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Edição n.º 837
13/03 a 15/03/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 13/03: 73.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1781, William Herschel descobre Urano.
Em 1855, nascia Percival Lowell, astrónomo americano que alimentou a especulação da existência de canais em Marte, construídos por marcianos.

Lowell também fundou o Observatório Lowell e formou o começo do esforço que levaria à descoberta de Plutão 14 anos após a sua morte. A escolha do nome Plutão e do seu símbolo foram em parte influenciados pelas suas iniciais PL. 
Em 1969, a missão Apollo 9regressava à Terra após testar o módulo lunar. 
Em 2000, foram descobertos buracos negros solitários à deriva na Galáxia.
Observações: Vénus e Júpiter estão a 2,59º entre si.

Dia 14/03: 74.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1835, nascia Giovanni Schiaparelli, astrónomo italiano que observou Marte e afirmou que via grandes sistemas de canais em Marte. Foi também o primeiro a demonstrar que as Perseídas e as Leónidas estavam associadas com os cometas, e descobriu o asteróide 69 Hesperia.
Em 1879, nascia Albert Einstein.

Mundialmente famoso pela sua teoria da relatividade, e especificamente pela equivalência massa-energia. Recebeu em 1921 o Nobel da Física, graças à descoberta do efeito fotoeléctrico. 
Em 1995, o astronauta Norman Thagard torna-se o primeiro americano a ir para o espaço a bordo de um veículo de lançamento russo.
Observações: Esta é a melhor altura do ano para os observadores a latitudes médias norte observarem a constelação da Popa, a Este e Sudeste de Cão Maior.

Dia 15/03: 75.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1713 nascia Nicolas Lacaille, cujas medições confirmaram o bojo equatorial da Terra; deu nome a 14 constelações do Hemisfério Sul.

Em 1972, a NASA anunciava o seu programa do Vaivém Espacial.
Em 2004, foi anunciada a descoberta de 90377 Sedna, o objecto natural mais longínquo já observado no Sistema Solar (além dos cometas de longo-período).
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 01:25.

 
CURIOSIDADES


A sonda Mars Odyssey da NASA detém desde 2012 o recorde (mais de 10 anos) da sonda activa há mais tempo em órbita de um planeta que não a Terra.

 
ARGILAS DE MARTE PODEM PRESERVAR SINAIS DE VIDA

As lamas e argilas ideais para a preservação de registos fósseis são menos comuns nos lagos marcianos do que na Terra. Um novo estudo de 226 antigos leitos no Planeta Vermelha revela que apenas um terço mostram evidências de tais depósitos à superfície hoje em dia.

Uma equipa de cientistas da Universidade de Brown, no estado americano de Rhode Island, estudou imagens da superfície de Marte obtidas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da sonda Mars Odyssey e da sonda Mars Express em busca de lagos que no passado já tiveram fluxos interiores e exteriores de água. Analisaram então a luz reflectida de cada lago para determinar a sua composição química, na esperança de identificar as lamas e argilas que se encontram em tais sistemas cá na Terra.

Descobriram que apenas 79 dos leitos continham depósitos de minerais que apontam para argilas à superfície. Esta escassez pode ser o resultado da química da mistura de água marciana e do solo, ou pode ser outro sinal de que a água no Planeta Vermelho apenas esteve à superfície durante um breve período de tempo, dizem os cientistas.

Localização de 226 antigos lagos espalhados pela superfície marciana, a norte e sul do equador. A região Nili Fossae, no círculo, contém um densidade invulgarmente alta de depósitos sedimentares, provavelmente provocados pelo elevado nível de erosão na área.
Crédito: Goudge, T.A., Head, J.W., Mustard, J.F. e Fassett, C.I./MOLA/NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Se a vida se desenvolveu em Marte, os depósitos de argila e os sedimentos podem conter evidências da sua existência.

Quando o Curiosity, o próximo rover da NASA, aterrar em Marte este Verão, vai procurar argilas e sedimentos na Cratera Gale por indícios de ambientes passados que podem ter suportado vida microbiana.

"Os minerais nas argilas da Terra são bem conhecidos por preservar as assinaturas da vida," afirma Timothy Groudge, investigador principal do estudo. Dado que estes depósitos se formaram em grandes corpos de água, são particularmente promissores.

"Na Terra, quase todos os lagos que conhecemos têm formas de vida a viver dentro dos sedimentos, ou no próprio lago. Dos possíveis candidatos, os lagos mostram grandes possibilidades." O estudo foi publicado na edição online da revista Icarus.

A água que passa por cima dos grãos de mineral agita-os e mistura-os, alterando quimicamente a sua estrutura à medida que se movem. Mas se a água apenas existiu por breves épocas, pode não ter tido tempo suficiente para a criação de grandes quantidades de argila.

"Actualmente em Marte, há muita água gelada, mas muito pouca água à superfície como pensamos ter havido no passado," afirma Goudge. "Se os próprios lagos tiveram pouco tempo de vida, faz sentido que água líquida à superfície também não tivesse aí ficado durante muito tempo."

De acordo com a equipa, todos os lagos estudados passaram por alguma forma de ressurgimento desde que se tornaram inactivos há mais de 3,7 mil milhões de anos. A lava dos vulcões cobriu alguns dos leitos, e os glaciares gelados desceram dos pólos para esconder outros. Nalguns casos, alguns desapareceram devido à erosão dos tempos, expondo os sedimentos argilosos.

Isto é particularmente aparente na região de Nili Fossae, onde sedimentos expostos em lagos são particularmente densos. A área sofreu erosão substancial, revelando crostas tão antigas quanto 4,1 mil milhões de anos, o que leva a equipa a favorecer o processo de escavar camadas e estudar os depósitos argilosos do passado. Esta hipótese é apenas experimental, mas poderia significar que muitos mais depósitos estão escondidos por baixo da superfície noutras partes de Marte, à espera de serem revelados.

Tal como os seus homólogos expostos, as argilas enterradas podem conter registos do passado do planeta. E não estão limitados por tamanho. "A grande vantagem dos minerais argilosos é que conseguem preservar a assinatura de vida numa variedade de escalas diferentes," conclui Goudge.

Links:

Notícias relacionadas:
SPACE.com
Icarus (requer subscrição)

MRO:
NASA 
JPL
Wikipedia

Mars Odyssey:
NASA
Wikipedia

Mars Express:
ESA 
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Grupo de Galáxias M81 Através de Nebulosa de Fluxo Integrado
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Nicolás Villegas
 
Grandes galáxias e nebulosas ténues realçam esta imagem de céu profundo do Grupo de galáxias M81. Em primeiro lugar, nesta imagem de campo-largo com uma exposição de 12 horas, está a belíssima galáxia espiral M81, a maior galáxia visível na imagem. M81 está a interagir gravitacionalmente com M82 mesmo para baixo, uma grande galáxia com um halo invulgar de gás filamentar avermelhado. Em torno da imagem podem ser observadas muitas outras galáxias do grupo de M81, bem como a passagem fortuita de um satélite à esquerda. Em conjunto com outras galáxias, que incluem as galáxias do nosso próprio Grupo Local e do Enxame de Virgem, o Grupo de M81 faz parte do gigantesco Super-enxame Galáctico de Virgem. Esta colecção é vista através do ténue brilho de uma Nebulosa de Fluxo Integrado, uma rede pouco estudada de gás difuso e de nuvens de poeira na nossa Via Láctea.
 

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