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Chandra descobre um possível remanescente de supernova no Centro Galáctico
16 de junho de 2026
 
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Os astrónomos poderão ter descoberto um novo remanescente de supernova numa região de formação estelar próxima do centro da Via Láctea, utilizando dados do Chandra e do XMM-Newton. Se confirmado, este seria um dos remanescentes de supernova mais próximos do buraco negro supermassivo no Centro Galáctico. Esta imagem mostra a região onde as evidências foram encontradas, que contém raios X do Chandra e do XMM-Newton, dados de rádio do telescópio MeerKAT na África do Sul e uma imagem ótica dos telescópios Pan-STARRS no Hawaii. Ver aqui apenas a imagem em raios X; aqui apenas a imagem ótica; aqui apenas a imagem rádio.
Crédito: raios X - NASA/CXC/UCLA/Z. Zhu et al.; ESA/XMM-Newton; ótico - PanSTARRS; rádio - MeerKAT; processamento de imagem - NASA/CXC/SAO/L. Frattare e P. Edmonds
 
     
 
 
 

Com base em dados do Observatório de raios X Chandra da NASA, os astrónomos podem ter encontrado um remanescente de supernova numa zona intrigante no centro da nossa Galáxia. O artigo científico que descreve estas novas descobertas foi publicado na revista The Astrophysical Journal.

Os remanescentes de supernova são os detritos em expansão de estrelas que explodiram e fornecem elementos - como ferro, oxigénio e silício - que são essenciais para a formação de planetas e para que a vida, tal como a conhecemos, se desenvolva e prospere.

Este novo remanescente de supernova, se confirmado, seria um dos mais próximos do buraco negro supermassivo na região central da Via Láctea, uma região exótica repleta de estrelas massivas, longos filamentos de campos magnéticos e densas nuvens de gás a orbitar rapidamente em torno do Centro Galáctico.

Uma nova imagem composta desta região contém raios X do Chandra e da missão XMM-Newton da ESA (mostrados a azul), bem como dados de rádio do telescópio MeerKAT (mostrados a vermelho) na África do Sul. Estes foram combinados com uma imagem ótica dos telescópios Pan-STARRS no Hawaii (vermelho, verde e azul). O plano da Galáxia estende-se horizontalmente da esquerda para a direita na imagem, e o buraco negro central encontra-se para a esquerda da imagem.

As evidências da existência deste novo remanescente de supernova, localizado a cerca de 26.000 anos-luz da Terra, provêm de dados de raios X obtidos pelos satélites Chandra e XMM-Newton. Estes dados revelam uma "mancha" de emissão de raios X que poderá estar associada aos restos de uma estrela massiva que se autodestruiu como supernova, enterrada no interior de uma nuvem maior de gás em expansão.

A localização deste suposto remanescente de supernova na imagem está assinalada com um círculo.

Encontra-se numa bolha de gás da qual foram retirados os eletrões do hidrogénio - denominada "região H II" - que rodeia uma estrela massiva e jovem. Esta bolha é uma fonte brilhante de emissão de rádio chamada Sagitário C.

Se este for de facto um remanescente de supernova, então está a expandir-se a cerca de 3,2 milhões de quilómetros por hora e tem pelo menos cerca de 1700 anos. Anteriormente, observações com a missão SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) da NASA, agora retirada de serviço, tinham revelado indícios de uma concha de gás em expansão a rodear Sagitário C. Isto deu aos astrónomos uma pista de que uma explosão estelar tinha ocorrido no mesmo local.

Os longos filamentos visíveis na imagem de rádio são causados por partículas energéticas que se deslocam ao longo de campos magnéticos, na sua maioria orientados perpendicularmente ao plano da Galáxia.

Os motores de fusão nuclear das estrelas criam elementos a partir do hidrogénio e do hélio, que eram abundantes no início do Universo. Quando as estrelas explodem no final das suas vidas como supernovas, lançam esses elementos recém-sintetizados para o espaço interestelar e fornecem matéria para a próxima geração de estrelas e planetas.

A equipa de astrónomos analisou os dados de raios X em busca de sinais do aumento das quantidades de elementos-chave no remanescente, o que teria sido causado pela explosão estelar que os lançou para o espaço. Embora não tenham observado um aumento, isto pode implicar que os detritos estelares já se misturaram com o gás circundante.

Uma explicação alternativa para a mancha de raios X é que o gás quente provém de um conjunto de estrelas massivas na região. Os autores do estudo recente não consideram esta explicação provável, porque a emissão de raios X da mancha é mais de dez vezes mais brilhante do que a emissão de raios X de grandes enxames estelares conhecidos com estrelas brilhantes e massivas.

 
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Sagitário C, ampliação que acrescenta dados do Telescópio Espacial James Webb aos dados de raios X e rádio.
Crédito: raios X - NASA/CXC/UCLA/Z. Zhu et al.; ESA/XMM-Newton; ótico - PanSTARRS; rádio - MeerKAT; infravermelho (JWST) - NASA/ESA/CSA/STScI; processamento de imagem - NASA/CXC/SAO/L. Frattare e P. Edmonds
 

Uma imagem adicional mostra dados do Telescópio Espacial James Webb da NASA, combinados com os dados de raios X e de rádio. O azul-claro representa a luz infravermelha proveniente do gás na região H II, enquanto o azul mais escuro representa os raios X provenientes do candidato a remanescente de supernova, no lado direito da imagem. Os raios X próximos do centro da imagem estão associados à região H II, possivelmente causados por material expelido por estrelas massivas que aqueceu o gás a milhões de graus, produzindo raios X.

 

// NASA (comunicado de imprensa)
// Chandra/Harvard (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal)

 


Quer saber mais?

Remanescente de supernova:
Wikipedia

Centro Galáctico:
Wikipedia

Sagitário C:
Wikipedia

Observatório de raios X Chandra:
NASA
Universidade de Harvard
Wikipedia

Observatório XMM-Newton:
ESA
Wikipedia

MeerKAT:
SARAO
Wikipedia

Pan-STARRS (Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System):
STScI
Universidade do Hawaii
Wikipedia

SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy):
NASA
Wikipedia

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
ESA/Webb
Wikipedia
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