Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 1055
18/04 a 21/04/2014
 
Siga-nos:      
 

26.04.14 - DESCOBRINDO O SOL
14:00 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Observação do Sol em segurança para conhecer um pouco melhor alguns aspectos da nossa estrela, podendo incluir outras atividades relacionadas com o Sol e o aproveitamento da energia solar. Público: Público em geral, local: CCVAlg

 
EFEMÉRIDES

Dia 18/04: 108.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1955, falecia Albert Einstein.

Observações: Júpiter brilha por baixo do grande Arco da Primavera este ano. O Arco cobre grande parte do céu a Oeste. Pollux e Castor formam o seu topo (a latitudes médias norte). Para baixo e para a esquerda está uma das pontas do Arco, Procyon, e para a direita está a outra ponta, Capella.

Dia 19/04: 109.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1971, lançamento da Salyut 1, a primeira estação espacial.
Em 1975, lançamento do primeiro satélite da Índia, o Aryabhata.

Em 1966 nascia Brett J. Gladman, astrónomo canadiano, conhecido pelo seu trabalho na astronomia dinâmica do Sistema Solar. Estudou o transporte de meteoritos entre planetas, a entrega de meteoróides desde a cintura principal de asteróides, e a possibilidade do transporte da vida via este mecanismo, conhecido como panspérmia. Descobridor e co-descobridor de muitos corpos astronómicos do Sistema Solar, asteróides, cometas da cintura de Kuiper e muitas luas dos planetas gigantes.
Observações: Já disse olá a Vega este ano? A "Estrela do Verão" brilha agora baixa a Nordeste depois do anoitecer. Ao amanhecer está bem perto do zénite.

Dia 20/04: 110.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1535, o fenómeno de parélio é observado por cima de Estocolmo e representado no quadro Vädersolstavlan.
Em 1865, o astrónomo Pietro Angelo Secchi demonstra o disco de Sechi, que mede a claridade da água, a bordo do iate do Papa Pio IX, o L'Imaculata Concezione.
Em 1972, a Apollo 16 aterra na Lua, uma das seis missões tripuladas à Lua com sucesso.

John W. Young e Thomas K. Mattingly III alunaram numa área de nome Descartes. Este foi o primeiro estudo das terras-altas, feito com várias câmaras e experiências. O "rover" lunar foi usado pela segunda vez. Os astronautas permaneceram 71 horas na superfície. Recolheram 95,8 kg de rochas lunares.
Observações: Aproveite a noite para observar telescopicamente Marte, Júpiter e Saturno. Às 23:45, Saturno e Júpiter encontram-se praticamente à mesma altura no céu (+/- 20º), a Sudeste e Oeste, respectivamente. Marte, por outro lado, está bem alto a Sul.

Dia 21/04: 111.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1964, um satélite Transit-5bn falha a atingir órbita da Terra após lançamento. À medida que reentra na atmosfera, 0,95 kg de plutónio radioactivo da sua fonte de alimentação SNAP RTG é largamente dispersado.
Em 1994, são anunciadas as primeiras descobertas de planetas extrasolares pelo astrónomos Alexander WolszczanDale Frail. Descobiram dois planetas em órbita do pulsar PSR 1257+12
Em 2002, uma erupção no Sol providencia uma excelente oportunidade para uma panóplia de instrumentos nas sondas SOHOTRACE  e RHESSI recolherem dados para comparação com o modelo Lin & Forbes de CMEs (ejecção de massa coronal).

Observações: Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as 19:01 e as 22:37.

 
CURIOSIDADES


A fase de Lua Cheia é nove vezes mais brilhante que o Quarto Crescente ou Minguante.

 
KEPLER DESCOBRE PRIMEIRO PLANETA DO TAMANHO DA TERRA NA ZONA HABITÁVEL DE OUTRA ESTRELA

Com o Telescópio Espacial Kepler, astrónomos descobriram o primeiro planeta do tamanho da Terra que orbita uma estrela na "zona habitável" - a gama de distâncias de uma estrela onde a água líquida pode existir à superfície de um planeta. A descoberta de Kepler-186f confirma que planetas do tamanho da Terra existem na zona habitável de outras estrelas que não o nosso Sol.

Embora já se conheçam planetas na zona habitável, são todos pelo menos 40% maiores que a Terra e compreender a sua composição é um desafio. Kepler-186f é mais parecido com a Terra.

"A descoberta de Kepler-186f é um importante passo no sentido de encontrar mundos como o nosso planeta Terra," afirma Paul Hertz, director da Divisão de Astrofísica da NASA na sede da agência em Washington, EUA. "As missões futuras da NASA, como a TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) e o Telescópio Espacial James Webb, vão descobrir os exoplanetas rochosos mais próximos e determinar a sua composição e condições atmosféricas, continuando a busca da humanidade em encontrar mundos verdadeiramente parecidos com a Terra."

