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Edição n.º 786
16/09 a 19/09/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 16/09: 259.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Ceres em oposição, pelas 18:00.
Esta noite, Júpiter brilha para a direita da Lua, baixas a Este a partir das 22:30.

Dia 17/09: 260.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1789, William Herschel descobre a Lua de Saturno, Mimas
Em 1976, era apresentado pela NASA o primeiro Space Shuttle, Enterprise.

Observações: Pelas 23 horas, a Ursa Maior está nivelada mas bem baixa a Norte-noroeste. Quanto mais para Sul estiver, mais baixa estará.

Dia 18/09: 261.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1959, a Vanguard 3 é lançada para órbita terrestre.

Em 1977, a Voyager 1 tira a primeira fotografia da Terra e da Lua juntas. 
Em 1980, a Soyuz 38 transporta 2 cosmonautas (1 cubano) para a estação espacial Salyut 6.
Observações: Sabemos que o Verão está no fim: ao anoitecer, Cassiopeia a Nordeste já está tão alta quanto a Ursa Maior a Noroeste!

Dia 19/09: 262.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1848, A lua de SaturnoHyperion, é descoberta por William Cranch Bond

Em 1988, Israel lança o seu primeiro satélite.
Observações: Após o anoitecer, procure Fomalhaut, a Estrela de Outono, a nascer a Sudeste. À mesma altura, Arcturo, a Estrela da Primavera, estará ficando baixa a Oeste. Estarão aproximadamente à mesma altura entre as 21:30 e as 22:00. Quão detalhadamente pode temporizar este evento?

 
CURIOSIDADES


Quando construído, o SLS será o veículo mais poderoso já construído pelo Homem, ultrapassando o foguetão Saturno V.

 
NASA ANUNCIA VEÍCULO PARA EXPLORAÇÃO ESPACIAL DO FUTURO

A NASA está pronta para prosseguir com o desenvolvimento do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) -- um poderoso veículo de lançamento que vai proporcionar uma inteiramente nova capacidade de exploração humana para lá da órbita da Terra. O SLS será um meio seguro, económico e sustentável de ir para lá dos nossos limites actuais e abrir novas descobertas a partir do incomparável ponto de vantagem do espaço.

O SLS (Space Launch System) será construído para transportar o Veículo Tripulado Orion, bem como cargas importantes, equipamentos e experiências científicas para órbita terrestre e destinos mais longínquos. O SLS também servirá como apoio para serviços internacionais e comerciais de transporte até à ISS.

Impressão de artista que mostra o futuro foguetão da NASA, o SLS, na sua configuração mais básica e levantando voo no Centro Espacial Kennedy. O SLS é o veículo que irá levar astronautas novamente para o espaço profundo, asteróides e em última análise, Marte.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Charles Bolden, administrador da NASA, afirma: "Este sistema de lançamento irá criar empregos, permitir a continuação da liderança americana no espaço, e inspirar milhões por todo o mundo. O Presidente Obama desafiou-nos a ser criativos e sonharmos alto, e é exactamente isso que estamos a fazer na NASA. Ao passo que viajei com muito orgulho a bordo do vaivém espacial, os exploradores de amanhã podem agora sonhar em um dia andar na superfície de Marte."

O foguetão SLS vai incorporar investimentos tecnológicos do Programa do Vaivém Espacial e do Programa Constellation de modo a tirar vantagens do hardware fiável e de tecnologia de ponta, que irá significativamente reduzir os custos de desenvolvimento e operações. Irá usar um sistema de propulsão à base de hidrogénio e oxigénio líquidos, com os motores RS-25D/E do Programa do Vaivém para o estágio principal e o motor J-2X para o estágio superior. O SLS irá também usar foguetões sólidos para os voos iniciais de desenvolvimento, enquanto os motores seguintes serão testados com base nos requisitos de performance e economia. O SLS irá ter uma capacidade de elevação inicial de 70 toneladas métricas. Isto é o equivalente a 40 utilitários desportivos (ou em inglês, SUVs). A capacidade de elevação pode ser acrescida até às 130 toneladas métricas -- capaz de levantar 75 SUVs. O primeiro voo de desenvolvimento, ou missão, está previsto para o final de 2017.

