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Edição n.º 783
06/09 a 08/09/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 06/09: 249.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1899, era fundada a Sociedade Astronómica e Astrofísica da América, agora com o nome Sociedade Astronómica Americana.
Observações: Esta semana, ao ponto temporal médio entre o pôr-do-Sol e o nascer-do-Sol, as estrelas-guia da Ursa Maior encontram-se directamente por baixo da Polar e do pólo celeste norte. Porquê? Porque esta é a altura do ano em que o Sol passa a Sul das estrelas-guia. Se as conseguisse ver quando estão altas durante o dia, veria que apontam para o Sol.

Dia 07/09: 250.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1997 era descoberta a primeira lua irregular de UranoCaliban, por Brett J. Galdman (Instituto Canadiano para a Astrofísica Teórica), Philip D. Nicholson (Universidade de Cornell), Joseph A. Burns (Universidade de Cornell) e JJ Kavelaars (Universidade McMaster). 

Estavam usando o telescópio Hale de 5 metros do monte PalomarUrano tem 27 luas.
Observações: Antes do amanhecer, Marte passa a menos de 6º Sul da estrela Pollux, hoje e até Sábado de manhã. Observe que a linha curva que Marte forma com Pollux e Castor vai mudando de forma diariamente.

Dia 08/09: 251.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966 estreia a série televisiva "Star Trek", inspirando o interesse de uma geração pelo espaço, astronomia, tecnologia, efeitos especiais e sistemas sociais alternativos. 

Em 1999, passagem mais próxima do asteróide 699 Hela pela Terra (0.644 UA). 
Em 2004, a sonda Genesis da NASA colide com a Terra quando o seu pára-quedas falha em abrir. 
Observações: Aviste Mercúrio bem baixo a Este cerca de 45 minutos antes do nascer-do-Sol. É brilhante: com magnitude -0,9. Encontra-se a menos de 1º da estrela Régulo, em Leão, que tem 1/8 do brilho, magnitude +1,4. Binóculos ajudam.

 
CURIOSIDADES


A NASA disponibiliza uma aplicação web, com o nome de "Eyes On the Solar System", que dá a possibilidade de viajar pelo espaço a bordo de sondas e de explorar o cosmos, dentro da janela do nosso browser. Experimente!

 
ROVER OPPORTUNITY COMEÇA ESTUDO DE CRATERA MARCIANA

O trabalho inicial do rover Opportunity da NASA no seu novo local de estudo em Marte mostra composições superficiais diferentes de tudo o que o robot já tinha estudado durante os seus primeiros sete anos e meio de exploração.

O Opportunity chegou há três semanas atrás à orla de uma cratera com 22 km de diâmetro com o nome de Endeavour. A primeira rocha que examinou é achatada e tem o tamanho de um banquinho para os pés. Foi aparentemente expelida por um impacto que escavou uma cratera com o tamanho de um campo de ténis no limite da grande cratera Endeavour. A rocha foi informalmente apelidada de "Tisdale 2".

"Esta rocha é diferente de qualquer outra rocha que já vimos em Marte," afirma Steve Squyres, investigador principal do Opportunity na Universidade Cornell em Ithaca, Nova Iorque, EUA. "Tem uma composição semelhante a rochas vulcânicas, mas tem muito mais zinco e bromo do que normalmente vemos. Esta é a confirmação de que a escolha de viajar até à Endeavour é o equivalente a uma segunda aterragem no Planeta Vermelho para o Endeavour."

O rover Opportunity usou a sua câmara frontal para obter esta imagem que mostra o braço robótico estendido na direcção da rocha "Tisdale 2", durante o seu 2.695 dia marciano, ou sol, de trabalho em Marte (23 de Agosto de 2011).
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A diversidade de fragmentos como o Tisdale 2 pode indicar um prelúdio para outros minerais que o Opportunity poderá encontrar na Endeavour. Nas últimas duas semanas, os investigadores têm usado um instrumento no braço robótico do rover para identificar elementos em vários locais da Tisdale 2. Os cientistas também examinaram a rocha usando a câmara microscópica do rover e os múltiplos filtros da sua câmara panorâmica.

