Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 1043
07/03 a 10/03/2014
 
Siga-nos:      
 
ACTIVIDADES

28.03.14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 23:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio.
Público: Público em geral, local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu noturno com telescópio (dependente de meteorologia favorável)

29.03.14 - DESCOBRINDO O SOL
15:00 – 16:00 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Observação do Sol em segurança para conhecer um pouco melhor alguns aspectos da nossa estrela, podendo incluir outras atividades relacionadas com o Sol e o aproveitamento da energia solar. Público: Público em geral, local: CCVAlg

 
EFEMÉRIDES

Dia 07/03: 66.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1792 nascia John Herschel, astrónomo, matemático, químico e inventor/fotógrafo experimental, que deu nome a sete luas de Saturno e a quatro de Urano.
Em 1837 nascia Henry Draper, o primeiro a fotografar o espectro estelar. Um importante catálogo de espectros estelares tem o seu nome.
Em 1958 nascia Alan Hale, astrónomo americano, co-descobridor do Cometa Hale-Bopp.
Em 2009, é lançado o observatório espacial Kepler, desenhado para descobrir planetas tipo-Terra em órbita de outras estrelas.

Observações: Aldebarã encontra-se para a esquerda da Lua esta noite. Aldebarã é uma estrela gigante alaranjada a 65 anos-luz da Terra. As estrelas das Híades à sua volta estão a 150 anos-luz. Para a esquerda está o topo da constelação de Orionte. E para a direita e um pouco para baixo estão as Plêiades.

Dia 08/03: 67.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1618, Johannes Kepler descobre a terceira lei do movimento planetário.
Em 1977 os anéis de Urano eram descobertos durante observações aéreas de ocultações da NASA.

Em 1999, a primeira fase da missão de mapeamento de Marte pela sonda Mars Global Surveyor começa.
Em 2002, o asteróide 2002 EM7, com um tamanho entre 300 e 400 metros, passa a 450.000 quilómetros da Terra. Observadores só o descobriram quatro dias depois, a 12 de Março. 
Observações: Trânsito de Io, entre as 00:44 e as 03:03.
Trânsito da sombra de Io, entre as 01:56 e as 04:15.
Lua em Quarto Crescente, pelas 13:27.
Ao lusco-fusco, a Lua em Quarto Crescente situa-se por cima de Orionte, altos a Sul. O ponto brilhante para cima e para a esquerda da Lua é o planeta Júpiter em Gémeos.

Dia 09/03: 68.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1564 nascia David Fabricius, descobridor da primeira estrela variável (Mira, ou Omicron Ceti).
Em 1961, é lançado com sucesso o Sputnik 9, que transporta um boneco humano com a alcunha de Ivan Ivanovich, e demonstra que a União Soviética está pronta para os voos espaciais tripulados.
Em 1974, voo rasante da sonda soviética Mars 7 por Marte.
Em 1997, observadores na China, Mongólia e partes da Sibéria têm a rara oportunidade de ver um espectáculo duplo: um eclipse permite ver o cometa Hale-Bopp durante o dia.
Em 2011, o vaivém Discovery faz a sua aterragem final após 39 voos.

Observações: Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as 18:02 e as 21:33.
Trânsito de Io, entre as 19:11 e as 21:30.
Trânsito da sombra de Io, entre as 20:23 e as 22:42.
Trânsito duplo de sombras (Ganimedes e Io), entre as 20:26 e as 21:24.

Dia 10/03: 69.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1977, os astrónomos descobrem os anéis de Urano.
Em 2006, a Mars Reconnaissance Orbiter chega a Marte.

Observações: Ao anoitecer, Júpiter encontra-se para cima e para a direita da Lua. Com o passar das horas, devido à rotação da Terra, os astros ficam à mesma altura.

 
CURIOSIDADES


O Grupo Local é o grupo que inclui a Via Láctea, entre outras galáxias. Compreende mais de 54 galáxias, incluindo anãs. O seu centro de massa está localizado algures entre a Via Láctea e a Galáxia de Andrómeda. Cobre um diâmetro de 3,1 megaparsecs.

