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Edição n.º 853
08/05 a 10/05/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 08/05: 129.º dia do calendário gregoriano.
Observações: A estrela mais brilhante e mais alta a Este por estas noite é Arcturo. Encontre-a a três punhos à distância de um braço esticado para baixo e para a direita de Saturno, e um pouco mais distante, Espiga.

Dia 09/05: 130.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1946, primeiro lançamento bem sucedido de um foguetão V-2 nos EUA.
Em 1962, era lançado o primeiro foguetão Atlas Centauro.

Em 1971 era lançada a Kosmos 419 (USSR). Não conseguiu atingir a órbita da Terra.
Observações: Procure a brilhante Vega moderadamente baixa a nordeste após o cair da noite, e mais alta mais tarde. Mesmo para a direita e para baixo de Vega estão as estrelas mais ténues da pequena constelação de Lira.

Dia 10/05: 131.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1946, primeiro lançamento bem sucedido de um foguetão V-2 nos EUA.

Em 1971 era lançada a Kosmos 419 (USSR). Não conseguiu atingir a órbita da Terra.
Observações: Para os observadores de céu profundo, um favorito alvo telescópico de Primavera é a Galáxia do Catavento, M51. Use este mapa da constelação de Cães Caça para a observar.

 
CURIOSIDADES


Toda a água da Terra cabe numa esfera com 1385 km de diâmetro.

 
PROCURANDO TERRAS AO PROCURAR JÚPITERES

Na busca por planetas tipo-Terra, é útil a procura de pistas e padrões que possam ajudar os cientistas a limitar os tipos de sistemas onde planetas potencialmente habitáveis provavelmente serão descobertos. Novas pesquisas restringem a busca por planetas tipo-Terra perto de planetas tipo-Júpiter. O trabalho desta equipa de cientistas indica que os movimentos pós-formação de Júpiteres quentes provavelmente perturbam a formação de planetas tipo-Terra.

O seu trabalho foi publicado na edição de 7 de Maio da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

A equipa, liderada por Jason Steffen do Centro Fermilab para Astrofísica de Partículas, usou dados da missão Kepler da NASA para procurar planetas "Júpiteres quentes" - planetas mais ou menos do tamanho de Júpiter com períodos orbitais de aproximadamente três dias. Se um planeta tipo-Júpiter for descoberto graças a uma ligeira diminuição no brilho da estrela que orbita à medida que passa entre esta e a Terra, então é possível - dentro de certos parâmetros - determinar se o Júpiter quente tem quaisquer outros companheiros planetários.

Impressão de artista de um planeta Júpiter quente.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Dos 63 sistemas candidatos com Júpiteres quentes identificados pelo Kepler, a equipa de pesquisa não descobriu quaisquer evidências de companheiros planetários vizinhos. Existem algumas explicações possíveis. Uma explica que não existem companheiros planetários para qualquer destes Júpiteres quentes. Outra é que os outros planetas são demasiado pequenos, em tamanho ou em massa, para serem detectados usando estes métodos. Por fim, é possível que existam mais planetas, mas que a configuração das suas órbitas os torne indetectáveis usando estes métodos.

No entanto, quando alargando a busca para incluir sistemas com o tamanho de Neptuno (conhecidos como "Neptunos quentes"), ou "Júpiteres amenos" (planetas com o tamanho de Júpiter com órbitas ligeiramente maiores que os Júpiteres quentes), a equipa descobriu alguns potenciais companheiros. Dos 222 Neptunos quentes, descobriram evidências de dois possíveis companheiros, e dos 31 Júpiteres amenos, descobriram três com possíveis companheiros.

"As implicações destes achados demonstram que sistemas com planetas tipo-Terra formaram-se de modo diferente do que os sistemas com Júpiteres quentes," afirma Alan Boss, da equipa científica e do Instituto Carnegie para a Ciência. "Como acreditamos que os Júpiteres quentes se formam mais longe, e depois migram para mais perto das suas estrelas, a migração em direcção ao interior perturba a formação de planetas tipo-Terra. Se o nosso Sol tivesse um Júpiter quente, não estaríamos cá."

Links:

Notícias relacionadas:
Instituto Carnegie para a Ciência (comunicado de imprensa)
Proceedings of the National Academy of Sciences (requer subscrição)
New Scientist
SPACE.com
PHYSORG
Space Daily
Scientific American

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Júpiteres quentes (Wikipedia)
Neptunos quentes (Wikipedia)
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - No Centro da Nebulosa Omega
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA, H. Ford (JHU), G. Illingworth (UCSC/LO), M.Clampin (STScI), G. Hartig (STScI), Equipa científico do ACS, e ESA
 
Nas profundezas da nuvem de poeira escura e gás molecular conhecida como Nebulosa Omega, continuam a formar-se estrelas. A imagem acima obtida pela câmara ACS do Telescópio Hubble mostra incríveis detalhes da famosa região de formação estelar. Os filamentos de poeira escura que entrelaçam o centro da Nebulosa Omega foram criados nas atmosferas de estrelas gigantes e frias e nos detritos de explosões de supernova. Os tons vermelhos e azuis surgem do gás brilhante aquecido pela radiação de estrelas massivas vizinhas. Os pontos de luz são jovens estrelas, algumas mais brilhantes que 100 Sóis. Glóbulos negros marcam sistemas ainda mais jovens, nuvens de gás e poeira codensando-se para formar estrelas e planetas. A Nebulosa Omega situa-se a cerca de 5000 anos-luz de distância na direcção da constelação de Sagitário. A região aqui vista prolonga-se por cerca de 3000 vezes o diâmetro do nosso Sistema Solar.
 

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