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Ação! Observatório Vera C. Rubin começa a captar o maior filme cósmico de sempre
3 de julho de 2026
 
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Esta imagem de 1,7 gigapixéis de um campo estelar na constelação de Lupus (Lobo) mostra a visão sem precedentes do Universo que o Observatório Vera C. Rubin nos proporciona. Equipado com a Câmara LSST - a maior câmara digital do mundo -, o Rubin combina uma ampla visão do céu com a capacidade de detetar objetos extremamente ténues. Com esta capacidade, o Rubin consegue revelar detalhes do cosmos numa enorme variedade de escalas, desde galáxias distantes a estrelas individuais, passando pelas nuvens ténues de poeira espalhadas por toda a nossa Galáxia.
As nuvens ténues e brilhantes espalhadas por esta imagem são cirros galácticos: nuvens de gás e poeira interestelares que podem ser vistas em primeiro plano na Via Láctea. A capacidade do Rubin de capturar cenas como esta com um detalhe inigualável abrirá novas perspetivas sobre a estrutura da nossa Galáxia e do Universo para lá dela.
Crédito: Observatório Vera C. Rubin/NOIRLab/SLAC/AURA
 
     
 
 
 

A espera acabou: o Observatório Rubin está agora a "filmar" o cosmos com um nível de detalhe sem precedentes, transformando a forma como estudamos o Universo dinâmico.

A partir do cume de uma montanha no Chile, sob um céu escuro e límpido, o Observatório Vera C. Rubin deu início ao revolucionário LSST (Legacy Survey of Space and Time). Este levantamento de dez anos é a iniciativa emblemática do Observatório Rubin para criar o registo cinematográfico do Universo mais abrangente da História.

O Observatório Rubin é uma instalação do governo dos EUA operada conjuntamente pelo NOIRLab (National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory) da NSF (National Science Foundation) e pelo Laboratório Nacional de Aceleradores SLAC do Departamento de Energia dos EUA. O NOIRLab é gerido pela AURA (Association of Universities for Research in Astronomy).

Ao longo dos próximos dez anos, o Rubin observará incansavelmente todo o céu do hemisfério sul a cada poucas noites para criar um registo temporal ultra-amplo e em ultra-alta definição do nosso Universo. Este marco tão aguardado é o culminar de anos de esforço por parte de milhares de pessoas em todo o mundo. Segue-se ao evento comemorativo "Rubin First Look", que teve lugar em junho de 2025, ao qual se seguiram os trabalhos finais de comissionamento, uma revisão da prontidão operacional e o início do sistema de alertas.

 
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Quanto do céu consegue o Rubin observar numa única semana? Este mapa mostra uma semana representativa das observações do Observatório Rubin para o "Legacy Survey of Space and Time". A cor de cada mosaico representa o filtro utilizado em cada exposição, revelando como o Rubin constrói rapidamente um mapa multicolorido do Universo.
Crédito: Observatório Vera C. Rubin/NOIRLab/SLAC/AURA
 

"Hoje, damos início à rodagem da maior obra cinematográfica cósmica de sempre", afirma Brian Stone, que exerce funções de diretor da NSF. "Este momento reflete décadas de visão, inovação e o poder do investimento federal na ciência através da NSF e do Departamento de Energia. Todas as noites, o Observatório Rubin irá expandir as fronteiras do conhecimento e reforçar a liderança global dos Estados Unidos na ciência e na inovação".

"Com o lançamento do Legacy Survey of Space and Time, com a duração de dez anos, o Observatório Rubin está a abrir uma nova janela para o Universo. Está a embarcar numa missão que irá redefinir a cosmologia e a astrofísica modernas", afirma Darío Gil, subsecretário para a Ciência do Departamento de Energia dos EUA. "Com o seu design e ferramentas de classe mundial, o Observatório Rubin irá captar a natureza dinâmica do nosso cosmos e revelar perspetivas inimaginadas acerca dos maiores mistérios do nosso Universo, desde o nosso próprio Sistema Solar até à própria estrutura do Universo. Ao procurarmos compreender os fenómenos enigmáticos da energia escura e da matéria escura, não estamos apenas a observar as estrelas; estamos a esforçar-nos por compreender as leis fundamentais que regem a nossa existência".

"É incrível e uma lição em humildade estar aqui, neste momento e neste local, à medida que damos início ao Legacy Survey of Space and Time, após mais de duas décadas de trabalho incrível por parte da nossa equipa dedicada", afirma Bob Blum, diretor do Observatório Rubin no NOIRLab da NSF. "O Observatório Rubin é para todos; o LSST irá mudar a forma como fazemos astronomia e astrofísica, permitindo que investigadores de qualquer lugar participem na ciência de vanguarda".

