÁRIA PODE EXPLICAR ASTERÓIDES EM FALTA |
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A cintura de asteróides é uma zona que contém milhões de objectos rochosos entre as órbitas de Marte e Júpiter. Os cientistas sabem que deveria haver aí mais asteróides do que o que observam. Os asteróides em falta podem ser evidência de um evento que teve lugar há cerca de 4 mil milhões de anos, quando os planetas gigantes do Sistema Solar migraram para as suas posições actuais.
O estudante licenciado em Ciências Planetárias, David A. Minton, e a professora de Ciências Planetárias, Renu Malhotra, ambos da Universidade do Arizona, dizem que os asteróides em falta constituem uma importante prova que suporta a ideia de que o início do Sistema Solar sofreu um episódio violento de migração planetária, possivelmente responsável pelo último grande bombardeamento asteroidal dos planetas interiores.
Os cientistas anunciaram os seus achados num artigo publicado na edição de 26 de Fevereiro da revista Nature.
Minton e Malhotra começaram o seu estudo ao observar a distribuição dos asteróides na cintura principal. Os astrónomos já tinham descoberto por volta da década de 80 do século XIX, quando apenas se conheciam um punhado de asteróides, uma série de falhas na cintura, agora com o nome Falhas de Kirkwood. Estes hiatos ocorrem em regiões distintas da cintura de asteróides onde a gravidade de Júpiter e Saturno a perturba fortemente e ejecta asteróides. As órbitas actuais de Júpiter e Saturno explicam porque é que estas regiões instáveis não contêm asteróides.
"O que queríamos saber era a porção da estrutura da cintura de asteróide que pode ser explicada simplesmente pelos efeitos gravitacionais dos planetas gigantes, tal como as Falhas de Kirkwood," afirma Minton.
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Uma nova simulação sugere que a distribuição rochosa na cintura de asteróides reteve traços da migração dos planetas gigantes, há milhares de milhões de anos atrás.
Crédito: D. Minton / R. Malhotra
(clique na imagem para ver versão maior) |
Minton e Malhotra observaram a distribuição de todos os asteróides com diâmetros superiores a 50 km. Já se descobriram todos os asteróides neste intervalo de tamanho, o que proporciona aos cientistas um conjunto observável e completo para o seu estudo. Também, quase todos os asteróides assim tão grandes permaneceram intactos desde a formação da cintura há mais de 4 mil milhões de anos, um recorde de tempo que alberga o próprio início da história do Sistema Solar.
"Corremos inúmeras simulações computacionais, onde preenchemos a região da cintura de asteróides principal com uma distribuição uniforme de asteróides informáticos," disse Minton. Os cientistas então correram a simulação do Sistema Solar para um intervalo de tempo de milhares de milhões de anos.
As simulações, em última análise, terminaram com muitos mais asteróides na cintura do que os actualmente aí observados. Quando a cintura de asteróides simulada foi comparada com a real, descobriram um padrão peculiar nas diferenças. A cintura de asteróides simulada coincidia muito bem com a real nos lados das Falhas de Kirkwood que se encontram na direcção do Sol, mas a cintura de asteróides real parecia não ter asteróides nos lados que apontavam na direcção de Júpiter.
"Então simulámos a migração dos planetas gigantes," disse Minton. "Os efeitos perturbadores dos planetas migratórios esculpiram a nossa cintura de asteróides simulada. Após o término da migração, a nossa cintura de asteróides parecia-se muito mais com a cintura de asteróides real."
"A nossa interpretação é que à medida que Júpiter e Saturno migraram, as suas ressonâncias orbitais percorreram a cintura de asteróides, ejectando muitos mais asteróides do que o possível com os planetas na suas órbitas actuais," disse Malhotra. "E o padrão particular dos asteróides em falta é característico com o padrão da migração de Júpiter e Saturno."
"O nosso trabalho explica o porquê de haver menos asteróides no lado das Falhas de Kirkwood que aponta para Júpiter, quando comparado com o lado que aponta para o Sol," afirma Minton. "Os padrões do esgotamento são como pegadas dos planetas gigantes, preservados na cintura de asteróides principal."
Os seus resultados corroboram outras linhas de evidências, indicando que os planetas gigantes - Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno - formaram-se numa configuração mais compacta, e depois Júpiter moveu-se ligeiramente para mais perto do Sol, enquanto os restantes planetas gigantes se afastaram uns dos outros e se moveram para mais longe do Sol.
Minton e Malhotra dizem que este resultado tem implicações para quão longe e quão depressa os planetas migraram no início da história do Sistema Solar, e a possibilidade que a migração planetária perturbou os asteróides poderá ter contribuído para um grande bombardeamento no Sistema Solar interior.
"O nosso resultado não responde directamente à questão do 'timing' poder ser relacionado com o grande bombardeamento do Sistema Solar interior. Isso ainda está aberto para debate," afirma Minton. "Mas o que realmente diz é que houve um evento que perturbou os asteróides durante um período de tempo relativamente curto."
"Todos os asteróides ejectados da cintura de asteróides tiveram que ir para algum lado," acrescentou. "A implicação disto é que enquanto todos esses asteróides estavam sendo expulsos da cintura, poder-se-iam ter transformado em projécteis que impactaram na Terra, na Lua, em Marte, Vénus e Mercúrio."
Links:
Notícias relacionadas:
Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)
UA News
Artigo científico na Nature (requer subscrição)
Science
New Scientist
Universe Today
Scientific American
Cosmos
World Science
Science Centric
Cintura de Asteróides:
Wikipedia
SEDS
Podcast sobre a Cintura de Asteróides
Falhas de Kirkwood (Wikipedia) |
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Vénus brilha no escuro! (via ESA)
Vénus brilha em infravermelho! Pelo menos à noite. A sonda Venus Express observou um brilho fantasmagórico no lado nocturno da atmosfera Venusiana. Este brilho infravermelho vem do óxido nítrico e está a mostrar aos cientistas que a atmosfera do vizinho mais próximo da Terra é um lugar temperamental com grandes ventos e turbulência. Dado que este brilho se situa no infravermelho, não o podemos observar à vista desarmada, mas felizmente para nós, a sonda da ESA está equipa com o instrumento VIRTIS (Visible and Infrared Thermal Imaging Spectrometer), que pode estudar estes comprimentos de onda. Um brilho como este nunca tinha sido detectado nas atmosfera da Terra ou de Marte, embora aí também se encontram moléculas de óxido nítrico. Então porque é que Vénus brilha, e o que é que esse brilho nos diz? [Ler fonte]
Introdução ao Universo Virtual da NASA (via Universe Today)
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Lua, Mercúrio, Júpiter, Marte - Crédito: Mike Salway |
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(clique na imagem para ver versão maior) |
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Quando a Lua nasceu antes do amanhecer do dia 23 de Fevereiro, mostrava um bonito crescente. Também proporcionou, a quem acordava cedo, uma tantalizante visão do brilho da Terra na Lua, a porção escura do disco lunar iluminado pela luz solar reflectida pela Terra. Claro, nessa manhã uma espectacular conjunção com três planetas acrescentou um toque impressionante à cena celeste. Registada mesmo antes do amanhecer, esta serena imagem mostra o horizonte a Este no Lago Tuggerah na Costa Central de Nova Gales do Sul, Austrália. Além da Lua, a imagem captura (de cima para baixo) o brilhante Mercúrio, Júpiter e Marte.
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