Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 1048
25/05 a 27/03/2014
 
Siga-nos:      
 
ACTIVIDADES

28.03.14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 23:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio.
Público: Público em geral, local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu noturno com telescópio (dependente de meteorologia favorável)

29.03.14 - DESCOBRINDO O SOL
15:00 – 16:00 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Observação do Sol em segurança para conhecer um pouco melhor alguns aspectos da nossa estrela, podendo incluir outras atividades relacionadas com o Sol e o aproveitamento da energia solar. Público: Público em geral, local: CCVAlg

 
EFEMÉRIDES

Dia 25/03: 84.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1538, nascia Christopher Clavius, astrónomo e matemático alemão que modificou a proposta do calendário gregoriano moderno. Nos seus últimos anos foi provavelmente um dos mais respeitados astrónomos na Europa e os seus livros foram usados para a educação astronómica durante mais de 50 anos e até fora do continente europeu.
Em 1655 era descoberta a maior lua de SaturnoTitã, por Christiaan Huygens

Em 1979, o primeiro vaivém espacial completamente funcional, o Columbia, chega ao Centro Espacial John F. Kennedy, para ser preparado para lançamento.
Em 1992, o cosmonauta Sergei Krikalev regressa à Terra após 10 meses a bordo da estação espacial Mir.
Observações: Trânsito de Io, entre as 17:25 e as 19:45.
Trânsito da sombra de Io, entre as 18:43 e as 21:02.

Dia 26/03: 85.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, o exercito dos Estados Unidos lança o Explorer 3.

Observações: Orionte já se inclina para Sudoeste e as Três Marias estão niveladas - um sinal da Primavera.

Dia 27/03: 86.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1845, nascia Wilhelm Röntgen, físico alemão que produziu a detectou radiação electromagnética num comprimento de onda que hoje chamamos de raios-X, um feito que lhe valeu a Prémio Nobel da Física em 1901.
Em 1969, era lançada a Mariner 7

Observações: Ao amanhecer, encontre Vénus perto da fina Lua, baixos a Este-Sudeste.

 
CURIOSIDADES


Foi recentemente anunciada a criação de um mosaico panorâmico da Via Láctea, construído com mais de 2 milhões de imagens infravermelhas obtidas ao longo de 10 anos pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA. O mosaico de 20-gigapixéis pode ser consultado aqui.

 
INTRÉPIDA ESTRELA SOBREVIVE EXPLOSÃO DE SUPERNOVA

Quando uma estrela maciça fica sem combustível, colapsa e explode como uma supernova. Embora estas explosões sejam extremamente poderosas, é possível que uma estrela companheira sobreviva à detonação. Uma equipa de astrónomos usando o Observatório de raios-X Chandra da NASA e outros telescópios encontrou evidências de uma destas sobreviventes.

Esta estrela resistente encontra-se no campo de destroços de uma explosão estelar - também chamado remanescente de supernova - localizado numa região HII com o nome DEM L241. Uma região HII (pronuncia-se "H-dois") é criada quando a radiação de estrelas jovens e quentes retira os electrões dos átomos de hidrogénio neutro (HI) para formar nuvens de hidrogénio ionizado (HII). Esta região HII está localizada na Grande Nuvem de Magalhães, uma pequena galáxia companheira da Via Láctea.

Uma nova composição de DEM L241 contém dados do Chandra (roxo) que esboça o remanescente de supernova. O remanescente permanece quente e, portanto, brilhante em raios-X durante milhares de anos após a explosão original. Também incluídos na imagem estão dados ópticos do estudo MCELS (Magellanic Cloud Emission Line Survey) obtidos com telescópios terrestres no Chile (amarelo e ciano), que traçam a emissão HII produzida por DEM L241. Estão também incluídos dados ópticos adicionais do DSS (Digitized Sky Survey - em branco), que mostram as estrelas do campo.

Imagem do remanescente de supernova DEM L241.
Crédito: raios-X: NASA/CXC/SAO/F. Seward et al; óptico: NOAO/CTIO/MCELS, DSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

R. Davies, K. Elliott e J. Meaburn, cujas iniciais dos apelidos foram combinadas para dar ao objecto a primeira metade do seu nome, mapearam DEM L241 pela primeira vez em 1976. Os dados recentes do Chandra revelaram a presença de uma fonte de raios-X na mesma posição que uma jovem estrela massiva dentro do remanescente de supernova DEM L241.