"Foram necessários 20 anos de ciência rigorosa, engenharia e muito mais para chegarmos ao ponto em que podemos dar o grito de 'ação' ao iniciarmos as gravações deste 'blockbuster' do Universo", afirma Phil Marshall, diretor-adjunto de Operações do Rubin no SLAC. "Milhões de alertas apenas nos últimos dois meses mostram que o Rubin está em pleno funcionamento como uma máquina de descobertas. Agora estamos a juntar tudo isto".

"A decisão de dar oficialmente início ao LSST foi tomada após um período de otimização do sistema e uma análise operacional cuidadosa da prontidão técnica, do desempenho do sistema de dados e da validação científica", afirma Željko Ivezić, diretor do LSST. Entre os fatores importantes que influenciaram esta decisão contam-se a qualidade da imagem, a velocidade efetiva de observação, o tempo de operação e a fiabilidade do sistema, bem como a precisão da calibração.

 

O design único do Observatório Rubin combina um enorme poder de recolha de luz, a capacidade de se deslocar rapidamente pelo céu e um amplo campo de visão. A sua câmara de 3200 megapixéis - a maior câmara digital do mundo - está agora a capturar uma nova imagem detalhada aproximadamente a cada 40 segundos. Operando com esta velocidade e sensibilidade, o Rubin funciona como um sistema unificado e bem calibrado, capaz de captar objetos ténues e eventos fugazes com notável fiabilidade e consistência todas as noites.

O Rubin está a dar vida ao Universo, revelando um tesouro de descobertas: estrelas pulsantes, explosões de supernova, o registo fóssil das galáxias, pistas para os mistérios da energia escura e da matéria escura e fenómenos totalmente novos que nunca vimos antes. Alguns processos cósmicos desenrolam-se lentamente, de forma imprevisível ou com uma raridade incrível, razão pela qual um levantamento de dez anos é essencial. Ao regressar a cada ponto do céu cerca de 800 vezes ao longo de uma década, os dados do Rubin estão a proporcionar à comunidade científica visões profundas e ricas em dados temporais, necessárias para desvendar eventos subtis, captar objetos em movimento e estudar a expansão acelerada do Universo.

O Rubin não só está a ajudar a desvendar os mistérios do Universo distante, como é também a mais poderosa máquina de descobertas do Sistema Solar alguma vez construída. Ao captar cerca de mil imagens todas as noites, o Rubin está a compilar um censo surpreendentemente detalhado do nosso Sistema Solar, incluindo milhões de asteroides e cometas. Em apenas mês e meio, durante os primeiros levantamentos de otimização, o Rubin descobriu mais de 11.000 asteroides nunca antes observados, incluindo 33 NEOs ("near-Earth objects", em português objetos próximos da Terra) e 380 TNOs ("trans-Neptunian objects", em português objetos transneptunianos).

 
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Este infográfico apresenta os números por trás do "Legacy Survey of Space and Time" do Observatório Rubin - uma nova e importante exploração do céu noturno que irá transformar a nossa compreensão do Universo.
Crédito: Observatório Vera C. Rubin/NOIRLab/SLAC/AURA
 

O Rubin irá também promover oportunidades para a astronomia multimensageira, que consiste no estudo de eventos cósmicos utilizando múltiplos sinais, tais como luz, ondas gravitacionais e raios cósmicos. As observações rápidas e ricas em cor, do observatório, de fenómenos transientes, tais como explosões estelares, buracos negros ativos e colisões entre objetos compactos, irão orientar os telescópios de todo o mundo para acompanhar estes eventos efémeros.

Todas as noites, o Rubin recolhe aproximadamente dez terabytes de dados e produz até sete milhões de alertas acerca de alterações no céu noturno. Estes alertas são transmitidos para os "alert brokers" - sistemas automatizados que organizam e classificam essas alterações para que os cientistas possam agir rapidamente.

Quando o LSST estiver concluído, o conjunto final de dados irá conter milhares de milhões de objetos com biliões de medições, tudo acessível através de publicações regulares de dados. Esta é a primeira vez que uma quantidade tão grande de dados astronómicos estará disponível para tantas pessoas, abrindo as portas a novos tipos de descobertas, tanto por parte dos cientistas como do público em geral. O Rubin convida qualquer pessoa de todo o mundo a interagir com os seus dados e a explorar o Universo dinâmico de formas nunca antes possíveis.

 

// NOIRLab (comunicado de imprensa)
// Observatório Vera C. Rubin (comunicado de imprensa)
// NSF (comunicado de imprensa)
// Departamento de Energia dos EUA (comunicado de imprensa)
// SLAC (comunicado de imprensa)

 


Quer saber mais?

LSST (Legacy Survey of Space and Time):
Observatório Vera C. Rubin

Observatório Vera C. Rubin:
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