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Eclipse solar de 12 de agosto: o que precisa de saber
28 de julho de 2026
 
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Imagem, gerada por inteligência artificial, de uma criança a observar o eclipse do Sol de 12 de agosto e em segurança.
Crédito: ChatGPT/OpenAI
 
     
 
 
 

É já no próximo dia 12 de agosto que Portugal vai conseguir observar o seu melhor eclipse solar dos últimos 114 anos. Aqui ficam alguns dos aspetos mais importantes deste grande evento astronómico que não quererá perder.

Em primeiro lugar, o que é um eclipse solar?

Os eclipses solares ocorrem quando a Lua passa diretamente entre o Sol e a Terra, projetando uma estreita sombra sobre o nosso planeta. É fruto de uma coincidência cósmica - o Sol é 400 vezes maior que o nosso satélite natural e está 400 vezes mais longe. Isto significa que, para quem se encontra no local certo, a Lua cobre totalmente o Sol, revelando a sua atmosfera exterior, de nome coroa solar.

 
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A geometria de um eclipse solar total (não à escala).
Crédito: Adaptado de uma imagem da Wikipedia

 

Durante um eclipse solar, especialmente perto da totalidade, é criado um momentâneo e invulgar crepúsculo, durante o qual as temperaturas descem, surgem sombras "esquisitas" em ângulos invulgares e alguns animais pensam que é hora de ir dormir.

Os eclipses são, historicamente, fenómenos estranhos que convenceram culturas antigas de que eram sinais do apocalipse ou mensagens dos deuses.

De onde é que poderá ser visto? E em Portugal?

O eclipse solar de 12 de agosto pode ser visto da maior parte da Europa, das regiões mais a norte da secção asiática da Rússia, em partes do norte de África, da Gronelândia, do Canadá e no Alasca.

Mas só os observadores localizados numa estreita faixa terrestre é que poderão observar o eclipse solar total (a zona a vermelho na imagem seguinte), que é quando a Lua tapa por completo o Sol - e estas zonas são: partes remotas do norte da Rússia, Gronelândia, Islândia, Espanha e, mais importante para nós, portugueses, uma pequeníssima parte do norte de Portugal.

 
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Mapa que mostra onde será visível o eclipse solar de 12 de agosto de 2026. A faixa vermelha que atravessa a Gronelândia, a Islândia e Península Ibérica indica onde poderá ser observado um eclipse solar total. As curvas amarelas que atravessam o mapa mostram onde será visível um eclipse parcial, e as percentagens indicam a área máxima do Sol coberta pela Lua durante o eclipse ao longo dessas linhas.
Crédito: NASA
 

No nosso país, o eclipse será maioritariamente parcial, embora acima dos 90% de ocultação na superfície continental. Só será total numa pequena zona do norte do concelho de Bragança. Aqui fica uma tabela com as informações detalhadas para cada distrito:

 
  Distrito Ocultação (%) Início Máximo Fim
  Açores 77% 17:36 18:37 19:34
  Aveiro 98% 18:35 19:32 20:26
  Beja 94% 18:40 19:37 20:29
  Braga 99% 18:34 19:31 20:24
  Braganca 100% 18:34 19:31 20:24
  Castelo Branco 97% 18:37 19:34 20:26
  Coimbra 97% 18:36 19:33 20:26
  Évora 95% 18:39 19:36 20:28
  Faro 93% 18:42 19:38 20:31
  Guarda 98% 18:36 19:32 20:25
  Leiria 96% 18:37 19:34 20:27
  Lisboa 95% 18:39 19:36 20:29
  Madeira 78% 18:49 19:46 20:39
  Portalegre 97% 18:38 19:34 20:27
  Porto 98% 18:34 19:32 20:25
  Santarem 96% 18:37 19:35 20:29
  Setubal 94% 18:39 19:36 20:29
  Viana Do Castelo 99% 18:33 19:31 20:24
  Vila Real 99% 18:33 19:31 20:25
  Viseu 98% 18:35 19:32 20:25
 
 
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Mapa do eclipse solar de 12 de agosto de 2026.
Crédito: David Cruz - Astromidnight; trajetória por Xavier M. Jubier
 

Como observar o eclipse? Que cuidados a ter?

Apesar do Sol ficar parcialmente obscurecido pela Lua (e totalmente no norte do concelho de Bragança), tal não quer dizer que se possa olhar para o eclipse sem proteção. É necessário utilizar sempre equipamento para proteger os olhos da luz solar. Não o fazer pode provocar danos irreversíveis nos olhos. Também não se deve observar com óculos de Sol nem com equipamentos sem um filtro solar adequado!

Os especialistas recomendam a utilização de óculos concebidos para a observação de eclipses, à venda, por exemplo, em lojas da especialidade ou até em farmácias. Alternativamente, também é possível observar o eclipse indiretamente através do método de projeção (com telescópio ou binóculos).

Quem quiser fotografar o eclipse também tem de ter cuidados para não "queimar" os sensores e equipamentos eletrónicos.

 
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Imagem, gerada por inteligência artificial, de um grupo de crianças a observar um eclipse do Sol em segurança.
Crédito: criada com recurso a Google Gemini
 

Ações de observação

De norte a sul do país irão decorrer muitas ações de observação, dinamizadas por várias instituições e com recurso a vários métodos, incluindo telescópios com filtros solares.

Foi criado um website dedicado ao eclipse solar de 12 de agosto com muitas informações e recursos que poderá consultar em https://eclipse2026.pt .

O Centro Ciência Viva do Algarve e o Centro de Ciência Viva de Tavira também vão participar nestas ações, no âmbito do programa Ciência Viva no Verão 2026:

Na praia, em casa ou em férias, onde quer que se encontre, não deixe de olhar para o céu, e sempre em segurança!

 


Quer saber mais?

Eclipse solar:
NASA
Wikipedia

Sol:
CCVAlg - Astronomia 
Wikipedia
Coroa solar (Wikipedia)

Lua:
Wikipedia

Ciência Viva no Verão:
Página principal

 
   
 
 
 
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