 
CHOQUE DE COMETAS EXPLICA NODO DE GÁS EM TORNO DE ESTRELA JOVEM
Impressão de artista que ilustra o modelo preferido que explica as observações de Beta Pictoris pelo ALMA. As novas observações do ALMA mostram que o disco em redor da estrela é permeado com monóxido de carbono. A presença do monóxido de carbono pode indicar que o sistema planetário de Beta Pictoris pode eventualmente tornar-se num bom habitat para a vida. Nos confins do sistema, a influência gravitacional de um hipotético planeta gigante (em baixo à esquerda) captura cometas num enxame denso e massivo (direita), onde frequentemente ocorrem colisões.
Crédito: Centro Aeroespacial Goddard da NASA/F. Reddy
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os astrónomos anunciaram ontem a descoberta de um nodo inesperado de monóxido de carbono gasoso no disco de poeira que circunda a estrela Beta Pictoris. A descoberta, feita com observações obtidas pelo ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) situado no norte do Chile, é surpreendente uma vez que se espera que tal gás seja rapidamente destruído pela radiação estelar. Algo - provavelmente colisões frequentes entre objectos pequenos e gelados, como cometas - faz com que o gás esteja a ser constantemente criado. Os novos resultados foram publicados na revista Science.

Beta Pictoris, uma estrela próxima facilmente observável a olho nu no céu austral, é já tida como sendo o arquétipo dos sistemas planetários jovens. Sabe-se que alberga um planeta que orbita a estrela a uma distância de 1,2 mil milhões de quilómetros e foi uma das primeiras estrelas que se descobriu rodeada por um enorme disco de poeira.

As novas observações do ALMA mostram que o disco está permeado de gás de monóxido de carbono. Paradoxalmente, a presença deste gás, tão prejudicial aos humanos na Terra, poderá indicar que o sistema planetário Beta Pictoris se tornará eventualmente passível de albergar vida. O bombardeamento de cometas que os seus planetas sofrem actualmente está muito provavelmente a fornecer-lhes água indispensável à vida.

No entanto, o monóxido de carbono é rápida e facilmente destruído pela radiação estelar - dura apenas cerca de 100 anos no local onde se encontra no disco de Beta Pictoris. Observá-lo num disco com 20 milhões de anos de idade é realmente uma surpresa. A pergunta é então: donde é que este gás vem e porque é que ainda lá se encontra?

"A não ser que estejamos a observar Beta Pictoris numa altura muito particular, o monóxido de carbono deve estar a ser continuamente criado," diz Bill Dent, um astrónomo do ESO a trabalhar no Gabinete do ALMA em Santiago, Chile, e autor principal do artigo científico ontem publicado na revista Science. "A fonte mais abundante de monóxido de carbono num sistema estelar jovem é a colisão de objectos gelados, desde cometas a objectos maiores do tamanho de planetas."

Mas a taxa de destruição tem que ser muito elevada: "Para que haja a quantidade de monóxido de carbono que estamos a observar, a taxa de colisões tem de ser verdadeiramente espantosa - uma colisão de um cometa grande a cada cinco minutos," diz Aki Roberge, astrónomo no Goddard Research Center da NASA, em Greenbelt, EUA e co-autor do artigo. "E para termos este número de colisões, terá que haver uma enorme concentração de cometas."

A imagem ALMA do monóxido de carbono em torno de Beta Pictoris pode ser decomposta de modo a simular uma vista de cima do sistema, revelando uma enorme concentração de gás nos limites mais externos. Para comparação em termos de escalas mostramos igualmente na imagem as órbitas do Sistema Solar.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO) e Centro Aeroespacial Goddard da NASA/F. Reddy
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O ALMA mostrou ainda outra surpresa, já que as observações revelaram não apenas o monóxido de carbono mas permitiram também mapear a sua localização no disco, devido à capacidade única do ALMA em medir simultaneamente posições e velocidades: o gás concentra-se num único nodo compacto. Esta concentração situa-se a 13 mil milhões de quilómetros de distância da estrela, o que corresponde a cerca de três vezes a distância de Neptuno ao Sol. A razão por que o gás se concentra neste pequeno nodo tão longe da estrela permanece um mistério.