Esta arquitectura específica foi escolhida sobretudo porque utiliza uma abordagem de desenvolvimento capaz de evoluir, o que permite à NASA lidar com actividades de desenvolvimento de alto-custo nos estágios iniciais do programa e tirar proveito da economia antes que esta corroa os fundos disponíveis de um orçamento previsto. Esta arquitectura também permite à NASA nivelar as capacidades actuais e os custos mais baixos de desenvolvimento ao usar hidrogénio e oxigénio líquido para os estágios principais e superiores. Em adição, esta arquitectura vai providenciar um veículo modular de lançamento que pode ser configurado para as necessidades específicas de cada missão usando variações de elementos comuns. A NASA poderá não necessitar de conseguir levantar as 130 toneladas métricas para cada missão e a flexibilidade desta arquitectura modular permite à agência combinar diferentes estágios principais e superiores para obter o veículo de lançamento mais eficaz para cada determinada missão.

Comparação entre os módulos da configuração mais básica, com capacidade de elevação de 70 toneladas métricas, e a sua configuração mais poderosa, com capacidade de elevação de 130 toneladas métricas.
Crédito: NASA
 

"A NASA tem feito progressos estáveis na direcção dos objectivos da exploração do espaço profundo delineados pelo Presidente, sendo ao mesmo tempo económicos," afirma Lori Garver, vice-administradora da NASA. "Temos diminuído os custos do SLS e do Orion ao adoptar novas metodologias de negócio e prevemos poupar centenas de milhões de dólares cada ano."

O SLS será o primeiro veículo de exploração da NASA desde que o Saturno V levou astronautas à Lua há mais de 40 anos atrás. Com a sua excelente capacidade de elevação, o SLS vai alargar o nosso alcance no Sistema Solar e permitir-nos-á explorar o espaço entre a Terra e a Lua, os asteróides vizinhos, Marte e suas luas, e mais. Vamos aprender mais sobre a formação do Sistema Solar, como poderá a vida ser suportada em lugares para lá da atmosfera da Terra e alargar as fronteiras da exploração humana. Estas descobertas vão mudar o modo como nos compreendemos a nós próprios, o nosso planeta e o nosso lugar no Universo.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
NASA spaceflight.com
SPACE.com
Science
Spaceflight Now
Discovery News
Technology Review
Universe Today
Spaceref
PHYSORG.com
io9
CNN
Wired
BBC News
Reuters
UPI.com
Jornal de Notícias
TVI24

Space Launch System (SLS):
NASA
Relatório preliminar da NASA (formato PDF)
Curiosidades sobre o SLS (formato PDF)
Wikipedia
Al Jazeera (reportagem via YouTube)
BBC News (reportagem vídeo)
Animação da descolagem do SLS (via YouTube)

Orion:
NASA
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 3521: Galáxia Numa Bolha
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: R Jay Gabany (Obs. Blackbird), Colaboração: David Martinez-Delgado (MPIA, IAC), et al.
 
A esplêndida galáxia espiral NGC 3521 está a uns meros 35 milhões de anos-luz, na direcção da constelação de Leão. Relativamente brilhante no céu do planeta Terra, NGC 3521 é facilmente visível em pequenos telescópios mas muitas vezes negligenciada pelos astrofotógrafos amadores detrimento das outras galáxias de Leão, como M66 e M65. No entanto, é difícil ignorá-la neste colorido retrato cósmico. Com um tamanho de 50.000 anos-luz, a galáxia contém braços espirais irregulares entrelaçados com poeira, regiões de formação estelar e enxames de jovens estrelas azuis. Notavelmente, esta imagem profunda também mostra que NGC 3521 está embebida dentro de conchas gigantescas tipo-bolhas. As conchas são provavelmente detritos de forças de marés, correntes estelares arrancadas de galáxias-satélite que podem ter sofrido fusões com NGC 3521 num passado distante.
 

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