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ASTROBOLETIM N.º 677
De 31/08 a 02/09/2010
 
 
 
 

Dia 31/08: 243.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Use binóculos para procurar a estrela de primeira magnitude, Espiga, mesmo por cima de Vénus, baixo ao anoitecer a Oeste-Sudoeste.

Dia 01/09: 244.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1804, Juno, um dos maiores asteróides da cintura principal, é descoberto pelo astrónomo alemão Karl Ludwig Harding.
Em 1859, o físico solar Richard Carrington observa a primeira proeminência solar.

Uma intensa aurora ocorreu no dia seguinte.
Em 1979, voo rasante da Pioneer11 por Saturno (maior aproximação, 20,900 km). A Pioneer 11 mapeou a magnetosfera e o campo magnético de Saturno e descobriu que a sua maior lua, Titã, era fria demais para suportar vida.
Em 2000, um objecto com meio quilómetro, conhecido como 2000 QW7 -- apenas descoberto a 26 de Agosto de 2000, com o sistema NEAT da NASA/JPL, passou pela Terra a uma distância ligeiramente maior que 12 vezes a distância à Lua.
Observações: A seguir à meia-noite de dia 31 para dia 1, conseguirá observar a Este a Lua a menos de 2º das Plêiades, ou M45.
Lua em Quarto Minguante, pelas 18:22.
Vénus, Espiga e Marte formam um linha quase direita com menos de 5º de comprimento, baixos a Oeste-Sudoeste meia-hora depois do pôr-do-Sol.

Dia 02/09: 245.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1970, a NASA anuncia o cancelamento de duas missões Apollo à Lua, a Apollo 15 (a mesma designação é re-usada numa missão posterior) e a Apollo 19.

Observações: No início de Setembro o Grande Quadrado de Pégaso situa-se bem alto a Este após o anoitecer, suportado num canto: um sinal de que o Outono se aproxima. Este ano o brilhante Júpiter é tal sinal; o Quadrado está um pouco para cima e para a sua esquerda.

 
 
 
Os gases numa mancha solar estão cerca de 1500º C mais frios que o resto do Sol.
 
 
 
  MANCHAS SOLARES AUMENTAM E DIMINUEM A DURAÇÃO DO DIA NA TERRA  
 

A maioria de nós não se apercebe, mas nem todos os dias têm a mesma duração. Agora parece que as manchas solares - regiões escuras que aparecem na superfície do Sol - podem ser parcialmente responsáveis pelas flutuações de milisegundo no tempo que a Terra demora para completar uma volta sobre si própria. A descoberta pode ajudar às sondas e satélites moverem-se com mais precisão.

Já existem explicações do porquê da duração exacta de um dia variar. Alterações nos ventos e nas correntes dos oceanos fazem com que a Terra gire mais depressa ou mais devagar para compensar, preservando o momento angular do planeta. Entretanto, alterações na distribuição da matéria em torno do planeta devido às alterações climáticas podem também afectar a velocidade de rotação da Terra.

A última associação - entre manchas solares, cuja abundância cresce e decresce ao longo de um "ciclo solar" de 11 anos e a velocidade de rotação da Terra - é talvez a mais bizarra de todas.

A imagem mais recente do Sol, capturada pela sonda SOHO.
Crédito: SOHO; ESA/NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Investigadores há muito que sabem que a velocidade de rotação flutua com as estações, em resposta às alterações dos padrões de vento. Agora, uma equipa liderada por Jean-Louis Le Mouël do Instituto de Geofísica de Paris, França, descobriu que este efeito sazonal também cresce e diminui num ciclo de 11 anos, tal como as manchas solares. De acordo com uma análise de dados entre 1962 e 2009, as estações têm um maior efeito na velocidade de rotação quando as manchas são raras, e um efeito menor quando as manchas são abundantes (artigo presente na edição n.º 37 da revista Geophysical Research Letters).

A equipa suspeita que esta relação entre a quantidade de manchas solares e a velocidade de rotação seja devida, de algum modo, à alteração dos padrões de vento na Terra pelas manchas solares. Isto pode acontecer através das alterações, pelas manchas solares, no brilho ultravioleta do Sol. Dado que a radiação UV aquece a estratosfera, as manchas solares podem plausivelmente alterar os padrões dos ventos, afirma Steven Marcus do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA, que não esteve envolvido no estudo.

Ele acrescenta que os investigadores precisam de saber com maior precisão o onde e quando estas alterações nos ventos ocorrem e determinar se estão ligadas a estas flutuações UV. "Este é um resultado intrigante, mas ainda faltam algumas peças fundamentais do puzzle," afirma Marcus.

A descoberta dessas peças é importante porque pode melhorar as previsões de quando e como a rotação da Terra muda. Isto é especialmente importante quando se usa antenas terrestres de rádio para seguir as sondas. Um erro de 1 milisegundo no período de rotação pode distorcer os cálculos das posições das sondas por milhares de quilómetros à distância de Marte, afirma Marcus, "uma diferença importante quando se tenta aterrar ou até orbitar um planeta".

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Sol:
Wikipedia
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  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

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