"Este nodo de gás é uma importante pista sobre o que se passa nas regiões mais externas deste sistema planetário jovem," diz Mark Wyatt, astrónomo da Universidade de Cambridge, RU, e co-autor do artigo. Mark explica que existem dois processos pelos quais este nodo se pode ter formado: "Ou a atracção gravitacional de um planeta ainda não detectado, com massa semelhante à de Saturno, concentra as colisões cometárias nesta pequena região, ou o que estamos a ver são os resquícios de uma colisão catastrófica entre dois planetas gelados com massas semelhantes à de Marte."

Ambas estas hipóteses dão aos astrónomos razões para esperar descobrir vários outros planetas em torno de Beta Pictoris. "Este monóxido de carbono é apenas o início - podem haver outras moléculas pré-orgânicas mais complexas libertadas por estes corpos gelados," acrescenta Roberge.

Estão previstas mais observações com o ALMA, que ainda não alcançou as suas capacidades totais, para se continuar a estudar este intrigante sistema planetário e consequentemente ajudar-nos a compreender quais as condições que existiam durante a formação do nosso Sistema Solar.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (requer subscrição)
NASA (comunicado de imprensa)
NRAO (comunicado de imprensa)
YouTube (cortesia NASA Goddard)
PHYSORG
Sky & Telescope

Beta Pictoris:
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas confirmados (Wikipedia)
Lista de planetas não confirmados (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
CHANDRA E XMM-NEWTON PROVIDENCIAM MEDIÇÕES DIRECTAS DA ROTAÇÃO DE UM BURACO NEGRO DISTANTE

Astrónomos usaram o Observatório de raios-X Chandra da NASA e o XMM-Newton da ESA para mostrar que um buraco negro supermassivo a seis mil milhões de anos-luz da Terra gira muito rapidamente. Esta primeira medição directa da rotação de um buraco negro tão distante é um avanço importante para a compreensão de como os buracos negros crescem ao longo do tempo.

Os buracos negros são definidos por apenas duas características simples: massa e rotação. Embora os astrónomos tenham sido capazes de medir as massas dos buracos negros de forma muito eficaz, a determinação da rotação tem sido muito mais difícil.

Na última década, os astrónomos têm descoberto maneiras de estimar as rotações dos buracos negros a distâncias superiores a vários milhares de milhões de anos-luz de distância, ou seja, vemos a região em torno dos buracos negros como eram há milhares de milhões de anos. No entanto, a determinação das rotações destes buracos negros remotos envolve vários passos que dependem uns dos outros.

"Nós queremos ser capazes de cortar o intermediário, por assim dizer, de determinar a rotação dos buracos negros em todo o Universo," afirma Rubens Reis da Universidade de Michigan em Ann Arbor, que liderou um artigo descrevendo este resultado, publicado Quarta-feira passada na revista Nature.

Reis e colegas determinaram a rotação de um buraco negro supermassivo que está puxando gás, produzindo um quasar extremamente luminoso conhecido como RX J1131-1231 (ou apenas RX J1131). Devido a um alinhamento fortuito, a distorção do espaço-tempo pelo campo gravitacional de uma galáxia elíptica gigante ao longo da linha de visão do quasar age como uma lente gravitacional que amplia a luz do quasar. As lentes gravitacionais, previstas pela primeira vez por Einstein, oferecem uma rara oportunidade de estudar a região mais interior em quasares distantes, agindo como um telescópio natural e ampliando a luz destas fontes.

Imagens múltiplas de um quasar distante conhecido como RX J1131-1231 são visíveis nesta vista combinada do Chandra (cor-de-rosa) e do Hubble (vermelho, verde e azul).
Crédito: NASA/CXC/Univ. de Michigan/R. C. Reis et al; óptico: NASA/STScI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Graças a esta lente gravitacional, fomos capazes de obter informações muito detalhadas sobre o espectro de raios-X - ou seja, a quantidade de raios-X observados em diversos comprimentos de onda - em RX J1131," afirma o co-autor Mark Reynolds também da mesma universidade. "Isto por sua vez permitiu-nos obter um valor muito preciso para o quão rápido o buraco negro gira."

Os raios-X são produzidos quando um disco de acreção de gás e poeira que rodeia o buraco negro cria uma nuvem, ou coroa, com milhões de graus, perto do buraco negro. Os raios-X desta nuvem são reflectidos da borda interior do disco de acreção. As fortes forças gravitacionais perto do buraco negro alteram o espectro dos raios-X reflectidos. Quanto maior a variação no espectro, mais perto a orla interna do disco deve estar do buraco negro.

