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Edição n.º 963
28/05 a 30/05/2013
 
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31/05/13 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
21:00 - 23:00
Preço: 1€ (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 920/22
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu nocturno com telescópio (dependente da meteorologia favorável)

01/06/13 - DESCOBRINDO O SOL
16:00 - 17:00 (actividade incluída na visita ao Centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro - crianças até 12 anos grátis)
Nesta actividade os participantes poderão observar os fenómenos visíveis na "superfície" do Sol e participar em experiências que ajudam a conhecer melhor o astro-rei.

 
EFEMÉRIDES

Dia 28/05: 148.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 585 AC, ocorre um eclipse solar, como previsto pelo filósofo e cientista grego Tales de Mileto, durante o qual Aliates IIenfrenta Cyaxares na Batalha de Halys ou Batalha do Eclipse, o que leva a uma trégua. Esta é uma das datas mais importantes, a partir da qual outras datas podem ser calculadas.
Em 1959, lançamento dos dois macacos Able & Baker. Passaram 16 minutos a viajar a uma altitude de 480 km. 
Em 1971 era lançada a Mars 3 (USSR).

A 2 de Dezembro do mesmo ano, alcançou Marte mas o lander enviou apenas 20 segundos de dados.
Em 1998, o asteróide 1998 KY26 era descoberto por Tom Gehrels. Usando observações por radar, a velocidade de rotação deste asteróide foi estimada em 10,7 minutos!
Em 2002, a Mars Odyssey descobre sinais de imensos depósitos de gelo no planeta Marte.
Observações: Júpiter e Vénus estão agora na sua aproximação máxima, a menos de 1º, baixos a Oeste-Noroeste após o pôr-do-Sol. Mercúrio está por cima.

Dia 29/05: 149.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1919, um eclipse solar total foi observado por dois diferentes grupos de astrónomos (Arthur Eddington e Andrew Crommelin), tentando confirmar a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, medindo se o Sol distorcia as posições aparentes das estrelas das Híades.
Em 1974 era lançada a Luna 22(USSR).

Em 1999, o vaivém Discoverycompleta a sua primeira atracagem com a Estação Espacial Internacional.
Observações: Ainda não estamos em Junho, e a Ursa Maior já está a girar para ficar "pregada" sobre a "pega da frigideira". Procure-a alta a Noroeste.

Dia 30/05: 150.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, lançamento da Surveyor 1, a primeira sonda sonda americana a aterrar em segurança noutro corpo planetário (neste caso, a Lua). 

Em 1971 era lançada a Mariner 9. A 13 de Novembro alcança a órbita de Marte. Envia 6.900 imagens, que corresponderam a 70% da superfície do planeta. Estudou também as mudanças temporais na atmosfera e à superfície.
Observações: Vega é a estrela mais brilhante a Este-Nordeste por estas noites. O resto da sua constelação, Lira, está para baixo e para a direita.

 
CURIOSIDADES


A primeira medição bem sucedida da distância de uma estrela pelo método da paralaxe foi feita por Friedrich Bessel em 1838 para 61 Cygni.

 
MEDIÇÃO PRECISA DE DISTÂNCIA RESOLVE GRANDE MISTÉRIO ASTRONÓMICO

Os astrónomos resolveram um grande problema na sua compreensão de uma classe de estrelas que sofrem erupções regulares, medindo com precisão a distância de um famoso exemplo do género.

Os cientistas usaram o VLBA (Very Long Baseline Array) do NSF (National Science Foundation) e a EVN (European VLBI Network) para localizar com precisão um sistemas variáveis dos mais observados do céu - uma estrela dupla chamada SS Cygni - a 370 anos-luz da Terra. Esta nova medição da distância significa que a explicação para as explosões regulares deste género de objecto, que se aplica para pares semelhantes, também se aplica para SS Cygni.

"Este é um dos sistemas mais bem estudados do seu tipo, mas de acordo com a nossa compreensão de como funcionam, não devia ter surtos explosivos," afirma James Miller-Jones, do Centro Internacional para Pesquisa em Radioastronomia de Perth, Austrália, ligado à Universidade Curtin.

SS Cygni, na constelação de Cisne, é uma anã branca densa numa órbita íntima com uma anã vermelha menos massiva. A forte gravidade da anã branca puxa material da sua companheira para um disco giratório. As duas estrelas orbitam-se uma à outra em apenas 6,6 horas. Em média, uma vez a cada 49 dias, uma poderosa explosão ilumina o sistema.

