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Edição n.º 850
27/04 a 30/04/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 27/04: 118.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1999, passagem do asteróide 1989 ML pela Terra (0,2520 UA).
Em 2002, última telemetria bem sucedida Pioneer 10.

Observações: Procure Pollux e Castor para cima e para a direita da Lua, e Procyon para baixo e para a esquerda.

Dia 28/04: 119.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1900, nascia Jan Oort, astrónomo holandês pioneiro no campo da radioastronomia.

nuvem de Oort tem o seu nome.
Em 1903, M. Wolf descobre o asteróide Iolanda (509).
Em 1913, G. Neujmin descobre o asteróide Faina (751). J. Palisa descobre o asteróide Oskar (750).
Em 1916, M. Wolf descobre o asteróide Henrika (826).
Em 1924, J. Hartmann descobre o asteróide La Plata (1029).
Em 1932, C. Jackson descobre o asteróide Zambesia (1242)
Em 2001, o milionário Dennis Titotorna-se no primeiro turista espacial.
Observações: Por estas noites primaveris, podemos observar dois pares estrela-planeta: Marte com Régulo altos a Sul e Saturno com Espiga baixos a Sudeste. Ambos os pares estão com cerca de 5º de separação.

Dia 29/04: 120.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1715, John Flamsteed observa Urano pela sexta vez.

Em 1861, R. Luther descobre o asteroide Leto (68).
Em 1902, M. Wolf descobre o asteroide Pittsburghia (484).
Em 1921, B. Jekhovsky descobre o asteroide Painleva (953).
Em 1930, C. Jackson descobre o asteróide Libya (1268).
Observações:  Aproveite a noite para observar telescopicamente o planeta Saturno, a Sudeste depois do anoitecer. Consegue discernir alguns dos seus satélites?
Lua em Quarto Crescente, pelas 10:57.

Dia 30/04: 121.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1006, a mais brilhante supernova é observada pelos Chineses e Egípcios na constelação do Lobo (Lupus).

Em 1913, Neujmin e Belyavskij descobrem os asteróides Sulamitis (752) e Tiflis (753).
Em 1935, C. Jackson descobre o asteroide Magoeba (1355) e Numidia (1368).
Observações: Vénus alcança hoje a sua maior área de superfície iluminada.

 
CURIOSIDADES


A ISS é o terceiro objecto mais brilhante do céu, a seguir ao Sol e à Lua. É facilmente visível à vista desarmada. Esta página contém dados das próximas passagens visíveis em Portugal.

 
ASTRÓNOMOS IDENTIFICAM TRÊS EXOPLANETAS

Não são homenzinhos verdes, mas pode ser um passo nessa direcção: astrónomos usando dados da missão Kepler da NASA, identificaram três planetas tipo-Terra em órbita de outras estrelas, e todos podem ser habitáveis.

A equipa de astrónomos usou o espectrógrafo TripleSpec (Near-Infrared Triple Spectrograph) acoplado ao telescópio do Observatório Palomar, no estado americano da Califórnia, para medir as temperaturas e metalicidades de pequenas estrelas anãs do tipo M, observadas pela primeira vez pela missão Kepler, o que levou a observações de planetas em órbita destas estrelas. O Kepler foi lançado em 2009 para procurar planetas fora do nosso Sistema Solar, os chamados planetas extra-solares ou exoplanetas.

Os telescópios do Observatório Palomar.
Crédito: Observatório Palomar, Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os achados foram publicados online na edição de 23 de Abril da revista Astrophysical Journal Letters (Vol. 750, n.º 2). A descoberta poderá levar a melhores estudos destes planetas e pavimentar o caminho na direcção da descoberta de planetas tal como a Terra.

Os três planetas orbitam as "zonas habitáveis" das suas estrelas-mãe -- a distância orbital onde a água pode existir em estado líquido à superfície, e o local ideal para determinar se a vida pode aí existir. As estrelas -- KOI (Kepler Object of Interest) 463.01, KOI 812.03 e KOI 854.01 -- estão localizadas em áreas do céu entre as constelações de Cisne e Lira, e a distâncias que variam entre algumas centenas a alguns milhares de anos-luz.