As observações pelas sondas em órbita de Marte sugerem que as exposições rochosas na orla da Endeavour datam do passado longínquo da história marciana e incluem minerais argilosos que se formaram em condições molhadas pouco ácidas, possivelmente mais favoráveis à vida. Tudo o que resta das fronteiras da cratera são rebordos descontinuados. O cume nesta secção da orla onde o Opportunity chegou tem o nome de "Cape York." O intervalo entre Cape York e o próximo fragmento da orla da cratera, para Sul, é denominado "Botany Bay."

"Nos últimos metros para Cape York, vimos afloramentos irregulares em Botany Bay diferentes de tudo o que o Opportunity já tinha visto até agora, e um banco em torno da fronteira de Cape York parece-se com rocha sedimentar que foi cortada e preenchida com veias de material possivelmente trazido por água," afirma Ray Arvidson, vice-investigador pricipal do rover, da Universidade de Washington em St. Louis, EUA. "Tomámos a decisão de examinar estas antigas rochas de Cape York primeiro."

A equipa científica escolheu a Endeavour como o alvo a longo-termo do Opportunity após o rover ter saído da cratera Victória, fez três anos a semana passada. A missão passou dois anos a estudar a cratera Victória, que tem apenas 1/25 do tamanho da Endeavour. As camadas de leitos rochosos expostos na cratera Victória e noutros locais que o Opportunity visitou partilham uma composição rica em sulfatos, relacionados com uma época passada em que a água ácida estava presente. O Opportunity percorreu 21 km desde a Victória para alcançar a Endeavour. Desde que aterrou em Marte, já viajou 33,5 quilómetros.

Veias brilhantes cortam secções da cratera Endeavour com o nome de Botany Bay, nesta composição de imagens obtidas pela câmara de navegação do Opportunity durante o sol 2681 em Marte (9 de Agosto de 2011).
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Temos um rover de boa saúde, tendo em conta que já trabalhou 30 vezes mais do que estava planeado," afirma John Callas, gestor do projecto Opportunity no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. "No entanto, a qualquer momento, podemos perder um componente crítico num dos sistemas essenciais do rover, e a missão pode acabar. Ou, podemos ainda usar as capacidades do rover durante anos. Existem literalmente quilómetros de excitante geologia para explorar na cratera Endeavour."

O Opportunity e o seu rover gémeo, Spirit, completaram as suas missões principais com a duração de 3 meses em Abril de 2004 e continuaram a trabalhar durante anos em missões prolongadas. Ambos fizeram importantes descobertas acerca dos ambientes molhados no passado de Marte, que podem ter sido favoráveis para a vida microbiana. O Spirit terminou comunicações com a Terra em Março de 2010.

"Este é como se fosse um novo local de aterragem para o nosso rover veterano," afirma Dave Lavery, executivo do programa de Exploração de Marte da NASA. "É um bónus impressionante que deriva da capacidade de percorrer Marte com hardware bem construído e que dura."

A NASA irá lançar o seu rover de próxima-geração, Curiosity, entre 25 de Novembro de 18 de Dezembro de 2011. Vai aterrar em Marte em Agosto de 2012.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
PHYSORG.com
Universe Today
SPACE.com
New Scientist
Spaceflight Now
Discovery News

Rovers marcianos da NASA:
Página oficial
Wikipedia

Rover Curiosity:
NASA
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - M6: O Enxame da Borboleta
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Sergio EguivarBuenos Aires Skies
 
Para alguns, os contornos do enxame aberto M6 assemelha-se com uma borboleta. M6, também conhecido como NGC 6405, cobre 20 anos-luz e situa-se a cerca de 2000 de anos-luz de distância. M6 pode ser observado sob um céu escuro com binóculos na direcção da constelação de Escorpião e tem um tamanho aparente semelhante ao da Lua Cheia. Tal como os outros enxames abertos, M6 é constituído predominantemente por jovens estrelas azuis, embora a estrela mais brilhante seja alaranjada. Estima-se que M6 tenha aproximadamente 100 milhões de anos. A determinação da distância de enxames como M6 ajuda os astrónomos a calibrar a escala de distâncias do Universo.
 

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