Os astrónomos podem observar os detalhes nos dados do Chandra para recolher pistas importantes acerca da natureza das fontes de raios-X. Por exemplo, quão brilhantes, como mudam com o passar do tempo e como estão distribuídos ao longo da gama de energia que o Chandra estuda.

Neste caso, os dados sugerem que a fonte pontual é componente de um sistema binário. Em tal par celeste, uma estrela de neutrões ou um buraco negro (formado quando a estrela entrou na fase de supernova) orbita uma estrela muito maior que o nosso Sol. À medida que se orbitam um ao outro, a densa estrela de neutrões ou buraco negro empurra material para longe da estrela companheira graças ao vento de partículas que flui para longe da sua superfície. Caso este resultado seja confirmado, DEM L241 será apenas o terceiro binário entre uma estrela maciça e uma estrela de neutrões/buraco negro já encontrado no rescaldo de uma supernova.

Os dados do Chandra em raios-X mostram também que o interior do remanescente de supernova é rico em oxigénio, néon e magnésio. Este enriquecimento e a presença de uma estrela gigantesca significa que o astro que explodiu tinha uma massa 25 vezes superior, talvez até 40 vezes superior, à do Sol.

Versão legendada que revela a posição da estrela que sobreviveu à explosão da sua companheira.
Crédito: raios-X: NASA/CXC/SAO/F. Seward et al; óptico: NOAO/CTIO/MCELS, DSS
 

As observações ópticas com o telescópio de 1,9 metros do SAAO (South African Astronomical Observatory) mostram que a velocidade da estrela maciça está mudando e que orbita em torno da estrela de neutrões/buraco negro com um período de dezenas de dias. Uma medição mais detalhada da variação de velocidade da estrela companheira deverá fornecer uma prova definitiva da existência (ou não) de um buraco negro no binário.

Já existem evidências indirectas de outros remanescentes de supernova formados pelo colapso de uma estrela num buraco negro. Caso a estrela colapsada em DEM L241 acabe por ser um buraco negro, será a evidência mais forte de tal evento catastrófico.

O que é que o futuro reserva para este sistema? Se o parecer mais recente estiver correcto, esta enorme estrela sobrevivente será destruída numa explosão de supernova daqui a alguns milhões de anos. Quando isso acontecer, poderá formar um sistema binário entre duas estrelas de neutrões ou uma estrela de neutrões e um buraco negro, ou até mesmo um sistema com dois buracos negros.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA/Chandra (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
PHYSORG
Astronomy
redOrbit
io9

Remanescente de supernova:
Wikipedia
NASA
NASA - 2
Núcleo de Astronomia do CCVAlg

Supernova:
Wikipedia 
NASA

Região H II:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Grande Nuvem de Magalhães:
Wikipedia

Observatório Chandra:
Página oficial (Harvard)
Página oficial (NASA)
Wikipedia

MCELS:
Página principal
Wikipedia

SAAO:
Página principal
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Rover Curiosity encontra variações no arenito (via NASA)
Variações no material que une os grãos no arenito formaram a paisagem que rodeia o rover Curiosity e podem ser um tópico de estudo no próximo ponto de paragem da missão. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - "Chiaroscuro" Marciano
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: HiRISEMROLPL (U. Arizona)NASA
 
Sombras profundas criam contrastes dramáticos entre a luz e a escuridão nesta ampliação em alta-resolução da superfície marciana. Obtida a 24 de Janeiro pela câmara HiRISE a bordo da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), a cena estende-se por cerca de 1,5 km através de um campo de dunas situado numa cratera das terras altas do sul. Capturada quando o Sol estava apenas 5º acima do horizonte local, só as cristas das dunas são capturadas em plena luz. Com o longo e frio Inverno marciano aproximando-se do Hemisfério sul do Planeta Vermelho, cumes brilhantes de geada sazonal pintam as dunas marcianas.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2014 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.