"Existe um argumento bastante sólido de que a vasta maioria dos planetas no Universo, e possivelmente os planetas tipo-Terra em zonas habitáveis, são planetas que orbitam anãs M," afirma Jamie Lloyd, professor de astronomia e engenharia mecânica e aeroespacial, co-autor do artigo.

A missão Kepler estuda continuamente 150.000 estrelas em busca de sinais de trânsito - uma diminuição no brilho de uma estrela devido à passagem de um planeta. A equipa de Cornell reduziu a lista para 80 estrelas com estes sinais, focando-se em estrelas anãs de categoria M. Estas são estrelas mais pequenas e menos brilhantes que o nosso Sol, mas a maioria das estrelas no Universo são anãs M, afirmam os investigadores.

"Estas estrelas são muito ténues em comprimentos de onda visíveis, negligenciadas durante anos" porque são notoriamente difíceis de caracterizar, afirma a co-autora do estudo, Bárbara Rojas-Ayala, investigadora do Museu Americano de História Natural.

Enquanto trabalhava em Cornell, Rojas-Ayala desenvolveu uma técnica chamada TripleSpec para medir as metalicidades e temperaturas das estrelas anãs M. A equipa de Cornell usou esta técnica para identificar os mesmos parâmetros para 80 estrelas anãs M. Usando dados do TripleSpec combinados com modelos teóricos de como estes tipos de estrelas provavelmente evoluem com o passar do tempo, obtiveram os tamanhos destas 80 estrelas.

O TripleSpec forneceu aos astrónomos medições muito mais precisas das características das estrelas do que as originalmente obtidas com a missão Kepler. E em torno destas estrelas, identificaram três candidatos a planeta tipo-Terra com base no seu tamanho relativo, massa e temperatura em comparação com a Terra, a probabilidade de terem uma superfície rochosa e a sua presença na zona habitável de cada estrela.

"70% das estrelas no Universo são deste género de anãs, diferentes do nosso Sol," afirma Philip Muirhead, investigador do Instituto de Tecnologia da Califórnia. "Por isso se estes planetas são comuns em torno de estrelas pequenas, e as estrelas pequenas são comuns no Universo, então a maioria da vida no Universo pode de facto existir em torno destes tipos de estrelas, e não em sistemas tipo-Terra e estrelas tipo-Sol."

Os astrónomos chamam estes planetas de "candidatos" até que estudos posteriores os confirmem como planetas; os investigadores de Cornell esperam que o seu trabalho inspire outros cientistas a apontar os seus telescópios na direcção destes novos candidatos a planeta. Por exemplo, acrescenta Muirhead, os astrónomos podem estudar as atmosferas destes planetas com telescópios espaciais como o Hubble ou o Telescópio Espacial James Webb, e pesquisar por bio-assinaturas, como linhas de absorção de oxigénio.

"Se víssemos assinaturas de oxigénio nas atmosferas destes planetas, isso seria um grande salto na direcção da identificação de vida extraterrestre no Universo," conclui Muirhead.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Cornell (comunicado de imprensa)
Artigo científico (requer subscrição)
PHYSORG
Space Daily

Observatório Palomar:
Página principal
Wikipedia

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Manhã, Lua e Mercúrio
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Stephen Mudge
 
A semana passada Mercúrio navegou para Oeste do Sol. À medida que o planeta mais interior do Sistema Solar se aproximava da sua maior elongação ou maior ângulo do Sol (para esta passagem, cerca de 27º), foi acompanhado pela Lua. A conjunção proporcionou uma bela vista para os madrugadores do hemisfério sul. Aí o par nasceu junto antes do amanhecer, subindo altos no horizonte ao longo da bem inclinada eclíptica. Esta sequência captura a subida da Lua e de Mercúrio por cima das luzes da cidade de Brisbane em Queensland, Austrália. Um agrupamento de imagens digitais, a foto consiste de uma exposição a cada 3 minutos, começando às 4:15 locais de dia 19 de Abril. Mercúrio está à direita da Lua, separados por mais ou menos 8 graus.
 

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