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Edição n.º 929
29/01 a 31/01/2013
 
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EFEMÉRIDES

Dia 29/01: 29.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1986 ocorreu o incidente Height 611 em que uma bola de fogo terá sido vista pela população inteira de uma povoação, tendo desaparecido de seguida.

Observações: Por volta das 22:30 esta semana, a brilhante estrela Sirius está o mais alta a Sul.
Aproveite a noite para observar a Grande Nebulosa de Orionte, M42.

Dia 30/01: 30.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1964, era lançada a sonda Ranger 6 pela NASA.

A sua missão era filmar televisivamente a Lua até se despenhar sobre ela.
Observações: Pelas 21:50, Europa desaparece por trás de Júpiter.
Saturno na sua quadratura Oeste: a 90º Oeste do Sol no céu de madrugada.

Dia 31/01: 31.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1862, Alvan Graham Clark Jr. descobre a ténue companheira de Sirius, de nome Sirius B, durante testes de um refractor de 18 polegadas que estava a ser construído para o Observatório Dearborn pelo seu pai, irmão, e por ele próprio. Friedrich Bessel propôs a existência de uma companheira invisível em 1844.
Em 1958, era lançado o Explorer I, o primeiro satélite artificial americano.

Transmitiu dados sobre micrometeoritos e radiação cósmica durante 105 dias. A missão resultou na descoberta das cinturas de radiação Van Allen por James Van Allen.
Em 1961, era lançada a Mercury-Redstone 2 - com o chimpanzé Ham a bordo. Foi o primeiro hominídeo no espaço.
Em 1966, lançamento da soviética Luna 9. Realizou a primeira aterragem com sucesso noutro corpo planetário.
Em 1971, lançamento da Apollo 14, a terceira aterragem tripulada na Lua. 
Em 1996, era descoberto o cometa Hyakutake pelo astrónomo amador japonês, Yuji Hiakutake
Observações: Observe Saturno antes do amanhecer, alto a Sul na constelação de Balança. Com um telescópio poderoso o suficiente, conseguirá discernir Titã, que é o ponto brilhante mais perto de Saturno, a cerca de 0,01º.

 
CURIOSIDADES


Marte demora aproximadamente 687 dias (terrestres) a completar uma órbita em torno do Sol.

 
MUDANÇAS SAZONAIS OBSERVADAS NA SUPERFÍCIE MARCIANA PROVOCADAS PELO DESCONGELAMENTO DE DIÓXIDO DE CARBONO GELADO

Investigadores usando a sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA observaram mudanças sazonais nas dunas marcianas a norte do planeta, provocadas pelo aquecimento de um manto de dióxido de carbono gelado.

A Terra não tem dióxido de carbono congelado naturalmente, embora pedaços de gelo de dióxido de carbono fabricado, chamado "gelo seco", sublimem directamente do estado sólido para o gasoso na Terra, assim como vastos mantos de gelo seco em Marte. Um factor determinante nas mudanças sazonais da Primavera, onde revestimentos de gelo seco se formam em Marte, é que o descongelamento ocorre no lado de baixo da camada de gelo, onde está em contacto com o solo escuro que é aquecido pelo precoce Sol primaveril através do gelo translúcido. O gás aprisionado ganha pressão e liberta-se de várias maneiras.

Os sulcos transitórios formam-se nas dunas quando o gás preso sob a camada de gelo encontra um ponto de fuga e liberta-se, transportando com ele areia. A areia expelida forma áreas escuras ou listas no topo da camada de gelo ao início, mas esta evidência desaparece com o gelo sazonal, e os ventos de Verão apagam a maioria das ranhuras nas dunas antes do Inverno seguinte. Os sulcos são características mais pequenas do que as ravinas ligadas, que pesquisas anteriores relacionaram com a sublimação do dióxido de carbono em dunas com encostas mais íngremes.

A câmara HiRISE a bordo da MRO da NASA capturou esta série de imagens a cores falsas de dunas na região polar Norte de Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Actividade semelhante foi já documentada e explicada perto do pólo Sul de Marte, onde se formam camadas sazonais de dióxido de carbono gelado e depois descongelam. Os detalhes das diferentes mudanças sazonais a Norte são agora anunciadas num conjunto de três artigos da revista Icarus.