"Nós estimamos que os raios-X são provenientes de uma região no disco localizada a apenas três vezes o raio do horizonte de eventos, o ponto de não retorno para a matéria que cai para o buraco negro," realça Jon M. Miller, outro autor do artigo. "O buraco negro deve girar muito rapidamente para permitir com que um disco sobreviva num raio tão pequeno."

Por exemplo, um buraco negro em rotação arrasta o espaço em seu redor e permite com que a matéria orbite mais perto do que é possível para um buraco negro sem rotação.

Ao medir a rotação de buracos negros distantes os investigadores descobrem pistas importantes sobre como estes objectos crescem ao longo do tempo. Se os buracos negros crescem principalmente de colisões e fusões entre galáxias, devem acumular material num disco estável, e o fornecimento regular de material novo do disco deve levar a buracos negros com rápida rotação. Em contrapartida, se os buracos negros crescem através de muitos episódios de pequena acreção, vão acumular material a partir de direcções aleatórias. Tal como um carrossel que é empurrado para a frente e para trás, isto faz com que o buraco negro gire mais lentamente.

A descoberta de que o buraco negro em RX J1131 gira a mais de metade da velocidade da luz sugere que este buraco negro, observado a uma distância de seis mil milhões de anos-luz, o que corresponde a uma idade aproximadamente 7,7 mil milhões de anos após o Big Bang, tem crescido através de fusões, em vez de puxar o material a partir de diferentes direcções.

A capacidade de medir a rotação dos buracos negros ao longo de uma ampla gama de tempo cósmico deve tornar possível estudar directamente se o buraco negro evolui mais ou menos na mesma proporção que a sua galáxia hospedeira. A medição da rotação do buraco negro RX J1131-1231 é um grande passo nesse caminho e demonstra uma técnica para a montagem de uma amostra de buracos negros supermassivos distantes com observatórios de raios-X actuais.

Antes do anúncio deste trabalho, os buracos negros mais distantes com estimativas de rotação medidas directamente estavam localizados a 2,5 e a 4,7 mil milhões de anos-luz de distância.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Observatório Chandra
Universidade de Michigan (comunicado de imprensa)
Nature (requer subscrição)
Universe Today
SPACE.com
ScienceDaily
PHYSORG
Scientific American
Reuters
ars technica
io9
AstroPT

RX J1131:
Wikipedia

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

Observatório Chandra:
Página oficial (Harvard)
Página oficial (NASA)
Wikipedia

Observatório XMM-Newton:
ESA
Wikipedia

 
GALÁXIA ESPIRAL DERRAMA SANGUE E ENTRANHAS
Galáxia espiral ESO 137-001.
Crédito: NASA, ESA. Reconhecimento: Ming Sun (UAH) e Serge Meunier
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Esta nova imagem do Hubble mostra a galáxia espiral ESO 137-001, emoldurada contra um fundo brilhante à medida que se move através do coração do enxame galáctico Abell 3627. Este enxame está rasgando violentamente as entranhas da espiral para o espaço, deixando faixas azuis e brilhantes como indícios reveladores deste crime cósmico.

A nova imagem do Hubble mostra ESO 137-001, uma galáxia localizada na constelação do Hemisfério Sul de Triângulo Austral - uma galáxia espiral delicada e bonita, mas com um segredo.

Esta imagem não só captura a galáxia e o seu pano de fundo em detalhes impressionantes, como também algo mais dramático - intensas listras azuis fluindo para fora da galáxia, que brilham no ultravioleta.

Estas faixas são na realidade estrelas jovens e quentes, envoltas em correntes de gás que está sendo arrancado da galáxia à medida que se move pelo espaço. Este desnudamento galáctico violento é devido a um processo conhecido como pressão de arraste - uma força sentida por um objecto que se move através de um fluido (uma analogia simples e rápida deste efeito: imagine meter a cabeça do lado de fora de um carro em andamento ou andar numa piscina). O fluido em questão é o gás superaquecido, que se esconde nos centros dos aglomerados de galáxias.