Impressão de artista de Kepler-186f, o primeiro planeta do tamanho da Terra validado, em órbita de uma estrela distante, na sua zona habitável.
Crédito: NASA Ames/Instituto SETI/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Embora se saiba o tamanho de Kepler-186f, não se sabe a sua massa e a sua composição. No entanto, pesquisas anteriores sugerem que um planeta do tamanho de Kepler-186f é provavelmente rochoso.

"Conhecemos apenas um planeta onde existe vida - a Terra. Quando procuramos vida para lá do nosso Sistema Solar, focamo-nos em encontrar planetas com características que imitam as da Terra," realça Elisa Quintana, investigadora do Instituto SETI do Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, no estado americano da Califórnia, e autora principal do artigo publicado ontem na revista Science. "Encontrar um planeta na zona habitável, comparável em tamanho com a Terra, é um grande passo em frente."

Kepler-186f reside no sistema Kepler-186, a cerca de 500 anos-luz da Terra na direcção da constelação de Cisne. O sistema também contém outros quatro planetas, que orbitam uma estrela com metade da massa do nosso Sol. A estrela está classificada como uma anã M, ou anã vermelha, uma classe de estrelas que perfaz 70% das estrelas na nossa Via Láctea.

"As anãs M são as estrelas mais numerosas," comenta Quintana. "Os primeiros sinais de outras formas de vida na Galáxia podem muito bem vir de planetas em órbita de uma anã M."

O diagrama compara os planetas do nosso Sistema Solar interior com Kepler-186, um sistema com cinco planetas a cerca de 500 anos-luz de distância na constelação de Cisne. Os cinco planetas de Kepler-186 orbitam uma anã M, uma estrela com metade do tamanho e massa do Sol.
Crédito: NASA Ames/Instituto SETI/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Kepler-186f orbita a sua estrela a cada 130 dias e recebe um-terço da energia da sua estrela que a Terra recebe do Sol, colocando-o mais próximo da orla exterior da zona habitável. À superfície de Kepler-186f, o brilho da sua estrela ao meio-dia corresponde ao brilho do nosso Sol cerca de uma hora antes do pôr-do-Sol.

"Lá por estar na zona habitável, não quer dizer que sabemos que este planeta é habitável. A temperatura do planeta depende fortemente do tipo de atmosfera que tem," realça Thomas Barclay, investigador do Instituto de Pesquisa Ambiental de Bay Area em Ames, co-autor do artigo. "Kepler-186f pode ser visto como um primo da Terra em vez de um gémeo da Terra. Tem muitas propriedades parecidas às da Terra."

Os outros quatro planetas, Kepler-186b, Kepler-186c, Kepler-186d e Kepler-186e, orbitam a sua estrela-mãe a cada 4, 7, 13 e 22 dias, respectivamente, o que os torna demasiado quentes para a vida como a conhecemos. Estes quatro planetas interiores têm todos menos que 1,5 vezes o tamanho da Terra.

Os próximos passos na busca por vida distante incluem observar verdadeiros gémeos da Terra - planetas do tamanho da Terra dentro da zona habitável de uma estrela como o Sol - e medir as suas composições químicas. O Telescópio Espacial Kepler, que simultaneamente e continuamente mediu o brilho de mais de 150.000 estrelas, é a primeira missão da NASA capaz de detectar planetas do tamanho da Terra em torno de estrelas como o nosso Sol.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Observatório Gemini (comunicado de imprensa)
Observatório W. M. Keck (comunicado de imprensa)
Instituto SETI (comunicado de imprensa)
Planetary Habitability Laboratory (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Science (requer subscrição)
PHYSORG
Universe Today
Nature
Discover
New Scientist
SPACE.com
EarthSky
Popular Mechanics
National Geographic
Wired
Forbes
The Verge
Gizmodo
BBC News
Reuters
Público

Kepler-186f:
Wikipedia
Kepler-186 (Wikipedia)

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas confirmados (Wikipedia)
Lista de planetas não confirmados (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Anãs vermelhas:
Wikipedia

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Descobertas planetárias do Kepler
Mapa das zonas de estudo do Kepler (formato PDF)
Wikipedia

 
IMAGENS DA CASSINI PODEM REVELAR NASCIMENTO DE NOVA LUA DE SATURNO

A sonda Cassini da NASA documentou a formação de um pequeno objecto gelado dentro dos anéis de Saturno que poderá ser uma nova lua, e também forneceu pistas para a formação das luas conhecidas do planeta.

Imagens obtidas com a câmara de ângulo estreito da Cassini a 15 de Abril de 2013 mostram distúrbios no limite do anel A de Saturno - o mais exterior dos grandes e brilhantes anéis do planeta. Uma dessas perturbações é um arco cerca de 20% mais brilhante do que os seus arredores, com 1200 km de comprimento e 10 km de largura. Os cientistas também descobriram protuberâncias invulgares no perfil normalmente suave do limite do anel. Os cientistas acreditam que o arco e as protuberâncias são provocadas pelos efeitos gravitacionais de um objecto próximo. Os detalhes das observações foram publicados no passado dia 14 de Abril pela revista Icarus.