Impressão de artista do binário SS Cygni.
Crédito: Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Este tipo de sistema tem o nome de nova anã (ou estrela variável do tipo U Geminorum) e, com base noutros exemplos, os cientistas propuseram que as erupções resultam de alterações no ritmo a que a matéria se move através do disco para a anã branca. Em mais altas taxas de transferência desde a anã vermelha, o disco rotativo mantém-se estável, mas quando a taxa é inferior, o disco torna-se instável e é submetido a uma erupção.

Este mecanismo parecia funcionar para todas as novas anãs à excepção de SS Cygni, com base nas estimativas anteriores da sua distância. Dados recolhidos com o Telescópio Hubble em 1999 e 2004 colocaram SS Cygni a uma distância de cerca de 520 anos-luz.

"Isto foi um problema. A essa distância, SS Cygni teria sido a nova anã mais brilhante do céu, e deveria ter massa suficiente, movendo-se no disco, para manter-se estável sem erupções," afirma Miller-Jones.

A distância mais próxima medida com radiotelescópios significa que o sistema é intrinsecamente menos brilhante, e agora adapta-se às características descritas na explicação padrão para as erupções em novas anãs.

Os astrónomos fizeram a nova medição da distância usando o VLBA e a EVN, sendo que ambos usam radiotelescópios amplamente separados que trabalham como um único telescópio extremamente preciso. Estes sistemas são capazes de fazer as medições mais precisas de posições no céu, disponíveis na Astronomia.

O método trigonométrico da paralaxe determina a distância à estrela ao medir o ligeiro desvio na posição aparente em ambos os lados da órbita da Terra.
Crédito: Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF
 

Ao observar SS Cygni quando a Terra está em lados opostos da sua órbita em torno do Sol, os astrónomos podem medir a subtil mudança na posição aparente do objecto no céu, em relação aos objectos de fundo mais distantes. Este efeito, chamado paralaxe, permite aos cientistas medir directamente a distância de um objecto através da aplicação de simples trigonometria a nível do ensino secundário.

Os radioastrónomos sabem que SS Cygni emite ondas de rádio durante as suas explosões, por isso fizeram as suas observações após receberem relatos de astrónomos amadores de que uma erupção estava a ocorrer. Observaram o objecto durante estes eventos e entre 2010 e 2012.

A diferença nas medições da distância no visível com o Hubble e no rádio pode ter várias causas, dizem os cientistas. As observações no rádio foram feitas contra um fundo de objectos bem para lá da nossa própria Via Láctea, enquanto as observações do Hubble usaram estrelas da nossa Galáxia como pontos de referência. Os objectos mais distantes proporcionam uma melhor e mais estável referência. As observações no rádio, acrescentam, são também imunes a outras possíveis fontes de erro.

Descoberto em 1896, SS Cygni é um sistema binário popular entre os astrónomos amadores. De acordo com a Associação Americana de Observadores de Estrelas Variáveis, desde a sua descoberta nunca nenhuma erupção deixou de ser observada. Já foram registada quase meio milhão de vezes, e as variações no seu brilho cuidadosamente seguidas, o que o torna num dos objectos mais intensamente estudados do século passado.

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Notícias relacionadas:
NRAO (comunicado de imprensa)
jive (comunicado de imprensa)
Science (requer subscrição)
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Sky & Telescope
Universe Today
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AstroPT

SS Cygni:
Wikipedia
AAVSO.org

Novas anãs:
Wikipedia
ESO

VLBA:
NRAO
Wikipedia

EVN:
jive
Página oficial
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Wikipedia

Paralaxe:
Wikipedia
Paralaxe estelar (Wikipedia)

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Messier 77
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESAAndré van der Hoeven
 
A galáxia espiral M77 encontra-se a uns meros 47 milhões de anos-luz de distância, na direcção da constelação de Baleia. À distância estimada, o esplêndido universo-ilha mede cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro. Também conhecida como NGC 1068, o seu núcleo muito brilhante e compacto é bem estudado pelos astrónomos que exploram os mistérios dos buracos negros supermassivos em galáxias activas Seyfert. M77 também pode ser vista em raios-X, ultravioleta, infravermelho e no rádio. Mas esta nítida imagem no visível tem por base dados do Hubble e segue os seus magníficos braços espirais enquanto traça nuvens de poeira e regiões vermelhas de formação estelar perto do núcleo luminoso da galáxia.
 

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