Esta imagem combina observações do Telescópio Hubble da NASA/ESA com dados do Observatório de raios-X Chandra. Além das faixas azuis emanadas desde ESO 137-001, uma corrente gigante de gás pode ser vista prolongado-se para a parte de baixo da imagem, apenas visível em raios-X.
Crédito: NASA, ESA, CXC
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Esta imagem também mostra outros sinais indicadores do processo, tais como a aparência curvada do disco de gás e poeira - um resultado das forças exercidas pelo gás aquecido. O arraste do enxame pode ser forte o suficiente para dobrar ESO 137-001, mas neste cósmico jogo da corda a atracção gravitacional da galáxia é suficientemente forte para segurar a maioria da sua poeira - embora sejam visíveis algumas faixas castanhas de poeira deslocadas pelo despojamento.

O estudo da extracção por pressão de arraste ajuda os astrónomos a melhor compreender os mecanismos que orientam a evolução das galáxias. Por exemplo, vai deixar esta galáxia com muito pouco do gás frio que é essencial para a formação de estrelas, efectivamente tornando a galáxia incapaz de formar novas estrelas.

ESO 137-001 faz parte do enxame Norma, um enxame de galáxias perto do centro do Grande Atractor, uma região do espaço que ganhou o seu nome por ser tão grande, e por ter uma força gravitacional tão forte, que puxa enxames galácticos inteiros na sua direcção. Esta região está localizada a cerca de 200 milhões de anos-luz da Via Láctea. Tanto a nossa Galáxia como o seu enxame, o Grupo Local, estão a ser lentamente transportados para esta região misteriosa.

Apesar de estar relativamente perto por padrões cósmicos, capturar apenas um vislumbre do enxame Norma não é tarefa fácil. Observado da Terra, o enxame fica perto do plano da Via Láctea e é obscurecido por uma espessa nuvem de poeira cósmica. Mas o Hubble está à altura do desafio - usando novos dados do WFC3 (Wide Field Camera 3).

Tal como acontece com a maioria das imagens do Hubble, esta não é apenas uma imagem bonita; diz-nos muito sobre o ambiente hostil no coração de um aglomerado de galáxias, e o destino de galáxias como ESO 137-001 que encontram passagem através dele.

Links:

Notícias relacionadas:
Hubble - ESA (comunicado de imprensa)
Astronomy
Universe Today
PHYSORG
SPACE.com
e! Science News
Discover News
io9

ESO 137-001:
Wikipedia
Artigo científico (formato PDF)

Enxame Norma (Abell 3627):
Wikipedia

Pressão de arraste:
Wikipedia

Grande Atractor:
Wikipedia

Galáxias espirais:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Wikipedia

Observatório Chandra:
Página oficial (Harvard)
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Primeira luz do MUSE (via ESO)
Um novo instrumento chamado MUSE (Multi Unit Spectroscopy Explorer) foi recentemente instalado no Very Large Telescope do ESO (VLT) no Observatório do Paranal, no norte do Chile. O MUSE observou galáxias distantes, estrelas brilhantes e outros alvos de teste durante o primeiro período de observações bem sucedidas. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Glóbulos na Nebulosa da Galinha Fugitiva
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Fred Vanderhaven
 
Os ovos desta galinha podem formar estrelas. A nebulosa de emissão na imagem acima, catalogada como IC 2944, tem o nome de Nebulosa da Galinha Fugitiva devido à sua forma. A imagem foi obtida recentemente pelo Observatório Siding Spring na Austrália e apresentado em cores atribuídas cientificamente. Perto do centro estão nuvens moleculares pequenas e escuras, ricas em poeira cósmica obscurescente. Chamados Glóbulos de Thackeray em honra ao seu descobridor, estes "ovos" são locais potenciais para a condensação gravitacional de novas estrelas, embora os seus destinos sejam incertos pois também sofrem rapidamente erosão devido à intensa radiação de estrelas jovens nas proximidades. Juntamente com gás brilhante e regiões complexas de poeira, estas estrelas maciças e energéticas formam o enxame aberto Collinder 249. Esta magnífica paisagem celeste abrange cerca de 70 anos-luz à distância estimada da nebulosa, 6000 anos-luz.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2014 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.