A perturbação visível no limite exterior do anel A de Saturno, nesta imagem da Cassini, pode ser provocada por um objecto repetindo o processo de nascimento das luas geladas.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Não se espera que o objecto cresça mais, e pode até estar quebrando-se. Mas o processo da sua formação e movimento para fora ajuda na nossa compreensão de como as luas geladas de Saturno, incluindo Titã, envolta em nuvens, e Encelado, com um oceano, podem ter sido formadas em anéis mais massivos há muito tempo atrás. Pode também fornecer informações de como a Terra e outros planetas no nosso Sistema Solar se formaram e migraram para mais longe da nossa estrela, o Sol.

"Nós não vimos nada como isto antes," afirma Carl Murray, da Universidade Queen Mary de Londres, o autor principal do artigo. "Podemos estar a observar o acto de nascimento, onde este objecto está apenas deixando os anéis e saindo para ser uma lua de seu próprio direito."

O objecto, informalmente chamado Peggy, é demasiado pequeno para ser visto em imagens até à data. Os cientistas estimam que provavelmente não tenha mais que 800 metros em diâmetro. As luas de Saturno variam em tamanho dependendo da sua proximidade ao planeta - quanto mais longe do planeta, maior. E muitas das luas de Saturno são compostas principalmente por gelo, tal como as partículas que formam os anéis de Saturno. Com base nestes factos, e noutros indicadores, os cientistas propuseram recentemente que as luas geladas formaram-se a partir de partículas dos anéis e depois moveram-se para fora, para longe do planeta, fundindo-se com outras luas no caminho.

"O testemunhar do possível nascimento de uma pequena lua é um evento inesperado e emocionante," afirma a cientista Linda Spilker, do projecto Cassini e do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. Segundo Spilker, a órbita da Cassini aproximar-se-á do limite exterior do anel A no final de 2016 e irá proporcionar uma oportunidade para estudar Peggy em mais detalhe, talvez até capturar imagens.

É possível que o processo de formação de luas nos anéis de Saturno tenha terminado com Peggy, pois os anéis de Saturno estão agora, com toda a probabilidade, demasiado empobrecidos para fabricar mais luas. Tendo em conta que poderão nunca mais observar este processo, Murray e colegas estão espremendo das suas observações tudo o que conseguem.

"A teoria sustenta que Saturno há muito tempo atrás tinha um sistema de anéis muito mais massivo, capaz de dar à luz luas maiores," comenta Murray. "À medida que as luas se formavam perto das extremidades, esgotaram os anéis e evoluíram, por isso as que se formaram mais cedo são as maiores e mais distantes."

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Icarus
EarthSky
SPACE.com
Astronomy
Sky & Telescope
Astronomy Now
SpaceDaily
redOrbit
BBC News
ars technica
Gizmodo
Forbes
AstroPT
SIC Notícias
TSF
tek

Saturno:
Solarviews
Wikipedia

Cassini:
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Inclinações bizarras podem fazer mais mundos habitáveis (via NASA)
De acordo com um novo modelo da NASA e de cientistas afiliados com o Instituto de Astrobiologia da agência espacial, planetas que se inclinam para um lado e depois mudam de orientação dentro de um período de tempo pequeno podem ser surpreendentemente habitáveis. Ler fonte
     
  Novo estudo esboça teoria de "mundo aquático" para as origens da vida (via NASA)
A vida surgiu há mais de 4 mil milhões de anos na nossa Terra nascente, um local mais duro e molhado do que é agora, banhado em poderosos raios ultravioleta. O que começou como células simples transformou-se em moldes de lodo, sapos, elefantes, humanos e no resto dos reinos animais do nosso planeta. Como é que tudo começou? Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Marte Perto de Oposição
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Fabio Carvalho e Gabriela Carvalho
 
No passado dia 8 de Abril, Marte esteve em oposição. A sua maior aproximação à Terra ocorreu no dia 14. Encontra-se na constelação de Virgem, na direcção oposta à do Sol no céu nocturno. É uma excelente altura para observar o Planeta Vermelho telescopicamente, como a imagem demonstra, obtida a 3 de Abril. A nítida imagem foi capturada com uma câmara digital acoplada a um telescópio de 16 polegadas a partir de Assis, Brasil. A calote polar norte de Marte está no topo à esquerda. Também visíveis na imagem, nuvens orográficas esbranquiçadas - nuvens de vapor de água que condensa na fria atmosfera por cima dos picos dos grandes vulcões do planeta. As datas da oposição e da maior aproximação são ligeiramente diferentes devido à órbita elíptica do planeta. Estes dias ainda continuam a ser bons para a observação do planeta.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2014 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.