As descobertas reforçam a crescente compreensão de que Marte hoje em dia, embora diferente no passado, é ainda um mundo dinâmico, e por mais parecido que seja com a Terra, em alguns aspectos mostra processos bastante sobrenaturais.

"É um processo incrivelmente dinâmico," afirma Candice Hansen do Instituto de Ciências Planetárias em Tucson, no estado americano do Arizona. Ela é a autora principal do primeiro dos três estudos. "Nós tínhamos este antigo paradigma de que todas as acções em Marte tinham ocorrido há milhares de milhões de anos. Graças à capacidade de estudar as mudanças com a MRO, um dos novos paradigmas é que Marte tem, actualmente, muitos processos activos."

Com três anos marcianos (seis anos na Terra) de dados obtidos pela câmara HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment) a bordo da sonda MRO, os cientistas relatam a sequência e variedade de mudanças sazonais. As mudanças primaveris incluem explosões de gás que transporta areia, quebras poligonais do gelo de Inverno cobrindo as dunas, areia que desliza nas faces das dunas, e zonas de areia escura movida para a superfície e para cima do gelo.

"É um desafio determinar quando e como estas mudanças ocorrem, são muito rápidas," afirma Ganna Portyankina da Universidade de Berna, na Suíça, autora principal do segundo estudo. "É por isso que só agora começamos a ver que ambos os hemisférios contam, na verdade, histórias semelhantes."

O processo de libertação de gás que esculpe ranhuras nas dunas a Norte assemelha-se aos processos de criação de características com a forma de aranhas no extremo Sul de Marte, mas as "aranhas" não foram vistas a Norte. As camadas sazonais de gelo seco sobrepõem tipos diferentes de terreno nos dois hemisférios. No Sul, os diversos terrenos incluem solo plano e erodível, mas no Norte, uma ampla banda de dunas de areia envolvem a permanente calote polar.

Características em formas de "aranha" na região polar Sul de Marte, esculpidas pela evaporação de gelo seco num processo dinâmico sazonal.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Outra diferença está no brilho de partes das dunas cobertas de gelo. Este brilho no Norte resulta da presença de geada de água, enquanto no Sul, o brilho é provocado por dióxido de carbono fresco. O terceiro estudo, por Antoine Pommerol da Universidade de Berna e co-autores, fala sobre a distribuição da geada usando o instrumento CRISM (Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars). A leve geada de água é soprada pelos ventos primaveris.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo na Icarus (requer subscrição)
Artigo na Icarus - 2 (requer subscrição)
Artigo na Icarus - 3 (requer subscrição)
SPACE.com
redOrbit
Universe Today
PHYSORG
UPI.com

MRO:
Página oficial da NASA 
Página oficial do JPL 
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - No Centro da Nebulosa da Trífida
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Telescópio Subaru (NAOJ), Telescópio Espacial HubbleMartin PughProcessamento: Robert Gendler
 
Nuvens de gás brilhante misturam-se com faixas de poeira na Nebulosa da Trífida, uma região de formação estelar na direcção da constelação de Sagitário. No centro, as três faixas proeminentes de poeira que dão o nome à Trífida cruzam-se. Montanhas de poeira opaca aparecem à direita, enquanto outros filamentos escuros de poeira são visíveis por toda a nebulosa. Uma única estrela massiva, visível perto do centro, causa muito do brilho da Trífida. Também conhecida como M20, tem apenas cerca de 300.000 anos, a nebulosa de emissão mais jovem conhecida. A nebulosa situa-se a cerca de 9000 anos-luz de distância e a secção aqui vista corresponde a aproximadamente 10 anos-luz. A imagem acima é uma composição de dados obtidos pelo Telescópio Subaru de 8,2 metros, pelo Telescópio Hubble de 2,4 metros, cores fornecidas por Martin Pugh e montagem e processamento por Robert Gendler.
 

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